História When You Showed Up - Capítulo 67


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Categorias The Walking Dead, Tom Payne
Personagens Aaron, Benjamin, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Ezekiel, Jessie Anderson, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Alexandria, Amigos, Amizade, Amor, Aventura, Bissexual, Caminhantes, Drama, Errantes, Ficção, Friends, Hentai, Hilltop, Hot, Love, Original, Paixão, Paul Rovia, Reino, Romance, Romantico, Saga, Salvadores, Santuário, Sexy, Sobrevivencia, Survival, Survive, The Walking Dead, Tom Payne, Twd, Universo Alternativo, Zumbi
Visualizações 77
Palavras 4.214
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, LGBT, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá olá! Tudo bem com vocês?🙋💜

Enfim mais um final de semana chegou e com ele vem junto: The New Charpter! ( cap novuuu!)🙌🎆🙌🎇🙌🎉🙌🎊🙌

Bem, como my time está um pouquinho apertado hoje, então não demorarei para começar. Entonces...😄

Simbóra! Let's go peoples!😃🙋🏃🏃🏃

Divirtam-se my children! 💃💃💃💃💃

Capítulo 67 - Aos Pedaços


Fanfic / Fanfiction When You Showed Up - Capítulo 67 - Aos Pedaços

P.O.V. Paul

**Dois dias depois**

Hilltop está limpa de novo. Mas o astral está bem pesado ainda. Luana está no trailer do Harlam, em coma e não tem previsão de quando vai acordar. Aaron também está durmindo, mas ao contrário dela, ele pode despertar a qualquer momento, porque ele não está tomando mais remédio para durmir.

Apesar do meu desespero e tristeza que sinto constantemente, eu sigo tentando me manter forte. Sou obrigado a ter que fazer isso, tenho meus filhos que precisam de mim, agora mais que nunca.

Dona Clara está bem melhor do seu tiro, já está até andando mas não pode mexer seu ombro. Mari está cuidando da cozinha com Enid enquanto que Harlam ainda está cuidando dos feridos que chegaram nesses dois dias.

E eu, estou ajudando Maggie a organizar as coisas por aqui, já que Rick decidiu ir para Oceanside antes de ir falar com a Jedis.

Sim, nós conseguimos nos comunicar com Patrick. Ele está bem e nos disse onde se localiza a comunidade só de mulheres, agora todos nós estamos esperando o resultado do acordo que Rick foi fazer com elas.

- E se elas aceitarem, qual será o próximo passo? - perguntei pra Maggie. Nós dois estamos no meu quarto cuidando de nossos respectivos filhos.

- O próximo passo será juntar novamente todas nossas comunidades, mais os aliados que Rick conseguir e dominar de vez o Santuário. - respirou fundo - Eles também estão fracos, perderam muita gente e estão cercados por caminhantes. Temos que aproveitar essa brecha e não demorar muito para atacá-los nesse momento de fraqueza deles. Além do mais, temos o Dwight lá dentro, ele está passando algumas informações sobre eles, a situação lá dentro se torna crítica a cada hora. Tomara que não descubram e matem ele antes de completarmos o nosso próximo passo definitivo. - bufou e deu um beijo na cabeça de seu filho.

- E tem alguma notícia do Daryl? - perguntei preocupado.

- Tenho… - ela respirou fundo - Dwight mandou uma mensagem através de uma flecha para um soldado que ainda está rondando por lá. Ele está preso, ferido mas pelo menos por enquanto não está sendo torturado... - falou, senti um aperto no peito, tudo bem que mesmo que nós tenhamos uma relação um pouco distante, mas isso não faz eu sentir menos preocupado.

Daryl me ajudou muito, é uma das pessoas mais importantes pro nosso grupo também… Além de quase meu amigo.

É engraçado falar isso, mas é verdade. A gente só não é mais próximo porque ele não quer. Prefere ser o grosseiro, torrão, teimoso e metido a insensível durão que não se afeta com nada. Mas sei que ele é uma boa pessoa por debaixo de toda aquela fachada cascuda e áspera.

- Não vejo a hora disso tudo acabar... - falei olhando para meus dois filhos. Eu os coloquei no mesmo berço por que eu cedi o do Luan para o bebê da Maggie. Decidirmos deixar eles todos juntos aqui no quarto até tudo se acalmar.

- Eu também… - disse ela pensativa e brincando com a mãozinha do seu bebê.

Do nada Mari chegou na porta toda apressada e ofegante aqui no quarto e nos assustando.

- Rick conseguiu! Ele chegou! A Enid e a Jane estão lá agora abrindo os portões pra eles! - falou numa alegria imensa.

Graças a Deus. Eu já estava ficando sem esperanças de isso acontecer também. Já que elas estavam mostrando resistência em nos ajudar. 

Olhei para Mari e ela logo entendeu meu pedido de cuidar dos bebês sem eu ter falado.

Quando eu e Maggie descemos as escadas, Rick estava entrando com uma mulher, acho que é a líder da comunidade dela, e mais três atrás que também vinham acompanhadas pela Michonne e Carl.

- Então essa é a outra infelicidade daqueles malditos... - falou a mulher olhando tudo ao redor e parando seu olhar na Maggie. - Você deve ser a viúva, a que manda aqui. - falou enquanto olhava para Rick que só confirmou com a cabeça sem falar.

Maggie olhou pra mim e eu dei um olhar confortador para dar confiança pra ela descer e ir até a mulher. E logo eu fui atrás em seguida.

- E você é a líder de Oceanside. - falou Maggie oferecendo a mão para cumprimentá-la. A mulher logo devolveu o cumprimento e encarou a todos nós.

- Sim, sou Natania. E essas são a Cyndie, a minha neta, Rachel e Beatrice. - falou firme e sem rodeios. - Então, vamos aos negócios? - falou se virando para Rick que logo assentiu e olhou para Maggie.

- Por aqui, vou levá-las até o meu escritório, mas, vocês precisam de alguma coisa antes? - peguntou Maggie tentando ser amigável e cordial.

Natania olhou pra trás para as três mulheres e depois se virou para Maggie novamente.

- Só a minha neta. Ela ainda não comeu ainda. - falou a líder sem tirar os olhos de todo mundo.

Eu entendo sua desconfiança, entendo o seu sofrimento, então entendo ela por ficar com esta posição firme e na defensiva o tempo todo, pronta pra atacar assim como as três moças atrás dela estavam.

Assim que subimos e entramos na sala da Maggie, começamos conversar sobre os nossos projetos para o próximo ataque contra o Negan.

- Mas não pode ser também por esse lado? Se colocarmos mais gente por aqui teremos mais vantagem de entrar com tudo. - falou Maggie enquanto apontava na planta do Satuário que Dwight nos enviou.

- Essa outra parte eu já tenho planos para um outro grupo. - todo mundo olhou pro Rick assim que ele disse isso.

- Então você conseguiu também fazer um acordo com eles? - perguntou Maggie ao lado dele.

- Que grupo é esse? - perguntou Natania cerrando os olhos pro Rick.

- É de uma outra líder, Jedis. Do lixão. Eu sei que não são muito confiáveis mas temos um acordo sobre os espólios do que conquistarmos do Santuário. - disse Rick de modo confiante para ela.

- Mas e a minha parte? - perguntou Natania com uma certa desconfiança e indício de atrito.

- Está garantido. Não se preocupe. Ninguém sairá perdendo nisso. Mas antes temos que nos concentrar em derrotá-los de vez para que isso aconteça. - falou Rick olhando ela diretamente nos olhos. Ela o encarou por mais alguns segundos e depois assentiu sem falar nada.

- Mas então, essa parte ao sul do Santuário ficará com vocês. O norte ficará com Rick e Jedis. O rei Ezekiel cuidará da área ao redor se caso virem mais Salvadores querendo nos atacar pelas costas. Enquanto a mim e o Jesus... - eu olhei pra ela nesse instante em que me chamou - Nós ficaremos nesse prédio junto com Morgan para atacá-los por cima. Então o que acham? - perguntou Maggie a todos ali.

- Eu ainda acho que teriamos que cobrir mais esse lado do estacionamento. Se eles quiserem sair e pegar algum automóvel, vão dar de cara com a gente. - falou Natania insistindo na sua sugestão.

- Ok, mas terá que ficar com parte do nosso grupo também, vocês podem ter bastante munição, mas precisarão de mais gente para cobrir essa área. Pois será o primeiro caminho por onde eles tentaram fugir. - falou Rick olhando para a planta do prédio.

Eu sei o que ele está fazendo. Rick quer colocar pelo menos uma ou duas pessoas do nosso grupo para ficar de olho em todo mundo. E eu até concordo com essa tática dele, não se pode confiar em ninguém. Elas podem até ter um passado com os Salvadores, mas isso não impede que depois que acabe tudo isso, elas se voltem contra nós, assim como possivelmente Jedis fará. Por que quem conquistar o Santuário, fica com o poder. E isso a gente não quer, nós queremos igualdade e justiça, e não mais um ditador criando suas próprias leis.

- E quando atacaremos? - peguntou Maggie enquanto fazia mais uma anotação na planta.

- Amanhã. Assim que eu chegar com o pessoal da Jedis. Estão todos de acordo? - perguntou Rick colocando as mãos na cintura e olhando pra todos que logo concordaram com ele. - Ok, isso é tudo por agora. - falou finalizando confiante.

-------******-------

Assim que a reunião acabou eu fui direto para meu quarto ver meus filhos antes de ver como é que está Luana.

- Ei filhinha. Como é que está a princesa mais linda do mundo? - falei enquanto pegava a Paulina. Era a única que está acordada aqui no quarto.

De repente senti uma presença atrás de mim e logo soube quem era.

- Maggie. - falei e me virei pra ela com Paulina nos meus braços. Ela está encostada no batente da porta.

- Você ficou calado a reunião toda Jesus. Eu sei o que você está pensando. - ela entrou e foi até o berço onde o Hershel está dormindo - Eu também queria ficar aqui cuidando do meu filho... Mas não há outro jeito se não for esse. Ainda mais agora que perdemos quase todas as pessoas daqui. Nós precisamos de todo mundo. - falou e acariciou a testinha do seu bebê ali no berço.

- Eu sei... Eu sei que tenho que ir nessa outra guerra. Mas... - eu falei com minha voz embargada - Eu estou com medo de voltar e ficar sabendo que ela, não resistiu... Ou que aconteceu algo com eles. - apontei para Paulina e Luan, que dormia tranquilamente no berço.

Eu sei que tenho que mostrar ser forte. Mas Maggie é como irmã pra mim e eu me sinto a vontade para falar qualquer coisa com ela.

- Eu sei exatamente como se sente... Lembra quando eu cheguei aqui e de como eu fiquei depois do que Negan fez com Glenn? - falou olhando pro seu filho e depois se voltou pra mim cruzando os braços em seguida. Eu afirmei sem falar.

- Lembra do que me disse? - me perguntou enquanto ela cruzava os braços.

- Sim. Faça todo dia algo que te dê medo e continue olhando pra frente. - falei e dei um meio sorriso de leve ao mesmo tempo em que uma lágrima caía sem eu esperar no meu rosto.

- Então eu te digo a mesma coisa. Não tenha medo, tenha fé de que tudo ficará bem com ela e com eles. Assim como eu estou fazendo por meu filho. - ela deu um meio sorriso e se virou assim que ouviu o seu bebê começar a choramingar.

- Obrigado Maggie, por você estar aqui comigo nesse momento. - coloquei minha filha no berço. Paulina acabou dormindo no meu braço.

- Sempre estarei aqui por você meu amigo. - eu sorri por ouvir isso da Maggie. Foi meio estranho.

Eu a ouvi como se fosse a Luana ter dito isso pra mim agora. Essa é a nossa frase, que só nós dois sabemos e falamos um para o outro. Ela ter dito isso foi como se de alguma forma, a minha pequena estivesse mandado essa mensagem pra mim através de Maggie. Pode ser o destino me dando um toque de coragem e força pra poder seguir nesse ataque sem ter nenhum receio ou medo.

E é isso o que farei. Por Luana, pelos meus dois filhos e por todo o nosso pessoal que está nisso também.

- Vai vim pro jantar? - perguntei enquanto saía do quarto.

- Não. Vou ficar aqui com eles... Se alguém perguntar... Fala que estou indisposta. Eu quero ficar um pouco aqui sozinha... - falou e deu um sorriso de leve.

- Ok. Qualquer coisa me chame se algum dos meus acordar... - falei e ela assentiu.

Saí do quarto e fui direto para o trailer do Harlam, eu estou indo de hora em hora para vê-la como está.

Quando eu entrei no trailer logo vi o Harlam mexendo no soro da Luana, ele estava ajeitando também o travesseiro dela.

Quando me aproximei mais, ele se virou percebendo minha presença e depois se voltando para o que estava fazendo.

- Como ela está? - perguntei andando até parar ao lado dele e vendo minha pequena durmindo e já com alguns hematomas ficando numa mistura de roxo com verde pelo rosto e braços.

- Ainda instável. Sua pulsação ainda continua fraca. - falou indo para a cama do Aaron e já verificado seu soro - Eu sei que você quer ouvir quando é que ela vai acordar... Sinto muito Jesus, a única coisa que posso fazer é mantê-la o mais confortável possível no momento. - falou olhando meio triste pra mim.

Senti um nó na garganta, eu sei que ele não quer me deixar mais desesperado, mas o real significado do que ele me falou é que Luana pode só ter horas de vida ou que a qualquer momento ela possa ir de vez…

Derramei uma lágrima e peguei a mão dela, entrelaçando na minha. Como queria que ela retribuisse o meu aperto em sua mão e acordasse agora.

Ela está bem pálida, seus cabelos estão sem vida, está um pouco magra, mais do que é do normal dela. Mas mesmo assim, ainda continua linda pra mim. Sempre estará.

- Você pode me ajudar aqui? - peguntou Harlam assim que começou a preparar Aaron para tirá-lo dali e trocar o lençol sujo de sangue.

- Sim, onde vai colocá-lo? - peguntei já andando para o outro lado da cama.

- Ali naquela maca. Cuidado com o ferimento. Pegue nas duas pontas do lençol.- falou apontando pra maca perto do armário já pronta e arrumada no chão, enquanto ele o pegava pelos braços e eu pelos pés.

- No três? - falou e eu assenti. O levantamos e carregamos ele até deitá-lo ali naquela maca no chão.

- Eu soube que o próximo ataque será amanhã. Já está preparado? - perguntou andando até a cama do Aaron e já tirando o lençol sujo e o trocando por um limpo.

- Já... - falei e olhei pra Luana - Estou preparado. - disse levantando a minha cabeça e olhando pra ele que logo assentiu sem falar nada.

- Eu sinto que dessa vez nós vamos conseguir. Não sei muito todos os detalhes mas eu acho que com esse novo grupo que chegou, nós podemos derrotá-los de uma vez. - disse Harlam de modo esperançoso e respirando fundo.

- É, eu também acho. - respirei fundo também- Já quer que eu te ajude agora? - perguntei e ele afirmou terminando de arrumar.

Depois de colocarmos de novo Aaron na sua cama, Harlam foi ver como está a pressão de Luana de novo.

Como não tinhamos tanta coisa hospitalar por aqui, a única opção para cuidar de quem tivesse precisando era as vezes os métodos antigos e manuais. Por isso que eu e Harlam ficamos olhando a Luana de hora em hora para ver se ela está bem ou respirando. Por isso essa minha agonia e medo costante de que o pior aconteça enquanto eu estiver fora amanhã.

- Sua pressão está baixa, ela tá precisando de sal no corpo. - falou Harlam assim que acabou de medir.

- Ok, então eu vou lá na casa grande pedir pra Mari fazer uma sopa. - falei e saí do trailer.

Enquanto andava na direção da casa grande eu via o céu, a noite já chegando e as estrelas aparecendo, mas sem lua. Parece que até o céu está menos bonito pra mim. Abaixei minha cabeça e continuei andando, porque se eu continuasse ali era bem capaz de desabar ali no chão.

Quando cheguei na cozinha só vi a Jane ali enxugando as louças de costas pra mim e toda distraída. Mas dava pra ver que também estava triste.

- Ai que susto! Quase quebrei um prato aqui. - falou assim que se virou e me viu ali.

- Me desculpa, cadê todo mundo? - perguntei por estranhar o silêncio desde quando eu entrei aqui na casa grande.

- Já estão todos em seus quartos. Parece que houve uma pequena discussão no jantar, mas acabou bem. Clara interveio por Rick. - disse enquanto guardava um prato ali no ármario.

- Como está dona Clara? - perguntei, é estranho chegar aqui e não ver ela aqui ou a cozinha cheia nesse horário.

- Está melhorando. Já até está trocando de blusa sozinha. - falou se sentando na mesa. - Você já jantou? - me perguntou preocupada e eu neguei. - Se quiser tem o arroz de forno ainda e o molho de carne enlatada com tomates. Está muito bom. Foi Mari quem fez. - disse apontando para o fogão.

- Não, tô sem fome agora, quem sabe mais tarde... - falei e bufei em cansaço.

Esses dias estão sendo tensos, cansativos e horríveis pra mim, e com isso o meu apetite está no chão, eu sei que tenho que me alimentar, mas é como se meu corpo estivesse rejeitando qualquer comida no momento.

- Bom, já que não tem ninguém, vou fazer uma sopa. - falei já andando até a prateleira para pegar uma panela.

- Quer que eu te ajude? - perguntou Jane.

- Sim, ainda tem tomate por aqui? - perguntei indo num caixote abaixo de onde está as batatas.

- Aí não tem, vai ter que ir lá na horta colher... Vai fazer sopa pra Lu? - perguntou se levantando e colocando a toalha no ombro.

- É, ela precisa de algum alimento, só o soro não adianta muito, ainda mais na condição dela... - falei meio triste.

- Eu sinto falta dela também... Ela sempre animava a gente quando ficava ajudando a Clara e a Mari aqui na cozinha... - falou pensativa - Deixa que eu vou lá na horta. Enquanto isso você descasca as batatas. - disse ela já saindo e me deixando sozinho ali. Percebi que ela estava ficando com lágrima nos olhos e tentou disfarçar saindo apressada daqui.

---------*****----------

A sopa ficou pronta rápidamente, só fiz bem poquinho, só numa panela pequena, só será Luana que vai tomar mesmo.

Caminhando de volta para o trailer com uma cumbuca de porcelana média cheia até na metade com a sopa que fiz com a ajuda de Jane, vi algumas pessoas de outras comunidades sentadas nos outros trailers. Já que mais da metade de nossa gente morreu, então há muitas vagas agora para serem preenchidas.

Entrei no trailer do Harlam e fui logo me sentar na cadeira ao lado da cama de Luana. Quando me aproximei mais para ajeitar seu corpo para que ficasse só um pouco sentada percebi que ela estava muito quente.

Peguei o termômetro no armário e coloquei embaixo do braço dela. Esperei alguns minutos e depois fui verificar.

Deu trinta e nove e meio, quase quarenta. Ela está com muita febre!

Eu não sou médico, mas sei que quando uma pessoa fica assim só pode significar uma coisa: que ela está à um passo de morrer.

Me levantei rápidamente e fui até uma prateleira procurar um remédio pra baixar logo a temperatura dela.

- Você não vai me deixar Luana. Não vai! - falei com a voz já ficando embargada.

- Jesus! Aconteceu alguma coisa?! - falou Harlam entrando no trailer e me vendo ali meio desesperado procurando um remédio na prateleira.

- É a Luana! Ela está com muita febre! Tenho que ajudá-la! - falei sem olhar pra ele que logo se afastou de mim pra ir logo ver ela.

Vi que ele pegou o termômetro e colocou na axila dela de novo para medir. Depois de eu conseguir achar o medicamento injetável, dei ao Harlam para que ele mesmo aplicasse nela.

- Ainda bem que você veio à tempo. Se demorasse um pouco mais ela poderia ter uma convulsão, podendo provocar falta de oxigenação no cérebro e... - falou mas não quiz completar. Acho que por ver o meu estado de angunstia e desespero ali.

- Pegue um pano e um balde com água por favor. - falou enquanto aplicava a injeção nela e já indo até o armário pegar uma outra bolsa de soro.

Saí do trailer correndo até a casa grande pegar o que ele me pediu. Não demorei muito e logo retornei ao trailer.

- Aqui Harlam. - falei assim que coloquei o balde ao lado dele ali no chão.

- Obrigado. - falou e logo começou a molhar o pano no balde, o torcendo um pouco para tirar o excesso de água e colocou na testa dela.

Depois de alguns minutos fazendo isso sem parar, ele pegou o termômetro de novo e colocou no braço para medir novamente. Eu fiquei ali só olhando tudo o que ele fazia.

- Está abaixando. Está com trinta e oito e meio de graus agora. - tanto eu como ele respiramos fundo alíviados.

- Você salvou a vida dela. - falou Harlam depois de alguns minutos fazendo o mesmo processo de molhar, torcer e colocar o pano na testa da Luana.

- Me desculpa por não estar aqui... Eu tive que sair pra poder jantar... - falou num tom culpado. Ele está com uma aparência bem cansada.

Também, já fazem o que? Quase três dias seguidos que não dorme ou come direito? É, eu também estou assim.

- Não tem problema Harlam. O que importa é que ela está melhorando... - respirei fundo - Você também salvou a vida dela... E todo mundo precisa comer. Não podemos ter também um médico doente agora. - falei tentando confortá-lo de sua culpa. Ele olhou pra mim e deu um leve sorriso de canto.

Assim como eu, ele também está desgastado e cansado com tudo o que vem acontecendo nesses ultimos dias. É compreensivel que até ele possa falhar, ninguém aqui é de ferro pra poder aguentar tudo isso sem sofrer algum abalo físico ou emocional.

- Paul… - eu e Harlam olhamos pra frente quando ouvimos o meu nome ser chamado num sussurro fraco. É o Aaron.

Harlam foi logo para a cama dele examinar o seu estado. Eu fiquei parado onde estava. Não porque eu queria, mas pela dúvida de que se seria saudável para ambas as partes. Porque eu já estou num estresse bem pesado, ele acabou de acordar e não quero ficar aqui pra ficar discutindo com ele.

- Como você se sente quando respira? - perguntou Harlam enquanto ouvia seu pulmão com um estetoscópio.

- Um pouco dolorido… Mas dá pra respirar… - falou Aaron com uma careta de dor.

- Bom, isso é normal, os seus pontos estão cicatrizando bem, o que te recomendo agora é que você coma algo para repor as proteínas, você perdeu muito sangue, eu tive que fazer uma transfusão para ela... - disse Harlam aliviado pelo estado do Aaron, que franziu o cenho em estranhamento. Harlam somente deu um sorriso de canto e deu um tapinha no seu ombro, como se só nesse gesto explicasse tudo para ele.

- Paul? - ele olhou pra mim e depois seu olhar foi virando para o lado direito - Luana? O que aconteceu? - perguntou voltando seu olhar pra mim.

- Problemas. - falei somente. Eu não queria entrar em detalhes agora. Se Luana não estivesse aqui eu já sairia desse trailer.

Ele olhou pra mim e assentiu tristemente.

- Jesus, você pode por favor pegar pra mim aquela maleta? - falou Harlam cortando esse silêncio constrangedor.

Fui rápidamente pegar a maleta e me sentei perto de Luana me virando de costas pra ele e pro Aaron. Eu posso até ajudar todo mundo que precisar, mas eu tenho uma certa dificuldade de esquecer uma coisa ruim que a pessoa faz pra mim.

Depois mais um silêncio no trailer, quem quebrou isso foi Aaron.

- Paul, eu, quero conversar contigo... - falou meio receoso. Respirei fundo antes de me virar.

- Eu posso dar um pouco de licença pra vocês... - falou Harlam terminando seu trabalho ali com ele.

Assim que Harlam saiu do trailer, Aaron se ajeitou um pouco na cama, ficando meio sentado na cabeceira.

- Fala, o que é que você tem pra conversar? - falei de modo curto e grosso.

- Sinto muito pela Luana… - eu o cortei.

- Você não sentiu quando fez aquilo pra mim e pra ela… Olha Aaron, na boa, eu só estou aqui aceitando falar contigo por que não quero deixar Luana sozinha… - falei mas fui cortado por ele.

- Só me escuta por favor… Eu sei que o que eu fiz não tem reparo… - ele respirou fundo - Mas eu não quero sair daqui sem antes de fazer isso. - ele se levantou mais um pouco pra ficar sentado de vez na cabeceira.

- Assim como pedi à ela… Eu peço pra você... Paul, você pode me perdoar? - falou com muito esforço e com os olhos marejando.

Ouvir isso foi como ouvir pra você cortar um dedo meu fora. E eu não queria fazê-lo. Essa é uma outra coisa bem difícil de fazer na minha vida. Era por isso também que eu nunca parava na vida com ninguém. Por que quando eles me traiam, eu não perdoava.

Mas se a minha pequena foi capaz de fazer, mesmo ela tendo sofrido em primeira estância tudo isso… Então farei este esforço por ela.

- Eu… Te perdoôu. - falei e ele ficou com um semblante meio aliviado mas não deixando de ser triste.

De primeira, ao dizer isso, ao dizer que o perdoava, eu senti raiva, rancor e dor pelas lembranças de tudo que passei, mas com o tempo eu senti um pequeno alivio crescendo dentro de mim, como se isso fosse mais que o certo a se fazer.

- Obrigado. - Aaron falou e foi se deitando de costas pra mim. Eu também me virei para olhar Luana.

Até mesmo inconsciente, você não pára de me mudar minha Lua. Até mesmo assim, você me torna um pessoa melhor a cada dia…

Peguei sua mão a entrelaçando na minha e a beijando depois, ela ainda mantia o seu cheiro que tanto gosto.


Notas Finais


E então? Gostaram?🙋💚

Espero que tenham se entretido um tiquito ( apesar desses últimos caps serem um tanto tristes😩).

Mas, calma que ainda não acabou, amanhã terá mais um.😊
Ah, e se houver algum erro, podem culpar, xingar e descer o pau da barraca em cima do: corretor.😅😆
Pois é, a maioria das vezes não é minha culpa, porque eu reviso de monte sempre antes de postar.😄

Bom, inté amanhã my little friends!
Beijuus!😘😘😘😘
#peaceandlovealways❤✌❤✌❤✌❤✌❤


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