História S.o.p.h.i.a. - Capítulo 6


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
Visualizações 45
Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo V


- Hm. – olhei para os lados e vi que movimento ainda, de pessoas. Então, com meu coração batendo desesperadamente, olhei para o lado que vim e depois para o cara na minha frente. Ele tem um olhar forte, assim também como sua musculatura, junto com seu olhar, deu para ver muito bem a sua barba, que é enorme. Me segurei para não rir, com meu pensamento. – Bem... eu tenho que ir. Boa noite.

- Acho que já te vi em algum lugar. – falou e eu olhei para trás, encontrando seu olhar no meu.

- Acho que não, cheguei a pouco tempo em Nova Iorque. – informei, mesmo sem perceber.

- Então é nova na cidade. Bem vinda, a Big Apple. – assenti, retribuindo o sorriso que foi mandado para mim.

- Muito obrigada, estranho. – ele se virou, indo embora pelo outro lado, enquanto eu estava no meu, me preparando para voltar para casa.

...

Depois de demorar mais de meia hora no local, encontrei o Pretzel que a Dulce me falou e comprei um de chocolate. No meio do caminho, voltei a pensar no cara que encontrei na ponte. O local estava meio escuro, mas ainda dava para ver seus olhos claros e seu sorriso escondido pela barba. Peguei o endereço que estava no meu bolso e verifiquei, indo em seguida pedir um táxi. 

Quando o taxista parou o carro, em frente a minha casa, se virou para mim e eu passei o dinheiro para ele, agradecendo pela viagem. Descendo o taxi, fiquei olhando para a casa, pensando em como seria dali para frente e em qual universidade eu iria seguir, pois é ele quem determinará a minha vida. Peguei a chave na bolsa, a chave extra que Dulce me deu e abri a porta. Estava tudo escuro na sala, mas eu vi uma luz vindo da cozinha e em instantes, Allan, o meu pai, apareceu com uma caixinha de macarrão.

- Oi. – me cumprimentou e eu o encarei, fazendo o mesmo parar de comer.

- Oi. – retribui o cumprimento.

- Comprei comida para a gente. – assenti

- Estou sem fome. – respirei fundo e percebi que até o momento, não começamos a discutir. Depois de um tempo nos olhando,Me virei para subir as escadas, mas ele me chamou novamente.

- Sophia. – respirei fundo, me virando para o olhar. – Será que podemos conversar? Sem discussões? Somente conversar, na paz? – engoli seco e fiquei por alguns segundos pensando na proposta, que pode acontecer totalmente ao contrário do que é esperado.

Mas um dia a gente teria que conversar, e parece que vai ser hoje, nesse exato momento. Desci os degraus da escada e andei até ele, que foi se sentar no sofá, deixando a caixinha de comida em cima da mesa de centro e eu me sentei do outro lado da mesa, fazendo ficarmos um na frente do outro.

- Olha, eu sei que você deve ter muita raiva de mim... – respiramos fundo juntos, e depois de um curto silêncio, ele continuou. – Sei que deve me odiar, mas para tudo tem uma razão.

- E qual a razão de me abandonar? – o interrompe e ele me olhou envergonhado.

- Um pai não deve fazer isso com a filha, mas eu não queria envolver você.

- Envolver no que?

- Eu não tive coragem de cuidar de você, pois eu não conseguiria. – ficou em silêncio e eu o ri nervosa, sentindo as lágrimas arderem meus olhos.

- Como não iria conseguir? Eu também sofri com o luto, não só você. Eu também chorei, fiquei em fase de negação. Mas alguém me falou, que eu sempre teria ela comigo, no meu coração. O luto não foi somente para você, foi para mim, para todos. – as lágrimas começaram a descer e ele respirou fundo. – Eu tive que suportar duas mortes, sem sua ajuda. Eu esperei você bater na porta da casa da Tia Beth, todos os dias, por meses. Esperei sua ligação para me desejar um Feliz Aniversário, para perguntar como eu estava, como foi meu dia. E eu recebi um nada!

- Você tem que me entender. Olha, eu não irei conseguir falar tudo com você, mas eu quero que converse com o Jaxon.

- Conversar com o Jax, o que o senhor deveria me contar? – engoliu a seco e eu neguei com o aceno de cabeça.

- Eu pensei que iriamos resolver as coisas aqui e agora. Mas eu estava totalmente errada. Você irá evitar sempre? Agora me responda com sinceridade: Se a tia Bethany não tivesse morrido, eu estaria morando com ela ainda, não é?

Eu pensei que ele iria responder, mas ele não fez. E eu sabia a resposta. Ele iria continuar a me evitar. Como fez nesses quatro anos.

- Pode ficar tranquilo, pois eu vou aceitar ir para a Yale, para ficar bem longe de você.

Pensar que as coisas poderiam mudar, parece que se tornou um sonho que nunca irai alcançar. Ele não me ajuda, não ajuda a se mesmo. Ele se nega a contar o que aconteceu esses tempos, se nega a me dar uma resposta mínima, da pergunta que eu fiz segundos atrás. Parece que as coisas só irão piorar. E para evitar disso acontecer, o melhor que eu posso fazer é manter a distância. Esquecer que ele existe, como ele fez comigo.

Esse foi meu pensamento, até o dia posterior. Quando eu estava decidida passar o dia fora, e de repente, quando eu estava saindo de casa para descobrir Nova Iorque sozinha, encontro o tio Jax.

- Bom dia, estava de saída? – me cumprimentou e perguntou logo em seguida.

- Bom dia e sim, eu na verdade estou. Quero conhecer, o que eu não tive chance de Manhattan. – avisei e ele assentiu.

- Tudo bem, feche a porta. – assim eu fiz, e vesti o casaco que estava em meu braço. – Que tal a Estátua da Liberdade? – preguntou e eu assenti. Andamos até o seu carro que estava parado de frete para a casa. Fomos até o píer de transporte público, calados. Passamos pela estátua, calados. Mas quando estávamos voltando, ainda no ferry, ele começou a me contar.

- Ele acha você muito parecida com ela. – o olhei sem entender

- Como assim?

- Não o culpe, sua mãe se jogou na frente do seu pai. Recebendo a bala que seria dele. – meus olhos arregalaram e eu o olhei, sentindo as lágrimas descerem por minhas bochechas. – Sua mãe morreu por ele. Nos braços dele. E ele jurou de morte a pessoa quem fez isso.

- E essa pessoa? Foi encontrada? – perguntei e ele assentiu

- Ele o encontrou. E eu fiz de tudo para ele não te perder também, para ele não ficar preso o resto da vida.

- E onde este infeliz está? – perguntei secando as lágrimas.

- Morto. Foi preso e sentenciado pela legislação da Pensilvânia, com pena de morte. – assenti e respirei fundo.

- O que você quis dizer com: "parecida com ela"? – perguntei passando os dedos por minha bochecha.

- Você nunca reparou? – perguntou e eu neguei, recebendo um sorriso dele. – Eu reparei quando chegamos na sua antiga casa, ele não conseguia te olhar. Alguns dias e ele não conseguia ver as fotos de vocês, ele sumiu com todas as fotos. Quando ele vê você, ele vê ela. Você tem os olhos, o nariz, o formato do rosto, tudo igual a sua mãe. E agora é praticamente uma adulta, você é completamente a Dana. Tentei enxergar as coisas, tentei. Mas quando eu fui ver, já era tarde. Você já morava no Texas, ele estava pirando.

- Então o que eu devo fazer? Me separar dele novamente? Ir morar longe? Evitar a relação de pai e filha? Eu suportei quatro anos de rejeição dele, não tem como eu o desculpar de repente.

- Eu sei que isso é difícil, você sabe. Eu sou praticamente irmão do seu pai e mãe. Vivemos e sobrevivemos aquele orfanato juntos. Você sabe, sua mãe perdeu os pais em um acidente de carro, sua mãe tinha dez e a Beth doze anos. Nós fomos os amigos delas. Na verdade, seu pai para ele mesmo, quando viu sua mãe, ela foi a namorada dele desde o começo. Ele se apaixonou! Um olhar e puf. Quando completamos dezoito, que foi primeiro que sua tia, nós tivemos que sair do orfanato e formar vida, daí seu pai pegou amor pelo boxe. Ele dizia que a cada coisa, era para ela. E quando ela completou dezoito e saiu do orfanato, eles começaram a namorar, ele já tinha alugado um ap no Brooklyn, bem barato, eu morava com ele. Juntamos nós quatro e depois alugamos algo maior. Quando seu pai ganhou a primeira luta de boxe, ele ganhou e muito. A primeira coisa que ele fez foi comprar uma casa enorme e pediu sua mãe em casamento. Esse dia foi muito louco.

- Mais louco que o meu nascimento? – perguntei e rimos

- O seu foi o máximo. Seu pai quando viu sua cabeça saindo de dentro da sua mãe, caiu para trás. – rimos e olhei para o mar, estávamos chegando ao deck. Ficamos um tempo em silêncio, mas o Jax o parou. – Seu pai te ama e muito. Ele precisa de uma segunda chance, e vocês precisam conversar.

- Obrigada Tio Jax. Eu irei tentar pela mamãe, e pela Tia Beth. – o olhei e eu vi seus olhos brilharem quando eu falei da Tia Beth.

- Elas ficarão orgulhosas de vocês dois. Elas precisam de vocês juntos. A partir daí, haverá calmaria. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...