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História When the heart learns to love! - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Talvez eu esteja muito entediada rsrsrsrs.
Essa quarentena ta osso!
Essa historia tinha sido descontinuada, mas se ainda houver alguem acompanhando, boa leitura!

Capítulo 5 - Orchids


“Aquele William… ontem ele simplesmente tomou meu celular! E disse que só vai devolver se meu pai vier aqui, dá pra acreditar?!” Claude reclamava do inspetor.

“E aí?” Bard se interessou pela história.

“Obviamente que eu disse para os meus pais que fui assaltado. Você não sabe da melhor! Eles me levaram até a delegacia pra fazer um boletim de ocorrência.” Ele começou a rir. “E eu descrevi o William como assaltante.”

Sebastian franziu a testa. Ele aceitava matar aula, falar mal dos inspetores e professores, e até caçoar dos alunos retardados, mas ir até uma delegacia para relatar uma ocorrência falsa parecia tremendamente errado. “E se vierem atrás dele?”

“Oi? Os policiais só comem doughnuts, inocente.” Claude riu e deu de ombros.

Naquele momento Ciel passou ao lado da mesa que eles conversavam. Ele tinha demorado demais para terminar um exercício, e por causa disso só estava indo comer nesse momento, dez minutos depois dos outros alunos.

“Olha se não é um dos meus retardados preferidos!” Claude falou para o garoto ouvir. “Se perdeu no caminho para o refeitório?”

Sebastian e Bard riram disso.

Ciel olhou para seu futuro irmão postiço. Mesmo que os dois não fossem ser amigos, ele achava errado que Sebastian continuasse a rir do bullying que ele sofria.

“Cuidado, Sebastian, ele pode estar tentando te passar alguma doença.” Claude zombou da maneira que o Phantomhive olhava para o amigo.

Nesse momento, Ciel olhou de cara fechada para Faustus, ele estava cansado de ser tratado igual a um leproso, como se tivesse alguma doença contagiosa, mas sabia que revidar só pioraria a situação, Claude usaria suas palavras para novas chacotas.

“O que foi? A bichinha ficou ofendida?” Claude se aproximou, usando seu tamanho para intimidar. “Bicha! Vaza daqui, seu bostinha.”

Ciel apenas baixou a cabeça e passou por ele sem falar nada, caminhando apressado para se ver longe dali. Ele achava Faustus o integrante mais assustador do trio, até tinha medo de ser agredido por ele ao tentar se defender de suas ofensas, por isso preferia escutar calado. Era mais seguro.

Sebastian ficou observando Ciel se afastar. Ele reconhecia que a cada dia as brincadeiras de Claude se tornavam mais agressivas e começavam a passar dos limites, mas não era como se ele tivesse alguma coisa a ver com isso. Não era problema seu. Ele ainda não havia contado que em breve Ciel se tornaria seu familiar, e por enquanto queria manter isso em segredo.

***

“É por isso que eu odeio gravatas.” Vincent optou por desistir, parecia tarefa quase impossível fazer um nó perfeito. “Acho melhor deixar isso para Olivia resolver.”

Ciel deu uma risada presenciando a enésima tentativa mal sucedida de seu pai de amarrar decentemente a tira de tecido no pescoço. Vincent, assim como ele, era um atrapalhado. “Se para você é difícil, imagine para mim.”

“Pelo menos agora você sabe para quem puxou. Lembre-se de se casar com uma mulher que saiba dar um nó em uma gravata, assim evitará dores de cabeça com isso.” Vincent se olhou no espelho. “Como estou?”

“Nada mal para um senhor de meia idade.” Ciel brincou. Seu pai era um dos poucos que conseguia presenciar esse seu senso de humor.

“Meia idade? Agora que eu cheguei na casa dos vinte anos!” Vincent disse meio ofendido. Era apenas uma brincadeira, mas isso não deixava de afetar uma pessoa já na casa dos quarenta anos e alguns fios brancos na cabeça. Eram poucos, mas estavam lá. “Pois fique sabendo que esse velhote aqui ainda coloca muito novinho no chinelo.”

“Em questão de auto-estima tenho certeza que sim.” Ciel riu, mas logo voltou a ficar sério. “Terá muita gente no casamento?”

Vincent sentou ao lado de Ciel na cama, sabia que o filho não gostava de lugares cheios de pessoas, que era uma pessoa introvertida e que possuía dificuldades para socializar, e aglomerações sempre o deixavam ansioso. Em uma festa, o garoto fazia parte do grupo que ficava sentado em um canto sem falar com ninguém, a não ser que falassem com ele.

“No casamento não. Será uma cerimônia simples no cartório onde iremos eu, você, Olívia, Sebastian e os padrinhos. Após isso faremos um ‘comes e bebes’ na casa de Olívia apenas para os amigos mais íntimos, ela também achou melhor fazer algo mais reservado”. Ele sabia que o real motivo do desconforto de sua noiva era Sebastian.

“E quando iremos nos mudar?” Ciel questionou. A decisão de morarem na casa de Olivia foi quase unânime, já que a casa dela era maior e tinha três quartos. Ciel foi o único que preferiu não opinar, ele não queria se mudar, mas também não queria dividir o quarto com Sebastian caso fosse eles a se mudarem para sua casa.

“Se tudo der certo, nesse final de semana.” Vincent levantou da cama após olhar no relógio. “Agora vamos, ou Olivia pensará que eu desisti.”

***

“Por favor, antes de dar início ao casamento, peço a todos que coloquem seus celulares no silencioso e evitem tirar fotos durante a cerimônia.” A juíza de paz dava as recomendações para que não houvesse intervenções durante a celebração. Ela começou todo o protocolo da cerimônia. “...Vincent Phantomhive é de sua livre e espontânea vontade aceitar Olivia Michaelis como sua legítima esposa?”

“Sim.” Vincent respondeu com um sorriso, apertando a mão de Olivia entrelaçada a sua, como uma confirmação do que acabara de dizer.

“Olivia Michaelis é de sua livre e espontânea vontade receber Vincent Phantomhive como seu legítimo esposo?”

“Sim.” Ela também confirmou.

“Então segundo a vontade de ambos, acabaram de efetuar perante mim esse casamento e perante a lei, eu os declaro casados.” A juíza de paz deu lugar à tabeliã para que fosse feita a leitura e confirmação das informações contidas na certidão de casamento.

Sebastian assistia a tudo se consumindo em tédio, ele ainda não conseguia ver o motivo de ser obrigado a estar ali, não era como se sua ausência fosse impedir o casamento de acontecer. Ele preferia mil vezes estar em seu quarto jogando vídeo game ou perambulando com Claude e Bard pela cidade.

Ele olhou para Ciel sentado a seu lado, o garoto se mantinha atento a tudo que era dito, como se fosse ele a estar casando, só faltava ficar emocionado e começar a chorar. Era mesmo um garoto estranho.

“Se você não piscar, seus olhos vão secar.” Ele sussurrou para que apenas o menor ouvisse.

“Você está falando comigo?” Ciel se surpreendeu já que Sebastian na maioria das vezes ignorava sua existência.

Michaelis revirou os olhos. “Não, estou falando com a assombração sentada ao seu lado. Claro que é com você, idiota.”

“Ah tá.” Ciel corou, óbvio que era com ele, não havia mais ninguém sentado do lado dos dois. Devido a prestar atenção na cerimônia, ele não entendeu o que o outro havia dito. “Você poderia repetir, eu não consegui ouvir.”

“Deixa pra lá. Você é muito lerdo.” Sebastian virou a cara. Ciel era irritante.

“E-Eu não sou lerdo.” Ciel odiava gaguejar toda vez que estava na presença do outro.

“E ainda por cima é gago.” Sebastian disse apenas para infernizar, aquela cerimônia estava uma bosta e tirar uma com a cara do mongolozinho iria distraí-lo.

“Eu não sou... gago. Q-Quer dizer, mais ou menos, só quando estou nervoso, mas eu estou fazendo tratamento com o fono para corrigir isso” Ciel disse sem jeito. Como se não bastasse a gagueira, ele também trocava as letras as vezes, como por exemplo, o l com o r. “Você é que me deixou nervoso”.

“Você me deixou nervoso.” Sebastian o imitou, fazendo uma careta. “Eu hein do garoto estranho.”

“V-Você que é estranho.” Ciel murmurou fazendo um biquinho e virou o rosto, não daria mais atenção àquele garoto bipolar.

“Há alguém nessa sala que seja contra esse casamento ou conheça algum motivo para que ele não aconteça?” A juíza perguntou. “Ninguém?”

Nesse momento Sebastian teve vontade de gritar que era contra, que não aceitava, não queria aquela união, mas seu bom senso o manteve em silêncio. Sem nenhuma objeção por parte dos convidados, a cerimônia continuou e logo as alianças eram trocadas.

Em menos de meia hora Vincent e Olivia estavam oficialmente casados. Sebastian não pôde deixar de observar a felicidade de sua mãe, fazia um bom tempo que não a via sorrir daquele jeito, irritantemente, ela realmente parecia feliz. Ele não teria outra opção a não ser se acostumar com sua nova vida, haveria agora dois novos integrantes na família, mais dois assentos à mesa e ele teria que engoli-los mesmo contra sua vontade.

“Sebastian, venha tirar foto conosco.” Olivia o chamou.

“Não quero.” Sebastian foi curto e grosso. Além de odiar fotos, ele não estaria no mesmo porta retrato que os outros dois.

“Então venha Ciel.” Olivia resolveu não insistir, não acabaria com seu bom humor batendo cabeça com o filho turrão. Era um caso perdido.

Ao contrário de Sebastian, Ciel levantou do banco com um sorriso e foi ao encontro do casal. Ele também não gostava de fotos, não se achava fotogênico, mas essa era uma ocasião especial e não custaria nada abrir uma exceção.

“Parabéns aos dois.” Ciel disse assim que as fotos acabaram.

“Obrigada, querido.” Olivia lhe deu um abraço de urso. Seria uma bênção se Sebastian fosse tão receptivo quanto Ciel, tudo seria mais fácil. Porém era totalmente ao contrário, os dois garotos eram tão diferentes quanto a água e o vinho. “Tenho certeza que seremos uma família feliz.”

Ciel assentiu, ele também acreditava nisso. Olivia era diferente do marido de sua mãe e ele se sentia confortável na presença dela, tudo indicava que teriam uma boa convivência. Enquanto os recém-casados combinavam com os padrinhos de se encontrarem na casa da morena, Ciel observava o quanto seu pai parecia eufórico. Sorriu, se seu pai estava feliz, ele ficava feliz também.

E em dado momento, sem querer ele acabou mantendo contato visual com Sebastian, simultaneamente. Não importava a situação, sempre era estranho quando algo assim acontecia. Ele rapidamente desviou o olhar e deu atenção a conversa dos mais velhos outra vez, porém sua curiosidade falou mais alto e ele olhou na direção de Sebastian novamente, constatando que ele também o observava. De um jeito sério. Até meio assassino. Sebastian então deu seu odioso sorriso de deboche.

Isso fez um arrepio percorrer a espinha de Ciel e o lembrou de um pequeno, porém importante detalhe, agora ele tinha um irmão postiço. Um irmão imensuravelmente insuportável.

***

Para os comes e bebes da festa, Olivia e Vincent encomendaram aperitivos para não se preocuparem em cozinhar, algo que nenhum dos dois era bom o suficiente.

Sebastian se sentou no sofá, aproveitando os últimos minutos de paz antes de seus parentes chegarem e começarem a elogiar sobre como ele havia crescido, perguntar sobre a escola, e o pior de tudo, fazerem perguntas inconvenientes sobre ‘as namoradas’.

Ciel ajudou seu pai e sua nova madrasta a posicionar os aperitivos na mesa.

“Sebastian?” Olivia chamou o filho. “Tem certeza que não quer chamar seus amigos para a festa? Podem ficar jogando se quiserem, desde que você faça um pouco de sala.”

“Tenho certeza.” Sebastian sabia que seria massacrado por Claude com piadas de mau gosto se ele descobrisse que agora Ciel era seu irmão postiço. Pior ainda seria fazer os dois se encontrarem.

“Está bem…” Olivia ficava apreensiva a cada minuto que passava. Ela estranhava seu filho não ter reclamado sobre o casório ou alguma coisa relacionada a isso, e sinceramente temia que ele começasse a brigar durante a festa, a envergonhando na frente de todos. “Quer pegar alguma coisa para comer agora? Você também, Ciel. Não quer um docinho?”

Ciel tinha uma queda de vinte andares por doces, por isso, ele assentiu pegando dois e levando um para Sebastian como uma oferta de paz. Os dois viveriam juntos até se formarem e saírem de casa, ou seus pais se divorciarem, mas Ciel não queria considerar essa hipótese, por isso era melhor que interagissem normalmente.

“Aqui. V-V-Você quer?” Ciel ofereceu o doce, tremendamente nervoso do moreno lhe dar um chute para longe dali.

Sebastian quase revirou os olhos pela forma patética que o outro sempre gaguejava quando falava com ele, mas ainda assim pegou o bem-casado. Na primeira mordida ele fez uma careta, se lembrando do porque odiava doces.

Ciel estava surpreso por Michaelis ter aceitado o doce, ele realmente não acreditava que isso aconteceria, apesar de ter decidido tentar. E o melhor, Sebastian não fez nenhum comentário ofensivo, nem mesmo com a sua gagueira. Seria isso um mau presságio?

Vincent sorriu ao ver os dois garotos juntos, e resolveu confidenciar à Olivia: “Sabe… eu sempre achei que faria bem a Ciel ter um irmão. Assim ele pode conversar com mais alguém alem de mim.”

Olivia franziu a testa. Ela temia que Sebastian nunca fosse agir como um irmão de verdade para Ciel, mesmo se fosse um irmão postiço. Sendo sincera, ela não achava que Sebastian seria uma boa influência para o garoto, era exatamente o contrario, Ciel que seria uma boa influência para Sebastian. “Espero que ele amoleça o coração do Senhor Rebelde.”

“Não se preocupe com isso. Pelo menos não hoje.” Vincent puxou Olivia para um beijo.

Tanto Ciel quanto Sebastian fizeram cara de nojo. O moreno parou quando percebeu que Ciel estava fazendo o mesmo. Ele não queria ter as mesmas ideias que um retardado teria.

“Eu hein, pelo visto você tem mesmo algo contagioso.”


Notas Finais


Boa noite, e é isso!
Bjs, e se protejam!


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