História When You Showed Up - Season 2 - Capítulo 53


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Categorias Norman Reedus, The Walking Dead, Tom Payne
Personagens Aaron, Carl Grimes, Carol Peletier, Clementine, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Ezekiel, Gabriel Stokes, Hershel Greene, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Tom Payne
Tags Alexandria, Amizade, Amor, Aventura, Bissexual, Caminhantes, Daryl, Desus, Drama, Emma Delury, Errantes, Ficção, Friends, Guerra, Hilltop, Historia Original, Hot, Império, Jaryl, Jeryl, Love, Luana, Luta, Mortos, Norman Reedus, Oceanside, Ohio, Original, Paul Rovia, Quadrinhos, Reino, Romance, Saga, Sangue, Santuário, Sexy, Sobrevivencia, Survival, Sussurradores, The Walking Dead, Tom Payne, Triângulo Amoroso, Twd, Walker, Walkers, Zumbis
Visualizações 20
Palavras 4.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! ¡Olá! Konnichiwa!🙋💜
Tudo bem com vocês?😜

Se é tarde da noite? Sim.
Se é tarde para postar? Sim
Mas é tarde para ler? Nunquinha! Kkk

Bem, como já avisei lá na outra fic, amanhã não vai dar para fazer a postagem deste cap (compromissos importantes😊), então resolvi postar agorinha.

Não postei mais cedo porque eu estava revisando e procurando as imagens certas para fazer a montagem do post acima (ou abaixo, não sei como fica aí pra vcs). Mas cá estou eu.😉

Bem, vamos ao cap!😃✌
Let's go peoples!🏃🏃🏃🏃🏃🏃

Divirtam-se my children!💃💃💃💃💃

P.S.: Um dos primeiros hots yaoi que faço (meio hot, vocês me entenderão), então espero que goste, pois, estou aprendendo a escrever neste gênero também, e nada melhor do que começar pelo shippe #Desus😍 ou #Jaryl😍.

Sei que já não há mais para ter esperanças deles na série, mas aqui, eles estão vivíssimos para poder concretizar isso. (Sim, até hoje não me conformo por terem matado Paul Rovía na série😢, mas aqui, ele ainda vive, assim como no meu coração ❤).

Espero que gostem! 😉✌

Capítulo 53 - A Beira de Transbordar


Fanfic / Fanfiction When You Showed Up - Season 2 - Capítulo 53 - A Beira de Transbordar

Pov Paul

Acredito que todas pessoas tem um certo limite para aguentar acontecimentos ruins em sua vida. Uns por uma bobagem desmoronam, outros com uma tragédia cambaleiam, sacodem a poeira e seguem em frente.

Acho que posso me encaixar nesse segundo, porque o tanto de coisas que já me aconteceram nessa vida… Acho que seu eu tivesse algum problema de coração já teria morrido antes de ver esse mundo acabar.

Minha família toda morreu, quase morri várias vezes, meus antigos amores morreram, um novo amor apareceu e bagunçou tudo, tive duas preciosidades que marcam sua presença por onde passam, descobri um outro amor a quem estou meio relutante, mas disposto a ir em frente por causa do amor de minha vida. E agora, para que eu não tenha a oportunidade de reclamar que minha vida não faz sentido, recebo a notícia de que vou ganhar mais duas jóias raras: netos gêmeos, filhos da filha de quem um dia atormentou nossas vidas.

Uma irônia bastante... sólida. Um bom exemplo de que algo bom pode sair de uma coisa muito má e ruim.

Quanto mais vivo, mais me surpreendo. E a cada surpresa, um motivo à mais para se manter vivo.

- Está tão calado, o que foi Paul? - perguntou Luana parando ao meu lado ali debaixo de uma árvore.

Depois de sermos banidos de Savannah, e com a também, surpreendente, ajuda das mulheres que meus filhos soltaram e da doutora que trabalhava com Luana, conseguimos ir por um caminho neutro, um ponto cego da vista e território da rainha.

- Outra vez, gêmeos… Até agora não estou acreditando. - respondi, ela sorriu e pôs uma mão no meu rosto.

- E se eu falasse que estou de gêmeos também? - meu sangue gelou. Ela riu e balançou a cabeça - Calma Paul, é só um bebê mesmo aqui. - disse.

- Não brinque… - sorri nervoso e passei uma mão em sua barriga - Se eu quase morri agora, imagina se você fala isso para aquele emburrado ali? - apontei discretamente para Daryl que estava sentado ao longe, afiando uns galhos, fazendo estacas com seu canivete. Já que não tínhamos armas, ele estava fazendo uma para cada um de nós.

- Ele com certeza surtaria... Ou não, pode ser que ficaria feliz. Mas seja qual fosse a reação dele, já estou contente que tenha somente um brotinho aqui dentro. - disse ela beijando a minha mão - Acho que ele está bravo comigo. - falou meio triste.

- Porque? O que aconteceu? - questionei preocupado.

- Desde o dia em que você apareceu, e quando ele descobriu que eu estava esperando um filho dele… No início até que ficou carinhoso, mas agora... Ele não fala mais direito comigo. Nenhum beijo. Nem sequer… Você sabe. - disse ela se sentando ali no chão ao meu lado.

- Vou falar com ele. - falei dando um beijo na bochecha dela e me levantando.

- Paul, por favor, não quero confusão! Deixa pra lá. - falou.

- Lua, era pra ele estar aqui ao seu lado também! Eu que nem sou o pai estou aqui cuidando de você! - ela baixou a cabeça, um pouco triste - Me desculpe, não queria falar isso… - droga, essa minha boca grande. Me abaixei novamente até ela - Você sabe que eu considero esse bebê como meu filho também, não sabe? - ela fez que sim - O que eu quis dizer é que, ele tinha que estar aqui também contigo, te apoiando, não emburrado e te evitando. Tudo bem? - falei, Luana fez que sim de novo, dando um suspiro.

- Mas não quero que briguem, por favor. Já estamos estressados demais pelos últimos acontecimentos… - disse passando uma mão em sua barriga, parecia cansada.

- Prometo que não farei uma confusão, não da minha parte. Já não garanto por parte dele… - falei, ela deu um meio sorriso.

Me encaminhei para onde Daryl estava. Quando cheguei perto, ele não fez nenhuma menção de cumprimento. Ou ele soube que era eu e queria me ignorar ou estava concentrado mesmo em seu trabalho.

- O que você quer? - perguntou quando cheguei mais perto.

Ah, então ele sabia.

- Temos que conversar. - respondi.

- Não temos nada. Vai lá ficar com ela e com seu filho. - disse, quer dizer, latiu como um cão raivoso.

- Meu Deus, Dixon, você não está vendo o que está fazendo? - ele me olhou de maneira enfurecida - Você está sendo imaturo agindo desse jeito. - assim que acabei de falar ele se levantou para me encarar. Mas sua tentativa de intimidação não funcionou, pois, me mantive firme no mesmo lugar.

- Ela não precisa de mim. Nem você. Então me esqueçam. - se virou de costas - Tenho muito trabalho pra fazer ainda. Tenho que arranjar comida. - disse enquanto se encaminhava para o mato.

- Algum problema? - me virei, era Carl.

- Não, por enquanto está tudo bem. A não ser que me dê algum motivo para me preocupar. Tem algum? - respondi, ele franziu o cenho e balançou a cabeça em negativa - Então está tudo bem então. - passei por ele.

Quando estava indo em direção à Luana, vi Clem se aproximar dela, sentar-se ao seu lado, imaginei que queriam conversar à sós, já que a garota tinha uma expressão fechada mas ao mesmo tempo triste. Senti preocupação, mas algo me dizia que não poderia me aproximar agora.

Decidi então ir atrás do Daryl, para mais uma segunda tentativa de diálogo. Não tinha me dado por vencido, e essa situação não foi resolvida.

Ainda bem que ainda eram antes do meio dia, e assim ficava mais fácil de andar pelo mato, já que nessa região a floresta é mais densa, o que é mais perigoso caso acidentalmente se pise em algum buraco ou caminhante rastejante.

Após alguns minutos andando, consegui achá-lo.

Daryl estava dentro do rio, com uma lança numa mão e seu canivete em outro.

Mas não foi isso o que me chamou atenção...

Poderia ser uma miragem, ou vertigem por causa do tempo quente e o fato de ainda não termos comido nada desde que fomos expulsos daquela comunidade, mas a imagem a minha frente estava atraindo meus olhos, mesmo que eu me esforçasse para parar de olhar.

Daryl, que agora dava uma de pescador, estava sem camisa, somente com seu colete, e como estava de frente para mim, dava para ver bem sua barriga. Bem, não dá pra chamar isso de barriga, está mais para um tanquinho bem trabalhado, definido e…

Porque um cara tão difícil como ele tem quer ser sexy desse jeito?

Não é tôa que Luana não resistiu… Olha só pra isso!

Tentei me afastar para não ter mais que olhar e ficar criando pensamentos nada inocentes sobre essa visão dos deuses...

Mas o que estou pensando?

Melhor mesmo ir embora e conversar com ele em outro momen…

- O que você quer Rovía? Não adianta se esconder, eu já te vi! - gritou ele de lá do rio. Pelo seu tom, ainda estava do mesmo jeito.

- Não quero te atrapalhar… Depois conversamos. - falei.

- Não temos nada mais que conversar! Eu já falei tudo que tinha que dizer. Então vaza! - disse.

Esse seu mal humor fez meus pensamentos, impuros, se dispersarem e darem lugar à uma irritação. Me senti no direito de revidar, não por mim, mas por minha pequena.

- Escuta aqui, Daryl, vou lhe dizer mais uma vez... - respirei fundo - Você está sendo um babaca! E não me importo que aja assim comigo, porque eu espero mesmo esse tipo de coisa vinda de você, mas não fique agindo desse jeito com ela! Esqueceu que ela está grávida? Luana precisa de apoio, amor, carinho e compreensão! E não de um cavalo dando patadas, de mal humor porque está com algum complexo de inferioridade! Então pára de ser burro pelo menos uma vez e vá falar com ela! - falei.

Ele saiu do rio feito um selvagem, largou os peixes que carregava numa corda fina em um dos ombros, jogou a lança no chão a beira do rio e veio igual à um touro pra cima de mim.

Como já imaginava.

Ele não tem mais o que argumentar e parte para a agressão, que é a resposta mais fácil para ele.

- Eu não vou mais deixar você me insultar! - disse ele me empurrando contra uma árvore.

- Se não quer ser insultado, então pare de agir feito um idiota! - falei, ele levantou a mão para me dar um soco, mas desviei. E aproveitando sua desorientação, o empurrei para o chão e o imobilizei, prendendo seu pescoço num mata leão em um braço meu. Quanto mais ele se debatia para se soltar, mas meu aperto se intensificava.

- Desse jeito, vai ficar sem ar, Dixon. - falei, ele não desistia nem por um segundo de se mexer.

- Vai... Se foder! - gritou mais rouco do que sua voz é.

- Você primeiro! - revidei.

Num segundo de bobeira que dei por me sentir cansado de segurá-lo daquele jeito, ele saiu, se virou e prendeu meus braços contra o chão.

- Vai fazer o que agora? Me bater? Lembrando que não encostei em você. Só me defendi, e ganhei, como sempre Daryl! - falei. Ele ficou me encarando, ofegante. Seu pescoço ficou muito vermelho, assim como seu rosto.

- Sempre querendo ser melhor que eu! - disse, do nada.

- Não Daryl, a verdade que estou sempre querendo, e tendo esperança, é que você se torne uma pessoa cada vez melhor. E peço, não por mim, mas que seja um cara melhor por ela. Luana merece somente o melhor. Valorize o espaço que ela te deu no coração dela, um espaço que, como um egoísta, queria só pra mim. - falei.

Ele abaixou um pouco sua cabeça, mas logo voltou a me encarar, com aquele olhar raivoso.

- Vai ficar o dia todo em cima de mim, vai me dar um soco ou vai… - não consegui terminar, pois fui interrompido por ele.

Meu corpo todo se petrificou.

Tentei empurrar, tentei resistir, mas minha mente toda foi tomada por um Daryl ávido e cheio de atitude, que pressionou seus lábios contra os meus de maneira rude, praticamente colidindo sua boca contra a minha, impulsivo e urgente.

Logo aquela imagem que eu tinha visto antes dele lá no rio rodou várias vezes na minha cabeça, imaginando todo tipo de cenário nada inocentes, ao mesmo tempo que um quentura invadia minhas... Partes baixas.

Seu toque grosseiro pelos meus braços, que as vezes desciam para meu abdômen, deslizando para meu pescoço e depois para meu rosto as vezes machucavam pela intensidade e aspereza, e às vezes, como se lembrasse de sua parte mais "humana", me acariciava um pouco mais suave.

- Daryl, por favor… Pare… - sussurrei entre um suspiro forte e com minhas mãos tentando empurrar seu toráx.

Ignorando meu pedido, quase implorado, ele desceu sua boca para meu pescoço e me deu um forte chupão seguido de uma mordida de leve que doeu um pouco. Não teve como não estremecer com essa ação. Era o meu ponto fraco. E infelizmente esse arqueiro das cavernas descobriu, ou… Soube por uma certa fonte.

Bem próvavel que seja a segunda hipótese...

Agarrei o colete desesperadamente, e quando percebi, minhas mãos foram parar em seu pescoço, a beira de enterrar minhas mãos em seus fios emaranhados e puxá-lo mais para mim. Mas isso entrava em guerra com aquela parte consciente que me dizia para impedir isso.

- Daryl... - mordi meus lábios tentando não deixar um gemido sair quando ele atacou meu pescoço de novo, até chegar em meu lóbulo e mordê-lo de leve, para depois chupá-lo na mesma intensidade.

Seu corpo se aproximou mais do meu, e literalmente fui obrigado a abrir minhas pernas para encaixá-lo entre elas. Isso pareceu ter atiçado mais seus impulsos luxuriosos.

De repente uma mão sua desceu para minha barriga, e foi fazendo um percurso, vagarosamente até a minha virilha e, finalmente chegando, ao meu membro por cima da calça.

O que?! Mas que tipo de atitude essa? Esse não é o Daryl. Definitivamente devo estar alucinando.

Eu tentei realmente impedí-lo, eu ainda lutava bravamente, mas meu corpo respondia de outra forma, como se eu tivesse me rendido.

- Mnn… - gemi quando ele apertou minha ereção, ainda por cima da calça.

Ereção? Já estou assim?!

Isso não pode continuar!

Reunindo minhas quase fracassadas resistências, nos virei rápidamente, ficando agora por cima.

- Eu falei… Para, parar… - minha respiração estava acelerada, minhas pernas bambas e corpo totalmente em chamas.

- Então sai de cima de mim, se é isso que você quer... - disse com respiração também ofegante, mas senti que foi mais um desafio do que uma grosseria costumeira.

Como agora eu estava praticamente sentado em cima dele, pude sentir que não era só eu quem estava num estado de "perigo ativo". Havia uma saliência dura e, um tanto acima da média, que tocava de leve o meio de minhas nádegas.

Senti um arrepio grande atravessar minha espinha.

- Não sei se sinto raiva ou… - sorri de leve e me abaixei, apoiando uma mão em cada lado de sua cabeça, ele automáticamente pôs suas mãos em minha cintura - Não consigo te entender Daryl. Uma hora quer me socar na cara e em outra quer me… - calei quando ele me surpriendeu ao descer sua mão para meu membro, outra vez.

Gemi outra vez quando sua mão começou a apertar de leve e fazer uns movimentos ritimados, mesmo que leves, por cima do pano.

- De onde tirou essa coragem toda, ein? Pelo que sei você é do tipo que não toma a frente... É orgulhoso e tímido demais pra isso… - falei, tentando me manter firme ao seus toques.

O que estava sendo bem difícil…

- Tem uma linda loira que me ensinou que não posso ficar de frescura quando a chance aparece. - respondeu sem enrolação, e sem parar de me tocar. Meu membro começou a pulsar em sua mão. Eu estava ficando louco para tirar meu cinto e desabotoar minha calça para acabar com esse impedimento torturante.

- Então aproveita que está aberto a aprender e vá se desculpar com ela! - falei, e quando estava prestes a me levantar ele segurou meu quadril firmemente - Daryl, me solte. - ordenei, não muito convincente disso.

- Rebole. - disse, sem mais, nem menos.

- O que?! - olhei para ele meio incrédulo ao seu pedido.

- Você é surdo? - rebateu.

- Chega, isso está passando dos limites… - falei tentando a forçar suas mãos saírem de meus quadris.

Eu sei que era muito capaz de me desfazer dele num piscar de olhos, mas meu corpo lutava contra minha resistência. Uma luta muito covarde, já que era bem difícil de sair quando eu estava nesse estado, aceso.

- Chega… Eu não vim aqui pra isso… - falei tentando soar firme outra vez, mas o Dixon me ignorava sem piedade.

- Você fala demais, vem com esse seu nariz empinado me chamar de merda… E agora está com medo e com vontade de fazer. - disse.

- O que? Não! Eu não estou com medo! E muito menos com "vontade de fazer", seja lá o que for! - rebati.

- Então porque está quente desse jeito? - perguntou, adentrando minha calça sem aviso. Gemi em surpresa quando sua mão fria por causa da água do rio alcançou meu membro. Era agora contato direto, puro, sem receio, apenas desejo lascivo de sua mão, que apertava com vontade toda minha extensão para cima e pra baixo, até a base.

Me arrepiei todo e mordi meus lábios pela sensação deliciosa e irresistível. Olhei para ele, que agora exibia um leve sorriso vencedor de canto.

Ele começou a movimentar sua mão pra baixo e pra cima de modo lento e forte, e quando chegava na glande, ele apertava e esfregava seu polegar na ponte, um lugar extremamente sensível para mim.

Isso é o meu fim…

- É assim que você gosta… - disse com sua voz mais rouca do que de costume, e numa certeza absoluta.

Como se meu corpo não me obedecesse mais, comecei a mexer meu quadril, tentando intensificar aquele contato com sua mão, e por consequência, me mexia bem em cima de seu membro também.

- Com informação certa é fácil... Ah… Droga… - senti pulsar forte assim que ele intensificou os movimentos de sua mão.

Vou ter que falar com Luana para saber o que ela andou falando pra ele sobre mim. Porque se ele sabe todos os meus pontos fracos, não tem como eu resistir desse jeito!

Isso não está certo!

- Rovía… - disse meu nome enquanto me olhava de um jeito que nunca olhou, era um olhar desejoso, e dessa vez eu sabia que ele estava completamente são, não bêbado como daquela vez.

Isso estava sendo insano! Nós dois ali na beira daquele rio, já meio sujos de barro molhado gelado, ele cada vez mais firme enquanto eu me mexia em cima seu membro, e cada vez mais perdido naquela sensação louca de raiva e prazer misturados.

Fechei meus olhos e institivamente ia para frente e para trás. Sentia meu cabelo balançar sobre ele. Ouvir seus gemidos roucos faziam meu membro ficar mais rígido e pulsante.

De repente ouvi uma fivela ser aberta. Abri meus olhos, e vi que era o dele, que ele próprio abria com uma mão.

Não me diga que ele está querendo... Ir até o final com isso?

- Daryl, isso não pode... Não pode acontecer! - falei, mas quanto mais eu resistia, mais ele intensificava seus movimentos.

Uma súbita pergunta surgiu em minha mente: "Daryl, você já tocou em um homem assim antes?"

Porque o que ele está fazendo é coisa de quem têm muita experiência! É delirante. Impressionante. E...

Sentia que já estava perto do meu ápice, e com essa habilidade do Daryl até então desconhecida por mim… Não conseguia me conter. Eu não consigo mais.

- Hnm… Mm... - apertei seu colete, fechei meus olhos, mordi meus lábios fortemente numa tentativa perdida de conter meus suspiros e gemidos baixos.

Já pouco me importava se estava me mexendo continuadamente em cima de seu meu membro, mas logo vi que ele agora tinha um rosto corado e sofrido, por segurar aquela ereção dentro de suas calças. Devia estar sendo doloroso para ele.

- Você quer que eu faça? - ele não respondeu, mas seus suspiros e roucos gemidos toda vez que eu me mexia em cima dele o denunciavam - Vou fazer... Você não pode ficar desse jeito... - ele acelerou o movimento de sua mão, e logo entrei em fase de pré explosão e puro prazer - Ah... D-Daryl...

E quando já estava prestes a me desfazer daquela chama que queimava por todo meu corpo e que descia e se consentrava em minha virilha, eu totalmente firme, quente e pulsante em sua mão, meu corpo esquentando cada vez mais...

Então me assustei ao ouvir o mato se mexer e logo aparecer uns cinco caminhantes que assim que nos viu vieram em nossa direção.

- Merda... - xingou Daryl.

Mesmo com minhas pernas meio trêmulas, me levantei meio cambaleante, peguei uma das estacas que estava perto do montinho de peixes que Daryl pescou e fui pra cima dos errantes.

Derrubei dois de uma vez dando uma rasteira dupla, e com rapidez, enfiei a estaca na cabeça de um, e como o outro estava perto, somente pisei em sua cabeça com toda força que eu tinha. Quando me preparei para abater os outros três, vi que o Dixon já tinha dado conta deles.

Me encostei na árvore, sentindo meu coração mais acelerado que antes. Ainda me sentia queimando de desejo por causa dos toques dele. Daryl se encontrava do mesmo jeito que eu, parecia mais sexy que nunca.

- Não vou mais atrapalhar sua pescaria... - falei totalmente desnorteado, pondo meu membro no lugar ali dentro das calças o mais rápido que podia, fechando logo o zíper e a fivela, tudo isso sendo feito já saindo dali, antes que ele me puxasse ou me prendesse de novo à ele e eu não resistisse às suas investidas.

Onde foi que me tornei assim? Era pra eu ser a pessoa que bota pra fugir, e não a pessoa fugindo! Era pra eu estar intimidando o Dixon, provocando-o porque sabia que ele não faria nada e saíria irritado com minhas brincadeiras. Não eu!

Acho que o feitiço virou contra o feiticeiro, provei do meu próprio veneno e quase saí queimado.

Aliás, ainda estou queimando...

Após uns dez minutos tomando ar para me acalmar, cheguei no acampamento improvisado. Todos estavam em seus deveres, distraídos ou concentrados, e alguns, sentados ao redor de uma fogueira, esperando um coelho ficar pronto.

- Paul? Está tudo bem? - perguntou Luana assim que passei correndo pela árvore onde ela ainda se encontrava.

- Está. Está tudo bem. Aconteceu alguma coisa por aqui? - perguntei. Ela cerrou os olhos para mim e fez que não.

- A não ser as meninas que Paulina levou para caçar. Elas conseguiram três coelhos perto de um casebre à uns ciquenta metros daqui, os outros dois ainda estão limpando. - ela olhou lá pra fogueira - Não vejo a hora de destroçar aquele bichinho… - disse.

- Também estou faminto… - falei, ela olhou para mim de novo e franziu o cenho.

- Fala logo Paul. O que aconteceu? Vi você indo naquela direção, e quem está pra lá é o Daryl, que foi pescar para completar a pouca comida… - ela se virou de frente para mim, e abaixou seu olhar para meu pescoço, logo levantando uma sombracelha em seguida - Suponho que você o encontrou, não é? - sorriu de canto.

- Sim, o encontrei. - respondi.

- E?

- E que ele está ocupado no momento… Mas creio que ele virá se desculpar com você. - falei.

Luana ficou me encarando por alguns segundos, depois sorriu novamente e balançou a cabeça em negativa.

- As vezes eu acho que você esquece quem sou eu. - pôs uma mão em meu rosto - Esses olhos… Essa boca meio avermelhada, temperatura elevada, músculos tensos… - riu de leve - Paul, você está completamente excitad… - não a deixei completar.

- Estou bem. - falei e me afastei um pouco.

- Eu sei que está bem. Acho que até muito mais do que vejo… - acariciou meu pescoço bem onde Daryl mordeu, meus poros se eriçaram ao leve toque, porque aquela área ainda estava sensível.

Fechei os olhos e senti minhas bochechas queimarem.

- Ele aprendeu direitinho… - disse ela com um tom orgulhoso.

Eu sabia...

- Eu a proíbo de contar mais alguma coisa de mim para aquele…! - bufei e passei uma mão no rosto.

Senti ela me abraçar de lado e pousar sua cabeça no meu ombro.

- Está bem, prometo não mais mencionar nenhum "segredinho" seu. - sorriu e beijou meu rosto.

- Acho que vou ter que tomar um banho depois… Está calor. - falei, ela deu uma pequena risada - Nenhuma palavra a mais Sra. Amora, nenhuma palavra à mais. - falei e beijei sua testa.

------*****------

A noite chegou mansa, porém, fria. Pelos ventos eu acho que pode chover a qualquer momento. Até que seria bom, para recolher a água e refrescar mais o ambiente.

- Sua vez Sr. Rovía. - disse a Dra. Flora, amiga da Luana.

Assenti e me levantei, esfregando meus olhos para tirar o sono do curto cochilo que dei antes de chegar meu turno para vígiar. Todos estavam perto da fogueira deitados sobre as próprias roupas ou casacos que tinham. Pelo menos ninguém está com fome.

Saída linha que cercava o local e fiquei sentado num tronco que dava a visão de todos ali durmindo.

De repente, senti uma presença ao meu lado.

- Vai dormir, deixa que eu fico agora. - disse Daryl se sentando ao meu lado.

- Já estou sem sono. E dois é melhor que um. Mas se quiser ir dormir, fique a vontade. - falei.

Na verdade sugeri mais porque queria me manter distante dele, porque depois do meu descontrole de hoje mais cedo fiquei com medo de não resistir se ele fizesse agora de novamente o que fez antes.

- Estamos bem de novo. - disse ele olhando para Luana que dormia entre as outras mulheres.

- Que bom. - falei, não fazendo muito contato visual.

Essa é novidade. Estava me sentindo nervoso. E com Daryl! Com ele!

Após alguns minutos, eu e ele fitando a fogueira, ele resolveu se pronunciar, quebrando aquele silêncio de vento batendo nas folhas das árvores e alguns grilos no mato.

- Estamos bem? - perguntou meio sem jeito, me olhando de lado, como se não tivesse agora coragem para me encarar também.

Esse Dixon é realmente uma incógnita ambulante.

- Estamos. - respondi. Ele assentiu e voltou a olhar para o fogo.

Mais minutos de silêncio. Mas dessa vez, foi a minha vez de quebrar isso.

- Porque Daryl? E como? - ele me olhou confuso - Porque e como conseguiu a proeza de se apaixonar por mim e Luana ao mesmo tempo? E em que momento isso aconteceu? - questionei.

Ele abaixou sua cabeça, olhou pra fogueira, para todos ali dormindo e depois parou seu olhar em mim.

- Foi você primeiro. - respondeu e pegou seu canivete para começar a afiar a ponta de uma outra lança - Foi quando você tentou nos roubar aquela van cheia de comida. Quando apareceu para mim e Rick. Já a loira... Quando eu estava preso naquele maldito lugar, no Santuário, quando ela foi cuidar de mim... - disse.

Eu realmente não achei que ele fosse responder. E nem tão diretamente assim.

Achei interessante essa baixa de guarda da parte dele.

E já que ele está aberto nesse momento, vou aproveitar. Tenho e quero saber decifrar essa cabeça misteriosa dele.

- Mas já estávamos juntos, eu e ela. Mesmo assim você… - ele me interrompeu.

- Ninguém manda nessa merda. - ele apontou pro seu peito, no lado esquerdo, do coração - Eu sabia que era errado, mas… - calou-se.

- Mas mesmo assim você continuou a nutrir sentimentos secretos por mim e por ela. - ele abaixou sua cabeça - Daryl, eu, não consigo imaginar o quanto você pode ter sofrido com isso… Porque gostar de uma pessoa já é uma coisa bem complicada. Agora, gostar de duas? Isso é praticamente quase impossível! - falei.

- Mas não é. - balançou sua cabeça em negativa levemente - Chega de falar dessas coisas. - disse já se arrumando pra levantar. Mas eu o impedi, puxando seu braço.

- Calma Dixon. Ninguém aqui está te julgando. Eu… Só estou querendo entender e saber mais sobre o que se passa nessa sua cabeça cheia de cabelos mal penteados. - ele me olhou rapidamente.

- Sabe, quando me apaixonei pela Lua eu também fiquei como você, meio perdido, confuso, indeciso, relutante… Foi muito difícil para mim no começo. Ela era somente uma garota, nerd, perdida nesse mundo desde os seus quinze anos. A encontrei num prédio abandonado, dormindo dentro do meu esconderijo. Você pode imaginar o que poderia ter acontecido se não fosse eu naquele momento? - seu cenho franziu.

- Tive o mesmo pensamento que o seu de agora. E acho que foi naquele momento, onde a vi totalmente apagada, com certeza de fome e cansaço, que algo dentro de mim nasceu. Um sentimento de querer proteger aquela garota linda e perdida. Só não sabia que aquela garota fosse bagunçar minha vida a partir daquele momento. - falei.

- Vocês também bagunçaram a minha. - disse.

- Acho que as melhores bagunças vêem quando a gente menos espera… - ele me olhou fixamente e se aproximou um pouco - Daryl, por favor… - pedi, prevendo algo perigoso.

- Está com medo de novo? Isso não faz seu tipo, Rovía. - disse - E pára de frescura, eu não vou fazer nada. - disse e pegou outro galho comprido para afiar.

- Então porque se aproximou? - perguntei.

- Porque eu quero. - respondeu.

- Muito esclarecedor. - revirei os olhos e cruzei os braços.

Após um tempo de silêncio, ele olhou para a fogueira.

- Porque eu gosto de você. - disse sem olhar para mim.

Uau. Essa é… A primeira vez que ele fala isso pra mim!

Meu coração palpitou mais forte, minhas mãos começaram a suar, e um frio bom na barriga, aquelas famosas borboletas, me atingiram com força.

- Não fique tão galanteador, Dixon. Assim eu posso me apaixonar por você. - sorri, ele deu um riso grunhido.

- Não me enche. - disse.

E assim os pólos voltaram para seu devidos lugares. Daryl voltou a ser Daryl e eu…

- Já disseram que você fica mais bonito quando sorrir? - provoquei, ele parou de sorrir e me deu um pequeno empurrão, fazendo a distância entre nós aumentar um pouco ali naquele tronco.

- Você é um saco. - disse numa mistura de divertimento com grosseria - Se manda Rovía. Vai dormir, eu fico com seu turno. - acrescentou.

- Já era, Daryl. Não tem mais como voltar atrás. Mas, tudo bem, vou deixá-lo fazer meu turno, mas só porque você foi gentil comigo pela primeira vez em sua vida… - levantei seu queixo e roubei-lhe um selinho rápido e bem discreto de seus lábios - Boa madrugada, Dixon. - me empurrou, mas não tão forte, não resisti em sorrir e lhe dar uma piscadela.


Notas Finais


E então nos guapos e guapas?🙂🖖 Gostaram?

Paul, Paul... Cuidado com a fera!😂😂😂

Espero que tenham de divertido um pouco mais com o cap de hoje. Sorry pelo erros se houver (posso ter deixado escapar por conta do sono, isso porque estou postando agora de madrugada 😅)

Bem, até domingo!😉
Um grande abraço e beijitos à todos!😘😘😘😘
Inté my little friends.🙋💜 #peaceandlovealways❤✌❤✌❤✌❤


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