História When Love Happens - Capítulo 23


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexandra "Lexie" Grey, April Kepner, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Jackson Avery, Mark Sloan, Meredith Grey, Sophia Robin Sloan Torres
Tags Arizona, Calliope, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 88
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Twenty three


Arizona Robbins.

depois daquela situação com a Callie e um belíssimo tapa em minha cara, eu preferi acreditar que aquele era o momento de dar 'tempo ao tempo'.

a primeira semana digamos que fora tranquila. tentei demonstrar que tudo estava bem, que eu podia me manter de cabeça erguida e que estava determinada a não pensar tanto em Calliope. evitei ao máximo olhar no fundo daqueles olhos castanhos que tanto me hipnotizavam e me faziam perder o juízo. evitei trocar palavras que não fossem relacionadas a empresa, assim não precisaria ouvir aquela voz que tanto me agradava.

na segunda e na terceira semana eu me encontrei revendo Friends pela 10° vez, acompanhada de um bom vinho ou tequila, fora o brigadeiro maravilhoso que eu sabia fazer. era notável as olheiras que haviam se formado, tentei esconder mas não dava muito certo. quase todos os dias eu ia trabalhar com uma ressaca insuportável, sem contar que vomitei até o que não devia. eu estava só o pó.

tentar não pensar na latina era a mesma coisa de pedir para pensar na mesma. igual a uma adolescente eu relia nossas conversas, eu a via em cada canto, em cada rosto, eu sentia o cheiro de seu perfume por todo o lugar que passava. aquela mulher estava dentro de mim e eu não sabia ou não tinha como tirá-la.

na quarta semana eu consumi com todo o álcool que tinha em minha casa, Meredith e Addison quase me mataram por isso, mas o que eu podia fazer se estava 'sofrendo' por amor? sofrendo por alguém que não estava nem aí pra mim, por alguém que me esqueceu tão facilmente que parecia até fingimento.

queira Deus que tudo aquilo fosse mentira, queira que ela sentisse tanto a minha falta como eu sentia a dela. como eu queria me emaranhar em seus lençóis novamente e sentir o seu calor. como eu queria sentir o doce da sua boca e tocar a sua pele. como eu queria abraçá-la e tê-la comigo. eu queria tantas coisas e eu não podia. será que ela queria o mesmo?

eu estava tão mal que nem levantar da cama eu sentia vontade, porém eu precisava. eu chorei por horas e horas, parecendo até que alguém havia morrido. Meredith até dispensou Addison por alguns momentos para me fazer companhia e me aconselhar.

eu me sentia uma boba por estar passando por tudo aquilo. eu não deveria, ela não merecia todo esse meu estado fodido. eu com certeza aumentei minhas chances de uma cirrose por causa dela. chorei todo o líquido de água que existia em meu corpo por causa dela. isso era certo? não, não era! mas eu sentia a falta dela.

um mês...

um mês e duas semanas se passaram desde o acontecido. um mês e duas semanas que vieram a ser os piores dias de minha vida. como alguém sofria tanto assim? Arizona Robbins era essa pessoa.

hoje eu acordei com uma fome que não me pertencia, tive que ir ao supermercado pois não havia nada em casa e advinha como fui? de pijama, isso mesmo. o melhor era como as pessoas me olhavam, como se eu fosse algum tipo de aberração ou sei lá o que. eu sei que eu estava só o bagaço da laranja mas o que posso fazer? culpem a Calliope Torres.

voltei para casa e preparei meu café, Addison apareceu logo em seguida com um sorriso no rosto, o que me fez revirar os olhos.

- bom dia, Arizinha.

- que merda de apelido, Addison.

- porra, esse seu mau humor precisa passar urgentemente, eu vou acabar com a vida da Callie.

- não sei porquê ainda não fez isso. - falei mordendo um pedaço de panqueca. - quer?

- não, obrigada. sabe o que eu acho que você deveria fazer? sair um pouco de casa, fazer uma caminhada, ir no parque, no shopping, sei lá... qualquer lugar que a faça relaxar e não beber. - ela aponta para as garrafas que eu havia comprado. - você precisa parar, Ari.

- eu sei, Addison. talvez eu saia, boates abrem dia de domingo não é? quando anoitecer eu vou em alguma me divertir um pouco.

- nada disso, mocinha. você vai sair hoje a tarde para um parque pelo menos.

- parques me lembram Isa, que me lembra Callie... falando nisso, a pequena está bem?

- sim, morrendo de saudades de você.

- eu também estou. eu posso dizer que amo aquela garotinha como se ela fosse minha filha. parece até estranho, mas nossa conexão foi tão espontânea e rápida. - falo sorrindo ao me lembrar da menina.

- é bom te ver sorrir, estava com saudades. - falou Meredith entrando na cozinha. - o que estão fazendo? - ela abraça Montgomery por trás e lhe deixa um beijo no ombro.

- estou tentando fazer Arizona ir ao parque ou pra qualquer lugar.

- parque é uma boa, ela sempre gostou. por que não vai, sunshine?

- não sei, não quero sair.

- mas você precisa.

- eu vou pensar, okay? talvez eu vá...

🥀

Calliope Torres.

uma bagunça. tudo estava uma verdadeira bagunça. minha vida estava virada de cabeça para baixo e eu estava péssima. eu sempre tive facilidade em esconder meus sentimentos e mais uma vez eu estava conseguindo porém estava me machucando.

ignorar a segunda pessoa que eu mais amo era praticamente a pior coisa que já fiz. olhar para aquela mulher e não beijá-la era um pecado. passar pela mesma e não lhe cumprimentar, não lhe abraçar, não tocá-la era o fim dos tempos.

eu estava sendo uma pessoa horrível e Deus, como eu queria e quero aquela mulher na minha vida de novo. isso desencadeou mais ainda principalmente quando minha filha começou a chamar por Arizona todos os dias.

eu estava disposta a deixar tudo de lado e esquecer o que nos fez ficar distantes e separadas. eu estava disposta a pedir desculpas para aquela mulher e tê-la nos meus braços novamente. eu estava disposta a qualquer coisa por ela mas eu tinha medo. e se ela não me quisesse mais? e se ela tivesse desistido depois de tantas e tantas tentativas?

durante esse tempo eu disquei seu número diversas vezes e quando estava para chamar eu desligava. por um pequeno deslize eu deixei chamar e no segundo toque ela atendeu e ao fundo ouvi sua voz de choro. eu não consegui falar nada, minha voz havia sumido e passei o telefone para minha filha como uma mera covarde, mas em compensação pude ver o sorriso da pequena ao falar com a loira de olhos azuis que me deixa louca.

hoje o dia estava ensolarado e digno de um passeio com minha filha. a pequena logo se animou quando disse que iríamos ao parque e insistiu para que fossemos no qual Arizona a levou uma vez na esperança de encontrar a moça por lá.

crianças e suas esperanças...

nós tínhamos chegado ao parque que estava bem movimentado. ajeitei uma toalha de mesa no gramado e coloquei a cesta de alimentos por cima. minha filha tinha um sorriso gigantesco no rosto e se fosse possível, aquele sorriso aumentou quando os olhos da pequena focaram em uma pessoa.

meu coração disparou. eu não estava acreditando no que estava vendo e parecia loucura, eu a via todos os dias mas hoje, hoje parecia diferente. minha filha correu em sua direção e pulou em seu colo a abraçando forte. aquela cena era tão linda e eu a guardaria para sempre.

a loira girou com a pequena no ar e a abraçou novamente para logo depois encher seu rosto de beijinhos. Isa apontou para mim e vi o sorriso da mulher se desmanchar aos poucos. elas vieram em minha direção e a cada passo dado, era uma batida de coração errada.

- mamãe, olha só que está aqui... eu disse pra voxê que ela estaria aqui.

- Arizona... - eu disse me levantando tentando soar o mais natural possível.

- Calliope. - eu já falei que amo quando essa mulher me chama assim?

- vocês não vão dar um beijinho, mamãe? - minha filha pergunta inocente e sinto um frio no estômago.

- ora, já tinha ia me esquecendo... - Ari se pronuncia e me dá um beijo na bochecha, o que fez meu corpo inteiro se arrepiar.

- tia Ari, por que não fica com a gente? mamãe trouxe bastante comidinha.

- melhor não, pequena... a tia só veio dar um passeio e já está indo embora.

- ah não, mas eu estava com tanta saudade...

- oh Isa, não faça essa carinha de cachorrinho que eu não resisto. - ela toca a ponta do nariz dela com o indicador.

- se não for fazer nada, fique com a gente. eu realmente trouxe bastante comida e tenho certeza que não comeremos tudo. - como aquelas palavras pularam da minha boca? eu não sei, porém ansiava por sua resposta.

- Callie, melhor...

- por favor. - a cortei para insistir. - senão ela vai me perturbar igual ao mês inteiro para lhe ver novamente. - ela pensou um pouco desviando seu olhar de mim para Isa.

- tudo bem, eu fico.

ponto para minha filha!

Arizona se acomodou colocando Isa entre suas pernas. as duas estavam em uma conversa totalmente divertida no mundinho delas. eu poderia registrar aquele momento mas como o outro, eu o guardaria na memória.

como Arizona estava sentada ao meu lado, houve um momento onde minha miniatura pegou nossas mãos e colocou uma por baixo e outra por cima da sua, fazendo com que uma corrente elétrica passasse por todo o meu corpo.

- mamãe, eu vou falar igual a tia Addie disse: voxês duas fazem um casal muito munito. - ela disse com uma risada.

- você acha, filha? - perguntei olhando para Arizona que tinha feito o mesmo.

- eu acho. e ela podia ser minha mamãe também, aí eu teria duas mamães. - diz sorrindo, fazendo Arizona a olhar com um sorriso cúmplice.

- quem sabe um dia... - falei por fim.

conforme o tempo foi se passando a pequena levantou-se para brincar, nos deixando sozinhas em um silêncio incômodo. era hora de mudar aquilo.

- me desculpe. - falei e ela me encarou.

- hum?

- me desculpe por tudo...

- tudo o que, Calliope? seja mais específica.

- eu já escutei mil desculpas suas e acho que é a sua vez de escutar as minhas. - ela faz um sinal positivo com a cabeça para que eu prossiga. - primeiro eu quero lhe pedir desculpas por não ter acreditado em você, por não ter confiado em você, por ter te ignorado e não ter aceitado suas desculpas. me desculpe porque da mesma forma que eu estava machucada por algo que sequer aconteceu, eu tenho certeza que te machuquei muito mais pelo o que te fiz passar. Arizona, eu sinto saudades de ter você do meu lado, de te beijar, de dizer e ouvir um te amo, saudades de te abraçar, de te dar carinho, saudades de tudo que nós duas vivíamos.

ela me olhava atentamente e eu desviei meus olhos dos seus e foquei na minha filha.

- eu sinto a sua falta, Robbins. e você não faz ideia de como foi horrível para mim esse mês sem você, como foi horrível te ignorar e me fazer de forte porquê a todo segundo que te olhava, minha única vontade era de te beijar. me senti uma estúpida por não ter lhe escutado e confiado em você, eu falhei nisso, falhei em não ter acreditado em ti... eu te amo tanto, Arizona, mas tanto que eu também me sinto infectada por você. se você não quiser me desculpar, eu vou te entender perfeitamente mas...

sou calada com algo que eu definitivamente não esperava. os lábios da loira colidiram com os meus em um beijo tão doce, tão cheio de saudade, carinho e amor. um beijo no qual eu sentia tanta falta e eu não queria mais parar.

Arizona passou a língua por meus lábios pedindo passagem com a língua e logo cedi sem nem pensar duas vezes. minha mão foi para sua nuca e a sua segurava meu rosto.

quando o ar nos faltou, Ari colou nossas testas e de olhos fechados sussurrou:

- eu te amo tanto, Calliope.



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