História Where We Go - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Luta, Policia, Revelaçoes, Romance, Superação
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Palavras 1.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo VIII


- Só precisa saber que também sou lutador. - Sua resposta foi séria e eu assenti. Ele se distanciou e fiquei o olhando caminhar. A cada passo seus ombros continuavam retos, parecia tenso e eu pensei por um curto tempo, que eu devo ter causado aquela tensão. Ou não?

Alguns minutos depois, meu pai apareceu com sua mochila e começou a varrer o lugar com o olhar, e quando seu olhar bateu em mim, sorriu e caminhou.

- Que tal um passeio? - perguntou e eu fiz careta. - Sei que você já visitou muitos lugares hoje, mas eu quero levar você em um lugar rápido e iremos jantar logo depois, que tal? - senti que ele está começando a se esforçar e eu tenho que cooperar. Já fiquei muito tempo distante do meu pai e preciso recuperar o tempo perdido, antes que termine.

- Tudo bem!

...

Um mês depois

Até o momento, estava tudo bem em casa. Eu e meu pai temos um acordo. Cada final de semana, de sábado a tarde até final de domingo, iriamos passear por Manhattan. Não importa onde, não importa se vamos ao mesmo lugar. Sempre íamos! O outro acordo também, é jantarmos sempre juntos. Escolhíamos um prato diferente a casa dia e durante o jantar ficávamos conversando. Até que eu pedi a ele para ter aulas de artes maciais e ele me olhou estranhando, foi engraçado.

"- Eu quero ter aulas de artes marciais. - falei dando um gole no suco de limão e ele se engasgou.

- Para quê? - me perguntou tossindo.

- Para me defender? - perguntei e ele me encara sério, com os olhos arregalados e negou.

- Não.

- Por que não?

- Sabe o esforço disso? Você vai chegar em casa exausta, cheia de roxos e tudo mais.

- Eu sei, mas vai ser bom também para aliviar a tensão das aulas, das provas. As aulas já irão começar.

- Bem lembrado. - falou baixo e eu o olhei sem entender.

- Posso fazer?

- Não! - bufei"

Ele ficou negando por uma semana, mas depois concordou. Comecei as aulas tem duas semanas, e nessas duas semanas não vi ele. Quando eu começo as aulas, meu pai sempre vai me pegar em casa e as vezes, eu quando a aula termina cedo, eu fico com ele no escritório. E um desses dias, vi que meu pai monitora as faltas dos alunos, e teve um que faltou ele e um outro aluno, em dois dias seguidos. No terceiro dia, meu pai reclamou com o outro aluno, e com o Nathan, nada. Meu pai deve saber algo, por ele faltar tanto.

- Terminou cedo, novamente. - falou meu pai, quando entrei no seu escritório.

- Foram exercícios básicos de novo. - me sentei na poltrona de frente para ele.

- Tomou banho? - assenti e ele desviou o olhar do computador.

- O que vai querer comer hoje?

- Mexicano. - informei e ele assentiu sorrindo. Ficamos em um curto silêncio, mas o que aconteceu a alguns dias não sai da minha cabeça. Tem duas semanas que ele falta. - Pai. - o chamei e ele voltou a atenção para mim.

- O que foi, querida? - me perguntou e eu respirei fundo para continuar.

- O seu aluno não vem tem alguns dias. - falei e meu pai assentiu - Ele saiu da academia? - perguntei curiosa e ele me olhou procurando uma resposta.

- Por que a curiosidade? - perguntei

- Nada demais, é que eu vejo que o senhor é um pouco carrasco com a faltas dos alunos. E ele faltou duas semanas e o senhor não fez nada? - perguntei muito curiosa.

- Está tudo bem, ele tem motivo. Então, pronto! - falou começando a desligar os aparelhos, para terminar seu dia de trabalho.

No outro dia

Eu estava em casa, voltando do dia de compras de material escolar, junto com Dulce, que me guiava a cada segundo. Almoçamos fora também e conversamos bastante. Na verdade, sempre conversamos bastante. Encontrei nela, um pouco da Vilma. Não será igual a Vilma, mas eu confio na Dulce. Como o serviço dela termina cedo, eu resolvi sair mais cedo de casa, para ir a academia.

- Boa tarde. - falei com a recepção e elas me cumprimentaram, de mal gosto, mas pelo menos tem educação. Passei o cartão na catraca e logo em frente, encontrei tio Jax.

- Opa, olá querida. - me cumprimentou, depois de se despedir de algumas pessoas. - O que faz aqui, mas cedo? - perguntou apontando para o escritório do meu pai e eu assenti.

- Estava sem fazer nada, decidi vim mais cedo.

- E as aulas? Quando começam?

- Próxima semana. - a porta do meu pai estava fechada e ouvi vozes, não somente a dele, mas também de uma pessoa conhecida. Sorri quando eu ouvi ele se desculpar pelas faltas e segundos depois a porta foi aberta. Quando ele me viu, me olhou de cima para baixo e vi no canto do seus lábios, um sorriso meio escondido. Vi que ele estava meio abatido, tinha um machucado no rosto.

- Boa tarde Senhor Park. Boa tarde Senhorita Burtton. - seu olhar ficou grudado com o meu, por meros segundos.

- Sophia, o que faz aqui a essa hora? - perguntou meu pai e eu desviei o olhar do Ryan.

- Quis vir mais cedo. - sorri

- Com licença, até daqui a pouco Allan. - meu pai assentiu para ele e eu entrei na sala junto com tio Jax, que ficou conversando com meu pai. Coloquei a mochila junto ao do meu pai.

- Vou no café, aqui na frente. Querem algo?

- Não, muito obrigado. - agradeceu Jaxon

- Está com dinheiro? - perguntou meu pai e eu assenti. - Não. Pode ir, querida. Obrigado! - firmei a carteira na mão e sai da academia, indo em direção a cafeteria. A mesma estava com uma pequena fila para pagar e algumas mesas e a bancada sendo utilizada. Fui em direção a fila e quando chegou a minha hora, pedi um cappuccino junto com um misto quente. Quando fui procurar um lugar para me sentar, vi ele sentado em uma das mesas no canto. Ele percebeu que eu o encarava, mas eu desviei o olhar indo me sentar na bancada, esperando meu pedido. Cinco minutos depois, meu nome foi chamado e eu alertei, indo pegar o lanche e depois me sentei no balcão.

- Me ignorando? - levei outro susto com ele. Ele está sempre me dando sustos e é somente a terceira vez que nos vimos. O olhei e ficamos em silêncio nos encarando, ele estava com o supercilio cortado, nariz com um corte perto da altura dos olhos e um pouco roxo em algum a lugares.

- Só estou lanchando. - falei e ele me deu um sorriso no canto dos lábios. Sua barba estava um pouco menor.

- Mas me ignorou.

- E você está aqui. - Ele está com uma xícara nas mãos, bebendo devagar. Peguei a Minha, bebericando e ele continuava a me olhar. - Para de me olhar. - falei baixo encarando a xícara na minha frente.

- Faça a pergunta. - voltei o olhar.

- Que pergunta?

- Eu quero ouvir. - Sua voz ficou um pouco rouca, me causando arrepios. Ficamos nos encarando por longos segundos. O analisei, nesse e meio tempo. Mas eu fiz a pergunta que ele queria.

- O que aconteceu com você? - ficou sério.

- Estava lutando, bem longe daqui. - tomei mais um gole da minha bebida e voltamos a nos encarar. - Não falei o suficiente? - Não. Ele não falou e não temos tanta intimidade para falarmos sobre sua vida. Na verdade, eu nem deveria ter feito essa pergunta. Mas ele mesmo disse que eu poderia.

- Você falou o que queria falar. - mordi meu lanche e peguei o cardápio, para me distrair um pouco. Mas o seu olhar não descia desvia de mim, por nada e isso já estava me agonizando. - Estuda? - perguntou e eu assenti. - Onde? - o encarei confusa.

- É um interrogatório? - perguntei e ele deu de ombros. - Eu vou começar a faculdade, daqui há seis dias e vou estudar na Columbia. Mais alguma pergunta?

- Não, ainda não.



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