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História When we all fall asleep, where do we go? - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite! Ou bom dia..

Hoje trago-lhes mais um capítulo.

Espero que o tamanho e o conteúdo justifique a demora em atualizar esta fanfic...

Boa leitura!

Capítulo 9 - My strange addiction


Fanfic / Fanfiction When we all fall asleep, where do we go? - Capítulo 9 - My strange addiction

 

Don't ask questions, you don't wanna know

Learned my lesson way too long ago

To be talkin’ to you, belladonna

Shoulda taken a break, not an Oxford comma

Take what I want when I wanna

And I want ya

•••

Presente

Quantas doses são necessárias para deixar uma pessoa sã fora de suas faculdades mentais?

Qual a quantidade de cafeína ingerida que faz a insônia se instalar como uma gripe?

Como uma estrutura tão pesada quanto um avião pode levantar voo?

E, depois de tudo isso, por quanto tempo uma pessoa consegue pensar em tantas coisas de uma só vez?

Para algumas pessoas essa pode ser considerada uma grande forma de tentar fugir da realidade que alguém insiste em reprovar. Uma válvula de escape, já que o seu sistema atual parece ter entrado em colapso após tantas notícias.

A verdade é que Diana já tinha se cansado tanto de perguntar, tanto a si mesma quanto a questionar os seus deuses, sobre o porquê da situação que vem encarando, que os seus olhos deram uma pausa nas lágrimas e o seu coração parou de bater tão fortemente para distrair-se com essas perguntas sem sentido. Que ela poderia facilmente encontrar a resposta em dezenas de fontes, mas preferia manter as dúvidas martelando sua cabeça. 

Haviam duas ou três caixas de lenços ao seu lado. Pelo menos uma ainda pela metade.

O relógio digital marcava quase quatro horas da manhã e os seus olhos olharam para os números tão cansados que ela quase não os abriu para poder descansar.

A sua vida raramente teve a oportunidade de ser comparada a bons exemplos de vida fácil. Enfrentando tragédias e situações decepcionantes desde a sua infância.

Ela só nunca tinha percebido o quão mais fácil ficava passar por todas essas coisas com Bruce ao seu lado enchendo-lhe a paciência com as suas piadas ruins. Essa era a primeira vez aue ela atravessava algo desse tipo e não o tinha como refúgio.

E apesar de todos os agravantes, Diana sabia que, mais cedo ou mais tarde, correria até ele pedindo para que ele arrancasse a dor cortante. Ela sabia que haviam grandes chances de, na manhã seguinte, estar novamente dentro da mansão perguntando a Alfred onde é que ele estava.

E o que ele faria?

Perguntaria o motivo de suas olheiras, o porquê de estar tão abalada e depois daria qualquer resposta ríspida que pudesse encontrar no momento. Honestamente, ela o conhecia muito bem.

 

Bad, bad news

One of us is gonna lose

I'm the powder, you're the fuse

Just add some friction

 

|| Mansão Wayne ||

O bater insistente da caneta em cima da mesa não era tão irritante quanto o som que vinha de dentro da própria cabeça de Bruce.

Havia algo de errado. Algo que somente o seu coração sabia e parecia não querer que ele descobrisse, acendendo ainda mais a angústia que tomava conta dele.

Já faziam bastante dias desde que esse turbilhão de perguntas desabrocharam na sua mente formando um redemoinho de questões pendentes, capazes de levá-lo à loucura. Somado a tantas coisas a serem resolvidas na Wayne Enterprises, Alfred temia o declínio da sanidade do garoto brilhante.

Bruce massageia a testa na intenção de encontrar algum alívio. Afinal, até mesmo dentro de casa, os problemas não pareciam querer largar-lhe à mão. Mesmo depois de ter se afastado da empresa se limitando a visitas bem mais curtas do que de costume.

Eram quase nove da noite quando Alfred alertou-o de que Diana estava na sala à sua espera e Bruce estaria mentindo se dissesse que ouvir o som das letras que compunham seu nome não o fizeram elevar os olhos com mais ânimo do que o teria feito com qualquer outra notícia.

Bruce inclinou consideravelmente a cabeça para trás engolindo - com dificuldade - a saliva e fechando os olhos.

- Diga que espere.

Alfred se retirou sem dizer mais nada após o concordar com a cabeça.

O mordomo inglês já havia desistido de insistir para que Bruce não mais se submetesse à situação que vinha levando desde os últimos meses. Suas palavras de aconselhamento foram o que ele se lembrou enquanto vestia a calça que havia tirado já que estava apenas de roupas íntimas.

Bruce a observou sorrateiramente do piso superior da escada e notou cada um dos detalhes que a conferiam naquela noite.

A escolha de roupas casuais simples como uma calça de moletom muito justa e um casaco escondendo a camiseta do pijama permitiam-no, facilmente, saber que o que ocasionou a sua visita não era a simples necessidade de encontrá-lo, mas que haviam problemas mais urgentes do que este a serem respondidos.

O seu rosto também dava algumas dicas. Não era sempre que ela deixava as sardinhas à mostra sem nem ao menos a maquiagem básica. Ou os lábios tão descobertos fazendo jus à sua cor avermelhada natural.

Tudo isso ele pôde notar sem deixar que ela o visse. O que também o lembrou do quanto ele, assustadoramente, a conhece.

Ele tentou não fazer barulho ao descer as escadas enquanto passava os dedos no cabelo bagunçado tentando jogá-los para o lado. O seu corte havia passado da hora de ser retocado. Ainda que isso não tirasse o charme que as pontas compridas fizessem no topo da cabeça.

- Eu, realmente, pensei que você estaria na Grécia.

Bruce nunca havia visto um par de olhos sorrirem tão amplamente quanto no momento em que ela o olhou.

Diferente dos dele, que permaneceram intactos. Nada muito incomum para ele. Bruce conseguia se manter imóvel quanto às suas reações e obter êxito como ninguém em tal quesito. Eram poucas as pessoas que sabiam como interpretá-lo. Todavia, ele sabia que Diana era uma delas.

- Eu não poderia.

Bruce a olhou com o cenho levemente franzido. Quem não o conhecesse, diria que ele gostaria de saber o que não havia entendido.

Ele se sentou de frente para ela massageando a testa: - E por que não?

De fato. Ele precisava fingir o interesse que não tinha.

- Porque você não estaria lá. - ele parou por um segundo. - E eu preciso de você.

Bruce não soube ao certo dizer o que o olhar dela quis dizer naquele instante. Se ela estava com vontade de chorar ou o modo como retraiu os lábios era apenas um movimento involuntário.

Ele a olhou arqueando uma das sobrancelhas e fazendo um bico desconfiado. Sua mente discutindo - sem que ele nem soubesse - se devia continuar com sua estupidez característica ou ser a sua versão gentil que ela estava procurando no momento.

- Eu estou aqui... Eu sempre estive aqui.

(...)

Alfred havia recebido aquela noite como folga após os últimos meses vivendo na mansão. Ele teria alguns dias de descanso merecidos e retornaria na semana seguinte, deixando Bruce, pela primeira vez em bastante tempo, completamente sozinho.

Não que ele não estivesse acostumado a passar dias sozinhos não mansão e não gostasse disso. Acontece que a falta preenche o inconsciente quando se está acostumado a viver diariamente com a mesma pessoa.

Ele comparou as folgas do mordomo com o dia em que Diana disse que eles deviam se separar. E nem mesmo no mais profundo de sua alma pôde imaginar que a decepção seria tão grande.

Tê-la naquele momento, mesmo que visivelmente abalada, era bom para tentar compor os dias vazios que ela deixou quando se foi de vez.

Eles estavam na cozinha saboreando um daqueles sanduíches transbordando de recheio que costumavam animá-la em dias tristes. Ainda assim, a única coisa que a fez abrir um sorriso mais caloroso do que os que têm entregue, foi o convite para tomar chá com biscoitos.

- Por onde esteve nas últimas semanas? - ele perguntou.

Diana tomou o conteúdo do copo olhando fixamente para suas pupilas escurecidas, e repousou o olhar sobre as árvores do lado de fora da janela antes de responder.

- Em casa, em festas... naquele velho pub...

Bruce gargalhou ao escutá-la.

- Você ainda frequenta aquele lugar?

- Não, mas às vezes dá vontade.

Diana riu da própria confissão ao pegar mais um dos famosos biscoitos de Alfred.

Aquele 'velho pub' era como eles chamavam o lugar realmente velho onde eles costumavam se encontrar na época do Colégio. Como um lugar secreto já que não haviam melhores opções para se esconder de quem eles não gostariam de se deparar no momento.

Diana não percebeu quanto tempo levou contornando um círculo no balcão da cozinha até perguntar a ele se poderia passar a noite ali.

Tempos atrás ela teria certeza da sua resposta. Levando em consideração os dias de hoje...

- É claro que pode. Esta casa é sua, Diana.

Ela sorriu ao ouví-lo.

- Mas é claro. - ironizou.

Diana perdeu realmente muito tempo observando os próprios dedos inquietos batendo na xícara. O mesmo tempo que Bruce utilizou para observar a escuridão da chuva pelo lado de fora da janela. Era isso que eles preferiam pensar ao invés de confessar que, pela primeira vez em muito tempo, eles ficaram sem assunto.

Ela fechou os olhos gradualmente ao ouvir o barulho do suspiro dele. Um barulho tão irritante capaz de fazê-la se lembrar o quanto ela não gosta quando ele faz isso. Se bem que perguntar o motivo (que não era simplesmente cansaço) estava fora de suas cogitações.

- Jim me disse que Barbara está bem. - ele comentou.

Diana ergueu os olhos no mesmo instante. Não como se estivesse faminta por um diálogo, mas por realmente se importar com a pessoa citada.

- Graças aos deuses.

Bruce até se surpreendeu com o alívio dela. Porém, uma tragédia como a que a filha do comissário foi submetida costuma comover as pessoas mais proximas. A jovem havia sido baleada por um dos muitos pacientes do asilo tutelado por Bruce, e os movimentos de suas pernas foram completamente comprometidos.

Gordon era um grande amigo de Bruce, Barbara era parte da família. E Diana também era.

- Você sabe que a culpa não foi sua. - Diana disse. Bruce percebeu a sua preocupação não no seu tom de voz, mas no modo como sua cabeça se inclinou para o lado esquerdo. 

- É claro. Mas era minha responsabilidade mantê-lo no asilo. E eu falhei.

- Você não falhou. - Diana disse de prontidão agarrando a sua atenção. - Nem tudo está sob o nosso controle. Você não conhece a sua mente. Ele poderia ter escapado mesmo que você o observasse 24 horas por dia.

Ela estava parcialmente certa. A culpa não havia sido dele. Não havia sido desvio de sua atenção. Mas se ainda assim alguém conseguisse escapar com vigilância integral...

- De qualquer forma o que importa é que ela está bem e ele na prisão.

Ela concordou com a cabeça.

Diana e Bruce caminharam lado a lado em direção à sala principal da mansão.

As duas mãos dela estavam dentro dos bolsos do casaco enquanto tentava manter o seu olhar longe da parte nua do corpo de Bruce.

Ela não perguntaria o motivo de não ter colocado uma camisa ou qualquer coisa e continuava mantendo a mente ocupada com outras coisas. Isso é, até parar no meio do caminho com os olhos travados naquele porta-retrato azul marinho da vez em que estiveram em Nova York. Naquela casa velha de Manhattan que mais se parecia com um mausoléu.

Bruce retornou alguns passos se escorando na parede esperando pacientemente por ela. Até que Diana recobrou o que estava fazendo e o fez achar fofo o vermelho que tomou conta de suas bochechas.

- Eu realmente acho que o filme vai começar antes de chegarmos à sala.

Diana parou a dois pés de distância de Bruce, evidenciando a sua diferença de altura.

Ele manteve a sua expressão pura e imóvel, sem transparecer um resquício do que seja lá que estivesse passando pela sua cabeça.

Ela usou a ponta dos dedos para tocar-lhe os lábios rosados como uma pétala numa delicadeza incomparável. O restante da mão descansou no contorno de sua mandíbula bem destacada.

Bruce não se perguntou o que estava por vir. Ou o que ela estava fazendo: ele já sabia.

Dessa vez foi ela quem o beijou.

Vorazmente.

Abertamente.

Deixando-a confusa quanto ao saber de que seus beijos costumam ser calmos e lentos.

Bruce a aproximou mais com a ajuda das mãos envolvendo seu rosto e pescoço. O encaixe perfeito, ele diria.
 

You are my strange addiction

You are my strange addiction

My doctors can’t explain

My symptoms or my pain

But you are my strange addiction

 

Diana ainda não abriu os olhos. Nem os abriria se isso fizesse com que o sentimento continuasse.

Ela sabia que ele estava em cima do seu corpo escondendo muito bem a faísca no canto dos seus olhos.

Ele posicionou as suas mãos a cada lado de sua cabeça prendendo-a completamente.

Ela abriu os olhos devagar para poder olhar para ele enquanto sentiu uma de suas mãos percorrendo o seu contorno por inteiro. Até se desfazer de sua blusa já que o casaco havia se perdido no meio do caminho. Os dois pares de calças de cada um também não foram um problema, ainda que ela tivesse segurado sua camiseta junto ao corpo.

- Bruce...

- Isso vai ser memorável. - ele quase que sussurrou com a cabeça enfiada na curva do seu pescoço e ombro. À esta altura? Sim, ela já havia fechado os olhos novamente.

Ele voltou para os lábios dela reivindicando o lugar que ela nunca soube que pertencia a ele. Mas agora fazia total sentido enquanto sua mão percorria cada milímetro do seu corpo, até alcançar o seu ponto principal, o que a fez soltar um barulho alto e fazer com que Bruce liberasse algum palavreado também.

Ele espalhou beijos por todo o seu corpo focando bastante no espaço entre pescoço e barriga, dando também uma atenção especial às duas coxas. Bruce apertou uma delas tão fortemente que Diana teve certeza que a marca de seus dedos estamparia a sua pele pela próxima semana inteira.

O gosto da boca dele ainda se fazia fortemente presente na sua língua quando ela mordeu os lábio a fim de abafar o som que as ações seguintes dele estavam causando ao seu corpo.

As mãos dele estavam agora descansando nas suas coxas. Tão levemente quanto o beijo de penas fofinhas e confortáveis.

Diana não entendeu bem quando Bruce derrubou algumas palavras sem sentido que, na verdade, apenas se desfizeram ao chegar nos seus ouvidos, visto que todos os seus sentidos humanos estavam focados em uma só ação.

Ela ainda não consegue descrever qual foi a sensação que a fez querer gritar em todas as línguas possíveis que queria mais quando os dedos dele tocaram o seu ponto mais sensível. Era como uma explosão de êxtase tomando conta de todo o seu corpo, mente e alma fazendo-a pensar coisas que, hoje, parecem bem sujas.

Ela puxou-o novamente para beijá-lo de forma desesperada enquanto apenas as mãos dele continuavam o trabalho. O que, de todo, não fora fácil. Sua boca queria estar ocupada tentando liberar as tensões de seu corpo ao invés de estar grudada nos lábios dele.

Principalmente porque se manter em silêncio enquanto ele age de tal forma não é nada simples. E ela não aguentou quando sentiu que pelo menos dois dos dedos dele agora estavam dentro do seu corpo.

- Por favor... Não... Não faça desse jeito...

Ele parou de repente todos os movimentos ao se afastar.

Os olhos dela abriram quase que como se tivessem um interruptor e ele se aproximou novamente parando tão próximo de sua orelha que ela sentiu seu hálito percorrendo toda a extensão do seu pescoço.

- Você quer que eu pare?

Diana negou balançando a cabeça muito, muito rápido.

- Não! Continue... por favor, continue.

Ela só se deu conta de que ele não iria parar mesmo quando o viu descer novamente, parando na altura de sua parte baixa.

Os olhos dela mal podiam ficar abertos e a inclinação da cabeça para trás mostrava a ele que estava indo no caminho certo.

Ela respirava tão forte que seus pulsões chegavam a doer com cada toque da língua dele. Era como caminhar pelas nuvens num dia de tempestade. Era exatamente isso o que definiria o seu estado atual.

Bruce estava tão fora de si quanto ela, porém, a sua capacidade de manter isso sob controle era muito mais superior.

Ele não sabia que tinha tanta vontade de beijá-la quanto no instante em que a beijou. E não sabia que tinha tanta vontade de tocá-la quanto no instante em que sua boca pôde tocar a sua pele.

Ele queria ainda mais, quanto mais fosse possível, por mais que a espera o estivesse matando. Precisava dar tempo à ela antes de solicitar a sua parte.

Os nós nas mãos de Diana se desfizeram quando Bruce cruzou os seus dedos com os dela segurando as suas mãos de forma delicada um pouco a cima da cabeça e a beijou com aquela ternura tão diferente, e ao mesmo tempo, tão desejosa.

As lembranças daquela noite terrível de uma outra vez que estiveram nas mesmas condições vieram à tona como o rompimento de uma represa aos pensamentos de Diana. Ela podia jurar que ouviu uma voz baixinha perguntando-lhe o que raios estava fazendo, por mais que a tivesse ignorado por completo sabendo que sua consciência estava limpa. Que não seria um deslize como da outra vez.

- Você acha que...

Diana colocou um dos dedos nos lábios dele: - Não, não fale isso.

- Eu vou tocar em você. - Ela sorriu ao pensar 'mais?'.

- Você sabe, não?

Os olhos dele estavam estranhamente tensos naquele momento, comportando um brilho perturbador. Mais escuros do que o de costume. Diana pôde perceber isso com os segundos que usou para observá-los atentamente. Sem dizer uma palavra, nem esperar uma da parte dele.

O sorriso dela era deliciosamente tentador, mesmo que sua intenção estivesse longe de ser essa. Foi isso o que ele sentiu.

O movimento que ela fez ao concordar e o fechar dos olhos foram o sinal verde para que ele prosseguisse para o que seria o ato final.

Céus! Deus sabe o quanto Bruce esperou por este momento.

Não, o dia depois da festa de John não poderia ser considerada como 'uma outra vez'. Simplesmente não foi, não devia ter acontecido e foi sim um erro. Que quase lhe custou a sua felicidade.

Felicidade esta... que lhes fora proporcionada o prestígio completo desta vez.
 

Deadly fever, please don't ever break

Be my reliever 'cause I don't self medicate

And it burns like a gin and I like it

Put your lips on my skin and you might ignite it

Hurts, but I know how to hide it, kinda like it

 

(...)
 

Bad, bad news

One of us is gonna lose

I'm the powder, you’re the fuse

Just add some friction

 

 

 

Dizem que o equilíbrio perfeito é o constante movimento.

A calmaria de um monge nos altos montes das Índias orientais e o silêncio que os consome. Isso não é equilíbrio?

O não prevalecer do bem ou do mal. Também não é?

Bruce acreditava que o equilíbrio estava no seu estado de espírito. Calmo!

Já dizia Buda: A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.

Então, o que fazer quando todas essas coisas parecem poder ser encontradas apenas em uma pessoa, e não onde deveriam estar?

As roupas deles não estavam jogadas somente no chão do quarto. Havia uma pista de cada uma delas em todos os corredores no trajeto entre a cozinha e a suíte principal da mansão. Inclusive o par de sapatos e a calça amarrotada.

Bruce acordou horas antes e gastou um tempo considerável observando o sono calmo de Diana.

Ela parecia tão tranquila que ele mal se lembrou do que havia acontecido na noite anterior. Ou melhor, noite e madrugada... e início de manhã.

Os cabelos bagunçados em cima do travesseiro e a cabeça descansando em cima de um dos braços. Ainda assim, ela parecia dormir bem. Relaxando todas as tensões nos dedos entrelaçados aos dele com a mão que estava livre.

Ele aproveitou o seu movimento para desvencilhar as duas mãos, e agradeceu que ela permaneceu dormindo enquanto ele se levantava daquele mesmo jeito. A sua mão deslizou devagar em cima da pele dela, sentindo a leveza que ela emanava erradicar as suas vibrações ruins e matinais.

Bruce falou baixo algumas coisas que ele realmente não gostaria que ela escutasse, ao mesmo tempo que daria de tudo para que ela soubesse. Já prevendo os acontecimentos que aquela situação poderia acarretar quando ela acordasse. O que não tardou a acontecer visto que ele não deu a mínima importância quanto ao bom senso de não acender um cigarro enquanto uma pessoa dorme ao seu lado.

Ele estava sentado na beira da cama quando ela o observou encolhendo os ombros e apoiando os braços nos joelhos.

Diana se sentou devagar abraçando as próprias pernas e deixando o queixo descansar no apoio formado pelos braços. O que a incomodava, era o fato de não querer nenhum pouquinho manter um contanto visual com ele naquele momento.

- Teve uma boa noite? - ele perguntou após soltar a fumaça em direção às portas de vidro.

As bochechas dela coraram com a pergunta.

- Claro.

Diana estranhou o tom de sua voz. Ela torceu para que ele não tivesse notado a timidez que tomou conta.

- Ótimo. Eu espero que isso amenize o impacto.

Ela estreitou os olhos em sinal de desentendimento.

Diana pensou que ele se referia a tudo que viria a seguir depois do que fizeram. Sem saber que essa era a última das suas preocupações.

Ele se sentou mais próximo fazendo com que ela recolhesse o corpo a fim de escondê-lo, e Bruce tocou o seu rosto de modo carinhoso antes de respirar fundo e...

- Clark está morto.

 

 •••

Bite my glass, set myself on fire

Can't you tell I'm crass? Can’t you tell I'm wired?

Tell me nothing lasts, like I don't know

You could kiss my as-king about my motto

 

You are my strange addiction

You are my strange addiction

My doctors can't explain

My symptoms or my pain

But you are my strange addiction

 

 


Notas Finais


Clipe oficial:
Assista a "my strange addiction" no YouTube
https://youtu.be/k1ATPhkVWi0

Letra/tradução:
my strange addiction - Billie Eilish - LETRAS.MUS.BR
https://m.letras.mus.br/billie-eilish/my-strange-addiction/


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