História Wherever You Are - Capítulo 7


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Tags 5sos, Drama, Gilmore Girls
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Palavras 1.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DESCULPA A DEMORA

Capítulo 7 - Wherever You Are


Maddie 

7 meses depois

 

— Maddie! — eu escutei aquela voz ao longe. Era Jack. Sorri instantaneamente e fui correndo ao encontro dele. 

Jack era meu namorado, éramos perfeitos. Ele amava ler, eu amava ler; ele amava café, eu amava café; éramos uma pessoa só. O único problema era que ele morava seu dormitório em Princeton e eu estudava em Stanford. Mas fora isso, nós estávamos ótimos e muito bem ajustados. 

— Eu tenho ingressos. — disse ele.

— Tem? — perguntei, surpresa. — Para quê?

— 5 Seconds of Summer. Você sabe, aquela banda que eu te falei antes, tenho certeza que já ouviu. 

— Ok. — gelei na hora. — Hm… sério? Que legal. Eu só…

— O quê?

— Nada, Jack. Podemos ir, não tem problema. 

— Sério? Porque se você não quiser eu posso trocar. 

— Não, está tudo bem. 

— Ok… — disse ele encabulado. 

— Vem, temos muito a fazer. — puxei Jack para o outro lado da sala. 

 

Ashton

7 meses depois.

 

— Ash! — escutei a voz infantil de Juliet me acordar. 

Juliet era sobrinha de Luke e estava conosco em Paris. Abri meus olhos instantaneamente, em seguida fitei a garota ao meu lado; Deus ou alguma força do além fez com que ela estivesse vestida. Suspirei.

— Juliet, querida, você não devia estar aqui. 

— Quem é essa moça do seu lado?

— Ninguém.

— Eu aprendi na escola que ninguém não existe. — então sua escola está te ensinando demais; pensei. 

— Ok, sabe, meu amor, você precisa ir, essa moça não vai estar aqui de novo. Certo? Procure seu tio Luke.

— Tá. — disse ela, sorrindo. 

Antes de sair, Juliet me deixou um beijo na bochecha. 

— Tchau tio Ash… Tchau moça!

Suspirei, não conseguia acreditar que tinha driblado Juliet. Para uma garota de 5 anos, ela era esperta até demais. Depois de 7 meses, eu ainda tinha minha cabeça presa nas duas semanas em que Maddie esteve na minha vida. Talvez ela já estivesse em outra, talvez não. Mas não era do que eu queria falar no momento. A garota em minha cama não demorou a desaparecer sem que meus amigos percebessem. O nome dela, se me recordo, era Martha, garota legal, bonita, mas não era o meu tipo. Em tudo que eu pensava era o show que eu faria em Los Angeles no próximo mês. Será que ela ainda estava lá? Será que ainda pegava a mesma linha de metrô todos os dias? Será que ainda lia e bebia café como uma louca? Aquelas eram perguntas difíceis, mas eu não parava de pensar em Maddie. Maddie. Maddie. No momento em que pisei naquele avião eu me arrependi; queria ter voltado, queria ter corrido atrás dela, nem que isso me custasse o dinheiro da turnê. A cada dia eu me apaixonava mais pela ideia de Maddie e eu ficarmos juntos. Todos os dias…

 

Maddie

Era o dia do show e  eu precisava de cafeína. Cafeína na veia, em uma bolsa, em um marrom em qualquer lugar. Nem ler me acalmava de tão nervosa que eu estava. Ashton. Eu tinha acabado com ele, seu coração fora pisado por mim e agora, o meu namorado estava me levando em um show deles. A vida é muito louca. Eu não tinha contado para Jack sobre meu breve, porém intenso, tempo que eu fiquei presa emocionalmente à Ashton. Não achei ser necessário, eles eram uma banda um tanto quanto pequena, ele nunca saberia. Mas agora eu estava sentada no metrô com um copo de café na mão, desejando muito ter contado antes. 

— Maddie! — parei. Eu parei. Meu coração parou. Minha vida parou ao ouvir aquela voz. 

Olhei para trás. Lá estava ele. Ashton. Como?

— Maddie!

— Ashton! 

— Eu te amo.

— Eu também.

E foi aí que eu acordei. O sonho fora um dos mais estranhos que eu tinha sonhado. Até porque eu acordei sem ar do lado de Jack. 

— Maddie?! Você está bem?

— Sim. — suspirei. — Só preciso… Só preciso de café.

— Eu faço pra você. 

— Não, eu vou voando na cafeteria aqui perto. 

— Tem certeza?

— Tenho, volte a dormir. 

— Tudo bem. — ele se deu por vencido. 

Levantei rápido e coloquei um sweater e uma calça jeans juntamente com o meu tênis surrado. O show de hoje estava me fazendo ficar maluca; eu só havia sonhado com Ashton poucas vezes, mas não acreditava que, mesmo junto de Jack, um garoto que eu amava, eu ainda estava presa de algum jeito à Ash. Ah, droga, Ashton. Não Ash. Ash faz parecer que eu o conheço, mas eu não o conheço, foram só duas semanas. Só, somente, apenas. Suspirei, Los Angeles estava fria, coisa que só acontecia poucas vezes no ano, mas que estava deixando meu rosto vermelho de frio. Eu estava andando para a cafeteria perto de onde eu morava, que ficava a apenas alguns quilômetros do campus.

— Oi, Babette. — falei em um suspiro, sentando no balcão. 

— Oi amorzinho. — disse Babette, a dona do lugar, uma senhora muito fofa e gentil. 

Eu já havia ido tantas vezes lá que estava acostumada a conversar com ela. 

— O que faz aqui tão cedo? Acabamos de abrir. — ela perguntou enquanto fazia algumas contas no caixa. 

Seus cabelos eram totalmente grisalhos e ela vinha da França, então tinha um sotaque bonitinho sempre que falava alguma palavra com “r”. 

— Preciso de café. — respondi, simples. 

— Você sempre precisa de café. 

— Mas dessa vez é diferente. Eu preciso de café na minha veia. 

Babette riu.

— Expresso grande saindo. — disse ela à garota que sempre estava do seu lado, uma ajudante.

— Você é um anjo. — sorri. 

— Então, qual é essa necessidade enorme de café? Pensei que Jack estava aqui. — ela tirou os olhos do caixa e pôs os cotovelos na mesa, me encarando como uma adolescente atras de fofoca. 

— Longa história, Bette. Ashton vem fazer shows aqui. — disse. 

E sim, Babette, a dona do café, sabia de todos os meus problemas e situações amorosas. 

— Não acredito. — ela se chocou. 

— Eu sei, é inacreditável.

— Acha que ele vem te procurar?

— Não. — suspirei. — Já tem 7 meses. Talvez ele nem lembre mais de mim. 

Babette balançou a cabeça.

— Ninguém esquece olhos azuis tão brilhantes em 7 meses. 

— Ainda a ama, não é? — perguntei, colocando o assunto em Babette. 

Ela era casada, mas quando era mais nova teve um namoro as escondidas com uma mulher, Marie era seu nome. Elas estavam bem, então as férias chegaram e Babette nunca mais a viu. Ela não sabia se Marie havia se mudado, morrido, fugido… Ela só sabia que a amava. 

— Amar é uma palavra muito forte… Mas sim. Eu ainda a amo. Ok, vamos focar em você, isso foi a muitos anos atrás.

— Certo. Ashton vem e eu sonhei com ele. — fui direta.

— Ele sonha com você sempre. 

— Não Babette, vamos ser realistas. Ele não liga mais para mim. 

— Você ainda vai ao show?

— Não sei, devo?

— Eu não sei, seria estranho. 

— É, mas Jack está tão animado, ele quer muito ir, não posso fazer isso com ele. 

— Certo, então você vai. 

— Vou. — suspirei pela quinta vez. 

— Não tema, garotinha, você vai ficar bem. 

— Eu sei que vou, Bette. 

— Ainda gosta dele?

— Gosto. — admiti uma coisa que nunca nem tinha falado para mim mesma.

— E Jack?

Parei para pensar. 

— Ele não é Ashton. 

 

Ashton

 

— O que você quer, Luke? Estamos atrasados. — perguntei, estressado.

— Só preciso de um café, juro que é rápido. — ele disse. 

— Tem café no hotel. Lá embaixo. Sem ter que andar até a outra rua. 

— O café da Babette é o melhor café do mundo. 

— Certo, e…?

— Eu preciso. Anda. 

— Tudo bem, meu Deus. 

Descemos o elevador. Babette’s Café estava bem na nossa frente. Era bonito e aconchegante, não lembrava de ter ido lá antes. Entramos e o balcão estava cheio. Havia uma menina de cabelos curtos, ela estava conversando com uma senhora de no mínimo 65 anos. 

— Vem, vamos sentar. — disse Luke. 

— Certo. 

Sentamos em uma mesa e logo uma jovem educada veio nos atender. Mas meus olhos, por algum motivo, estavam focados na bancada. Aquela menina de cabelos curtos… Eu a conhecia de algum lugar. Algo no seu jeito de andar ou o jeito que ela bebia goles suaves de café… 

— O que foi? — perguntou Luke, com a boca cheia de biscoitos. 

— Nada, besteira. Sabe quem é aquela mulher na bancada?

— É Babette. — ele disse, rindo. — Ela é um mito, não a conheço mas esse café está na lista dos melhores do país. 

Hemmings então acenou para a mulher, que, franzindo o cenho, acenou de volta. Naquela hora a garota que estava conversando com ela se virou. Meu coração se encheu ao ver aqueles olhos. Aqueles olhos; os olhos mais azuis que qualquer pessoa poderia imaginar. Eram os olhos perfeitos de Maddie.


Notas Finais


B E I J O S


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