História Where Is My Mind? (Rivamika) - Capítulo 11


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Rivamika
Visualizações 42
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo XI


Levi não sabia o que fazer, nunca lhe ocorreu que esse tipo de coisa poderia acontecer. Teve uma queda de pressão, depois sua cabeça começou a esquentar, as mãos formigaram e ele pensou que estivesse tendo algum tipo de alucinação.

Poderia ser um pesadelo também, mas ele sentia que estava bem acordado, atento, chocado, perfeitamente assombrado tentando compreender como as coisas chegaram nesse nível. Onde ele estava nos últimos 7 anos? O que aconteceu com aquela doce criança infantil e ingênua que vivia agarrada na canela dele?

- Pra onde pensa que vai levar isso, Isabel?

- Pra onde mais? Se você quiser, compra pra você.

- Isabel... – ele pensou que fosse desmaiar.

Ele certamente iria desmaiar, mas não invés de desfalecer, seu corpo se moveu sozinho e ele puxou a bolsinha da mão da garota dando uma olhada na quantidade variada de camisinhas que ela tinha.

- Que porra é essa?!

- Ué? Tem quase 30 anos e nunca viu? Se chama Jountex! Me dá!

- Isabel...

- O que é? Você pode e eu não? Vai se foder, mano! Pensa que eu acredito nesse papo de 'vou fazer isso pelo bem da saúde mental dela' – Isabel imitou seu tom de voz apontando aquele dedo gordinho na cara dele e caiu na risada. – Eu sei a saúde mental que você quer... Macho é tudo igual...

Levi não sabia o que era melhor, jogar a bolsa em cima do guarda-roupa e sair correndo, ela levaria três anos para crescer o suficiente e alcançar lá em cima ou cancelar a viagem, o que não significa que ela não iria acampar mais com aquele desgraçado.

- Oh! Mikasa-san! – ela sorriu para trás dele e Levi virou-se espantado, imediatamente sendo empurrado quando Isabel recuperou sua bolsinha de perversões fazendo a dancinha da vitória. – Olha só... Foi mal. Já pode levar minha mala. Isso aqui vai na minha bolsa porque eu sei que você é mais doido que aquela lá!

Levi a encarou passando a alça da bolsa pelo ombro, quando viu o tamanho da mala que a peste ia levar, ele achou que fosse estranho, eles iriam passar o final de semana acampando, não o mês inteiro. Agora. Ele estava começando a entender a situação.

Arrastou a mala para a sala e viu Farlan no sofá jogando online. Ele passou por trás do amigo resolvendo mudar as táticas de guerra. Tocou no ombro dele e Farlan ficou atento, mesmo que não tivesse olhado pra trás porque estava enfrentando o Boss.

Levi sorriu maquiavélico falando atrás da cabeça dele e foi embora ouvindo o grito do personagem quando perdeu e a musiquinha do game over como a prova de que o recado foi bem dado.

- Vou chamar a Mikasa-san. – Isabel disse, mas ficou parada achando que Farlanito estava muito pálido para uma pessoa normal.

- Deixa que eu vou. – ele disse indo pra porta antes que Isabel entrasse pra os Vingadores.

Soou o interfone e ficou esperando, poucos segundos depois, a porta foi aberta e ele esperava encontrar um par de olhos raivosos, delineador do Kiss e a versão feminina do Caveira, mas a moça estava com um pregador que mal segurava seus cabelos e um vestido azul escuro, sandálias.

Ele ficou apreensivo no início, mas ela sorriu e ergueu as sobrancelhas.

- Já? Vou pegar minhas coisas. Pode entrar.

Abriu a porta e ele tentou se recuperar do princípio de infarto enquanto ela trazia uma mochila preta com uns bichos estranhos só caveira pendurado no feixe. E outra mochila verde estranha.

- Sua avó não achou ruim? Ela fez eu dar a localização três vezes. Talvez apareça por lá...

- Eu não duvido. Ela foi escoteira, sabe fazer não sei quantos tipos de nó. – Mikasa ironizou.

Levi estava mais relaxado que ela agisse naturalmente depois daquela tempestade toda, como se nada tivesse acontecido desde o dia que deixou aquele elevador após receber uma ligação. Ele sabia que não era o jeito ideal de solucionar problemas, um dia, no futuro, eles teriam que conversar sobre isso, já que não lhe ocorria a possibilidade de se afastar agora.

Ele pensou, por muito tempo, antes, em cair fora e poupar suas cicatrizes, ele também não era um exemplo de estabilidade, mas sinceramente, ele não queria. Ele não queria isso de forma alguma. Estava interessado na moça, ele queria conhecê-la melhor nem que virasse o Coringa depois, ele gostava do jeito dela, das suas piadas e do gênio. Gostava de como apertava as sobrancelhas quando pensava e suas brincadeiras fora de hora.

Olhando para ela, ele não se importava se ela tinha problemas que talvez não fossem solucionados, que talvez não pudessem ser solucionados, que tivesse que aturar aquele médico imbecil pelo resto da vida e que ela pudesse desenvolver mais treze personalidades. Levi levou quase sete anos para sentir isso de novo, sete anos em que sua vida se limitava a pintar dor e tragédia, seu próprio sofrimento, porque ele vivia no passado, mas agora, talvez, ele estivesse tendo a chance de tentar de novo. E ele não iria perder isso por medo.

- Que foi? Eu sei que me acha linda... Podia bater uma foto... – ela brincou sorrindo e voltou a pegar suas coisas apagando algumas luzes.

Levi riu.

- É. Você é muito bonita. Principalmente quando não parece uma serial killer.

Mikasa lhe lançou um olhar maligno apagando a luz.

- Eu sei que você gosta do perigo.

Sim. Ele gostava.

Principalmente dela.

...

Farlan pegou o banco da frente, Isabel resolveu que ia dirigindo. Levi não falava sobre isso, mas não dirigia há mais de sete anos, por isso raramente o carro saía da garagem.

Mikasa não fez perguntas sobre isso, ela talvez não tenha reparado nada demais em irem os dois no banco de trás com quase nenhum espaço entre eles. Hora ou outra, Isabel olhava pelo retrovisor, olhos de cobra e dava risadinhas até Levi mandar aos berros ela prestar atenção na estrada.

Mikasa se divertia rindo às vezes, o vento forte agitando o cabelo que entrava na boca, no olho, dava nó, curto demais para ser preso. Ela reclamava várias vezes, ele pensou em perguntar porque cortava então, mas algo lhe disse que era coisa do seu eu problemático. Um dia ela iria falar por conta própria.

Ele pegou uma touca na mochila do Farlan, uma vermelha e enfiou na cabeça dela, ficou até bonita dando um ar elegante e desinteressado de estrangeiro perdido no aeroporto. Isabel colocou suas músicas para reproduzir, não muito alto, ela era uma boa motorista, e depois de algum tempo, Levi esqueceu que estava tenso e acabou cochilando no ombro da Mikasa.

Acordou com o carro balançando, uma lombada, Mikasa estava dormindo e ele a puxou para seu ombro tentando se livrar da dor no pescoço.

- Vamos ter que pegar a balsa. – Isabel disse levando o carro para a fila, havia poucos carros à frente, ela contou três, e de acordo com o flanelinha, a balsa tinha saído há uns quinze minutos.

Ficaram no carro ouvindo as músicas da Isabel que não calava a boca por um segundo, Mikasa e ela disputavam quem conseguia inventar mais casos estranhos sobre a vida dos outros, aparição de Óvnis, Nibiru, Isabel amava esse tipo de coisa e Mikasa era uma enciclopédia da teoria da conspiração ambulante. Farlan, às vezes olhava para o Levi e escorregava no banco empalidecendo de novo, enquanto ele, ficava em silêncio a maior parte do tempo falando apenas para desmentir Isabel.

Quando a balsa voltou, os quatro saíram do carro pra esticar as pernas, observar a água escura, o braço longo e calmo do rio. Mikasa tinha o rosto amassado observando as ondas lisas como se fosse se atirar na água só pra ver o que acontecia. Levi ficou parado encostado na barreira protetora apenas tomando vento fresco no rosto.

- Vou comprar água...

Ele assentiu para tico e teco que foram embora provavelmente se agarrar em algum lugar distante dos olhos do Levi.

Mikasa olhou pra o homem na sua sua frente, pegou o celular e apontou na cara dele tirando uma foto instantânea sem que ele tivesse tempo para parecer menos engraçado.

- Haaa... – ela brincou mostrando o que parecia o Despertar do demônio.

Levi não disse nada, só revirou os olhos e fitou o sol que desmaiava na linha do horizonte.

- Não sei se você sabe, mas eu não posso dirigir. Estive em um acidente que foi traumático pra mim, então Isabel é a motorista oficial da família porque Farlan dirige feito um doido.

Mikasa olhou para ele como se tivesse algumas coisas para confessar, mas tinha medo de não saber o que fazer quando as palavras fossem ditas.

- Armin diz que os traumas são rachaduras no subconsciente, e é meio difícil tratar uma ferida que você não pode ver ou tocar... Quando eu era mais nova, fui sequestrada, não lembro de nada, mas é possível que meu... O meu... O meu problema... ele seja por causa disso. – ela abaixou a cabeça tentando fugir do olhar dele.

Levi ficou em silêncio sem saber se ela iria acabar falando mais, não iria fazer perguntas, mas não queria que ela sentisse que ele não estava interessado. Havia uma linha tênue entre o que queria e o que podia fazer. E uma mais tênue ainda entre a rachadura dela e a sua.

- Desde que seu coração esteja bem, eu acho que é possível continuar. – ele disse, era uma frase do shoujo que estava animando.

De repente, se sentia muito grato pela existência do Erwin.

- Você acha? – ela perguntou o encarando dessa vez.

- Acho sim.

Mikasa abaixou a cabeça novamente, ele conseguia ver como isso era difícil para ela, na sua hesitação, no medo; ela mal conseguia olhar para ele, mesmo que parecesse a coisa mais linda que Levi viu até aquele dia.

- E se continuar dando errado? Eu não posso... garantir que.... – ela começou a gaguejar, desviar o olhar, de repente sua fraqueza se mostrando, e ele sabia como uma pessoa orgulhosa como ela poderia se sentir exposta depois de confessar coisas como o medo de ser incapaz de ter uma vida normal, ao lado de uma pessoa normal.

- A gente vai ter que encontrar um jeito de dar certo. – ele disse. – E se mesmo assim não der, sempre podemos continuar tentando.

Ela o encarou meio perdida. Levi, tomado por uma onda estranha que deixou seu peito apertado e ansioso, saiu de onde a olhando fixamente e Mikasa prontamente fechou os olhos quando ele segurou seu rosto e a beijou, tão apaixonado, tão verdadeiro, que ela prendeu os braços ao redor dos seus ombros retribuindo.

E o beijo valeu a espera.


Notas Finais


Quero dizer que não é permitido xingar a autora por parar aí
Tudo tem seu propósito debaixo do céu
Uma boa noite a todos nós.
❤️


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