História Where do Broken Hearts Go - Capítulo 8


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Categorias One Direction
Visualizações 1
Palavras 1.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Em que Celina escolhe ser feliz


—  Sim mas....  — Liam e Niall me encaravam tão confusos quanto eu, só que por motivos diferentes. 

— Bichooooo... — eu berrei, estressada. 

Eu tentei, tentei mesmo, de verdade, achar um motivo para a situação com o Harry ser uma coisa ruim, achar pontos negativos. Mas não consegui. E os meninos perceberam isso. 

— Olha, Celina, você tá querendo arrumar dificuldade onde não tem. — Liam disse, colocando um pouco de pressão. 

— É isso mesmo. Ou você quer ou não quer. Simples, Cely! — Niall completou, enquanto roía as unhas, mostrando claramente para quem estava torcendo. Traidorzinho... —  Só se decida logo. 

— Caraaaa.... 

— Celina, — Liam já estava impaciente, — se tu não sentisse nada por ele não estaria nem considerando essa ideia. Inclusive já teria ido embora daqui, há uma hora e meia atrás. Você só precisa admitir para si mesma, bae. 

— Tá, tá, táaaaaaaa... — me rendo à toda pressão colocada em mim — Talvez eu tenha achado Harold um charme quando o conheci... 

— CERTO! — Niall me interrompe — Disso a gente já sabe... Mas essa parte da conversa não é comigo nem com o Liam que você tem que ter, baby. 

Ambos me encaram esperando que eu diga alguma coisa, mas só consigo pensar em tudo que preciso dizer a Harry antes que perca toda a coragem que eles dois me deram nas últimas horas. Murmuro um “obrigada, garotos” e corro para casa antes que esqueça o que quero dizer. 

Assim que abro a porta me deparo com um Louis bravo no sofá. 

— Onde você estava, sua idiota? — ele berra comigo — Estou há duas horas te ligando, sem saber onde você tava. 

— Desculpa, boo. Celular descarregou. Tava na casa do Liam, relaxa. — mostro o celular desligado a ele. 

— Ele tá no quarto. Pega leve se a decisão for um fora, por favor! — Louis diz, logo depois de me dar um tapa na cabeça. 

Ando até o quarto de Harry como uma criança que quer algo dos pais e sabe que não vai ganhar. Minha barriga dá tantas voltas de nervoso que não consigo nem explicar. Quando entro no quarto, vejo que ele ainda está dormindo, coberto até a cabeça, como de costume. 

— Cel, espera. — Harry, que para minha surpresa (até o momento não definida se boa ou ruim) estava acordado, fala antes que eu saia. 

— Oi, Hazz, pensei que cê tava dormindo. Preciso falar com você! 

—  Eu sei, bae. Também preciso. — ele se senta na cama e aponta com a cabeça para eu fazer o mesmo — Você quer começar? 

— Sim! —limpo a garganta enquanto organizo mais uma vez meus pensamentos, e percebo que ele está quase tão nervoso quanto eu —Olha, Harry, você é uma pessoa incrível, de verdade. E eu sei que esse nunca é o começo de uma conversa com um final feliz, mas por favor, me escuta até o final. Eu saí há basicamente dois meses de um noivado de anos, você sabe disso. E era um relacionamento completamente abusivo. Eu tô começando a me conhecer de verdade agora, sabe? Descobrindo coisas que gosto de fazer, arrumando um trabalho, até tirando uma carteira de motorista!! — essa última parte o fez rir um pouco, afinal só nós dois sabemos o quanto eu posso ser uma péssima motorista — E conhecendo pessoas maravilhosas também, entende? Caraca, eu nunca imaginei que poderia ter amigos tão proximos alé do Lou. E aí, o carinha que eu achei um charme desde que conheci vem e joga no meu colo a informação que tem sentimentos por mim... eu não sei o que falar, de verdade... 

— Cel... — Harry dá um sorriso, o que eu, particularmente, não esperava — Você é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci. E eu entendo, você é razoavelmente mais nova do que eu, tá se encontrando ainda e tal, começando a aproveitar a vida... Mas eu ia adorar estar ao seu lado nesse processo. 

Quando ele segura minha mão além de palavras na minha boca, também sinto o ar faltar nos meus pulmões. E toda porcentagem de incerteza que tinha no meu coração se transforma em “quem sabe se der certo...” 

— Não tô vindo aqui te pedir pra casar comigo, — ele completa — só tô te pedindo pra dar uma chance de deixar seu vizinho de quarto tentar te fazer um pouquinho feliz. 

o sorriso no meu rosto é inevitável assim que ele termina de falar. 

— Tudo bem, caraaa. 

Os lábios de Harry alcançam os meus antes que eu consiga pensar em tomar a iniciativa. 

— Vamos comer, né? — falo, tentando disfarçar o sorriso besta no meu rosto. 

— Bora, bebê! — ele levanta e me puxa junto. 

— Sem mãos dadas? — Louis faz questão de mostrar seu descontentamento com a situação. 

— Eu já te ensinei que escutar atrás da porta é feio, Loulou! Vou contar pra sua mãe, hein... 

— Vai se ferrar, Celina! — ele diz estressado — Falando em minha mãe, tá todo mundo lembrado do batizado do meu sobrinho daqui há exatas duas horas, né? 

— Puuuta merdaa, todo dia uma festa nessa família, meu deeus... — falo, indignada — ontem coisa da irmã do Niall, hoje batizado, amanhã tem o que? Aniversário de quem? 

— Só reclamaa... —Harry e Louis dizem em uníssono. 

Surpreendentemente (ou não hihi) Harry me dá um selinho acompanhado de um “pra ver se você cala essa boca um minuto”, ao mesmo tempo que Louis sussurra um “en, em". 

 

— Eu não tenho roupa! — Harry resmunga mais uma vez, depois de, pela minhas contas, umas 50 repetições dessa frase. 

— Cara, nem eu que sou mulher... — tiro-o da frente do seu guarda-roupa em busca de uma camisa — Toma, inferno. 

— Obrigado, linda. — ele sorri e deposita um selinho na minha boca — A propósito, você está mais do que linda! 

— Obrigada, Harold. Agora vê se termina de se arrumar que até eu tô pronta. 

Assim que sento no sofá da sala meu celular vibra algumas vezes. Zayn. Meu deus, eu tinha esquecido completamente dele. 

Zayn: oii, lindinha 

Zayn: espero que possamos terminar nossa conversa hoje 

Zayn: sem interrupções! :)

Zayn: te vejo daqui a pouco 

Respiro fundo. Como explicar ao Zayn que eu não quero nada com ele por causa do Harry e, ainda assim, manter a amizade? 

Eu: oii 

Eu: então... precisamos mesmo conversar 

Eu: mas acho que não vai rolar muito cinema e tal... 

— Gostei da resposta, Celina. — Harry senta ao meu lado com um sorriso no rosto — Não que seja por minha causa, claro... 

— Você tá lendo minhas conversas, Harold? —tento falar o mais seriamente possível, devido à sua expressão convencida. 

— Não.... Só vi por acaso... — ele me rouba um selinho antes de levantar — Vamos, Louis tá lá fora esperando! 

O caminho até a igreja do batizado foi curto, e, graças a Louis, que fez questão que eu fosse na frente com Harry, pude escolher todas as músicas até chegar. 

— Cely!!! — Johanna abre um sorriso ao me ver — Que bom que você está cuidando dos meus meninos, meu bem! 

— É... tem um que ela está cuidando mais do que bem... — Louis fala com um sorriso malicioso no rosto, e só consigo sentir vontade de matá-lo 

— Celinaa... quer dizer que você e meu Louis... 

Eu, Harry e Louis nos encaramos por alguns segundos e temos uma crise de riso coletiva, enquanto tia Johanna nos observa com cara de ponto de interrogação. 

— Não, tia... — falo, enquanto paro de rir — de mim seu Louis não pega nem resfriado. 

— Humm, então quer dizer que... 

— LIAM! — grito antes que ela me mate de vergonha — Meninos, o Liam tá chamando a gente! Licença, tia. 

Empurro os dois até Liam antes que Johanna me mate de vergonha, e assim que chegamos Liam me pede para ajudá-lo a levar alguma coisa no seu carro. 

— O batizado vai começar — Harry avisa. 

— A gente volta rápido! — saio antes que Harry tenha a chance de me beijar na frente de todo mundo. 

— E aí? — Liam pergunta quando já estamos mais distantes. 

— Eu sabia que era pra isso... — falo depois de dar um murrinho no seu ombro — Então... não é nada, a gente tá só trocando uns beijos... 

— É, eu vejo pelo jeito que ele te olha... mas você é uma anta mesmo, Celina. 

— Paraaa... — falo entre risos — Bora voltar logo. 

Liam e eu caminhamos juntos para perto dos bancos e ele vai se sentar com sua mãe. Enquanto procuro um lugar vago para sentar sinto uma mão no meu ombro. 

— Oi, querida. — tia Johanna sorri — Ia te chamar para sentar com a gente, mas parece que seu lugar já está reservado... 

Ela aponta para Harry, que move continuamente a cabeça em busca de algo. Meu coração dá pequenos saltos em pensar que esse algo seja eu, mas tento não pensar muito nisso. Murmuro um “obrigada” entre um sorriso à tia Johanna e ando até Harry.



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