História S.o.p.h.i.a. - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
Visualizações 62
Palavras 972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo III


Eu pensei que ele iria bater na porta, ou algo do tipo, e isso não aconteceu. Eu esperei por quase uma hora, mas não aconteceu.

Não aconteceu, e tenho medo de nunca acontecer. De nunca nos vermos em casa. Eu sei que posso está pensando besteira, mas isso é o meu medo falando. É o medo de ver o meu pai, que me rejeita há quatro anos.

...

Eu já estou nesse quarto tem horas, eu acordei cedo. E enquanto eu estava raciocinando, eu ouvia passos pela casa, e até cheguei a ver uma sombra parada de frente para o quarto que estou.

Ainda não consigo considerar o quarto que estou, de "meu" quarto. Eu cheguei ontem, nem coloquei minhas roupas no guarda roupa. Sabe do por quê? Porque estou esperando ele achar outra pessoa, para cuidar de mim.

Alguns segundos remoendo, e ouvi o som de batidas na porta. Estranhei, já que pode ser ele e eu fiquei receosa. Me levantei e olhei para a porta, novamente bateram na porta. Andando mais um pouco, cheguei ate a fechadura, onde eu pousei a minha mão e de novo batidas na porta.

- Senhorita Burtton, aqui é a Dulce, a empregada. – ouvir a voz feminina, foi como um alívio. Abri a porta e a olhei, a mesma me olhava com um pequeno sorriso, nos lábios. – Bom dia, Senhorita Burtton. – assenti

- Bom dia. – respondi e olhei para os lados

- Senhor Allan me informou, que a senhorita chegou ontem e ele não sabe se você comeu, então fiz um café da manhã reforçado. – assenti

- Ah... eu vou tomar banho e logo irei. – informei e ela assentiu

- Tudo bem, com licença.

[...]

- Há quanto tempo você trabalha para ele? – perguntei olhando para o suco de abacaxi que estava na minha frente.

- Tem dois anos. Não vai beber? – perguntou

- Tenho alergia a abacaxi. – falei e a olhei.

- Ah, seu pai não falou disso. Desculpe-me, irei fazer outro. Gosta de morango? – perguntou e eu assenti. 

- Ele não sabe de muitas coisas. – murmurei, mas percebi que ela ouviu.

- Senhorita Burtton... – a interrompi

- Pode me chamar de Sophia, é bem melhor. – dei um sorriso forçado e ela retribuiu com um sorriso largo. Ela parece que é muito animada.

- Tudo bem. Açúcar ou adoçante.

- Açúcar, por favor. – ela assentiu e quando ia começar a colocar no suco, neguei.

- Deixa que eu coloco. – assentiu me entregando um copo de suco de morango e eu coloquei uma colher e meia, começando a mexer.

- Ah... tem alergia a mais alguma coisa?

- Amendoim, pólen, mofo e ácaros. – informei e ela assentiu arregalando os olhos. Ficamos um curto tempo em silêncio, mas eu o quebrei.

- Ele está trabalhando? – perguntei e ela assentiu. Olhei para o bolo.

- É de laranja. – me informou e eu assenti. Cortei um pedaço, pondo no meu prato em seguida. – Sim, ele está trabalhando.

- Onde ele trabalha?

- Seu pai fundou uma academia, há três anos, junto com o Senhor Park. – fundou junto com o Tio Jax. – Fica perto daqui, é alguns minutos de caminhada. – assenti lhe dando um sorriso forçado.

Algumas horas depois

Depois de ficar rodando pela casa, conhecendo o lugar, de ficar horas admirando o pequeno jardim no fundo da casa. Resolvi assistir algo na televisão da sala, mas essa missão foi falha. Já que eu peguei no sono, e acordei com alguém tocando no meu ombro.

Abri os olhos assustada e meu olhar parou nele. Ele estava de cabeça baixa, desviando o olhar.

- Precisa dormir no quarto. – falou somente isso e eu me sentei desligando a televisão. Ele estava ainda na sala, agora me olhando diretamente. – Como está? – me perguntou e eu fiquei sem responder. – Vi que não arrumou suas roupas, pensei que... – parou de falar.

- Elas estão prontas, esperando ir para outro lugar. – falei baixo e sabia que ele ouviu, só tinha nossas vozes fazendo barulho naquele canto da casa.

- Você não irá para casa de mais ninguém, só tem a mim. – ele me deu as costas, e foi em direção a escada.

- Quatro anos. – falei com a voz embargada, o fazendo parar de andar – Quatro anos sem saber do homem que é o meu pai. Quatro anos que o cara, que é o meu pai, não fala comigo, que não me ligou para perguntar como foi meu dia, para me dar um parabéns no meu aniversário, para dizer que me amava. Quatro anos e o senhor vem ate mim, e a primeira coisa que você fala é: "Precisa dormir no quarto". Se não gosta de mim, se me rejeita, como nesses quatro anos que se passaram, me manda para outro lugar.

- Pare de falar algo que não sabe. – ele estava começando a se exaltar

- Que eu não sei? Meu próprio pai me rejeita, há quatro anos. Minha tia morreu, há uma semana e você nem se quer me ligou e perguntou como eu estava. É claro que não iria ligar, você não me ligou antes, por quê ligaria agora?

- Sophia, as coisas não são assim. Você tem que entender que... – o interrompi

- Entender que a mamãe morreu? Que a minha tia morreu? Que você está praticamente morto para mim? – vi seus olhos encherem de lágrimas, prestes a serem soltas. Eu sei que eu peguei pesado. – Pode ficar tranquilo, pois daqui a um tempo, eu não irei mais perturbar sua paz. – dei um sorriso forçado e subi correndo para o quarto.

Assim que fechei a porta, a tranquei e me joguei na cama, e rendendo as lágrimas novamente. Será que irá ser sempre assim? Eu não tenho mais ninguém. Minha mãe se foi, minha tia também e meu pai já não me tem mais. Ele simplesmente, se negou a ser pai. 



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