História S.o.p.h.i.a. - Capítulo 18


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
Visualizações 32
Palavras 1.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Capítulo XVII


- Não olha por onde anda? – perguntou grosso e eu bufei.

- Idiota, não fala assim comigo. Você quem deveria olhar por onde anda.

- Não deveria ficar focando no celular, você quem esbarrou em mim.

- E você deve ter visto, e nem feito nada. Viu que eu estava destraida e esbarrou em mim.

- Eu? Esbarrar em você? Se toca garota. Uma mimada como você, sai um pouco do jardim de infância. – arregalei os olhos. Ele acabou de me chamar de infantil.

- Eu posso estar errada de andar mexendo no celular, mas não sou uma idiota como você. – senti meus olhos encherem de lágrimas, o modo como ele falou me deixou assim.

- Droga. Sophia! – ele tentou me segurar, mas o empurrei passando direto.

...

Alguns dias depois

- Oi. – ouvi a voz da Lexie e eu a encarei. – Vi que o carinha tem dias que não te busca. Terminaram? – me imaginei revirando os olhos. Dei de ombros e a respondi.

- Não terminamos, pois não tínhamos nada. Não somos nada.

- Nossa, calma ai. Quer conversar sobre?

- O que nós somos? – perguntei e ela me olhou sem entender do que eu estava falando.

- Estamos em um caminho de amizade, eu acho.

- Mas amigas tem que fazer coisas juntas, sair, conversar, essas coisas. Então somos colegas, que conversam só quando se veem.

- Tudo bem. Quer sair comigo? Tenho um evento no final de semana. – me perguntou e eu pensei. Eu não faço nada no fim de semana sem ser ficar com meu pai e as vezes com o Tio Jax. Acho que vai ser esquisito.

- Tudo bem. Que evento você tem? – perguntei

- Tenho um show para ir e você vem comigo. – dei de ombros assentindo. Ela deu meia volta, mas logo parou e se virou me olhando. – Preciso do seu número para mantermos contato e sermos amigas, nada de colegas. – eu acho que encontrei a pessoa mais maluca desse mundo.

[...]

- Oi, Sophia. – ouvi a voz do Tio Jax e eu me virei o encarando.

- Oi, tio Jax.

- Sumiu esses dias da aula. – falou e começou a andar junto comigo.

- Esses dias precisava resolver algumas coisas e focar um pouco na faculdade, estava lotada de trabalhos e provas. – uma parte é verdade.

- Tudo bem, espero que venha mais. Precisa sair um pouco de casa, se divertir, malhar mais. – brincou e eu assenti. Nos despedimos e ele subiu as escadas para o andar de treinamento. Fui para o vestiário colocar minha mochila, peguei minha garrafinha de água e quando estava saindo do vestiário quando me esbarro em uma pessoa. Rezei para não ser ele e só faltei gritar um amém quando vi que não era, mas sim o mesmo cara que esbarrou em mim na lanchonete e que eu aceitei a solicitação de amizade no meu perfil.

- Oi, prazer em vê-la novamente. – falou estendendo a mão para eu aperta-la.

- Oi. – cumprimentei timidamente.

- Você já deve saber, meu nome é Peter. – apertei sua mão.

- Sei sim, você me enviou um solicitação de amizade.

- E você aceitou. – assenti

- Pois é.

- Bem, comecei a treinar com o Jax, seu pai me indicou para ele. – franzi o cenho. Como ele conhece o meu pai? Será que descobriu algo pelo mago da internet (vulgo Google)?

- Como sabe que sou... – me interrompeu

- Ah... Google. – assenti.

- Então, você luta? – perguntei puxando assunto e eu me estranhei por isso. Eu puxando assunto, nem eu estava acreditando.

- Sim, tem alguns anos. Meu tio, irmão do meu pai era meu treinador, mas ele faleceu. Precisava de um novo treinador, então um... – parou de falar, parecia com receio – Então pesquisei e consegui parar aqui, a academia de uma dos grandes do boxe antigo. Seu pai. – fiz careta. – Careta?

- Não gosto de ser conhecida como filha de Allan Burtton, ex-grande boxeador.

- Tudo bem, peço desculpas. – sorri para ele que retribuiu o sorriso. – Bem, eu tenho que ir, meu horário de treinamento está perto.

- Bom treino para você.

- O mesmo Sophia. – depois que nos despedimos, subi para o andar da minha aula, faltava alguns minutos para começar. Mas eu queria ficar um pouco só.

[...]

Já faz uns cinco minutos que eu estava sozinha, nem o professor tinha chegado no andar. Me deitei no tatame e fiquei olhando para o teto. As vezes eu sentia o lugar vibrar, ou era a sala de dança, ou alguma outra aula.

- Oi.

Permaneci no meu lugar, com os olhos fechados. Eu quero ignorar ele, eu não quero ver ele, não quero falar com ele. Senti o ar ao meu lado ficar mais quente e sabia que ele está no meu lado. Respirei fundo e me sentei no tatame, abri os olhos e o encarei. Ele estava sério e eu também estava séria. Me levantei para me afastar dele, mas o mesmo segurou minha mão. Tentei soltar, mas ele segurou com mais força.

- Me ouve.

- Me solta. – pedi ignorando seu pedido.

- Vamos conversar, por favor.

- Eu sou uma criança, e crianças não são levadas a sério.

- Eu não quis falar aquilo, eu estava de cabeça quente. – o interrompi

- Não me deve satisfações, não temos nada. Me deixa em paz. – me soltei dele e sai correndo do andar, desci as escadas correndo e quando estava indo para o vestiário, senti uma mão em meu braço.

- Para onde vai com toda essa pressa? – perguntou tio Jax e eu olhei para o lado, onde fica o escritório do meu pai, o mesmo estava fechado.

- Não estou me sentindo muito bem, estou indo para casa. – ele me olhou estranho, mas aceitou o que eu falei.

- Quer que eu te leve? – perguntou e eu neguei

- Está tudo bem! – comecei a andar na direção do ponto de ônibus, fiquei segundos esperando. Mas quando eu ia pegar o ônibus, vi o carro do Ryan parar bruscamente na frente do ônibus. O idiota saiu do carro passando a mão pelo cabelo e chegou perto de mim.

- Nós iremos conversar, e agora. – cruzei os braços e não falei nada. – Por favor Sophia. – o motorista do ônibus começou a buzinar, e algumas pessoas que estavam dentro começaram a nos xingar.

- Você está me fazendo passar vergonha, tem gente esperando você tirar o carro para seguir a vida.

- Só saio daqui, quando você entrar no carro. – ia revidar, mas eu olhei para o ônibus, vendo as pessoas nos encarar com um semblante nada legal. Depois voltei meu olhar para o Ryan e bufei, andando em direção ao carro. 



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