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História Where Have you Been? - Katsuki Bakugou - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente!!!! Como vocês estão?
Finalmente temos atualização né?

Esse foi o meu capítulo gatilho pra poder começar a escrever WHYB, eu tenho muito carinho por ele, mesmo sendo um capítulo triste, foi doloroso escrever, tentei ao máximo trazer uma escrita que passasse todo o sentimento que eu pus nele pra vocês, eu gostaria que vocês pudessem sentir.

A música do capítulo se chama "Can you feel my heart" da banda de rock Bring Me The Horizon, ela é linda, a voz me lembra muito o Bakugou e por isso quis colocar ela aqui, e também por passar exatamente a vibe que eu queria, por isso, quando for o momento indicado, escutem ela enquanto lêem.

Chegamos na reta final, ainda não acabou, porém o fim está próximo, então apreciem sem moderação.

*Link da música:* https://youtu.be/b6V_Y3VxNO4

🔶 Avisos 🔶
1 - Todos os personagens aqui serão maiores de idade.
2 - É um Universo Alternativo, então a maioria dos acontecimentos são coisas que saíram inteiramente da minha cabeça.
3 - Talvez algumas personalidade de personagens aqui não sejam como no anime/mangá, mas como eu disse, é um universo alternativo.
4 - Talk Dirty.


∆ Perdoem os erros ortográficos ∆
Leiam as notas finais ✓
Boa leitura ✓

Capítulo 14 - Capítulo 14


Silêncio, era o que se encontrava na mente de Bakugou, um silencioso vácuo que se estendia e parecia não ter fim, estava tudo escuro, num breu negro infinito.
Não havia som algum, somente o negro e os pequenos fechos de luzes coloridas que apareciam de vez em quando, não passavam de alucinações que o cérebro do loiro criava.

Mas de repente o som de pássaros cantarolando começou a aparecer ao longe, e vinham se aproximando devagar, e logo soavam numa melodia calma e céltica.

Os olhos puxados foram abrindo aos poucos, a luz da manhã começou a invadir as pupilas que se contraíam por não precisarem de tanto foco.

As íris cor de rubi rolavam confusas sob a esclera esbranquiçada, tentando reconhecer o local onde se encontrava. Que horas seriam? Sete da manhã? Bakugou não sabia, sentia-se perdido, como se tivesse acabado de acordar de um coma.

Fechou os olhos mais uma vez e respirou, inspirou o ar puro que vinha de algum lugar, e reuniu forças para abrir os olhos novamente.
Ergueu o tronco sentindo uma pontada no estômago, mas resolveu não se importar com isso, se encostou na cabeceira da cama e deslizou a cabeça fazendo uma vista pelo local, aquilo era seu quarto?

Mas que quarto? Não parecia ser o quarto do dormitório, seria o quarto da sua casa? Mas, por que estaria lá? Tinha recebido folga? Estranho, não se lembrava.

Sua mente voltou a trabalhar aos poucos, e essa dor na barriga, será que tinha batido em algum lugar? Bakugou olhou as mãos, as pontas dos dedos estavam com cortes finos espalhados por toda a pele, havia se cortado? Parecia ter puxado várias pedras de concreto de uma só vez.

Pedras...

Logo os episódios da noite passada vieram em flashes fortes, bagunçando a mente cansada de Katsuki que se esforçava para colocar as imagens no lugar, Bakugou chacoalhou a cabeça de um lado para o outro e colocou as mãos nas laterais, ouvindo um zumbido irritante que vinha lá de dentro.

Bakugou via uma rua, via prédios, via seus companheiros e via Endeavor, também via algumas figuras borradas, eram familiares mas ele não conseguia se lembrar. Via fogo, explosões também.

Devia ter tido um pesadelo.

Abaixando as mãos, Bakugou retirou o lençol que repousava em sua cintura e colocou os pés no chão, sentiu o piso frio, a casa estava silenciosa, sua mãe não estava em casa? Provavelmente, se estivesse teria vindo lhe acordar aos gritos, então deveria ter saído.

Forçou os joelhos e se levantou da cama, viu o celular em cima da cômoda próximo a um ursinho, esticou o braço e pegou o aparelho, haviam muitas mensagens, mas ele resolveu não olhar, iria comer alguma coisa agora.

Abriu a porta do quarto e desceu vagarosamente as escadas rumando à cozinha, adentrou o cômodo e viu mais algumas pessoas ali, o que seus colegas estavam fazendo em sua casa?

Denki se levantou assim que viu o outro loiro passar pela porta, e caminhou em sua direção com uma feição preocupada.

- Bro, como você tá? - Perguntou assim que se aproximou, e levou uma das mãos aos ombros alheios.

- Como assim, "como eu tô"? - Perguntou confuso.

- É que.. bem, ontem foi um dia bastante difícil... - Respondeu Kaminari, e olhou para Kirishima que estava sentado a mesa, cabisbaixo, tinha os olhos inchados e vermelhos.

- Como assim? Explica isso direito Pikachu! - Já estava se irritando, que áurea morta era aquela? Parecia ser velório de alguém.

- Kacchan, você não lembra de nada? - A voz falhada de Deku, fez o loiro levar sua atenção a ele.

Midoriya também estava lá, abraçado a Todoroki, e tinha os olhos e o nariz vermelhos, como se tivesse chorado muito.

- Eu não sei do que vocês estão falando, mas eu tive um sonho muito estranho, parecia que estávamos em uma missão ou sei lá o que. - Caminhou até a bancada, pegando uma xícara no armário. - Teve explosão e tudo, parece que foi braba a coisa.

- Mas Bro, nós estávamos em uma missão, ontem... - Kaminari voltou a se pronunciar, Bakugou olhou confuso para o também loiro, como assim eles foram?

- Kirishima, que cara de morte é essa? - Ignorando Denki, olhou para o amigo ruivo, que nada tinha falado até agora. - Quem morreu caralho?

Eijirou ergueu o rosto cansado e olhou para Bakugou, os olhos tristes e vazios plantaram uma agonia no Katsuki, que merda estava acontecendo?

- Bakugou, nós perdemos ela...

- Ela? Ela quem? Vocês estão drogados ou algo assim?

- Bakugou... A-A S/N... - Kirishima respondeu com a voz embargada.

Bakugou arregalou os olhos, como assim haviam perdido a S/N? Ele não a havia visto esses dias? Só podia ser uma pegadinha.

- Fala direito, merda!

- A S/N morreu Bakugou! A S/N morreu soterrada ontem bem na nossa frente! Ela morreu! - Kirishima saltou da cadeira e gritou com toda a força que tinha, inundando os olhos de lágrimas que não demoraram a descer. - Como você não consegue se lembrar, porra?!

Midoriya soluçou e agarrou o corpo de Todoroki, enquanto que Denki correu ao encontro de Kirishima, o segurando nos braços pois imaginava que ele podia desmoronar ali mesmo.

Bakugou sentiu o coração dar uma falhada, o que Kirishima estava dizendo?
De repente, os flashbacks da noite anterior vieram com tanta força que Bakugou precisou dar dois passos para trás e se apoiar com uma mão na bancada.
A xícara caiu de sua palma, se estraçalhando no chão.

- Para de brincar Kirishima, foi só um sonho, foi só a porra de um sonho, não foi? - Katsuki olhou transtornado para os amigos. - Eu sei que foi! A S/N 'tá bem, não tá?

- Bro... - Kirishima se soltou de Denki e veio ao encontro do loiro. - Seja forte, por favor..

Katsuki bateu na mão oferecida de Kirishima, e levou as duas palmas à cabeça, a cabeça latejava e sua mente borbulhava, estava barulhenta, as imagens da mulher sendo soterrada por blocos de concreto pareciam se repetir, como se quisessem  que o sofrimento do loiro fosse prolongado.

- Não, não, não, por favor não... - O loiro sussurrava piedoso, pedindo a alguém que tudo aquilo não passasse de um engano.

- Bakugou, se a-acalma... - A voz de Kirishima voltou a trabalhar, tentando numa mísera tentativa acalmar o amigo.

Bakugou respirava com força, ofegante, parecia procurar desesperadamente por ar, dos olhos escorriam lágrimas furiosas, sem dar um mínimo intervalo, sua pele suava fria, seu corpo tremia e arrepios ruins passavam por ele. Estava tendo uma crise.

E foi então, que Bakugou correu em direção as escadas, fechando a porta num estrondo ouvido por todos da casa, correu até o celular, desbloqueou desajeitadamente devido as mãos trêmulas, a tela estava embaçada por causa das lágrimas, foi até a lista de contatos, no contato "Praguinha💜" e discou, levando o aparelho ao ouvido.

Tum...tum...tum...tum...

Chamou uma, duas, três, quatro vezes, e então a chamada caiu.

(Music time!)

Você consegue ouvir o silêncio?

Você consegue ver a escuridão?

Você consegue restaurar o que foi destruído?

Você consegue sentir, você consegue sentir meu coração?

O celular escorregou das mãos calejadas, os olhos perdidos encaravam agora o nada, ela não atendia, por que ela não atendia?

Você consegue ajudar os sem esperança?

Bem, eu estou implorando de joelhos

Você consegue salvar minha alma bastarda?

Você vai esperar por mim?

As mãos tremiam, o coração batia impiedoso contra as costelas, os pulmões pareciam inspirar agulhas, cortava, machucava, doía, deus, doía tanto.

Me desculpe, irmãos

Mil desculpas, amor

Me perdoe, pai

Eu te amo, mãe

A ficha ia caindo aos poucos e Bakugou se perguntava o porquê, você havia prometido que ficaria com ele, não foi? Você prometeu que voltaria logo, você prometeu, por que se foi assim, por que você o deixou sozinho? Katsuki não entendia, por que você?

Você consegue ouvir o silêncio?

Você consegue ver a escuridão?

Você consegue restaurar o que foi destruído?

Você consegue sentir meu coração?

Você consegue sentir meu coração?

Você consegue sentir meu coração?

Você consegue sentir meu coração?

E num momento de angústia e desespero, Bakugou gritou, gritou com tanta força, com se quisesse se libertar daquela dor que corroía seu peito, com uma mão, agarrou a camisa e a pele, apertou naquele local, sentindo a fez arder, e gritou, gritou como se não houvesse amanhã, gritou enquanto pedia pra que alguém lá de cima que a trouxesse de volta, de volta pra ele.

Você consegue sentir meu coração?

Do outro lado da casa, os soluços engasgados e dolorosos de Kirishima preenchiam todo o ambiente, Midoriya chorava, Denki e Todoroki tinham seus corações quebrados, a áurea de morte e sofrimento pairava sob eles, por que você?

E foi nesse dia sombrio, que você desapareceu na névoa densa, e sabe-se lá quando irá retornar.


Notas Finais




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