História Where's My Love (malec) - Capítulo 17


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Categorias A Saga dos Corvos (The Raven Cycle), As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Blue Sargent, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Maryse Lightwood, Ragnor Fell, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Clace, Malec, Shadowhunters, Sizzy
Visualizações 245
Palavras 1.878
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente

Capítulo 17 - Tell me


Magnus estava sorridente hoje. Depois de uma semana esperando, ele finalmente iria poder ver Alec de novo. As suas consultas, infelizmente, eram apenas uma vez por semana. Magnus foi algumas outras vezes na clínica, apenas para visitar Alec. Ele nunca realmente falava com Alec fora da consulta. Mas isso não o empedia de o ver de longe quando ele iria para o jardim.

Magnus obviamente contou para Maryse, Robert e todos os outros familiares de Alec como foi a consulta. Eles não podiam ver Alec, o mínimo que Magnus poderia fazer era os contar como o filho tava. Alec estava na clínica a quatro semanas, ele parecia estar melhorando, os médicos estavam diminuindo os remédios e diziam para Magnus que logo logo, se ele continuar cooperando, ele vai poder sair. Porém, ele terá que ser vigiado. Alec nunca mais iria poder ingerir alguma droga. Ele poderia ficar tentado, mas Magnus iria se garantir de que ele iria ficar bem.

Magnus fez suas higienes e tomou banho o mais rápido que pode, indo até a clínica para ver Alec.

........

Alec estava sentado em sua cama. Ele tinha o seu anel, que agora ele sabia que era de noivado, no seu dedo e ele o tocava com ternura. Alec sentia a sua abstinência diminuir a cada dia, ele sentia seus tremores passarem também. Ele lembrou que hoje era o dia que teria mais uma consulta com Magnus, seu noivo, ou será que ainda eram noivos? Alec não sabia. Ele estava contente por ter saído daquele lugar, ele não lembrava de tudo, havia perdido a maior parte de suas memórias nos últimos dois anos, quando aumentaram as dosagens das drogas.

Alec sentiu seu coração acelerar quando a fechadura da porta se mexeu e ele viu Magnus entrar por ela. Ele, que estava tenso, sentiu seu corpo todo relaxar quando Magnus olhou para ele e desajeitadamente puxou a cadeira para sentar a sua frente. Alec sorriu pequeno quando Magnus tropeçou no pé da cadeira ao sentar. Ele era adorável. Alec entendia porque estava noivo com ele, entendia porque antigamente era apaixonado por ele. Ele entendia muito bem. Magnus, além de ser a pessoa mais bonita e atraente que Alec já tinha visto, era gentil e educado. Ele fazia com que Alec quisesse sorrir mesmo sem ter dito nada engraçado.

- Olá, Alec. - Magnus disse, sentando em frente a Alec. Ele sorriu e sentou em sua cama, ficando o mais perto que podia de Magnus sem nem perceber.

- Oi. - Disse simplesmente, olhando novamente o anel de Magnus em seu dedo e tocando o seu calmamente também. A sensação do anel em seu dedo lhe trazia tranquilidade.

- Como você está se sentindo hoje? - Magnus perguntou, ele parecia muito profissional, isso incomodou Alec.

- Estou bem. - Ele disse simplesmente. Ele não queria falar muito que nem tinha feito na primeira consulta. Ele não queria ficar fazendo perguntas que deixava Magnus desconfortável. Alec não sabia porque mas ele queria fazer com que Magnus realmente se sinta confortável com a sua presença. E era exatamente isso que ele não estava. Ele parecia incomodado com algo.

- Abstinência? - Magnus perguntou.

- Passando.

- Tremedeiras? - Magnus perguntava enquanto anotava as respostas de Alec em uma prancheta.

- Acabaram.

- Isso é bom. - Magnus disse. Alec viu ele respirar fundo e ficou irritado. Alec queria conversar com Magnus, conversar de verdade, mas ele parecia estar distante. - Quem sabe daqui a três ao até mesmo duas semanas você possa sair daqui.

Alec pensou. Ele não sabia onde morava, com quem morava, quem eram seus familiares. Ele apenas sabia o que haviam lhe contado e isso não era muito.

- Magnus? - Alec o chamou, dizer o seu nome era bom, era reconfortante, Alec sabia bem por que era assim. Ele um dia foi apaixonado por Magnus, agora, ele mal sabia como se sentia. Magnus havia dito que os sentimentos de Alec iriam ficar confusos por causa dos remédios, mas ele não sabia que seria tão confuso assim.

- Sim? - Ele perguntou, olhando para Alec pela primeira vez, Alec sentiu um arrepio percorrer seu corpo todo ao ter a atenção de Magnus inteira para si. Magnus pareceu notar isso, Alec lembrou que eles eram noivos, Magnus devia o conhecer mais do que qualquer pessoa no mundo.

- Onde eu moro? - Alec perguntou, Magnus voltou a olhar para o chão. Por mais que isso incomodasse Alec, era melhor do que Magnus ver as reações que ele tinha quando Magnus o olhava. - Digo, onde eu morava? Antes de tudo isso.

Magnus coçou a garganta. Ele levantou o rosto novamente e Alec abaixou o seu, fingindo estar de cabeça baixa aquele tempo todo e não o olhando.

- Nós dois tínhamos comprado um apartamento, dois anos antes de você ser sequestrado. - Magnus falou. Alec ouviu ele respirar fundo e o olhou. Magnus olhava para um ponto atrás de Alec e Alec o olhou, olhou de verdade pela primeira vez. Novamente, Alec achou ele lindo. Seus olhos verdes, seus cabelos pretos bagunçados. Sua pele morena e seus lábios pequenos, Magnus era alto, ele usava seu jaleco tradicional e Alec sorriu ao ver que ele não tinha tirado o anel. Aquilo, de alguma forma, lhe tranquilizava. Magnus, ainda sem o olhar, voltou a falar.

- Eu entendo se você não quiser voltar para lá, se quiser ir com seus pais. - Ele disse. Alec pensou, ele talvez queira ir com seus pais. Mas ele gostava da presença de Magnus, ele gostava de ouvir sua voz, gostava de olhar para ele. Magnus o acalmava. Alec cogitou a ideia de estar se apaixonando por seu noivo mais uma vez. Ele entendia, não tinha como alguém não se apaixonar por Magnus. Ele realmente se achava um sortudo por saber que Magnus tinha escolhido ele para se casar.

- Eu não quero voltar com eles. - Alec disse, decidido. Magnus o olhou, ele olhou Alec intensamente, olhou Alec por todo o seu corpo. Ele sorriu e as bochechas de Alec ficaram coradas. Ele tinha quase 26 anos e Magnus o deixava parecendo um adolescente. - Eu quero voltar com você. - Aquilo de alguma maneira soou como se tivesse mais significado do que apenas voltar para o apartamento.

- Tudo bem, Alec. - Ele disse, ainda com um sorriso em seus lábios.

- Não me chame assim. - Alec disse um pouco irritado. - Me chame de Alexander.

Magnus arqueou as sobrancelhas.

- Por que? - Ele perguntou. Alec não tinha notado o quanto ele estava mais próximo de si, a cadeira encostando na cama de Alec.

- Parece familiar. - Alec respondeu sendo verdadeiro. - E me tranquiliza.

- Okay, então eu vou te chamar de Alexander... - Ele disse, com um sorriso brincalhão nos lábios.

- Obrigado. - Alec disse. - Eu quero sair daqui logo.

- Você vai. - Ele afirmou. - Você está indo muito bem, muito bem mesmo. Ficou comportado a semana toda.

- Sim, eu queria te ver. Eu ouvi dizer que eles não deixam as pessoas terem consultas quando elas agem... muito mal. - Alec disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Você queria me ver? - Magnus perguntou, parecia que dê tudo que Alec falou, ele apenas tinha escutado aquilo.

- Sim. - Confessou. - Eu queria.

Magnus sorriu novamente e Alec sentiu-se feliz. Ele se sentiu completo.

- Bem, aqui estou eu. - Magnus disse, soltando sua prancheta e dando um tapinha brincalhão em sua própria perna. - Sobre o que você quer conversar?

Alec pensou.

- Sobre mim. - Ele disse. - Sobre minha relação com meus pais. Sobre meus irmãos e sobre.... sobre nós.

Magnus coçou a garganta desconfortável.

- Bem, o que você quer saber primeiro?

Alec lembrou de quando acordou no hospital e viu pelo vidro algumas pessoas paradas o olhando. Ele decidiu ir pelo mais fácil.

- Meus pais e meus irmãos, me conte como eles são.

- Tudo bem. - Magnus disse. - Sua mãe, Maryse, é uma das melhores pessoas  que eu já conheci. Assim como você, ela é gentil e amável. Ela me considera um filho para ela e eu realmente não poderia pensar em uma mãe melhor que ela. - Alec sorriu imaginando o quão linda parecia ser a relação deles. - Seu pai, ele parece ser um homem duro, mas na verdade, ele tem um coração bem mole. Ele ama tanto os filhos, ele faria de tudo para deixar todos vocês felizes. Sua irmã, Isabelle, ela é a minha preferida - Alec riu baixo junto a Magnus. - Ela é engraçada, e é linda, ela te ama demais e vocês dois são completamente grudados, assim como Jace, seu irmão adotivo. Vocês dois são os melhores amigos que eu já vi. Ele é bem irritante as vezes, ainda mais por ser noivo da minha irmã, mas ele também tem um coração enorme.

- Todos eles parecem serem pessoas incríveis. - Alec disse, era verdade. - Meu irmão está noivo de sua irmã?

Magnus riu baixo.

- Sim, por nossa causa. - Magnus disse rindo. Alec lhe olhou confuso, Magnus voltou a falar. - Clary, minha irmã, e Jace não tinham se dado tão bem quando se conheceram. Ela basicamente odiava ele, ele era convencido e o tipo de cara que achava que poderia ter qualquer garota a seus pés, mas Clary é diferente. Quando eu te conheci, eu mal sabia quem você era, Clary me falou que você era irmão de Jace e bem, é claro que eu pedi ajuda dela - Alec riu baixo. - Ela se reaproximou de Jace para eu poder me aproximar de você.

Magnus não falou mais nada, a memória parecia lhe machucar.

- Com quantos anos nós nos conhecemos? - Alec perguntou, interessado. Eles pareciam ter uma história enorme.

- 15 anos. - Magnus respondeu olhando para o chão.

- Nossa... - Alec disse. - São quase onze anos atrás.

Magnus balançou a cabeça concordando.

- Eu queria tanto lembrar. - Alec disse novamente. Magnus sorriu baixo e Alec pode sentir as borboletas em sua barriga enlouquecerem com aquele ato. O sorriso de Magnus era o mais lindo que Alec já tinha visto, ele brilhava tanto que poderia deixar Alec cego.

- Você vai lembrar, Alexander. - Magnus pegou na mão de Alec, em um impulso, Alec sentiu seu corpo arder e ele arfou surpreso com as sensações que o toque de Magnus tinha sobre ele. A mão dele era quente e lhe trazia tranquilidade, trazia paz. Sua pele ardeu com o pequeno toque e Alec desejou poder ter mais. - Vai lembrar de todos eles.

Alec balançou a cabeça.

- Eu quero lembrar de você. - Alec disse. Magnus o olhou, Alec sentiu uma vontade enorme de beija-lo, mas sabia que o momento era errado e Magnus poderia ficar bravo, Alec nem sequer entendia o que estava sentindo então não fez nada. - Eu quero lembrar de nós dois.

- Eu também quero que você lembre. - Magnus confessou, Alec sentiu algumas lágrimas caírem de seus olhos. Magnus levantou e sentou ao seu lado na cama. - Mas você não pode forçar suas memórias, okay?

Alec balançou a cabeça novamente concordando.

- Não se preocupe, você vai lembrar. Vai lembra de nós, vai lembrar de tudo que nós vivemos. Eu sei que você está confuso com seus sentimentos agora, mas isso vai passar. Você vai ficar bem. - Magnus falou sorrindo. - Eu vou cuidar de você.

Alec tinha certeza que ele iria.


Notas Finais


Aaaawww eles são meus bebês mesmo


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