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História When you came into my life - Capítulo 8


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Notas do Autor


Voltei 😁
Obrigada aos comentários e vamos ao que interessa.

Capítulo 8 - Ocean eyes


Fanfic / Fanfiction When you came into my life - Capítulo 8 - Ocean eyes

Eu estava no céu. Tinha um lindo homem olhando para mim, tinha olhos incrivelmente azuis, uma barba ralinha, uma touca preta na cabeça. Olhos lindos...

Lindos olhos azuis brilhantes, penetrantes, curiosos e... preocupados?

- Graças a Deus!

Eu conhecia aquela voz.

Logo vi olhos verdes e cabelos imaculadamente dourados taparem a visão do homem maravilhoso que enxerguei primeiro. Na verdade tinham mais olhos curiosos em cima de mim. Um deles era de Eric.

- Você está bem? - perguntou Nathan tirando o cabelo do meu rosto.

- A-acho que sim. - minha voz saiu arranhada tão baixa e frágil que achei até estranho. Dei impulso para me levantar e Nathan me ajudou, eu estava deitada no sofá em que estava sentada antes. Era muito aconchegante por sinal.

Respirei fundo sentindo minha cabeça latejar.

- Porque porra você não me avisou que viria? - perguntou meu amigo se levantando. Nathan parecia com raiva mas não se exautou. Ele era calmo até quando estava com raiva. - Eu não mandei você me esquecer por pelo menos uns dois anos?

É, eu me lembro desse detalhe. Eu destruí o seu noivado a quatro meses atrás. Eu sou mesmo uma pedra na vida das pessoas. Engoli o nó na garganta sentindo meus olhos marejarem.

Um silêncio constrangedor se formou até que alguém arranhou a garganta e o anjo... não, Deus Grego chamou nossa atenção.

- Você quer um pouco d'água? - balancei a cabeça aceitando constrangida.


- Aqui.

Ele me estendeu uma garrafa pela metade e as pontas de meus dedos encostaram nas dele e...

Puta merda!

Eu senti um choque e minha pele se arrepiou inteira com uma corrente elétrica que percorreu todo o meu corpo.
Segurei a garrafa com força e Jared tirou sua mão dela com o senho franzido.

Será que ele sentiu isso também?

- Obrigada. - sussurrei achando tudo aquilo meio surreal.

- Você está bem mesmo? Não precisa de um médico? - perguntou uma loira muito simpática.

- Não Emma muito obrigado. - agradeceu Nathan num suspiro.

- Jared!

O nome dele era Jared. Até o nome dele era lindo e eu não conseguia tirar os olhos dele. Olhar para ele era como mergulhar num oceano azul.

- Vamos subir. Eu estou exausta. - disse a loira com a voz melosa se aproximando. Jared afirmou sem tirar os olhos de mim. A loira sem graça e mal educada o puxou pelo braço.

- Boa noite pra vocês.

Ele disse tão suavemente com sua voz rouquinha que até pensei estar ouvindo coisas.

- Boa noite Jared, e obrigado. - disse Nathan meio desanimado e os dois apertaram as mãos e me senti culpada por invadir o espaço do meu amigo.

Jared ainda olhava pra mim quando saiu, pude ve-lo sorrir. Foi um breve sorriso, mas ainda sim fez meu coração acelerar.

- Boa noite e você descanse moça. - disse Emma e acenti sorrindo.

Nathan agradeceu a Eric que ainda estava com um vaso de álcool e uma bola de algodão e fomos em direção ao elevador.

- Minhas malas. - lembrei olhando para trás.

- Já estão no meu quarto. - disse Nathan ainda sério.

Fomos em completo silêncio até o elevador e logo estávamos dentro da caixa metálica. O único som era de nossas respirações e o barulho que todos os elevadores fazem.

- Me desculpa Nathan, eu deveria ter avisado, mas...

As portas se abriram me calando e Nathan saiu a passos rápidos em direção ao quarto. O segui ainda incerta envergonhada e arrependida por ter vindo pedir ajuda a ele, mas eu não tinha mais a quem recorrer.

- Entra. - falou ranzinza de dentro do quarto. Eu ainda estava parada na porta. - Eu queria você longe por um tempo Liv, eu ainda estou tentando me acostumar com o fim de um relacionamento de três anos. - disse tirando a jaqueta.

- Eu sei. Eu sinto muito eu...

- Você sempre estraga tudo, blá-blá-blá, eu sei Liv eu já ouvi isso também. - falou irritado pegando uma garrafa em miniatura de whisky no frigobar.

- Eu não sou perfeita Nathan. Ninguém é. Eu sinto muito, foi um maldito erro ter ido morar na sua casa mas se a Ava não confiava verdadeiramente em você ou ela era insegura, a culpa não é minha. Eu estava te incentivando e ela simplesmente queria que você continuasse no Bronx sem seguir seu sonho. Será que era só eu que enxergava o quão longe você poderia ir? - perguntei esperando que ele me compreendesse.

Nós não tivemos essa conversa. Nathan arrumou minha mochila e fez a mesma coisa que o Sebastian fez horas atrás. Agora ele estava sentado na ponta da cama me olhando.

- Ela sempre soube da nossa amizade. Sempre teve ciúmes bobos de mim. Ela não tinha motivos para isso.

Nathan soltou o ar pelo nariz num riso irônico.

- Ah, ela teve muitos motivos pra sentir ciúmes. Você é linda Liv, mesmo com essas roupas largas de mais pra você. Qual namorada minha não sentiria ciúmes hã? - perguntou com sorriso galanteador.

Nathan gostava de me provocar as vezes. Bem, nós quase transamos uma vez e me lembro de ele ter duas namoradas antes da Ava que implicavam comigo. Bem, eu só o tinha como um grande amigo. Problema delas se enxergavam mais que isso. Nathan veio na minha direção e acariciou minha bochecha.

- Por que nós nunca tentamos hã? - meu coração disparou com a pergunta. - Você sempre fugia de mim. - seu polegar acariciou meus lábios.

- Nathan não brinque comigo. - o repreedi.

Eu estava abalada de mais pra lhe dar com as gracinhas dele agora. Ele sorriu e me abraçou bem apertado e não consegui conter o choro. Ele era bom nisso também. Ele sabia quando eu estava precisando de um abraço.

- Shhh, tudo bem. Pode chorar bebê.

Ok. Tem esse apelido também.

Nathan tinha razão, qual namorada não sentiria ciúmes?

Apesar de está namorando Nathan nunca deixou de me tratar com carinho. A culpa realmente não é exatamente minha.

- Eu não tenho nada, não tenho mais casa, não tenho família, nunca tive... o Seb me expulsou de casa. - falei entre as lágrimas. - Ele ainda me culpa pela morte do Kellan.

- A culpa não é sua, está me ouvindo? - disse segurando meu rosto entre suas mãos. - O Seb é um bastardo filho da puta. - sorri tristemente.

- Eu sinto muito, eu vim sem avisar. Eu tentei pedi ajuda ao Michael mas ele está em Paris a esta hora. Se você não puder me ajudar tudo bem, eu me viro. Só preciso de um lugar pra ficar hoje à noite.

Não impedi as lágrimas, elas não paravam de cair e elas não me envergonhavam, eu decepcionei muitas pessoas e Nathan era uma delas. Faz quatro meses que não nos falamos e foi bobagem eu ter vindo aqui sem pensar.

- Eu jamais deixaria de te ajudar. Você é minha maior incentivadora da vida, eu estou conhecendo o mundo graças ao seu apoio, eu vou terminar a faculdade e me mudar pra Los Angeles Liv. A Ava não queria enxergar isso, ela não queria sair da barra da calça e saia dos pais. Eu tenho sorte de ter conhecido você. Eu pesso desculpa por ter mandado você embora mas eu estava magoado.

Os pais do Nathan também não aceitavam sua mudança de carreira, eles queriam que ele fosse advogado como todos da família Krasinsk. Nathan queria trabalhar com cinema, por isso ele trancou a faculdade de direito pra fazer cinema deixando os pais de cabelo em pé.

- Tudo bem não há o que perdoar. Eu sempre vou te apoiar, sempre. - sorrimos. - Então eu posso ficar?

- É claro que pode sua boba. - seus braços me cercaram mais uma vez.

- Obrigada Nathan. Eu amo você.

- Também te amo bebê.

Tomei um banho quente... não antes de me assustar com a criatura que me encarava acusatoriamente no espelho, eu estava horrível, olhos tristes e inchados com assustadoras olheiras arroxeadas, parecia que eu tinha levado um soco em cada olho e o hematoma estava sumindo. O cabelo desgrenhado parecia mais uma palha de vassoura... eu parecia alguns anos mais velha, não eu estava parecendo uma bruxa. Talvez eu deva isso aos anos na prisão. Nathan disse que sou linda mas eu me sinto velha e cansada. O rapaz, Jared, deve ter se assustado.

Estávamos deitados na cama de frente um para o outro enquanto Nathan me contava as novidades desses quatro meses.

- Amanhã vou levar você pra ver algum medico. - o encarei confusa.

- Por que eu precisaria de um médico?

- Você desmaiou Liv. Fora a parte de que você passou cinco anos na prisão. Você precisa de um check-up. Sorte a sua que o Jared te salvou antes de você se estatelar com a cara no chão. Se não além de um check-up você precisaria de uma plástica para reparar os danos. - brincou.

- Aí Meu Deus que horror. - falei cobrindo o rosto e Nathan deu risadas afastando minhas mãos. - Eu nem agradeci. - lamentei com olhos arregalados.

- Não precisa, eu já fiz isso sua boba. Sorte que ele não saiu correndo achando que já estava acontecendo um apocalipse zumbi porque você realmente estava parecendo um. - dei um tapa no braço dele. - Ai. - protestou ainda rindo.

- Não tem graça.

- Eu sei. Só estou tentando te fazer sorrir.

- Não funcionou. - retruquei.

- Ah é? - perguntou risonho. - Pois eu sei de uma coisa que vai funcionar.

- Não Nathan. - pediu já sabendo o que viria. - Não.

Tentei me afastar mas não funcionou, logo Nathan estava em cima de mim me enchendo de cócegas.

- Paaaraaa. - pedi gargalhando já sem fôlego. Ele também ria do meu estado. - Nathan. Eu vou me vingar. - soltei entre risadas e logo ele parou.

- Parei. Nada de vingança. - disse eerguendo as mãos e voltou a deitar ao meu lado ofegante.

Ficamos em silêncio por poucos minutos, o sono já estava querendo me pegar. Boceijei.

- É sério Liv, porque nós nunca tentamos? - me olhou de olhos cerrados.

Pisquei algumas vezes com sua pergunta. Respirei fundo.

- E não diga que me via como um irmão porque eu sei que isso não existe. Nós tínhamos sim uma química acontecendo entre a gente. - seu olhar profundo me constrangida. Engoli em seco.

- Eu era virgem Nathan e... insegura. E depois...

Fechei os olhos me lembrando de como perdi algo tão precioso. Eu nunca elaborei planos pra perder a virgindade como ouvia as meninas planejarem no colégio. Eu nunca acreditei em príncipe encantado. Eu conhecia um mundo bem ruim pra acreditar em contos de fadas mas nunca nem se quer cogitei que seria tão horripilante e doloroso. Eu não tinha certeza se conseguiria ir tão longe com o sexo oposto depois da maldita experiência que eu tive.

- .Depois do que aconteceu, eu não sei se consigo mais. - revelei constrangida.

- É claro que você vai conseguir Liv. Se você quiser nós podemos tentar... - falou meio incerto. - Nossa olha o que eu tô dizendo. - ele deu risadas sem jeito.

- Tudo bem Nathan.

- Você sabe que eu te amo, como amigo de verdade. - acenei afirmando.

Eu via pura sinceridade em seus lindos olhos verdes sonolentos.

- Eu quero te ajudar a dá a volta por cima e se você precisar vencer esse medo e não se sentir segura com mais ninguém eu estou aqui. Você pode contar comigo pro que der e vier.

- Obrigada. - disse emocionada. - Você é incrível Nathan.

- Eu sei. - falou convencido me fazendo rir. - Vou te dá uma dica... - o olhei desconfiada. - Quando você sentir seu coração acelerar, a pele arrepiar só de ouvir a voz do cara ou até se sentir atraída fisicamente, excitada, você vai sentir isso na atmosfera a sua volta...

O encarei não acreditando muito naquilo. Parecia coisa de livros de romance erótico ou filmes bobos clichês de Hollywood. Eu realmente não acreditava muito nessas coisas.

- É sério bebê, vem aquela paixão maluca, você vai até ficar babando igualzinho você estava lá no lobby do hotel olhando pro Jared Leto. Quase que eu pego um lenço pra você enxugar a baba que tava escorrendo... - concluiu dando risadas.

- Não tem graça Nathan. - dei um tapa nele mas foi impossível ele continuou rindo. - Eu não tenho culpa se o cara parecia uma pintura do século dezoito. - dei de ombros.

- É eu tenho que admitir, o cara é bonito.

Agora foi minha vez de gargalhar. Nathan não era muito de elogiar a concorrência.

- Para de rir tá, o cara é bonito e ponto. - afirmou rindo.

- Concordo com você.


Eu estava agradecida pensando que finalmente eu teria a noite mais traquila de sono em dias. Nathan me levou pra ver um médico como disse que faria. Fiz vários exames que receberiamos os resultados no dia seguinte. Passei o resto do dia no quarto deprimida. Fui tomada por uma tristeza e cansaço que fazia com que eu desejasse passar o resto do ano na cama. Nathan estava sendo super atencioso e carinhoso comigo o que me fazia sentir protegida como nunca antes.

Era sexta-feira e Nathan tinha ido ao ensaio do desfile do New York Fashion Week para Calvin Klein, ele também faria sua estreia na Gucci e encerraria seu contrato com a Givencci a qual ele era modelo desde os dezenove anos. Peguei os resultados dos exames e fui para a consulta. Pra piorar minha situação eu tinha um pequeno nódulo pulmonar que provavelmente era fruto de uma bronquite que tive aos doze anos, a fumaça de cigarros que convivi durante a infância inteira e ao vício do mesmo que ganhei na prisão ou uma pneumonia mal curada. E meu rim não estava nada bem. O médico prescreveu os medicamentos e algumas vitaminas que com certeza seriam caros e eu não seria louca de abusar da bondade do Nathan. Voltei pro hotel e passei o dia inteiro no quarto assistindo maratona de Grimm quando Nathan entrou pela porta com Amélie sua agente e correu gritando um "oi" sumindo na direção do quarto.

- Oi - disse a ruiva extravagante me dando um beijo na bochecha sentando-se preguiçosamente na poltrona tirando seus saltos quinze.

- O que houve com ele dor de barriga? - indiquei a porta do quarto rindo me sentando no sofá.

- Não, ele tem um encontro hoje. - respondeu a ruiva risonha.

- Modelo?

- Não uma socialite italiana.

- Aposto que é mais velha que ele.

- Uns cinco anos. Nathan tem vinte e cinco, ela não é tão velha assim. - afirmou Amélie.

- Sei.

Fiquei um pouco incomodada mas Nathan tem todo o direito de encontrar alguém interessante e que não seja tão egoísta como a Ava.

- Ele diz que precisa de mulheres mais experientes. - concluiu a ruiva revirando os olhos.

- Até parece que ele não tem experiência alguma. - nós duas rimos.

- É isso aí. Bem, eu vou indo, preciso descansar um pouco. Boa noite Liv. - desejou pegando os sapatos.

- Boa noite.

- Ah, o Nathan conseguiu um emprego temporário pra você.

- Emprego? - perguntei incrédula.

- Exatamente. Pergunta pra ele. - mandou um beijo no ar e fechou a porta.

Fui em direção ao quarto de Nathan desconfiada com a notícia e entrei de supetão.

- Que história é essa...

- AI MEU DEUS!

Nathan gritou assustado deixando cair a toalha me dando a visão de seu traseiro branquelo com sua tatuagem de dragão no quadril.

Caí na gargalhada e ele recuperou a toalha cobrindo-se da cintura para baixo.

- Sua louca! Quer me matar?

Sentei na cama me apoiando com os braços para trás com um sorriso travesso no rosto.

- Não ainda preciso me aproveitar da sua amizade. E então que história é essa de conseguir um emprego para mim? - cruzei os braços vendo-o vasculhar sua coleção de cuecas da Calvin Klein.

- Lembra da Emma assistente do Jared Leto?

- Lembro. A loira simpática.

Nathan foi ao banheiro e voltou vestido na boxer preta.

Bem, eu posso afirmar com toda certeza, meu amigo é gostosão e eu pegaria ele. Nathan tem um corpo escultural e maravilhoso, mas acima de tudo é um amor de pessoa ele é mais lindo por dentro do que por fora e tem um coração enorme. E se eu não o tivesse como um irmão, eu deixaria rolar.

- Ela vai ter que voltar a Los Angeles para resolver alguns problemas particulares e Jared não pode ficar sozinho...

- E quantos anos ele tem? 3? - Nathan sorriu.

- Ele precisa de uma assistente e a segunda, a Shaila só vai poder vir no domingo a noite e ele tem vários compromissos nesse final de semana. Então eu pensei em você. - disse vestindo a calça jeans.

- Espere aí! Você está dizendo que indicou sua amiga que não sabe absolutamente nada sobre ser uma "assistente " de um cara famoso para ser assistente de um cara famoso?

- Exatamente.

- Você só pode estar ficando louco.

- É só por uma semana e você precisa de dinheiro. - deu de ombros.

- Eu preciso mas isso não vai dá certo Nathan.

- Você não trabalhou naquele consultório no Bronx? É a mesma coisa. - comentou abotoando a camisa.

- Nathan eu era uma recepcionista e era um pet-shop não um consultório. E foi por três meses não tem nada a ver com ser assistente.

- Relaxa bebê, a Emma vai deixar tudo explicadinho para você, ela vai te esperar amanhã às sete horas da manhã.

- O QUÊ? - me levantei.

- Você começa amanhã.

Nathan sorriu como se fosse a coisa mais fácil do mundo ser assistente da noite para o dia.

- O quanto ele é famoso? - perguntei mais no fundo eu não queria saber a resposta.

- Ele ganhou um Oscar ano passado, tem uma banda com milhares de fãs ao redor do mundo...

Meu queixo caiu, literalmente.

- Eu achei que você tivesse pesquisado. Você ficou babando por ele. - me encarou divertido e joguei uma camisa em sua direção mas ele a agarrou facilmente.

- Ele também é um investidor de tecnologia e é o "garoto propaganda da Gucci e da Carrera...

- Pouca coisa né? - ironizei e Nathan riu da minha cara. - Vai dar tudo errado. Eu vou estragar a carreira do cara, você disse que ele ganhou um Oscar, já pensou alguém descobrir... "Jared Leto tem uma assistente ex-presidiária que saiu da prisão a exatos quatro meses". - tentei imitar a voz de uma jornalista de sites de fofocas.

- Bela imitação. - fez careta e eu bufei. - Liv, ninguém vai assinar a sua carteira muito menos saber desse lado da sua vida, eu só disse a Emma que você já trabalhou para mim, isso é o suficiente.

- Pior ainda, você mentiu.

- Relaxa bebê... - segurou meus ombros. - Você vai se dar bem, é só... - olhou para mim de cima a baixo e ergui uma sobrancelha encarando-o. - Bem, você poderia comprar umas roupas mais femininas...

- Eu me sinto bem com minhas roupas e mesmo que eu quisesse eu não tenho dinheiro para isso. Eu tenho que economizar, e você sabe que eu não ligo para essas coisas. - dei de ombros.

- Sério Liv, eu preciso te falar... Você parece um adolescente nerd na puberdade.

- Idiota! - bati em seu ombro fingindo estar magoada. - Se eu fazer o cara passar vergonha vou jogar a culpa toda em você. - sentei na cama novamente.

- Eu aceito. Aproveita para conhecer um bonitão milionário.

- Eu estou muito bem sozinha. - retruquei.

- É sério Liv, você precisa aproveitar a vida, você precisa conhecer as loucuras do sexo... - gargalhei. - É sério bebê, quando você começar não vai querer parar.

- Não é assim tão fácil Nathan, já falamos sobre isso.

- Eu sei e entendo. - sorriu docemente.

-;E sexo não é tudo, não é tão importante assim.

Nathan me olhou como se eu tivesse falado uma atrocidade.

- É claro que é. Eu não consigo ficar uma semana sem...

- Porque você é um safado. Eu não penso nisso, não ainda. - dei de ombros.

- Espere aí... então eu fui o primeiro traseiro masculino que você viu na vida?

- Isso mesmo.

- Ai meu Deus que horror, você precisa de um homem. Urgente. - brincou e comecei a rir.

- Nathan. - o repreendi. - Sorte a minha que você tem uma bunda bonitinha.

- Há há engraçadinha. Eu estou brincando você sabe não é?

- Eu sei. E agradeço, você sempre me faz rir quando estou triste.

- Só quero a sua felicidade bebê. - falou com carinho beijando minha bochecha.

Sorri constrangida, as vezes Nathan me olhava da mesma forma que um homem olharia para uma mulher com certo interesse, eu com certeza ganhava um tom mais corado em minhas bochechas mas eu sei que amamos um ao outro como amigos. E sinceramente, eu sou uma garota de sorte.

- Agora falando sério.

- Ihhh já vem! - bufei.

- Como você está?

- Bem. - Nathan me avaliou desconfiado.

- Eu estou querendo saber se você por um acaso voltou a...

- Não Nathan pode ficar tranquilo eu estou beeem sóbria.

- E os exames?

- Perfeitos.

Menti com uma dor no coração mas menti. Nathan tinha coisas mais importantes para se preocupar e eu não queria prejudica-lo com meus problemas. Por enquanto.

- Continue assim. - apontou o dedo para mim.

- Sim Sr.


Na manhã seguinte lá estava eu na frente da porta 2324 esperando a coragem para bater. Respirei profundamente ajeitando a barra da calça pra que não mostrasse a tornozeleira e dei duas batidas vendo a porta ser aberta por Emma que sorriu.

- B-bom dia. - sorri de nervoso.

- Bom dia Lively, venha entre. - Emma me puxou pelo braço e entrei.

Não tinha nada de diferente no quarto que era igual o de Nathan, só malas espalhadas num canto.

- Venha sente-se aqui.

Ok, tinham duas poltronas e uma pequena mesa de madeira redonda.

- Bem, acho que o Nathan já lhe disse algumas coisas, agora eu vou passar para você o que está agendado durante esse fim de semana e quando a Shaila chegar você só vai auxiliar no trabalho dela...

Depois disso Emma começou a tagarelar rapidamente sem parar me explicando tudo o que Jared iria fazer. Quando ela terminou eu já tinha esquecido o que ela havia dito no começo. Eu estava tensa e nervosa e acho que ela percebeu porque deu uma risadinha.

- Relaxa! Logo você pega o jeito. - piscou sorrindo.

Desconfiei que ela sabia que eu não tinha trabalhado coisissima nenhuma para o Nathan.

Bem, se Emma sabe ela é realmente uma boa pessoa.

- O tablet fica com você, talvez você receba algumas ligações mas qualquer dúvida pode me ligar, ou para Shaila se precisar, nossos números estão aqui.

Emma me entregou uma agenda com capa de couro marrom, era novinha mas tinha todas as anotações de que eu iria precisar, as outras páginas estavam em branco.

- Ok. - afirmei.

- Emma o Alessandro... - disse Jared surgindo do nada nos fazendo sobressaltar. Ele tinha só uma toalha enrolada na cintura.

Puta merda! Ele era lindo.

O abdômen perfeito, não tinha músculos exagerados... Para uma mulher totalmente sem exigências físicas em relação ao sexo oposto, Jared tinha tudo na medida certa.

As gotículas de água descendo por seu corpo... Engoli em seco.

Porra! Eu me perderia nesse homem.

Completamente.


Notas Finais


E aí o que será que vai acontecer?
Comentem meninas é importante pra história 😊
Bjocas e até breve😉😘


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