História S.o.p.h.i.a. - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
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Palavras 1.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo I


- Sophia querida, vai para casa. Já ficou comigo o dia inteiro. – acordei ouvindo minha tia Beth falar.

A olhei nervosa, naquela situação é claro que qualquer um estaria, eu acho. Estamos de novo no hospital. Nossa vida depende de um hospital.

- Está tudo bem tia. – avisei a ela, a mesma balançou a cabeça com negativa.

- Hoje é sábado, precisa descansar. Passear um pouco, namorar.

Essas são as ultimas coisas que eu quero no momento. O que eu mais quero é ver ela melhorar. Mais a cada dia que se passa, sua situação vai piorando.

Os médicos já nos informaram que não tem mais volta. Seria aquele caminho que ela iria e não voltaria mais. O sentimento da "morte", novamente em minha vida.

- Quero ficar com a senhora, que precisa da minha ajuda. Podíamos passear pelo hospital, que tal? Podemos ir ao jardim, sentir o vento, as flores.

- Hoje não, quem sabe depois. Estou sentindo meu corpo cansado. – ela respirou fundo devagar, olhando para os lados. – Já almoçou? Precisa se alimentar bem. – assenti e me ajeitei na cadeira de visitante.

Desde a morte da minha mãe, não vejo meu pai. Ele não me manda mensagem, não me liga, não manda um sinal de fogo, não lhe tenho nada de atenção. Eu lembro bem quem é ele, pois eu tenho uma foto de família. A foto de quando éramos felizes.

Depois de pensar que iria passar alguns dias na casa da irmã da minha falecida mãe, a Tia Beth, alguns dias depois, todas as minhas coisas estavam na casa dela. Eu não tive reação, eu não chorei, não gritei, não bati o pé no chão. Eu só falei:

"- Meu pai não gosta mais de mim?"

E eu sabia a resposta. Ele me queria longe, o mais longe possível. Fazendo assim, eu vim morar com minha tia Beth, no Texas. Bem longe de Manhattan.

Nesse tempo de quatro anos para cá, as coisas mudaram. Eu mudei, a vida mudou. Eu sabia o que iria acontecer, mais uma perda na minha vida e eu iria para onde?

- Alguma faculdade entrou em contato? – perguntou para mim, seguindo com uma crise de tosse que me preocupou. Me levantei correndo, e lhe ajudei a ficar sentada, apertando o botão para a maca dobrar.

- Depois conversamos sobre isso. – sorri e ouvi o som da porta bater. Olhei para a mesma vendo ali o médico que nos olhou sorrindo, um sorriso triste, forçado.

- Boa tarde senhora Berry, senhorita Burtton. – nos cumprimentou e eu continuei ao lado da minha tia. – Como está se sentindo? – perguntou chegando perto e eu me distanciei. Ele iria examinar ela, como praticamente, todos os dias e iniciar um novo medicamento.

Alguns dias depois

- Oi Sophia. – ouvi a senhora que mora ao lado falar e eu a olhei, estava entrando em casa quando a ouvi.

- Olá Senhora Mendez. – a cumprimentei

- Como está a sua tia?

- Está indo bem. Até o momento. – falei a última parte baixo, somente para mim.

- Rezo por ela todos os dias. Imagino que queira descansar, até logo Sophie. – despedimos uma da outra, e logo entrei na casa. Quase não vivo aqui, faz meses que não sei o que é dormir bem. E não irei dormir direito.

[...]

Cinco e meia da manhã e eu já estava no hospital. Eu estava sentindo meu coração apertar a cada passo que eu dava, em direção ao quarto onde Tia Beth estaria dormindo. Assim que passei pela recepção, me bati com o médico, o responsável pelo caso da minha tia.

- Bom dia, Senhorita Burtton.

- Bom dia, Senhor Braun.

- Preciso conversar com a senhora. – falou ele e eu assenti, o mesmo se despediu de alguns colegas de trabalho e começamos a andar, lado a lado.

- Suponho que seja para avisar algo.

- Sim e espero que compreenda. – parei o encarando e ficamos em silêncio por um curto tempo, mas logo depois continuamos.

- Pode falar. – não posso dizer que eu estava tranquila. Meu coração nesse momento, estava a mil por hora. Eu sabia, que aquela aperto estava a me dizer algo.

- O quadro da sua tia piorou. O tratamento não está a ajudando. Na madrugada, ela teve uma crise de tosse e vomitou sangue. – o olhei um pouco aérea – O câncer de mama, passou para o pulmão e agora o estômago, ele está expandindo cada vez mais.

- Está dizendo que ela vai piorar? Que vai morrer?

- Vamos fazer de tudo para a melhora dela. – assenti. Sorri forçado para ele, virando para a direção do elevador e ir ao quarto onde minha tia está vivendo. Entrei devagar, vendo ela dormir tranquilamente. Olhei seus batimentos cardíacos, e estavam devagar, tranquilos.

Mais tarde naquele dia, o médico fez sua visita e falou sobre os remédios. Eu vi o olhar da minha tia de tristeza. Ela é uma mulher de quarenta e cinco anos, sem ninguém, somente a mim nesses quatro anos. Não se relacionou com ninguém, nunca a vi em uma relação.

Ela mesma deu o seu próprio veridito. Ela não aguentava mais. Os remédios não estavam dando efeito, eles não ajudavam em mais nada.

Uma semana depois

Faz uma semana que minha tia parou os remédio. Essa semana que passou, foi a pior para ela. Ela piorou bastante, eu teria que aguentar para apoiar ela. Os médicos tentaram aplicar outros tipos de medicamentos, mas nada fazia efeito, aplicavam escondidos. Eles precisavam seguir o protocolo, tentar algo. A quimioterapia não podia continuar sem os medicamentos, ela assinou seu contrato com a morte.

- Chegou muito cedo. – advertiu

- Quis vir mais cedo, não tem nada naquela casa. Ficar com você é bem melhor. – sorrimos uma para a outra e cheguei perto, pegando na sua mão e fazendo um carinho

- Quero ver o sol nascer. – seguramos nossos olhares uma na outra, por alguns segundos.

- Daqui a pouco é sua hora de tomar café e tentar mais algum remédio. – ela negou

- Não tem mais remédios. Eu não aguento mais, Sophie. – engoli a seco. Eu estava tentando manter meu coração calmo, mas ele já estava acelerado.

- Eu sei que não está fazendo efeito logo de cara, mas você tem que continuar.

- Há uma semana que estou com esse remédio, ele não faz efeito. Acabou. – respirei fundo e olhei para os lados, vi que o corredor estava vazio. Fiquei observando se algum enfermeiro iria passar e alguns segundos depois, vi saindo de um dos quartos.

- Oi, com licença. – o chamei e ele me olhou sorrindo. – Bom dia.

- Bom dia senhora, em que posso lhe ajudar?

- Poderia me ajudar, a transportar minha tia para uma cadeira de rodas? Ela quer passear um pouco.

- O médico liberou? – perguntou e eu assenti

- Liberou sim, ele escreveu até na prancheta. Ela gosta de passear as vezes e a acalma. – ele assentiu, e fizemos a mudança da maca para a cadeira com cuidado. Junto com a cadeira de rodas, foi junto o soro e logo fomos para a parte do jardim do hospital. Chegamos a uma sacada que fica de frente, onde o sol irá nascer daqui a alguns minutos. Ficamos em silêncio, observando a madrugada ir embora e antes do sol nascer, começamos a ter uma breve conversa.

- Sua mãe sente muito orgulho de você. – a olhei e a mesma continuava com o olhar no horizonte. – Qualquer mãe e pai deseja uma filha como você. Atenciosa, carinhosa, inteligente. – sorriu – Logo irá para a faculdade. Sei que irá conseguir. Basta ter fé querida. E eu tenho muita fé em você.

- Isso até parece uma despedida. – meus olhos começaram a marejar e eu tentava controla-los.

- Você é como uma filha para mim Sophie. Você sabe que eu não tenho mais tempo. – lágrimas desciam por minhas bochechas, sem parar. De longe, dava para ver o sol começando a sair e meu coração se apertou.

Eu não queria perder mais uma pessoa importante para mim. Eu já perdi minha mãe, já perdi ao meu pai, vou perder ela. Voltei a olhar para ela, que estava com os olhos fechados e com um pequeno sorriso nos lábios. Meu medo se tornou realidade, e em um piscar de olhos seu sorriso morreu e sua mão caiu da cadeira.

Me levantei indo até ela, verifiquei seu pulso e nenhum sinal. Olhei para os lados e gritei por ajuda várias vezes. Um médico que passava, me olhou preocupado.

- Ela está sem pulso. – assim que falei, ao meu redor só restou correria. Todos começaram a correr e eu não conseguia me mover. Eu não queria entrar e ouvir o que eu já sei. Me sentei no lugar que ela estava, fechando os olhos logo sem seguida. Se passaram alguns minutos quando senti uma mão pousar no meu ombro. Assim que abri meus olhos, o médico de minutos atrás me olhava sério.

- Sinto muito, ela... – o interrompi

Eu já sei. 

 


Notas Finais


Mais uma história da minha autoria, essa é diferente. Me inspirei em um filme chamado o "Nocaute", mas foquei nele, quis ampliar os horizontes. Tem um tempo que eu fiz essa história, a mesma estava guardada no me e-mail há um longo tempo e agora que terminei uma história, resolvi que deveria continuar com essa.
Espero que gostem :* Muitos beijos e boa leitura.


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