História S.o.p.h.i.a. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
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Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


Sabe aquele momento em que você acha que está tudo bem, mas logo depois vem algo ou alguém para acabar com sua alegria? Pois é!

Vai ter um momento, que vai acontecer algo que você pestanejou, ou então nem pensou que iria acontecer. Eu não sabia o que estava acontecendo naquele dia. E bem naquele dia eu estava completando meus treze anos de vida e não sabia o significado da "Morte".

Lembro-me de acordar assustada, às uma e alguns minutos da madrugada do dia do meu aniversário. Eu estava dormindo no quarto dos meus pais. Lembro da noite, do dia anterior, quando estava me arrumando para dormir, junto com minha babá, a Vilma.

"- Eu não quero dormir aqui. – falei e fiz careta logo depois que senti uma sensação estranha.

- Por que? Você falou que quer acordar com 13 anos no seu quarto e com seu café ao lado da cama.

- Quero bolo de frutas. Mas quero dormir na cama dos meus pais. – avisei e ela assentiu"

Conheço Vilma desde que me entendo por gente. Andei e falei quando estava com ela. Não que meus pais não eram presentes. Eles eram! Mas em dias de competição, ela ficava comigo o dia inteiro.

Sou filha de um ex-lutador de boxe. De um grande e famoso ex-lutador. Meu pai lutava e minha mãe o ajudava nas decisões. Minha mãe era quem colocava meu pai nos eixos. Era ela quem lhe acalmava, ditava o que era certo ou errado, o que deveria fazer, o que não fazer, ela era o cérebro do meu pai. Na verdade, parte dele. Não que meu pai não seja inteligente, ele é sim e muito. Mas ele é compulsivo.

Era minha mãe quem o acalmava.

Quando deu uma e alguns minutos da manhã, eu acordei com gritos. Eram gritos do meu pai. Lembro de quase cair quando desci da cama, por ela ser muito alta e eu baixa. Assim que desci da cama, calcei minhas pantufas azul bebê e sai do quarto deles, ainda ouvindo os gritos do meu pai. Quando eu cheguei perto da escada, fiquei perto do corrimão, não consegui me mover, por estar assustada.

Meu pai estava com o rosto inchado e chorando. Gritando com todos que estavam na sala. Esbravejando que iria matar, apontava culpando. Mas de repente, todos estavam com os olhos em mim.

Em 12 anos da minha vida, nunca vi meu pai de tal maneira.

Quando as pessoas me encararam, eu olhei para os lados procurando o olhar da pessoa que acalmava meu pai. Da pessoa que eu e meu pai amamos. Mas não a encontrei.

Eu encontrei, para me deixar mais assustada ainda, a roupa do meu pai totalmente suja de sangue. Eu sabia que aquilo era sangue. Ele me encarava, como todos, mas agora ele me olhava em silêncio, com lágrimas nos olhos, prontos para serem soltos.

"- Volta para o quarto Sophia. – meu pai esbravejou segundos depois e como um relâmpago Vilma apareceu me puxando para voltar ao quarto, mas o meu e não o de meus pais.

- Quero o quarto dos meus pais. – falei para ela que me puxou para sentar na cama

- Querida, o melhor agora, é o seu quarto. – ela estava nervosa, dava para sentir a quilômetros.

- O que aconteceu? – perguntei confusa com isso tudo – Por que meu pai está gritando?

- Querida... – seus olhos encheram de lágrimas e ela não soube continuar.

- Vou chamar a mamãe. – a olhei e a mesma negou começando a chorar.

- Sophia. – me prendeu em seus braços – Precisamos conversar querida.

- Vou chamar a mamãe. – persistir.

- Precisa me ouvir. – ela estava me assustando, e a primeira coisa que eu fiz foi me soltar dela e correr para a entrada da casa, onde estavam todos, onde estava meu pai. Assim que o visualizei, entrelacei meus braços em sua cintura, o abraçando forte.

- Cadê a mamãe? – perguntei a ele e não obtive resposta, só obtive olhares de pena ao redor. Me soltei do meu pai e o olhei – Cadê a mamãe? – perguntei mais uma vez.

- Tira ela daqui. – ele gritou me assustando, fazendo eu dar um passo para trás e Tio Jax foi até ele.

Eu comecei a chorar. Meu pai nunca gritou comigo daquela forma. Ele nunca foi assim.

Me virei olhando para a escada e vi a Vilma chorando. Corri até ela e a mesma me pegou no colo.

- Cadê a minha mamãe? – perguntei e voltamos para o quarto. Ainda comigo no seu colo, ela me contou.

- Sabe as estrelas que iluminam o céu, durante a noite? – assenti a olhando – Essas estrelas são lindas, certo? – confirmei novamente – Elas são as pessoas que não estão mais conosco. Pessoas que nós amamos.

- Como assim?

- Sophie... Isso vai ser forte para você, querida. Mas essa é a realidade. Sua mamãe, virou uma estrela.

- Eu não vou ver mais ela?

- Você pode ver ela todas as noites. Ela vai ser a estrela que mais brilha no céu. – ainda no seu colo, fomos em direção a varanda do meu quarto. – Quando alguém é levado de nós, ela se transforma em uma estrela. E ela será a estrela mais brilhante.

- Aquela é a mamãe? – perguntei ainda olhando para a estrela mais brilhante do céu.

- É sim e ela sempre estará lá."

Meu aniversário não teve bolo de frutas, não teve alegria, não teve meu pai, não teve minha mãe. Só teve lágrimas de tristeza, de saudades.

Meu pai depois dali, não me encarava. Eu sempre tentava ficar ao lado dele e o mesmo sempre desviava. Ele parou de lutar, ele não vivia mais.

Teve um dia, que eu estava no colégio, Vilma me levava e buscava sempre. Eu ainda não tinha compreendido que não poderia ver minha mãe todos os dias, mas eu conversava com ela todos os dias, conversava com sua estrela. Nesse dia, na volta para a casa foi estranho. A Vilma estava chorando e me abraçando a cada momento, eu achei aquilo muito estranho. Quando cheguei em casa, eu ia subir as escadas, mas minha atenção foi tirada do foco. Minha Tia Bethany estava na minha casa, com um semblante abatido e me olhando sorrindo.

"- Oi querida. – fiquei parada a sua frente, até que ela chegou mais perto me abraçando forte.

- Oi tia Beth. – atrás da minha tia, estava meu pai com a cabeça baixa. – Papai. – tentei ir até ele, mas o mesmo desviou. – Vilma. – abracei minha babá e a olhei – Ele não quer falar comigo, de novo. – estava triste. Meu pai me ignorava a cada segundo que se passava.

- Calma querida. – passou a mão no meu rosto, fazendo um carinho e eu voltei a olhar para a irmã da minha mãe, que andou, parando logo em seguida na minha frente e se abaixou para ficar do meu tamanho.

- Vamos passear? Vamos ficar juntas por um tempo. Seu pai liberou. – falou ela e eu neguei

- Mas eu quero ficar aqui.

- Vai ser melhorar assim querida. – Vilma me alertou, com os olhos ainda cheio de lágrimas"

Desde o dia em que ele me mandou embora, eu não o vi mais. Foram quatro anos longe dele, quatro anos longe da Vilma. Eu pensava que seria somente alguns dias, mas foram anos longe. E agora estou eu aqui, arrumando minhas malas, para voltar para o meu único parente vivo. Para morar com a pessoa que eu não vejo há quatro anos e que me ignorou todos esses anos. 



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