História When will you finally be mine? - Capítulo 2


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Steve Rogers
Tags Antony Tony Stark, Avengers, Steve Rogers, Yaoi
Visualizações 35
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Ecchi, Harem, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo novo <3

Espero que gostem, me digam o que acharam dele! O que estão achando da fic? O que esperam da fic?

A lembrar que a imagem do capítulo não é minha, então deixo meus créditos ao artista.

Capítulo 2 - Dois


Fanfic / Fanfiction When will you finally be mine? - Capítulo 2 - Dois

Ele era o novato, e isso era uma merda gigante. Steve sabia muito bem que, toda vez que o pai chegava com aquele maldito papel amarelado em casa era um sinal de que seria transferido, e qual foi sua surpresa quando soube que iriam para Malibu. Sempre sonhou em conhecer a Califórnia e aquilo seria um sonho sendo realizado, mas mais uma vez teria que recomeçar.

 

A notícia boa, pelo menos, era de que desta vez era em definitivo, ou seja, nunca mais transfeririam seu pai novamente. Para Steve era perfeito, estaria no lugar de seus sonhos, não teria que deixar seus novos amigos novamente e poderia até mesmo entrar em um time - que, provavelmente, seria de futebol mas ainda não tinha certeza. Tiraria boas notas, entraria em uma universidade próxima e daria orgulho para sua mãe.

 

Seu primeiro dia foi extremamente normal, nada de extraordinário e até mesmo conheceu Clint Barton, o capitão do time de futebol que lhe chamou para ser o armador. Precisavam de um depois da saída de Peter Quill, que sofreu uma grave concussão no último jogo da temporada passada e por isso precisou se afastar para que não sofresse mais acidentes sérios - e, pelo que disseram, ele era um ímã para o azar.

 

Bem, Rogers tinha certeza de que fora chamado pelo seu porte físico, afinal os músculos bem definidos sob a jaqueta branca, azul e vermelha chamava muita atenção... Indesejada. Nem sempre o loiro fora assim, antes era franzino e fraco e sempre era protegido por Bucky, seu amigo de infância e que, por sinal, estudava ali e estava no time de futebol.

 

Suspirou pesadamente e, ao soar do sinal do fim das aulas, ele foi até o ginásio para conversar com o técnico Thanos a respeito da vaga para armador, e prontamente foi aceito. Sorriu satisfeito, feliz pela confiança depositada em si pelo homem, que lhe entregou uma bola e disse que ele podia praticar ali algumas coisas, e assim Steve o fez. Queria ser bom, não decepcionaria o time - principalmente depois de levar uma intimada do treinador.

 

E assim começou a arremessar a bola contra a parede de maneira despreocupada, visando apenas em um ponto para treinar sua pontaria, e de repente levou um susto ao ouvir o abrir das portas de maneira violenta, voltando os olhos e vendo um garoto de cabelos castanhos quase morto por falta de ar. Pelo suor e as manchas mais escuras na camiseta preta, ele havia corrido, e não havia sido pouco, como se estivesse fugindo de alguma coisa - ou de alguém.

 

Por motivos óbvios, o jovem à sua frente lembrava de si mesmo quando mais jovem - não que ter 16 anos fosse ser muito velho -, mas um lado protetor aflorou em Steve quando seus sentidos de "jovem fraco sofrendo bullying" apitaram sem parar. Pela aparência - camiseta preta com um círculo azul desenhado no peito , calça jeans um pouco mais larga que provavelmente suas pernas eram e tênis vermelho - e sua cara de inteligente, ele devia ser um nerd sofrendo nas mãos dos valentões.

 

E aquilo era demais para Rogers. Ele sabia qual era o sentimento.

 

— 'Tá tudo bem? — resolveu se aproximar enquanto via-o curvar o corpo para frente e apoiar as mãos nos joelhos, tentando respirar para falar, mas fracassando miseravelmente. Por alguns segundos Steve desejou surrar seja lá quem fosse que estivesse perseguindo o moreno.

 

Sua mão foi para o ombro do garoto, que se encolheu minimamente. Será que ele pensava que Steve ia machucá-lo de alguma forma? Não o culpava, era óbvio, mas o loiro viu os arranhões e roxos nos braços do moreno e aquilo foi a gota. Não era muito chegado da violência, mesmo quando era Bucky a protegê-lo, mesmo que ambos apanhassem muitas vezes... Suspirou e ia perguntar para ele quem havia feito aquilo quando novamente as portas do ginásio se abriram e Clint adentrou o local, acompanhado de Bucky e Sam.

 

Sam escorou-se nas portas, fechando-as, enquanto Barton e Barnes caminharam até onde Steve e o garoto nerd - que ele descobriu chamar Tony, afinal o haviam chamado de Stark, então ligar os pontos não foi muito difícil já que existem apenas dois Stark's vivos - estavam. Clint estava sendo um verdadeiro babaca, e pela primeira vez em muito tempo ele começou a sentir raiva de alguém ao ver o capitão do time segurando os cabelos de Tony com violência desnecessária.

 

Mas seu corpo se moveu sozinho quando viu que iam socar o moreno, e mais que rápido Rogers segurou o punho de Barton a centímetros do nariz arrebitado do Stark mais novo. Talvez por que tivesse sido alvo de bullying também, talvez por que se identificou com Tony, ele não sabe dizer muito bem na verdade. Ou talvez ele só não quisesse que uma pessoa fosse espancada na sua frente, uma vez que isso ia lhe deixar muito mal por não ter feito nada.

 

Enquanto a esquerda segurava o punho do capitão do time, a direita foi direto na mão que segurava os cabelos do Stark, apertando entre os tendões e forçando-o a soltar os fios castanhos.

 

— Você vai mesmo bater nele? — Steve entrou na frente do garoto nerd após empurrar Barton para longe, sem se importar se aquilo custaria sua entrada para o time de futebol. Não ia permitir uma covardia daquelas, e na verdade ficou surpreso por Bucky permitir, afinal ele devia se lembrar de como era para Steve na época em que não tinha como se defender. Supirou pesadamente, lançando um olhar reprovador para Clint, Sam e finalmente James. — Se quiser fazer isso, vai ter que me derrubar primeiro.

 

— Ah, qual é Steve. — Clint riu enquanto ficava de pé, batendo as mãos nos jeans que ficaram levemente sujos com a poeira do chão da quadra. O barulho do tênis ao atritar com o piso irritou os ouvidos do loiro, mas não se deixaria intimidar apenas por aquilo, afinal agora ele podia proteger e bem... Ele havia tomado um banho de coragem naqueles últimos anos. — Vai mesmo defender o nerd?

 

— Não. Vou defender uma pessoa que precisa. Me espanta você, Bucky... — Rogers olhou para o antigo melhor amigo por cima do ombro, a expressão enojada. Lembrava-se do outro como uma pessoa que não era a favor de bullying, e aquilo era o cúmulo de ser imbecil. — Permitir esse tipo de coisa aconteça mesmo sabendo que isso acontecia comigo quando éramos mais novos.

 

— As coisas mudaram, Steve. — Bucky suspirou pesadamente, mesmo que hesitante em sua resposta curta e mal elaborada, que não passou despercebida pelo loiro.

 

— Não deveriam mudar tanto. — Rogers suspirou e então ofereceu sua mão para Stark, que a agarrou sem pensar duas vezes, puxando-o para cima e lhe dando um apoio extra. Ia levá-lo para a enfermaria, afinal Stark precisava sentar-se e respirar devagar ou ia ter um treco.

 

Acenando com a cabeça, Steve retirou-se do local - mesmo com Bucky hesitando na porta, mas desistindo e deixando-os passar - praticamente rebocando o outro. Desistiu de tentar ajudá-lo a andar e resolveu carregá-lo, jogando o corpo magro de Tony por cima do ombro como se fosse um saco de batatas.

 

Estranhamente o moreno não protestou, mas também não foi uma coisa que incomodou Rogers. O que realmente o incomodou foi o olhar fumegante que uma certa ruiva no final do corredor lhe lançou, como se pretendesse devorar sua alma ou dá-la ao Satã, o que fosse agradar mais. Provavelmente uma amiga de Stark - imaginou apenas isso, já que era a primeira vez que a via.

 

— Novato, é melhor que você não tenha feito nada ao Tony, ou vou te arrebentar. — a voz ameaçadora dela fez um arrepio percorrer o corpo do loiro, que hesitou em responder. A seu ver qualquer coisa que falasse poderia ser usada contra si, e pelos comentários que ouviu a respeito da terrível "Ruiva Coração Selvagem" ele temeu por seu rosto.

 

Steve Rogers estava se sentindo acuado por uma mulher.

 

— Ele me ajudou, Nat. — a voz de Tony soou baixa, mas pelo andar apressado de Natasha ela escutou o que foi dito e logo estava retirando o amigo dos braços de Rogers, ajudando-o a descer e se manter em pé. — Eu não quero parecer ingrato, mas não devia ter feito isso.

 

— Preferiria que eu deixasse você apanhar? — Steve levantou uma sobrancelha, de certa forma incrédulo pelas palavras ditas pelo jovem à sua frente. Nunca viu uma pessoa que preferisse levar uns sopapos do que ser salvo de ficar com um olho roxo.

 

— Você não iria ser taxado de idiota com isso. — Stark falou, segurando o pulso de Natasha e puxando-a consigo, correndo até desaparecer na curva ao final do corredor, deixando para trás um Steve perplexo.

 

********************************

 

— Filho? — a voz suave de Sarah Rogers soou aos ouvidos do loiro, que piscou algumas vezes e encarou a mãe, vendo as orbes verdes dela sobre si de maneira preocupada. Os cabelos castanho-amadeirado dela estavam presos em um coque baixo, envolto em um lenço vermelho com bolinhas brancas, o avental branco com uma maçã no bolsinho do peito estava levemente sujo do molho de tomate do cachorro quente que havia feito para o jantar.

 

Steve não havia percebido que estava "fora do ar" e que isso havia preocupado seus progenitores, pois até mesmo seu pai lhe encarava de forma incisiva. Pousando o copo com refrigerante que distraidamente levou até a boca, o rapaz suspirou pesadamente e cruzou os dedos sob  queixo, apoiando os cotovelos na mesa de carvalho branco e tampo de vidro temperado, uma mescla de antigo com moderno que sua mãe adorava, e encarou os pais.

 

— Hoje eu conheci um garoto esquisito. — começou, atraindo um olhar questionador de seu pai (e que fez os pelos de seu braço se arrepiarem). Pigarreou e prosseguiu, encarando o cachorro quente pela metade descansar no prato florido. — Ele é filho daquele bilionário, o Howard Stark. — Steve viu seu pai sorrir em satisfação, afinal todo militar conhecia o maior fornecedor de arsenal para o exército americano. — Chama Tony, e eu o ajudei hoje. Ele sofre bullying, pelo que pude constar.

 

— Um garoto com aquele dinheiro todo sofrendo esse tipo de agressão? — Sarah perguntou, surpresa, deixando cair um pouco de molho em seu prato, que respingou em seu avental.

 

— Pois é. — o loiro pegou seu cachorro quente novamente e levou-o à boca bem desenhada, mordendo, mastigando e engolindo demoradamente, pensando em como falaria sobre aquilo com seus velhos. Afinal ele também sofrera bullying, e sabia o quanto a mãe ficava sensível quanto a isso e quanto seu pai ficava puto. — Eu o ajudei hoje, mas ele disse que eu não precisava tê-lo feito. Não entendi muito bem, e não sei como proceder.

 

Steve viu a mãe sorrir e colocar a mão ternamente em seu ombro, em um claro sinal de força. Ela sabia que o filho precisaria de força para conseguir se aproximar de Tony Stark que, como sofria bullying, seria mais difícil de chegar perto. Com seu filho fora assim, e até hoje agradecia à Bucky por ter surgido, mesmo que ambos tenham se separados após quatro anos de amizade.

 

—  TS —

 

— Chega pai! Para! — Tony gritou assim que sentiu mais um soco atingir sua bochecha. Havia sangue no chão que ele havia cuspido outrora, as costelas doíam devido aos chutes que levou quando caiu. Sempre era surrado pelo pai, mas naquele dia estava pior e não sabia o porque: seu velho simplesmente chegou bêbado em casa e começou a espancá-lo no quarto mesmo.

 

Após mais alguns pontapés que fizeram o Stark mais novo se encolher no chão, Howard simplesmente deixou o quarto, largando o filho ali mesmo ao relento. Esperou alguns minutos que mais pareceram horas e então levantou-se com a ajuda da cadeira que havia ali por perto de sua mesa com um computador gamer de última geração, pondo-se de pé e indo cambaleante em direção ao banheiro.

 

Olhou-se ao espelho, vendo as marcas de socos e o lábio rachado - que certamente faria Tasha se remoer amanhã, já que ela era a única que entendia e conhecia a situação dele -, e então lavou o rosto para tentar retirar o sangue que havia perto do seu couro cabeludo, próximo à testa - quando caiu, ele bateu a cabeça na quina da mesa.

 

Tony não sabia quanto tempo mais aguentaria, e talvez casasse mesmo com Katharyna para poder finalmente ter um pouco de paz quanto a seu pai - quando ele casasse, ambos se mudariam para Nova York para cuidar da filial da empresa que havia lá. Suspirou pesadamente, a dor se espalhando por seu corpo, o fazendo desejar ter um analgésico ali sem ter que precisar descer a enorme escadaria que levava até a cozinha.

 

Desistindo da ideia, o moreno simplesmente caminhou - na verdade, se arrastou - até a cama e se jogou nela, sem nem mesmo terminar seu dever de matemática. Foda-se o dever, não ligava.

 

Tudo que Tony Stark queria naquele momento era desaparecer.


Notas Finais


Finalzinho meio bad, né? Pois é

Me partiu o coração, por que o Howard tem que ser tão mau com o menino Tony? ;-;
E quem é Katharyna? Ela aparecerá no próximo capítulo <3

Nos vemos na quinta que vem o/


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