História Where do Broken Hearts Go - Capítulo 12


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - "As Pessoas Eram Apenas Sombras Nas Paredes."


Narradora 

A valsa tocava tão alto que era difícil para Carolina ouvir os próprios pensamentos enquanto Anthony a puxava para um canto escuro. Como era de se esperar, ele estava sem máscara. Isso tornava a fúria em seu rosto - e em seus lindos olhos verdes - visível demais. 

-Então - esbravejou ele, segurando o pulso de Carolina com força -, quer me contar de onde você tirou que esta era uma boa ideia? 

Carolina tentou livrar o braço, mas Anthony não deixou.

-Relaxa - disse Carolina para o capitão da Guarda - Só queria me divertir um pouco.

-Divertir-se? Entrar de penetra em um baile real das pessoas que te sequestraram é a sua ideia de diversão?

Carolina fez um biquinho.

-Estava me sentindo solitária.

Anthony engasgou.

-Você não consegue passar uma noite sozinha? 

-Por favor... - Carolina disse se desvenciliando da mão do capitão 

O mesmo levou a mão ao rosto e soltou um longo, longo suspiro. Carolina tentou não sorrir, havia vencido.

-Se você der um passo fora da linha...

Carolina riu de satisfação. 

Anthony lançou um olhar severo para a mesma, mas relaxou os ombros. 

-Por favor, não faça com que eu me arrependa disso.

Carolina deu um tapinha no queixo do capitão enquanto saía dali.

-Eu sabia que tinha um motivo para gostar de você.

Anthony não disse nada, mas a seguiu de volta a multidão. Carolina já fora a bailes de máscaras antes, mas ainda havia algo de enervante em não poder ver o rosto de quem estava a sua volta. A maioria da corte, inclusive Agustín, usava máscaras de tamanhos, formatos e cores diferentes. Shade permanecia ao lado do rei, usando uma máscara dourada. Os dois pareciam entretidos em uma conversa educada, e os guardas ao lado de ambos pareciam entediados. 

Carolina achou um lugar vazio na multidão para ficar. Era um lugar estratégico. Ela podia ver tudo dali, a tribuna, a escadaria principal, a pista de danç...

Agustín estava dançando com uma loira linda. Não tinha notado a chegada de Carolina? Até a rainha havia percebido quando Anthony a arrastou para aquele canto. 

Do outro lado do salão, ela cruzou o olhar com o de Shade, que agora flertava com uma garota que usava uma máscara azul turquesa. Ele levantou a taça na direção de Carolina em um cumprimento, antes de se voltar para a garota.

-Tente não se divertir demais - aconselhou Anthony, ao lado dela, cruzando os braços

Escondendo a careta, Carolina também cruzou os braços, e voltou a encarar Agustín.

[...]

Uma hora depois Carolina já se maldizia por ser tão tola. Pensou que Agustín viria falar com ela em algum momento, porém o mesmo não dirigiu seu olhar a ela nenhuma vez. 

Anthony ainda estava ao seu lado, isso já estava a deixando irritada.

Carolina bufou.

-Qual o problema? - perguntou Anthony 

-Com você olhando feio para todo mundo, ninguém vai me tirar para dançar.

Anthony levantou as sobrancelhas escuras.

-Não estou olhando feio para ninguém. - Mesmo quando o capitão dizia isso, Carolina o flagrou fazendo careta para um membro da corte que a encarava demoradamente enquanto passava

-Pare! 

O capitão lhe lançou um olhar irritado e se afastou. Carolina o seguiu até a borda da pista de dança. 

-Aqui - Disse ele, parando na beira mar de vestidos rodopiantes - Se alguém quiser tirar você para dançar, vai estar bem visível.

Carolina olhou para ele.

-Quer dançar comigo?

Anthony riu.

-Com você? Não.

Carolina olhou para o chão de mármore.

-Não precisa ser tão cruel.

-Cruel? Carolina, o rei está logo ali. Tenho certeza que se ele descobrir que é você aqui ele não vai ficar nada feliz, então eu não arriscaria chamar a atenção dele mais do que o necessário.

-Idiota.

Os olhos de Anthony se suavizaram.

-Se ele não estivesse aqui, eu dançaria com você.

-Você sabe que posso dar um jeito nisso.

O capitão balançou a cabeça negativamente, nesse momento, Agustín passou dançando com a loira. Nem mesmo olhou para Carolina.

-De qualquer forma - Anthony apontou com o queixo para o príncipe -, acho que você tem pretendentes mais atraentes.

-Anthony, não. E... é... você é muito bonito - disse Carolina, e pegou a mão dele

Havia beleza no rosto de Anthony, e força, honra e lealdade. Sua boca secou enquanto o encarava, como podia ter levado tanto tempo para perceber? 

Ela se aproximou bastante de Anthony.

-Você acha? - perguntou ele olhando para as mãos entrelaçadas dos dois

-Ora, se eu não...

-Por que vocês não estão dançando?

Anthony soltou a mão de Carolina. A jovem se afastou do capitão com dificuldade.

-E com quem dançaria, Vossa Alteza?

Agustín estava incrivelmente bonito em seu traje. Poderiam até dizer que combinava com o vestido dela.

-Você está radiante - disse o príncipe - Assim como você, Anthony. - Agus piscou para o amigo. Então o olhar de Agustín encontrou o de Carolina, e o sangue dela se transformou em estrelas cadentes. - Bem, preciso passar um sermão sobre o quão estúpido foi entrar de penetra no baile ou posso convidá-la para dançar?

-Não acho que seja uma boa ideia - interveio Anthony 

-Por que? - perguntaram os dois juntos 

Agustín se aproximou um pouco mais de Carolina.

-Porque chamará muita atenção, por isso. - Carolina revirou os olhos, Anthony a encarou - Preciso lembrá-la de quem você é?

-Não. Você faz isso todo dia - Devolveu Carolina. Os olhos verdes do capitão ficaram sombrios.

Agustín colocou a mão no ombro de Carolina e deu um sorriso encantador para o capitão.

-Relaxe, Anthony! Tire a noite de folga.

-Vou pegar uma bebida - murmurou Anthony, e se afastou 

Carolina olhou para o capitão por um momento. Qual o problema dele? Agustín enlaçou a mão dos dois e Carolina olhou para ele. O coração da jovem disparou, e Anthony sumiu de seus pensamentos. Carolina se sentiu mal por esquecê-lo, mas... mas... Ah, ela queria Agustín, não tinha como negar. Queria ele. 

-Você está linda. - Falou Agus - Não consegui tirar os olhos de você.

-Ah, é? Achei que você nem tinha reparado em mim.

- Anthony foi mais rápido quando você chegou. Além disso, tive de tomar coragem para me aproximar...

- E acho que o fato de ter uma fila de moças esperando para dançar com você não ajudou muito. 

Os dois riram levemente.

O coração dela se apertou. Não poderia estar apaixonada. O que ela queria dele?

Agustín inclinou sua cabeça.

-Dança comigo? 

Carolina sorriu e pegou a mão de Agustín.

*

Ele estava perdido, perdido em um mundo no qual sempre sonhou. Agustín rodopiava Carolina e a conduzia pela pista, valsando o mais suavemente que podia. Ela não errou um único passo nem pareceu se importar com as mulheres furiosas que os observavam enquanto dançavam música após música, sem trocar de par. 

Claro que não era educado um príncipe dançar apenas com uma dama, porém, ele não conseguia focar em mais nada além do par e da música que os embalava. 

-Você definitivamente tem bastante energia - Comentou Carolina 

-Enquanto alguns pais punem os filhos com surras, os meus me castigavam com aulas de dança também. 

-Então você deve ter sido um menino bem levado. 

Ele a encarou profundamente.

-Como consegue ser tão linda? - Carolina sentiu suas bochechas esquentarem 

-Você acha isso? - Agustín a girou. A saia do vestido de de Carolina brilhou como um milhões de estrelas no céu noturno - Deve ser por conta do vestido, estrelas são bonitas.

-Se as estrelas fossem tão lindas quanto você, passaria noites em claro apenas olhando para o céu. 

Agustín sentiu uma vontade repentina de beijá-la. Mas aquilo, o que sentia, jamais poderia ser real. Porque assim que o baile terminasse, Carolina voltaria a ser uma inimiga, e ele o príncipe da família Bernasconi. Agustín engoliu em seco. Naquela noite, porém...

O príncipe puxou Carolina para perto. Os outros eram apenas sombras nas paredes. Os lábios dos dois se uniram.



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