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História Where is The Love 2.0 - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Bommm gente

vocês perceberam que eu demorei um pouquinho mais, mas o capítulo saiu maior ? Só pra justificar que eu me enrolo um pouco pra escrever os maiores.




Me digam se preferem longos, ou curtos!!!!!

Capítulo 12 - Não existe nada


Quando chegamos em frente a casa de Maria, pedi que ela fosse buscar Julie, eu estava coberta de sangue, não queria pegar minha filha assim. 

Quando já estávamos em frente ao hotel, coloco o capuz preto por cima do sangue e corremos até o quarto, Julie estava no colo de Maria, eu pedi que ficasse com ela ate eu tomar um banho. Penso em tirar essa roupa e jogar fora, mas não sei se devo já que ela está toda cheia de sangue, então ligo o chuveiro e entro debaixo da ducha quente, de roupa. 

A água escorria sobre minha cabeça, lavando todo o sangue que havia no meu rosto e roupa. Minhas mãos começam a tremer enquanto o chão virava apenas vermelho em meio aos meus pés. Lágrimas escorriam junto a água quente. Eu vi uma pessoa morrer hoje. Ela estava sobre mim, morta, a pouco tempo atrás. Me sentia suja, mesmo que todo o sangue já estivesse descido pelo ralo. Tiro aquela roupa e nua me sento no chão do banheiro, escondendo minha cabeça em meio as minhas pernas, enquanto soluçava. 

Não sabia o que pensar, era muita coisa. Eu quase morri hoje, quase morri por informações de uma mulher que eu praticamente não conheço, será que isso tudo vale a pena ? Colocar minha vida em risco, colocar Julieta em risco ? Milhões de perguntas rondavam minha mente. Até eu levar um susto com batidas na porta.

— Amiga, tá tudo bem? Você se machucou? Han... acho que ela está com fome. - Maria fala receosa do outro lado da porta. Me dou conta que estou ali mais de uma hora, me levanto me enrolando na toalha e evitando ao máximo me olhar no espelho enquanto coloco outra roupa, e a molhada no saco plástico. Quando saio do banheiro, Maria me avalia, entregando Julie em meu colo, que parecia agitada. Me sento na sacada e dou o peito para ela, dizendo para Maria ir para seu quarto, eu estava bem. Ou ao menos em algum momento eu ficaria. 
 

 

O restante do dia passei com Julie. Enquanto olhava para aquela criaturinha tão pequena e dependente de mim, comecei a chorar, hoje eu quase a deixei nesse mundo, sozinha, se não fosse por Justin, Julieta cresceria sem uma mãe, ela nunca nem sequer lembraria de mim. 

— Me perdoe por quase ter te abandonado.. - disse baixinho entre o choro. Sua mãozinha agarrava meu dedo, e eu sorria, chorava e sussurra pedidos de desculpa para minha menininha. — Eu prometo que não farei mais isso, vou cuidar mais de mim, para eu poder cuidar de você, meu amor. - ela sorria enquanto eu falava. Meu peito doía. Como eu havia lido na carta da minha mãe, não existia um manual para ser mãe, eu sempre estou em constate dúvida se estou fazendo o certo pela minha filha, se é isso que eu deveria estar fazendo... porque querendo ou não, Julie tem seu temperamento influenciado pelo meu, isso dá para ver claramente. Quando eu estou triste ou estressada, ela parece chorona ou agitada, mas quando estou tranquila, ela vira um anjinho calmo. E eu sei que enquanto não souber o que houve com minha mãe, nunca vou poder me dedicar totalmente a Julieta, isso irá me perseguir.
 

Já era de noite quando meu celular tocou, pensei ser novamente Maria perguntando se eu estava bem, mas desta vez era Justin. 

— Olha, eu estou bem cansada para mais uma discussão Bieber. - digo logo de cara.

— Não, sem discussões. Só queria avisar que eu peguei a pasta do cara, achei que gostaria de tê-la. - sua voz estava calma, cautelosa. 

— Não, hoje eu quase morri por informações que talvez não me levem a lugar nenhum. Eu estou pulando fora, vou voltar para Dallas, não posso continuar com isso sabendo os riscos. Isso não envolve apenas eu. - logo quando disse a última frase, me arrependo. Espero que ele não questione, espero que ele não questione. 

— Eu sei que você pensa em sua amiga também. Mas o que aconteceu hoje foi porque você escolheu fazer isso sozinha. Eu disse que te ajudaria, de uma forma segura e sem tiroteios. 

— Justin, eu e você juntos não daria certo. - em todos os sentindo, reviro os olhos.  — Nós discutimos muito, temos opiniões diferentes... e eu não sou obrigada a ouvir as coisas cruéis que você fala. Olha.. - suspiro antes de continuar, exausta. — Só.. esquece isso tá? Desculpa ter te incomodado com essa história toda. Adeus Bieber. 

— Espera! Não desliga. Me escuta, Okay? – fico um tempo em silêncio, quando percebo que ele não sabe se fala ou não, digo, 

— Fala. 

— Han... Margot, eu quero fazer isso por você, sinto que devo isso, por tudo que te causei, não é nenhuma obrigação nem nada, mas eu sinto que preciso fazer isso por você, me deixa... só ... - dessa vez Justin que solta um longo suspiro — só me deixa te ajudar, okay? Prometo que vou evitar ao máximo minhas palavras ofensivas e fazer o possível pra não haver desavenças, se quiser eu coloco uma fita na minha boca e não dou um piu enquanto fazem as pesquisas e tudo mais, você terá apenas que lidar com Chris. - soltamos uma risadinha. — Por favor Margot.. - Justin diz por último. Fico mais uma vez em silêncio. Pensando. Eu quero saber onde ela está, como está... mas também tenho medo de isso causar algo permanente em minha vida, eu tenho muito a perder. Mas eu vim até aqui, agora com a ajuda de verdade de Justin, seja uma coisa rápida. 

— Tudo bem, amanhã cedo eu estarei aí, não abra a pasta sem mim! 

— Jamais. - sua voz saiu carregada de ironia.

— Você já abriu né ? 

— Sim. - rimos. — Foi mais forte que eu. Desculpe. Bom, amanhã nos falamos, boa noite Margot. 

— Boa noite Justin. - desligo o celular e volto a deitar do ladinho do meu pedacinho de Bieber. 
 

Era bem cedo, eu estava confiante sobre o dia, a governanta ficaria com Julie para mim, me senti mal em deixar ela lá praticamente todos os dias, mas a senhora disse que não se incomoda, e Maria quis ir junto, então não tive escolha. Agora já estávamos na casa de Justin, de novo.

 

— Senhorita Jullien? – uma senhora vem até mim, concordo com a cabeça, e ela sorri. — O senhor Bieber espera por você no escritório. – olho pra Maria, fizemos a mesma cara. Muito formal. Concordo mais uma vez, agradecido e indo em direção ao escritório. Bato fraco na porta, e a abro logo em seguida, dando de cara com todos os meninos muito concentrados em seus trabalhos. Todos olhar para nós enquanto entramos.

— Oi. – dizemos simples. Eles nos cumprimentam rapidinho, mas já são interrompidos por Bieber. 

— Okay, vamos focar no que realmente é importante. Aqui está Margot, a pasta que o.. enfim, a pasta. – Justin me entrega, e eu a abro imediatamente. Quando vejo uma lista de possíveis mulheres que poderiam ser minha mãe, estava escrito o nome delas e uma foto, fico confusa. Havia só folhas e folhas de várias Eliza Kinney; tinha Eliza Jones Kinney, Eliza Kinney Adams, tinha até Eliza Kiriey, mas nenhuma era minha mãe. Olho para Justin, certamente se estivéssemos em um desenho, daria para ver pontos de interrogação em meus olhos.

— Mas aqui não tem nada. Nenhuma delas é minha mãe. – me senti envergonhada. Tudo aquilo foi á toa. Inútil. 

— Justamente. Ontem, eu entrei no sistema de todas as escolas de Dallas, todas, nenhuma tinha qualquer registro de Eliza Kinney, nada. Procurei por documentos do governo de Dallas, e não havia nada. Margot, eu procurei até por câmeras de seguranças na época que ela estava por lá, e mesmo assim, não tinha nada. É como se Eliza Kinney não existisse. – Chris fala calmo e claro, mas minha cabeça havia feito um nó. Como? — Então eu dei uma busca no nome Eliza Jullien, e é como se essa mulher também nunca estivesse existido. Por fim, procurei pelo nome  de seu pai, Oscar Jullien, como eles eram casados, obviamente teriam alguma ligação de dados, mas aqui diz que seu pai nunca casou, ele nem se quer teve algum contato com qualquer Eliza. – me sento na cadeira a frente da mesa de Justin, com os olhos lacrimejando. Me sentia perdida, como ? Eu estava sem palavras. Todos estavam me olhando, o que não melhorava minha situação.

— Isso não é possível Christian, você não pesquisou direito. Minha mãe é Eliza Kinney, como essa mulher nunca existiu ? – falo nervosa. Eu estava com raiva, com raiva de Chris por falar tudo aquilo para mim, com raiva de Justin por.. por ser simplesmente ele, com raiva de todos, mas principalmente com raiva de mim, por mesmo depois de anos sem me importar com aquela mulher, continuar chorando como um bebê por ela. 

— Margot, Chris é muito bom no que faz, se ele está dizendo tudo isso, é porque tem absoluta certeza. – Ryan diz colocando a mão em meu ombro. Me levanto. 

— Então o que isto quer dizer? Que Eliza Kinney foi lá invenção da minha cabeça ? Que eu nasci de uma árvore ? Porra, ela é minha mãe, tem que ter alguma coisa que comprove que ela existiu! – falo mais alto do que gostaria. Todos ficaram calados e de cabeças baixas. A confusão dentro de mim me irritava profundamente. 

— Me desculpe Margot, sabe que nos importamos com você, e eu faria o possível pra te ajudar, e fiz. Mas não há nada que achar, provavelmente sua mãe foi sequestrada por um homem muito poderoso, que apagou a existência dela, e sem um ponto de partida, não temos como te ajudar. – olho no fundo de seus olhos, Chris nunca mente, mas eu vi algo diferente eu seu olhar... talvez fosse incapacidade. Christian sempre se gabou de ser o melhor no que faz, e agora não conseguir achar nada, talvez isso o afete também. Me sento novamente e encolho os ombros, limpando minhas lágrimas, mesmo sentindo que viriam outras. Abaixei minha cabeça para não olhar para todos esses olhares de pena, odeio isso. Quando eu estava prestes a dizer que iria embora, escuto a voz de Justin. 

— Me deixem falar com Margot. – todos começam a sair, Maria fica hesitante, mas Chaz a puxa para fora. Agora sozinhos, eu esperava que Justin fosse gritar comigo, me xingar por ter o feito perder tempo, era isso que Justin Bieber faria, mas ele não fez. Justin se ajoelhou ao lado da minha cadeira, e sua mão tocou de leve meu rosto. 

— Eu sinto muito. – tento desviar meus olhos dos seus, mas então ele segura meu rosto com as duas mãos. — Me desculpe por não ter conseguido te ajudar. Me perdoa. – ele diz a última frase baixinho, o que faz meu coração acelerar. 

— Você não tem culpa disso Bieber, aliás, você não tem nada haver com essa história, me desculpe por ter feito você perder tempo. – me levanto da cadeira com rapidez. Nossos rostos estavam próximos demais. Uma proximidade perigosa. Mas Justin se levanta e fica ao meu lado, dou um passo atrás, e Justin dá um para frente, e assim ficamos até eu sentir a mesa atrás de mim. Justin cola seu corpo ao meu, e eu viro minha cabeça para o lado. 
 

— Justin, eu preciso ir. – ele afasta seus braços de cada lado do meu corpo, e deixa alguns poucos centímetros entre nós. Então me encara com seus olhos intensos e e seu olhar terrivelmente  intimidador. Sustentamos esse olhar por alguns minutos. 

— Margot, me perdoa. Por tudo que eu fiz, eu.. por favor, eu... – olho em seus olhos esperando que ele termine de falar. — Eu só não quero que você vá embora de novo. Me importo com você, eu... e-eu..  – ele estava hesitante, então o incentivo à falar, para que eu possa embora logo. 

— Você o que Justin. – digo baixo, mas estávamos perto o suficiente para ele ouvir. Então seus olhos vão para minha boca, o que causa um arrepio na espinha. 

— Eu não consigo mais resistir. – ele diz com o olhar fixo no meu. E então Justin cola nossas bocas, uma atitude que me fez pular de susto, mas não o afasto. Nem eu fazia tanta ideia de como sentia falta de sentir sua boca. Demoramos um tempinho apenas para nos acostumarmos com nossas bocas juntas novamente. Mas depois de selinhos demorados e lentos, a saudade nos invadiu, e se tornou um beijo sedento. Justin agarra minha cintura e eu seu pescoço, nossas línguas não estavam em harmonia dessa vez, era como se elas estivessem travando uma guerra, uma guerra deliciosa. As mãos grandes de Bieber agarram  meu quadril e me empurram para cima da mesa que estava atrás de mim, e minhas pernas vão em volta do quadril de Justin. 

Quando eu já não sentia mais ar em meus pulmões, termino o beijo, nós estávamos muito ofegantes. Justin apoia sua cabeça em meu ombro, estranho sua atitude carinhosa, mas não o afasto em momento algum. Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas provável que eu iria me arrepender depois. 

— Eu senti saudade disso, dos nossos beijos loucos, da sua boca, eu senti tanta saudade de.. você. – Justin diz tudo entre suspiros. Não sabia o que falar, nem se deveria falar algo, só estava com medo de onde tudo isso poderia nos levar. 

— Justin, eu... – ele arruma sua postura e me olha nos olhos. Tinha tanta esperança neles, a esperança que um dia eu tive sobre nós. — Eu preciso ir. – não aguento olhar em seus olhos, então abaixo a cabeça, vendo seus pés indo para trás. 

— Eu não estou te prendendo aqui, Margot. – ouvi a amargura em sua voz, e vi o mesmo em seus olhos quando sai da mesa e andei em direção à porta, a fechando atrás de mim. Me encosto na parede do corredor e fico um tempo ali, tentando me recompor, sem saber como fazer isso. Minha relação com Justin era tão bipolar que me deixava louca, e fazia eu me esquecer dos problemas reais, Justin era um poço de complicações. 
 

 

 

 

 

... p.v 

 

 

Mesmo que o sol já tinha dado lugar a lua, a luz do meu quarto permanecia apagada, eu gostava de sentir apenas a luz do luar iluminando o quarto, várias e várias noites passei na janela do quarto encarando a lua, e pensando que, nós duas estávamos olhando para a mesma lua, seja qual for a nossa distância, estávamos sob o mesmo céu estrelado. Isso me ajudava a dormir a noite. 

E lá estava eu mais uma vez na janela, pensamentos me invadiam a mente todo instante, pensando na minha garotinha. Lembro-me de seus olhinhos doces e suas bochechas rosadas, e lembro também de como eu adorava ficar observando o quanto ela era perfeita, cada detalhe do seu rostinho, suas mãozinhas pequenas fazendo carinho em mim antes dela dormir, sua voz suave pedindo por mais uma música. Como eu.. Levo um susto pela porta do quarto ser aberta com tudo, me fazendo automaticamente encolher os ombros com medo. Naquele escuro eu não conseguia ouvir nada, apenas sua voz firme. 

— Parece que sua filhinha anda procurando por você. Acho que vou ter que dar uma lição nela, não ? 



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