História S.o.p.h.i.a. - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
Visualizações 59
Palavras 920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo II


- Ela está sem pulso. – assim que falei, ao meu redor só restou correria. Todos começaram a correr e eu não conseguia me mover. Eu não queria entrar e ouvir o que eu já sei. Me sentei no lugar que ela estava, fechando os olhos logo sem seguida. Se passaram minutos, quando senti uma mão pousar no meu ombro. Assim que abri meus olhos, o médico de minutos atrás me olhava sério.

- Sinto muito, ela... – o interrompi

- Eu já sei.

...

Alguns dias depois

Minha vida está prestes a mudar novamente. Depois de quatro anos, irei ver meu pai. Aquele que eu tenho saudades e que me despreza. Eu sinto isso.

Eu senti isso, desde a morte da minha mãe. Quando ele conseguiu olhar para mim.

Ainda tenho dezessete anos, tenho que ter um responsável até que eu faça dezoito anos. Que será daqui à dez meses e alguns.

Peguei a foto que eu tenho até hoje em mãos, a única foto onde uma família estava feliz e tinha amor.

Neste momento eu estou saindo do portão de desembarque, do aeroporto internacional de Manhattan. É onde será a minha casa agora.

Assim que minhas duas malas estavam em mãos, as peguei junto a minha mochila, que coloque pendurada em meus ombros e fui a procura do meu pai. Alguns minutos depois, vi o cara que considerado como tio, segurando uma placa com o nome "Sophia Burtton", não vejo ele há quatro anos, mas eu nunca esqueceria sua feição. Andei até ele, que olhava para os lados e fiquei na sua frente, esperando ele perceber.

- Sophia? – me perguntou surpreso, quando me viu.

- Eu. – respondi

- Nossa, como você cresceu. – sorri forçada, me deu um abraço apertado e eu retribui.  – Você lembra de mim, certo?

- Tio Jax, eu te chamava assim, se incomoda? – perguntei e ele negou começando a andar e eu o segui.

- Não mesmo. Estou surpreso por ver você, você cresceu muito. – assenti

- É, desculpa perguntar, mas onde ele está?

- Ele teve alguns compromissos. – falou e eu assenti. Ele não quer me ver, já deveria esperar por isso. - Bem, como está? Pelo que sei, você já terminou o colegial.

- Estou esperando o resultado do SAT. – tentei pôr um fim na conversa, eu só quero chorar, mas não aqui.

- Sinto muito por sua tia. – assenti e parece que ele percebeu que eu não queria prosseguir com a conversa. Fazendo assim, irmos o caminho todo em silêncio. Paramos em frente a uma casa, em uma das ruas que tem um conjunto de casas, umas coladas as outras. Ele não mora mais na mansão.

- Bem, chegamos. – falou e eu assenti. Paramos em uma das casas, com três andares, sua cor é marrom, bem bonita por dentro. Ele me ajudou com as malas e logo entramos na casa, que é bem bonita por dentro.

- Ela já veio mobiliada. – me informou. Por dentro também é bem bonita e limpa. Ouvi um celular tocando, me tirando do transe e olhei para o Jaxon, que estava olhando para o celular. – Oi... irei me atrasar, mas logo voltarei. Vai dá tudo certo, pode ficar calmo... Já estou indo. – ele me olhou – Desculpa Sophia, você ficará bem sozinha? Tenho que resolver algumas coisas do trabalho. – assenti.

- Tudo bem!

- Pode ir rodar pela casa, conhecer, essas coisas. Seu quarto é no segundo andar, o terceiro é o do Allan.– assenti e vi ele indo em direção as minhas malas.

- Pode deixar que eu levo. – ele assentiu.

- Desculpa mesmo, isso é urgente. – sorri de leve tentando o tranquilizar - Me agradeça depois, se gostar é claro, do quarto – e saiu da casa correndo, me deixando sozinha. Olhei para os lados e vi as mobílias entre cores neutras. Subi as malas, uma de cada vez. Olhei para os lados, no corredor do segundo andar e fui abrindo as portas, a procura do meu quarto, que não durou muito. Quando eu abri, fiquei surpresa, o quarto é bonito e não é rosa, pelo menos isso.

- Pois é, agora estou sem você tia. – bufei, voltando para o corredor, pegando as malas e pondo no quarto, no canto.

[...]

Não ter minha tia para conversar, não é nada legal. Eu me sinto solitária de novo. Era com ela, que eu conversava. Que eu ficava alegre, era com quem desabafava. Eu não era muito amigável no colegial, eu me distanciava quando alguém se aproximava. Minha melhor amiga, se tornou a minha tia Beth, e agora não tenho ela, não mais.

Alguns minutos pensando em como será minha vida aqui, ouvi som de portas sendo batidas no andar de baixo, e meu coração pulou. Eu sei que é ele e eu estou com medo do que irá acontecer, agora em diante. Já se passava das nove horas da noite e eu estava sentada na ponta da cama, olhando para os lados. Eu já estava com uma roupa de dormir de moletom, quase dormindo de capuz por estar em dez graus célsius. Mas eu tive que tirar, já que o aquecedor foi ligado.

Eu pensei que ele iria bater na porta, ou algo do tipo, e isso não aconteceu. Eu esperei por quase uma hora, mas não aconteceu.

Não aconteceu, e tenho medo de nunca acontecer. De nunca nos vermos em casa. Eu sei que posso está pensando besteira, mas isso é o meu medo falando. É o medo de ver o meu pai, que me rejeita há quatro anos. 



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