História When the Love Takes Over - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Historiasoriginais
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Palavras 4.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quem será que está criando problemas na universidade? Espero que gostem e boa leitura :)

Capítulo 4 - "Summerfield Troublemaker"


Fanfic / Fanfiction When the Love Takes Over - Capítulo 4 - "Summerfield Troublemaker"

Um convite de casamento chegou ao quarto de cada um dos meninos do Super Fly na manhã seguinte. Richard, o ex-integrante da banda, iria se casar daqui algumas semanas com Solar Sanford, sua namorada desde o ensino fundamental.

Há alguns anos atrás, Richard era o integrante mais velho da banda, quase terminando o ensino fundamental.  A família de Richard é muito rica e exigente, nunca quis que o jovem fizesse parte de uma banda. Seu pai o forçou a sair do superfly e focar apenas na faculdade de engenharia, que era contra a sua vontade fazê-la, obviamente. Na época, o pai de Richard permitiu que ele continuasse a amizade com os meninos do Super Fly, mas mesmo se não fosse permitido ele jamais perderia contato com amigos tão especiais. Agora, ele já estava adulto, quase terminando a faculdade e convidou seus antigos colegas de banda.

Em especial, pediu para que Michael fosse seu padrinho de casamento. Enquanto ainda estava na banda, Richard tomou muito do tempo de Michael com seus desabafos. Era difícil falar para os outros, mas com Michael era diferente. Michael era como um irmão mais novo, já que Richard sempre foi muito solitário e o único herdeiro da família, ou seja, o único filho. Ele sempre ouvia Richard e o entendeu perfeitamente quando ele disse que sairia da banda, embora tivesse ficado chateado.

- Você é padrinho de casamento do Richard. – Disse Leon, afirmando, quando Michael olhou para ele. – Quem é o seu par?

Michael apontou para Freddie.

Leon e Davi olharam surpresos para Michael. Eles sempre foram muito grudados, desde o início da infância. No ensino médio, as outras turmas achavam que eles eram um casal, e faziam piadas com os dois e com o nome da banda, que era chamada por eles de “Super Gay”. Na faculdade, mais ainda. Mas nenhum deles demonstra interesse amoroso no outro, é pura intimidade, muito tempo de convivência e admiração mútua.

- Entendi. – Disse Leon, um tanto surpreso.

Davi olhou para a entrada do Clube de Fotografia e viu Lysandre, que estava com alguns papéis na mão. Uma colega de Lysandre do Departamento de Relações Sociais acabou ficando doente e não pegando as atividades que foram entregues em aula, então ele foi entregá-las á ela. Ela não fazia parte do clube, muito menos do Departamento de Artes, só estava ajudando os alunos numa atividade. Davi olhou para os seus amigos da banda.

- Vai logo... – Michael disse, suspirando. – Fale com ele. Você está esperando o que?

Davi se levantou e foi até o Cube de Fotografia. Aproximando-se devagar de Lysandre, Davi foi surpreendido. Lysandre virou-se para ele no momento em que ele se aproximava, fazendo seus corpos ficarem muito perto um do outro novamente, assim como aconteceu no dia em que se viram pela primeira vez em frente ao mural.

- Oi...

 Lysandre sorriu, envergonhado.

- Oi! – Davi se sentia nervoso, não sabia como ia começar uma conversa. – Hm, eu... Eu vi você em frente ao mural e não pude perguntar o seu nome.  

- Lysandre. Lysandre Barton. E você é o Davi do Super Fly. Minhas colegas falam bastante sobre você.  

Davi estava tão perplexo com toda a beleza de Lysandre que nem sabia como continuar o assunto. Tudo era perfeito em Lysandre, o rosto, a pele, o sorriso, e o cabelo, que era roxo e o lembrava da letra de sua primeira música.  O vocalista da banda estava simplesmente encantado, Lysandre lhe causava uma sensação diferente.

- Enquanto eu ainda não sei nada sobre você... – Disse Davi, quando Ana chegou. 

- Davi? Fui informada de que você já pode chamar os meninos. – Disse Ana, a colega de faculdade de Lysandre, saindo de uma das salas do Clube de Fotografia. – Lysandre! Que bom ver você aqui, nem tive tempo de conversar com você ontem, saí cedo da aula...

- Eu percebi. Por isso trouxe suas atividades.

Lysandre entregou á Ana as atividades que ela não pegou.  

- Nossa, obrigada! Você é um anjo. – Ela pegou as atividades. – Até mais!

- De nada! – Disse Lysandre, depois que Ana foi embora. – Então... – ele voltou o assunto com Davi. – O que você quer saber sobre mim?

- Tudo. Até porque tudo sobre você deve ser interessante. – Davi conseguiu arrancar mais um sorriso de Lysandre.

- Mesmo? – Perguntou Lysandre, quando o seu celular tocou. – Eu... Preciso ir. – antes de sair do clube, ele se despediu. – Até logo.

Davi ganhou o seu dia. Agora que já sabia o nome do garoto lindo que ele tinha visto em frente ao mural, era só adicioná-lo em todas as redes sociais possíveis (se o achasse), e com sorte de conseguir seu número logo em seguida. Não havia dúvida de que Davi estava apaixonado, e quando os outros chegaram para tirar as fotos, logo viram o sorriso do vocalista e o olhar acompanhando Lysandre enquanto ele ia embora e atendia o celular.

- Temos música para os próximos semestres, com certeza. – Disse Michael, batendo nas costas de Davi quando passou por ele.

Os integrantes da banda sabiam que quando Davi estava apaixonado ou vivendo uma história de amor (por mais curta que fosse) sempre ficava inspirado e escrevia algumas músicas. Os integrantes estavam curiosos para saber qual seria o título da próxima música.

 Minutos depois, os animadores de torcida estavam treinando na quadra de futebol, agora com um novo uniforme. O novo uniforme tinha chegado recentemente e tinha uma cor vibrante, ainda mais linda do que a das outras universidades concorrentes. Era azul e tinha detalhes em branco e cinza. A formação daquela coreografia tinha uma pirâmide, típica de animadores de torcida de filmes americanos.

 Mas era Kitty quem novamente estava roubando a cena, pois ele estava no alto de uma das pirâmides. Ele caiu da perfeitamente, e os meninos que estavam embaixo o seguraram. De longe, Leon observava tudo e morria de ciúmes. Parecia que Kitty estava fazendo toda aquela cena de propósito, mas tudo fazia parte do treino.

“Misericórdia, o que esse garoto está fazendo aqui?”, pensou Rosália, depois de ter observado ao treino atentamente e visto que Leon estava observando Kitty de longe, tudo estava perfeito e agora ela poderia ingressar á formação, “Ele nunca vem aos treinos do Kitty, alguma coisa deve ter acontecido.”

- Parece que você tem visita, querido. – Disse Rosália, quando Kitty se aproximou dela.  

Kitty respirou fundo, expirou, manteve a calma e resolveu ir conversar com ele. Não deu para esquecer que Leon tinha o esquecido trancado na sala, por mais que tenha sido uma coisa extremamente idiota, o deixou muito irritado. Mas era melhor resolver aquela situação.

- O que você quer? – Perguntou Kitty, de braços cruzados.

- Vim saber se você ainda está bravo comigo. – Disse Leon, suspirando e aproximando-se dele.

- Estou. – Disse Kit, sério. – Agora que você sabe, pode ir embora.

- Eu não vou a lugar nenhum! Não vou me mover daqui até você me perdoar.

Leon cruzou os braços e estava disposto a ficar plantado igual á uma árvore.

Kitty olhou para Leon e viu o arrependimento em seu rosto. Pelo o que ouviu de dentro do armário, eles saíram com pressa porque Freddie não estava se sentindo bem. No entanto, nada justificava Leon tê-lo esquecido trancado naquela sala e dentro de um armário. Alguma coisa podia ter acontecido, ele podia ter desmaiado e Leon nem iria saber.

- Tudo bem, eu perdôo você. – Kitty finalmente cedeu, Leon o abraçou. – Já percebeu que eu não consigo ficar bravo com você por muito tempo?

- É porque você me ama. – Disse Leon, beijando-o.

Um garoto do clube de fotografia tirou uma foto dos dois se beijando, com uma câmera profissional e um zoom impecável. O zoom daquela câmera era tão bom que poderia tirar uma foto da lua e a resolução ainda assim ficaria perfeita. Ele realmente investia muito em seus equipamentos fotográficos. Aquele garoto não era um simples fotógrafo, mas sim, o maior “fofoqueiro” da faculdade. E finalmente, teve o seu primeiro alvo do ano.

Cody Kimmel, estudante do Departamento de Fotografia e integrante do clube é o responsável pelas maiores polêmicas de Summerfield. Também conhecido como “criador de problemas”, dono da famosa página do Facebook, “Summerfield Troublemaker”. Vários alunos já saíram da faculdade por causa dele, por causa da pressão que sofreram por conta de um boato que ele mesmo cria. Cody é definitivamente uma cobra peçonhenta e perigosa. Ninguém sabe que é ele quem espalha todos os boatos.

- Primeiras vítimas do ano. – Cody disse, olhando para a foto que ele tirou. – Boa sorte com a banda de agora em diante, Leon.

Lysandre estava atualizando suas fotos no Instagram, mais especificamente, na conta de Purple Moon. Antes, seu nome era “Lady Moon”, mas agora que finalmente encontrou um nome com o significado e força que ele procurava, resolveu postar uma foto da última maquiagem que ele postou que tinha a cor roxa como principal.

Purple Moon tem vários seguidores, muito mais do que Lysandre esperava que tivesse. Mas todos são curiosos para saber como ele é de verdade, já que ele nunca postou nenhuma foto sua sem estar de maquiagem ou vestido com roupas “normais” do dia a dia. Nos comentários de sua foto, alguém perguntou se ele iria comparecer á um evento em Woodsville, que coincidentemente fica próximo á Summerfield.

@PurpleMoon: Eu não tenho certeza.

De longe, viu Tommy chegando e guardou rápido o celular. Ele estava estranhamente bonito naquela manhã, Lysandre não pôde deixar de reparar. Arrumando a gravata, ele ficava ainda mais bonito. Correndo, com os cabelos pretos balançando, os olhos atentos a tudo. Ele estava especialmente irresistível. Sentando ao lado de Lysandre, Tommy olhou para todos os lados, como se alguém estivesse o vigiando.

- Está sendo procurado pela polícia?

Perguntou Lysandre, notando que Tommy estava agindo estranho.

- É que... Tem uma garota me perseguindo.

 Sussurrou Tommy, assustado.

- Namorada? – Perguntou Lysandre, desconfiado.

- Ex. – Respondeu Tommy, exausto. – Não é a fruta que eu gosto. – ele piscou o olho para Lysandre.

- Como... – Lysandre estava devastado. – Você é...

- Tommy! Que bom que eu achei você, te procurei o tempo todo.

Kimberlly Kimmel, prima de Cody Kimmel, também é uma estudante do Departamento de Fotografia. Ela é alta, loira, bonita e extrovertida. A paixão de qualquer um de seus colegas, homens ou mulheres. Além de toda a beleza, Kim é muito rica. Qualquer garoto que tiver a chance de namorar ela ganhará popularidade dentro da universidade instantaneamente.

Kim se entrega fácil, se apaixona rápido demais e se decepciona sempre que o romance não segue como planejado. Ela gosta de dominar a relação, e quando não acontece algo do jeito que ela quer, tende a se tornar uma pessoa violenta e abusiva. Poucos sabem que Kim é extremamente vingativa, não gosta de ser a vítima e sempre quer estar por cima. A partir do momento em que Tommy terminou o namoro com ela, entrou num beco sem saída. 

- Kim! Oi... – Disse Tommy, nervoso. 

- Quem é ele? – Perguntou Kim, olhando com desprezo para Lysandre.

- Ah, ele é... – Tommy tomou uma decisão rápida, que não sabia se iria lhe prejudicar ou ajudar.  

Colocando o braço em volta dos ombros de Lysandre, respondeu:

- Ele é meu namorado.

Tommy olhou para Lysandre. Um olhar desesperado, que pedia ajuda. Aquela garota era tão assustadora a ponto de fazê-lo clamar por ajuda, antes que ela continuasse o perseguindo pelo resto do ano letivo. Bem, não custava nada ajudá-lo, afinal eles eram “amigos” e depois que ela saísse tudo voltaria ao normal. Pelo menos, era o que achavam que iria acontecer.

- Isso é verdade? – Perguntou Kim, indignada.

Kim não soube como reagir. A única coisa que ela sentia era raiva, não de Tommy, mas sim de Lysandre, que conseguiu conquistar o coração de Tommy tão rapidamente e ser uma pessoa mais interessante a ponto de chamar a atenção dele. Kim olhou para ele com raiva, desejando a morte dele a cada segundo que passava, a cada minuto e pelas próximas vinte e quatro horas. "Isso não vai ficar assim", pensou Kim, fazendo a sua melhor cara de menininha inocente e dizendo:

- Tudo bem, então. Felicidades ao casal.

Kim saiu de cabeça erguida, como sempre. Lysandre não iria permanecer com aquele rostinho bonito e sorridente por muito tempo, pois ela estava disposta a fazer da vida dele em Summerfiled o inferno. A riquinha poderosa tem seus informantes em toda a Universidade, inclusive a abelha rainha do Clube de Fotografia: Cody.

Pegando seu celular, Kim ligou para o primo.

- Alô?

- Cody, eu preciso de sua ajuda para destruir a vida de alguém aqui dentro de Summerfield. – Disse Kim, olhando para trás e vendo o “casal” conversando.

- Está falando com a pessoa certa. Diga-me quem é e eu farei o possível. – Disse Cody, passando para o notebook a foto que tinha tirado de Leon e Kitty.

- Bem, eu não sei o nome dele. Mas acho que é...

- Lysandre... – Tommy segurou as mãos dele. – Muito obrigado! Você me salvou daquela garota lunática.

- Você não me deu escolha. – Lysandre se levantou.  – Você disse que estávamos namorando sem ao menos pedir em namoro antes.

- E se eu pedisse? Você iria aceitar?

Tommy encarou Lysandre.

- É melhor irmos pra aula. Até mais tarde!

 Disse Lysandre, envergonhado.

Eugene tinha ido comprar café, fora da faculdade, precisava de um pouco de ar fresco. Numa loja de conveniência qualquer, acabou encontrando alguns de seus colegas de faculdade, então não se sentiu tão solitário. Todos eles foram muito simpáticos e o cumprimentaram. No entanto, quando o dia parecia estar bom, apesar de tudo o que aconteceu na noite passada, encontrou-se com Luke na fila do caixa.

 Logo seu coração disparou, sua mente enlouqueceu. Era Luke o motivo dele não ter dormido o suficiente, porque depois de tanto beber, passou a noite inteira pensando nele e nem conseguiu dormir.  

- Comprando café? Não conseguiu dormir? – Perguntou Luke, que também estava tomando café. 

- Não. – Respondeu Eugene, friamente.

- Eu sei onde você estava. – Disse Luke, quando Eugene se assustou. – Vi você no Blue Lemon ontem, igual á um idiota, bêbado depois de beber tão pouco.

Eugene ficou surpreso ao saber que Luke também estava no Blue Lemon. “Meu Deus, será que eu fiz algo muito vergonhoso?”, pensou Eugene, preocupado, começando a suar, “Eu não sou eu quando estou bêbado! Merda... Só espero que o Lysandre saiba de alguma coisa”. Depois de ter saído da fila, Luke esperou Eugene do lado de fora da loja de conveniência. Até irem para Summerfield, poderiam conversar bastante.

As fotos de Kitty e Leon se beijando foram postadas, num piscar de olhos. A página "Summerfield Troublemaker" do Facebook é o lugar onde Cody posta ás fotos, em seu pleno anonimato. A legenda dizia:

“A piranha predadora da equipe dos animadores de torcida finalmente encontrou sua próxima presa: Leon Murphy, o baterista da banda Super Fly. Sabemos que você quer a popularidade dele, Erwin Sanford, não adianta mais esconder. Felicidades ao Casal”. – Troublemaker. 

Kitty estava trancado no banheiro, olhando para aquela foto e chorando. Ele não queria ser o culpado de ter manchado a reputação de Leon e da banda, só de pensar que teria que se afastar dele por conta daquela situação o deixava muito triste. Mas ao seu olhar, a única solução era se afastar de Leon enquanto a “poeira” não baixava.

Rosália percebeu que Kitty não apareceu no treino, e não era por menos. Mesmo assim, seus colegas estavam o esperando, querendo ou não ele era a alma do time, além de ser uma pessoa muito boa e alguém querido para ter por perto. Nenhum deles o culpou, sabia que aquilo era mais uma obra do fotógrafo de “Summerfield Troublemaker”, e um ou outro na equipe já tinham sido vítimas de suas fotos. Mais do que nunca, estavam unidos.

- Vamos começar sem o Kitty. – Disse Rosália, guardando o celular. – Acho que ele vai precisar de um tempo agora... Quando ele voltar, não vamos falar sobre o assunto, de jeito nenhum.

Rosália denunciou a foto e pediu para os outros membros da equipe de animadores de torcida também denunciasse. Quanto maior o número de denúncias, mais rápido a foto seria tirada e página seria tombada. Porém o “Summerfield Troublemaker” sempre cria uma conta nova no Facebook e acaba postando todas as fotos novamente. Cody era literalmente um monstro frio e calculista. Se uma cabeça era cortada, outras duas cresciam no lugar.

Leon estava com sérios problemas. A foto foi mostrada ao diretor, de alguma maneira, seus pais também ficaram sabendo. O baterista do Super Fly não saiu de seu quarto desde que a foto foi postada, sentado no chão e encostado na porta, não respondeu a mensagem dos amigos e muito menos suas ligações.

Michael, Freddie e Davi não queriam julgá-lo, queriam apenas ajudar. Não dava para vê-lo naquela situação e não fazer nada. Mas, no momento, Leon queria apenas conversar com Kitty. Até que finalmente criou coragem para lhe mandar uma mensagem.

Leon: Podemos conversar?

KittyKat: Sim. Eu estou atrás da quadra de basquete.

Esperando Leon atrás da quadra de basquete, Kitty usava um moletom que tinha capuz preto, que escondesse muito bem o seu rosto. Quando Leon chegou, ele não abriu aquele sorriso de sempre, apenas continuou sério. Não foi correndo o abraçar, apenas continuou parado no mesmo lugar. A atmosfera estava horrível, não por culpa dos dois. Ninguém tinha “mais culpa” ou “menos culpa”.

Leon tentava se aproximar, mas Kitty se afastava dele cada vez mais. Não era porque estava bravo, mas sim porque não queria que tirassem mais nenhuma foto dos dois juntos, assim ninguém sairia prejudicado ou com a imagem ruim numa página ridícula do Facebook.

- Você não acha que isso é minha culpa, acha? – Perguntou Leon, chateado.

- Não é sua culpa, nem minha. Mas agora, eu quero que você fique longe de mim. – Kitty colocou as mãos nos bolsos do moletom.  

Os olhos de Leon encheram-se de lágrimas ao ouvir aquilo vindo de Kitty. Daquele jeito, parecia que a culpa era dele por ter abraçado e beijado Kitty no momento em que “criador de problemas” quis tirar aquela foto.

- Por quê? - Perguntou Leon, indignado.

- É melhor pra você ficar longe de mim, ok? Só faça isso. – Kitty virou as costas para ir embora.

- Como isso seria melhor? Por que acha que eu quero ficar longe de você?

- Pare de dificultar as coisas! – Kitty gritou. – Você me ama, não ama? Só faça isso por mim.

- Eu não ficaria longe de você nem que me pedisse muito.

Leon segurou o braço de Kitty.

- Me deixe ir embora.

Disse Kitty, segurando as lágrimas.

Quando Leon soltou o braço de Kitty e ele foi embora, sentiu que nunca mais o veria novamente. Leon sentiu que deixou o amor de sua vida escapar de suas mãos. Ele não acreditava que aquilo estava acontecendo, ficar longe de Kitty seria uma tortura. Kitty fez aquilo apenas porque achou que, por causa da foto, Leon e Super Fly teriam uma má reputação e seriam prejudicados, tudo porque um dos integrantes não era heterossexual e tinha um namorado. Ele pensou mais em Leon no que nele mesmo. Colocou Leon em primeiro lugar.

Quando voltou para o dormitório, Leon ficou trancado no seu quarto e decidiu que não assistiria nenhuma das aulas. Ganhar faltas na escola era ruim, mas na faculdade era pior ainda. Leon ficou deitado e olhando para o teto. Respondendo a mensagem dos amigos, apenas disse que queria ficar sozinho e que quando estivesse melhor iria conversar com eles calmamente. Recebeu também uma mensagem de sua mãe:

Mãe: Eu e seu pai estamos indo te levar a roupa do casamento do Richard. Estou com saudade, querido. Como você está?

- Como assim “não”, Erwin? – Perguntou Solar, indignada.

Solar Sanford tinha chegado á Woodsville para entregar á Catalena o convide para madrinha de casamento que ela planejou com todo o amor e boas intenções. Mas antes, ela foi até o quarto do irmão mais novo.

Kitty ficou assustado, principalmente porque ela o chamou pelo nome, e isso nunca acontecia, era sempre “Kitty” para cá e “Kitty” para lá. Solar nunca demonstrava estar brava, mas quando Erwin se recusou a ir ao casamento dela, as coisas mudaram. No quarto de Kitty, no dormitório masculino, ela arrumava todos os seus livros enquanto ele ficou sentado na sua cadeira giratória, com a cabeça baixa, apenas escutando o sermão de sua queria irmã mais velha.

- É que... – Disse Kitty, nervoso.

- É porque o Rich convidou os meninos, especialmente o Leon? – Solar colocou todos os livros de volta na prateleira. – É por causa da foto?

- Você está falando como se não fosse nada demais, como sempre. – Kitty revirou os olhos. – Você e a Rosália são as únicas que sabem que ele é o meu namorado. Nem meus pais sabem... Muito menos os outros integrantes da banda. E o restante dos alunos da universidade. 

Poderia muito bem haver uma não aceitação por parte da família de Leon, das fãs, entre os outros alunos da universidade, se soubessem que Leon é bissexual. Até mesmo o pai de Kitty, que sabe de sua homossexualidade, não quer que ele tenha um namorado. A relação deles sempre foi bem escondida, mas agora, todos sabem e é isso que torna a situação mais difícil: o preconceito.

- Entendo. – Solar assentiu, encostando-se á mesa de Kitty. – Também entendo se...

- Eu vou ao seu casamento. Está bom assim?

 Kitty suspirou.

- Eu amo você. – Disse Solar, dando um beijo na testa de Kitty. – Isso vai passar... Pra vocês dois.

Kitty abriu a porta para sair com Solar e levá-la até o dormitório feminino, porque ela precisava conversar com Catalena. No entanto, ele viu Leon saindo de seu quarto também. Os dois se viram e ficaram sem reação instantaneamente, e Solar percebeu tudo. Leon estava com os olhos fixos nele, apaixonado como sempre, mesmo sabendo que Kitty não queria mais vê-lo. Kitty fingiu, ou pelo menos tentou fingir, que Leon não estava ali então apenas foi a caminho das escadas sozinho, sendo que era Solar quem tinha mais coisas a fazer. 

- Oi Leon! – Solar acenou para ele, sorridente.

- Olá... – Respondeu Leon, dando um meio sorriso, ainda assim muito chateado.

Luke e Eugene estavam voltando para a faculdade, e conversando no caminho. Em nenhum momento eles falavam do passado, de como se sentiram com a separação, como superaram aquela amizade tão forte, pareciam querer nem tocar naquele assunto. Conversaram coisas clichês, sobre como estava a faculdade para eles.

- A minha irmã gosta de você. – Eugene disse, cruzando os braços. 

Luke assentiu.

- Eu sei.

Respondeu friamente.

- Imaginei que você não ligasse. – Disse Eugene, quando Luke olhou para ele. – Tantas garotas gostam de você, uma a mais ou uma a menos não faria diferença.

- E você? Gosta de mim? – Perguntou Luke, quando os dois pararam no meio do caminho. – Deve ter algum motivo especial pra você querer se aproximar de mim.

“Bom, tem”, pensou Eugene, nervoso, com as bochechas vermelhas e começando a cogitar a ideia de correr para longe dali o mais rápido possível só para não ter que responder aquela pergunta, “Eu queria que você fosse meu namorado. Ainda bem que sonhar é de graça”.

- Eu...

Luke viu que Jeffrey estava vindo na direção deles. Eugene não tinha percebido até que notou como Luke olhava para ele, como se quisesse matá-lo. O clima estava realmente estranho entre eles, mesmo assim, Jeffrey se aproximou deles para cumprimentá-los.

- E aí, Luke. – Disse Jeffrey, logo depois olhando para Eugene e dando um meio sorriso.

- E aí. Vai fazer alguma coisa hoje á noite? – Perguntou Luke, cruzando os braços.

- A princípio, eu ia apenas estudar. – Jeffrey deu de ombros.

- Vamos jogar vôlei. As aulas recém começaram, não devem ter tantas coisas para estudar.

Eugene sentiu que havia uma tensão no ar, não estava dizendo uma palavra sequer.

- Por mim, tudo bem. – Disse Jeffrey, sorrindo, percebendo que Luke estava o desafiando. – E você... – ele olhou para Eugene. – Está se sentindo melhor?

- Sim. – Eugene assentiu. – Obrigado por perguntar.

Luke não entendeu direito o que estava acontecendo, mas bastava ligar os pontos. Na noite anterior, Eugene estava bêbado e Lysandre teve que levá-lo para casa e tudo isso pode ser visto por ele e Tommy que recém tinham chegado ao bar. Como não ficaram lá por muito tempo, logo que estavam saindo, Luke e Tommy puderam ver que Lysandre estava indo até uma farmácia.

Lysandre não estava com ele, restavam duas opções. Ou ele estava sozinho, ou Lysandre pediu para outra pessoa ficar com ele até que voltasse da farmácia. Luke pareceu chateado de repente. Se Jeffrey perguntou se Eugene estava se sentindo melhor, estava na cara o que tinha acontecido. O Boy Crush de Biologia cuidou do novato bêbado.

Luke saiu, sem se despedir.

Eugene estava sonhando acordado, no meio da calçada e voltando para a faculdade. Pensava que por um milagre Luke poderia estar com ciúmes, por isso saiu tão rapidamente dali. Mas se não havia amor, certamente não poderia haver ciúmes e Eugene estava apenas se iludindo mais uma vez.

- Conheço um caminho mais rápido até a universidade. – Disse Jeffrey, quando Eugene voltou a si. – Vamos?

- Sim... Vamos. – Respondeu Eugene, ainda um pouco distraído.

- É aqui. – Disse Kitty, quando chegaram ao dormitório feminino. – Eu só não sei o número do quarto dela. 

Rosália estava saindo do dormitório, batendo a caixa de cigarros na mão para que um deles pudesse sair. Ela viu que Kitty estava ali com Solar e resolveu cumprimentá-la. Rosa é uma grande fã do trabalho de Solar como modelo e também a acha uma pessoa muito única e especial, fora que a conhece há muito tempo por ser amiga de Kitty durante muitos anos.

- Procurando alguém? – Perguntou Rosália, sorrindo.

Solar a abraçou forte.

- Catalena Di Giovanni. – Respondeu Solar.

- Sexto andar, quarto número seis. – Respondeu Rosália, suspirando. – Ela é Girl Crush do Departamento de Medicina, eu constantemente entrego algumas cartinhas que as meninas animadoras de torcida não têm coragem de entregar. – ela deu de ombros.

- Obrigada. – Disse Solar, continuando o seu caminho. – Continuem estudando, tchau! – ela acenou.

- Como elas se conhecem? – Perguntou Rosália, curiosa.

- A Catalena é apaixonada pela minha irmã. – Respondeu Kitty, olhando para Rosália.

Catalena estava brava. Na noite anterior, quando foi ao shopping com Shankar, não conseguiu efetuar uma compra porque o seu cartão estava bloqueado. Shankar se ofereceu para pagá-la, mas Catalena se recusou. Aquilo certamente era obra de Clara e dos empregados que insistiam em fazer a cabeça dela, dizendo que Catalena gasta o seu dinheiro com coisas que “não deveria”.

Ela queria viver aquele dia normalmente. Então, antes da aula, ela iria até a biblioteca pegar alguns livros e logo em seguida para a aula.

- Aonde você vai? – Perguntou Solar, percebendo que Catalena não a notou subindo as escadas.


Notas Finais


Gostaram? Se possível, favoritem ou deixem um comentário,, eu adoro ler e com certeza vou respondê-los. Compartilhem com alguém que vocês acham que vai curtir a história. Obrigada por lerem e até o próximo capítulo!


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