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História Which his side? - Capítulo 75


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Capítulo 75 - Commitment Postponed


Fanfic / Fanfiction Which his side? - Capítulo 75 - Commitment Postponed

Central City.

Ruby saiu da sala de Thawne para pegar um veículo na garagem e ir para Gotham caçar Selina Kyle. Ela pode ver Nygma entrar em um dos comboios com seus capangas já para ir confrontar o Flash.

- Depois eu pego esse cretino... – prometeu Ruby a si mesma quando seus olhos batem em uma moto BMW G 310 GS. - Perfeita.  – Ela colocou o capacete, girou a chave que estava na ignição e deu a partida ao mesmo tempo em que o comboio do Nygma saiu.

Ao passar ao lado da janela de Nygma, ele a questiona com zombaria:

- Parece que as coisas são como são mesmo. Eu sei que o Thawne é um velocista, mas não achei que ele seria rápido até em questões mais ínti... – Ele não chega a terminar, quando Ruby já sem paciência acelera a moto, puxa a karambit, quebra o vidro do motorista e golpeia a garganta do capanga do Charada que tomba o rosto sobre o volante, fazendo o carro se descontrolar e bater em um poste.

Ruby para a moto e depois caminha em direção ao carro. Nygma abre a porta e questiona irritado:

- O que diabos você pensa que está fazendo?

- Sinto seus movimentos, conheço seus pensamentos, estou contigo desde o nascer e eu vou vê-lo ao apodrecer. O que eu sou? – disse Ruby imitando o Nygma.

- Uma reflexão. – disse Nygma semicerrando os olhos.

- Parabéns! – Ruby bate duas palmas com ironia. - Agora reflita sobre as merdas que saem de sua boca, antes que eu tenha que te dar uma lição fatal. – advertiu Ruby dando as costas e subindo na moto.

- Recado compreendido, Sereia Negra. – disse Nygma balançando a cabeça vendo a loira se distanciar.

Meia hora depois, Ruby já se encontrava nos limites de Central City quase entrando na cidade de Canton. Geralmente ela não pararia no sinal vermelho, mas ao ver em uma loja de televisores passar a transmissão direta de Starling City com Damien Dahrk dizendo que aquele dia seria o dia em que a cidade renasceria e que nem mesmo o Arqueiro Verde o impediria.

- Selina Kyle, me desculpe... Mas nosso compromisso vai ter que ser adiado. – brincou Ruby dando meia-volta na moto indo em direção oposta a Gotham City.

Gotham City.

Após os eventos da delegacia, Barbara, Bela e Harley haviam roubado um carro para ser o carro de fuga. Na verdade, Babs roubou seu próprio carro apesar de ter as chaves, apenas para impedir que Harley roubasse uma viatura lhe causando mais problemas, pelo menos essa era uma das justificativas, a outra era porque no porta-malas do carro, estava seu traje de Batgirl.

- Ok, Babs. Qual é o próximo plano? – questionou Bela sem olhar para Babs que segurava o volante concentrada, enquanto estavam estacionadas em um beco esperando as viaturas passarem, porque apesar dela ter roubado o próprio carro, mas Harley teve a ideia nada genial de provocar um policial a paisana mostrando o dedo e gritando “prenda-me se for capaz, perdedor”.

- Roubar uma joalheria! – exclamou Harley empolgada.

- O quê? Não! – rebateu Bela como se tivesse ouvido um absurdo. - Precisamos encontrar a minha amiga antes de qualquer coisa. – Bela se vira para o banco de trás buscando ser o mais clara possível com a palhaça.

- Talvez seja uma boa ideia. – disse Babs concordando com Harley tamboreando a mão sobre o volante. Na realidade, a Babs queria largar a Harley lá, vestir seu traje de Batgirl e dar uma surra na palhaça de novo.

- O quê? – disse Bela se virando para a ruiva com uma cara de espanto, enquanto se questionava sobre desde quando a Batgirl concordava em participar de crimes.

- Eu estou começando a gostar de você, filha do Comissário Bigodinho. – disse Harley se inclinando para o banco da frente.

- Eu digo isso, porque assim... – Babs olha diretamente para Bela. - Podemos chamar uma amiga sua... – Babs continua a fazer sinais com o olhar. - Que gosta de saltar telhados... – Bela compreende que isso era um plano para distrair Harley, pois, a Barbara não podia sair saltando por aí sem seu traje.

- Ah! Aquela amiga... – sorriu Bela aliviada.

- Espera aí, Gata! – Harley praticamente protestou. - Quantas... – Harley se levanta indignada do banco traseiro e tenta passar para frente.

- Mas que diabos? – perguntou Babs assim que o joelho de Harley bateu em sua cabeça.

- Amigas... – Harley passa a outra perna, mas desequilibra e cai de mau jeito sobre o colo de Bela com as pernas pro ar. - Você...

- Harley, o que você está fazendo? – perguntou Bela com receio, afinal, Harley era louca e isso já era o suficiente para deixar a ladra de orelha em pé, enquanto a palhaça se retorcia procurando algo para agarrar e se levantar.

- Caralho. – resmungou Harley agarrando o painel e o braço esquerdo de Bela, ela se esforça e puxa para se erguer, ficando sentada sobre o colo de Bela. - Tem? – finalizou Harley virando o rosto pra ladra.

- Ela não é bem minha amiga, é só uma conhecida. – desconversou Bela olhando de relance para Barbara.

- Harley, dá para você voltar para o banco detrás? Antes que seu look autêntico chame a atenção... – Barbara mal falou, quando uma viatura para em frente ao beco. - Droga! Se abaixem! – alertou Barbara.

- Como? – indagou Bela apontando para a palhaça sentada em seu colo.

- Porra. – resmungou Barbara que já estava inclinada para o lado de Bela, mas logo ele provê uma solução, ela puxa a palhaça para se abaixar sobre seu colo, além de puxar Bela para se abaixar sobre si. Estava uma bagunça, mas elas conseguiram fazer o carro parecer largado.

- Qual o nome dela? – perguntou Harley não desistindo de descobrir que é a intrusa no seu trio de amizade entre ela, Selina e Hera, apesar de que harley ainda estava brigada com a ruiva.

- Harley, quieta. – repreendeu Babs dando um tapinha no ombro da loira. - E então, Selina, eles já foram? – Babs questionou sobre os policiais, Bela dá uma espiada.

- Eles estão parados. Acho que eles vão embora se permanecermos em silêncio. – comentou Bela ao ver que eles estavam parados de costas para o carro delas.

- Estranho. – comentou Harley começando a fungar na blusa da Babs.

- Pare com isso, Harley! Seja lá o que você pensa que está fazendo. – disse Babs dando mais tapinhas de advertência na palhaça.

- Eu realmente não gostaria de ser a Hera-Venenosa nesse momento. – debochou Bela vendo Harley agora farejar. Babs fuzila Bela com os olhos.

- Eu conheço esse cheiro! – disse Harley cutucando a barriga de Barbara mais do que apontando para a blusa.

- Que cheiro? – perguntou Bela e Babs em coro. Babs se amaldiçoa por ter aceitado entrar no esgoto com Dick Grayson, porque isso deixou seu traje imundo que fez ela gastar todo o alvejante de lavanda e Bela não queria nem imaginar como que Harley conhecia.

- Você cheira a Batgirl! – afirmou Harley de forma acusadora.

Babs gelou na hora e Bela ficou sem reação. Babs bate os lábios tentando formar uma frase, mas nada sai de sua boca e Bela ficou boquiaberta.

- Brincadeirinha! – Harley ri ao ver a cara delas. - Eu conheço a Batgirl até porque já lutei inúmeras vezes com ela. – Harley dá uns soquinhos no ar. - E te digo com toda certeza, ela é a metade do seu tamanho. Talvez ela seja uma morceguinha treinada, tipo Bud e Lou.

- Quem é Bud e Lou? – indagou Babs franzindo o cenho.

- Meus bichinhos de estimação. Para ser mais clara, eles são umas hienas iguais aquelas do filme do Rei Leão. – disse Harley apertando suas mãos sobre o coração e dando um sorriso doce ao lembrar dos bichinhos.

- Apenas para ser ainda mais clara, você acha que... – Bela tenta prender a risada e parece mais que esta tossindo. - Você acha que a Batgirl... Oh céus! – Bela procura uma direção para olhar, ela estava se esforçando para não rir. - Que a Batgirl é um... – A ladra não aguenta e ri quase que compulsivamente.

Babs limpa a garganta.

- Ok, me desculpe. Eu... – Bela respira fundo. - Enfim, o que quero dizer é que... – Bela esfrega o olho que lacrimejava. - É que você acha que a Batgirl é um morcego tipo morcego mesmo... – Harley interrompe Bela e completa:

- Que o B-man treinou para ajudá-lo a combater o crime, já que ele não tem mais um Robin. Porque se não me engano um virou o Asa Voadora e o outro o Sr. C matou.

Ao ouvir isso, Bela só faltou morrer sem ar de tanto rir. Ela nem conseguia formar uma frase direito.

- Eu não sei por que eu aturo isso... – resmungou Babs baixinho em negação.

- Certo, Sereias de Gotham. Os homens de azul já foram embora. E como a líder, eu digo que... – dizia Harley com o peito estufado, como se estivesse imitando algum quadro de Napoleão Bonaparte, quando Babs a interrompe questionando:

- Harley, você gosta de joguinhos?

- Eu amo joguinhos! – dizia Harley sorrindo e batendo palminhas empolgadas, Babs se surpreende com a capacidade que a Harley tinha de perder o foco tão facilmente. - Às vezes, eu me reunia com o Esquadrão Suicida e tinha a sexta-feira de... – Babs a interrompe novamente e grita “estátua!”, fazendo com que Harley paralisasse no momento com a boca aberta.

Bela encara Harley admirada, era como se a Babs tivesse tirado a pilha de um brinquedo de controle remoto fazendo parar de funcionar instantaneamente.

- A regra é o seguinte, se você conseguir ficar assim até a gente chegar a joalheria, eu deixo você ficar com a minha parte. Pisque os olhos duas vezes, se você concorda. – disse Babs colocando uma mecha da franja da Harley detrás da orelha.

Harley pisca os olhos duas vezes e Bela sorri ao se lembrar de Ruby, pois ela sempre tinha que dar prêmios a loira para parar de importuná-la.

Terra-7.

Lebanon, Kansas.

- Encontrou alguma coisa? – perguntou Castiel vendo Sam franzir a testa ao encarar o diário.

- Acho que você deveria perguntar sobre o que não encontrei. – disse Sam empurrando o diário para Cas que pega o celular de Sam com a lanterna para iluminar.

- Todos os bunkers estão destruídos? – questionou Cas encarando Sam após olhar o diário.

- Exceto o de Wyoming, porém não tenho expectativas de que vamos encontrar um fusível em boas condições lá. – comentou Sam apoiando uma mão na mesa.

- Acho que vale a tentativa, afinal, não temos nada a perder. – disse Castiel dando de ombros e depois devolve o celular de Sam, quando Dean entra na biblioteca com um hambúrguer na mão e diz de boca cheia:

- Finalmente achei vocês. Apesar de achar meio patológico, vocês quererem ter a hora da leitura com o bunker com as luzes piscando mais que uma casa noturna.

- Estávamos procurando o registro da existência de outros bunkers para pegarmos um fusível e consertamos o nosso. – explicou Castiel.

- E encontramos registros de um bunker abandonado em Wyoming. – completou Sam sem tanta confiança.

- Que talvez possa ser a solução. – reforçou Castiel olhando para Sam, buscando ser otimista.

- Legal. – disse Dean dando outra mordida no hambúrguer. - Porém eu tive uma ideia também para trazermos a Bela e a Ruby de volta.

- Que ideia? – disse Sam praticamente pulando da cadeira.

- Enquanto vocês estavam resolvendo o caso da metamorfo... – Dean dá outra mordida no hambúrguer. - Eu vi uns dos vídeos na pasta de Bela que tinha no notebook do Holter... – disse Dean engolindo o pedaço e já dando outra mordida.

- Dean, pelo amor de Deus! Fala logo de uma vez ou come esse hambúrguer logo de uma vez! – disse Sam impaciente.

- Eu serei obrigado a concordar. – concordou Castiel tão ansioso quanto Sam.

- Tudo bem, como quiser. – disse Dean se focando apenas em comer o hambúrguer rápido e Sam faz uma cara em descrença, porque ele esperava que o irmão primeiro contasse o plano e depois terminasse o lanche. - Só mais esse pedaço. – Dean coloca tudo na boca ficando com as duas bochechas cheias.

- Agora eu entendo porque o Crowley te chama de esquilo. – disse Castiel como se tivesse tido a revelação do século. - Mas não entendo porque ele te chama de alce, Sam.

- É porque sou alto. – respondeu Sam, enquanto Dean dava socos no peito para ajudar a comida a descer.

- Pronto. Terminei. – disse Dean batendo as mãos para limpar os farelos.

- Finalmente... – resmungou Sam.

- Como eu estava dizendo, enquanto vocês foram resolver o caso... – Sam interrompe Dean dizendo impaciente:

- Pula logo pra parte importante, Dean.

- Certo. Beleza. Enfim, no vídeo a Bela dizia um plano para a Ruby, ela iria usar o anel que roubou da gente mais outras coisas mágicas para roubar o Livro dos Condenados da Rowena. Daí eu pensei, o Livro dos Condenados tem todo tipo de feitiço e Rowena sabe manipulá-lo e se usássemos o anel  como moeda de troca para negociar com a Rowena e convencê-la a nos ajudar a trazer as garotas de volta? – disse Dean revisando entre olhar para Sam e Cas.

- E o que garante que a Rowena vá nos ajudar? Afinal, ela meio que jurou a Bela de morte e a Ruby obviamente está incluída no pacote.  – relembrou Sam sobre o caso que Dean perdeu a memória, além do dia que a ruiva enfeitiçou Ruby e Bela para matá-los, enquanto roubava o Livro dos Condenados.

- É aí que entra o anel. Porque de uma coisa eu sei, se a Bela roubou, é porque ele tem valor inestimável igual a mão do enforcado, a Colt e a Caveira de Cristal, caso contrário, ela não iria nem olhar para ele. – explicou Dean se relembrando do olhar da ladra ao ver o anel.

- Acho que é um bom plano. – concordou Castiel meneando a cabeça para Dean.

- É claro que é. Eu criei e eu sempre tenho os melhores planos. – disse Dean dando um sorriso convencido.

- Tudo bem, mas você sabe onde Bela guardou o anel? – indagou Sam ignorando o comentário do irmão.

- Eu não faria um plano sem saber dos detalhes, Sammy. – rebateu Dean. - A filmagem mostrou que a Bela guardou no cofre secreto que tem no quarto dela, ou seja, vamos para o Queens.

Starling City.

Quinze minutos para meia-noite...

As ruas estavam lotadas de policiais que tentavam evacuar a cidade o mais rápido possível antes da chegada dos mísseis lançados por Damien Dahrk. Perto de um prédio da Queen Consolited havia um prédio em reformas que estava cercado por helicópteros da imprensa que faziam a cobertura.

- Moça, você não pode passar! – gritou um policial para Ruby que apenas acelerou a moto indo em direção ao prédio, um imenso telão que havia na rua mostra o Arqueiro Verde, a Canário Branco e o Cidadão Gládio levando uma surra de Damien Dahrk.

Ruby vê um caminhão de reboque estacionado e o usa como rampa saltando por cima da cerca do prédio onde havia o confronto.

- Eu adoraria brincar por mais tempo com vocês, mas eu preciso ir para o meu forte, abrir uma taça de champanhe, enquanto assisto Starling City ser purificada. – disse Damien usando a telecinese obrigando que o Arqueiro Verde, a Canário Branco e o Cidadão Gládio ficassem de pé imóveis.

- Eu vou deter você! – disse o Arqueiro Verde rangendo os dentes.

- Sério? – debochou Damien se pondo de frente ao Arqueiro e tirando uma flecha de sua aljava. - Você nem conseguiu impedir que eu matasse sua amiga Laurel Lance assim como não vai impedir que eu mate a Srta. Lance aqui igual a irmã e como é que você me diz que vai me deter?

- Capitã! – disse Nate, o Cidadão Gládio, nervoso ao ver Damien se direcionar a Sara que mantém o queixo mais duro que mármore, se ela ia morrer, ela não iria dar o gostinho de Damien ver seu medo.

- Damien, não ouse! – disse o Arqueiro Verde tentando se mover em vão.

- Por que não? – sorriu Damien afastando o braço para trás para apunhalar Sara com a flecha de Oliver, quando a porta que levava ao telhado é chutada e Ruby solta um grito potente contra Damien Dahrk que voa para onde tem umas vigas de construção.

- Laurel? – disse Sara não escondendo a empolgação de ver a “irmã” novamente.

- Traje super legal, Laurel. – elogiou Nate, já Oliver não diz nada, ele estava em choque por vê-la, mesmo sabendo de seu retorno através de Sara, mas ele apenas achou que era bom demais para ser verdade.

- Como... Como você está... Viva, Srta. Lance? – disse Damien com o ferro preso no peito, ele tenta sair em vão, porque aquele grito fez a viga entortar o deixando suspenso sem poder tocar os pés no chão.

- E por que eu não estaria? – debochou Ruby, enquanto caminhava em direção a Damien.

- Eu não sei, talvez porque eu te esfaqueei com a flecha do seu ex-namorado, mas não tem problema. Dessa vez, eu... – dizia Damien quando Ruby lhe deu outro grito potente, para impedir que ele movesse as mãos e usasse a telecinese nela.

Damien começa a gritar e Ruby caminha com o corpo inclinado para frente, enquanto gritava, qualquer deslize e era ela que sairia voando. Os olhos de Damien começam a ficar vermelhos, seu rosto começa a escurecer devido aos rompimentos de veias que não suportavam a pressão do grito.

- Mas o que...? – disse Oliver vendo que a magia de Damien estava perdendo força.

- Christina Aguilera estaria com inveja. – comentou Nate vendo que o grito da loira estava se estendendo demais.

- Oliver, nós precisamos ajudá-la. – afirmou Sara percebendo a irmã começar a ficar sem fôlego quando todo o corpo de Damien escureceu e então Ruby parou de gritar.

- Laurel? – disse Oliver vendo a loira respirar ofegante, ele agora podia se mexer e isso só significava uma coisa. Damien Dahrk estava morto.

Ruby se vira de imediato para os três, dá seu melhor sorriso e diz:

- Oi, Ollie. – Oliver ainda estava desacreditado e vê-la caminhar em sua direção o deixou boquiaberto, aquilo realmente estava acontecendo, assim que ela está perto o suficiente, ele diz com os olhos ardendo com a formação de lágrimas:

- Eu vi você morrer.

- Eu sei, eu estava lá. – sorriu Ruby.

- Como que você está aqui? – disse Oliver tocando os ombros da loira para se certificar de uma vez por todas que ela era real e que ele não estava alucinando.

- Você não acreditaria se eu contasse... – disse Ruby abrindo um pequeno sorriso tocando o rosto de Oliver de forma doce e ele fechou os olhos, se esquecendo por um segundo que haviam helicópteros da imprensa os sobrevoando e filmando tudo.

Ele estava confuso sobre aquela demonstração de afeto da loira que o fez lembrar dos tempos em que eles eram namorados, mas Oliver não iria questioná-la, por receio de estar fantasiando coisas que nunca irão acontecer. Talvez ela apenas estivesse sendo gentil como sempre foi.

- Essa é minha segunda chance, Ollie. – disse Ruby praticamente sussurrando para Oliver que abriu os olhos e a loira se inclinou para próximo dos seus lábios e o beijou.

Ao sentir o toque dos lábios dela, automaticamente Oliver com a mão livre, pois a outra segurava o arco, agarrou a nuca de Ruby que se encolheu ao sentir um arrepio na espinha e logo rompe o beijo.

- Ollie, me desculpe... – disse Ruby encarando os olhos azuis do Arqueiro Verde.

 - Pelo o quê? Você não tem nada que se... – Oliver não chegou a terminar de falar quando Ruby golpeou a barriga dele com a karambit o pegando de surpresa. - Laurel? Por quê? – indagou Oliver segurando o pulso de Ruby que girava a karambit com prazer, enquanto com a outra segurava firme a cintura de Oliver impedindo dele se afastar.

- Porque você me assistiu morrer... Ou melhor, você assistiu Laurel Lance morrer. E agora, eu vou assistir você morrer. – disse Ruby mudando seu semblante e puxando a karambit de vez.

- Oliver! – gritou Sara assim que o viu cair de joelhos. - Laurel, o que você está fazendo? – Sara parecia furiosa com a “irmã”.

- Eu que pergunto o que você está fazendo, “heroína”? Você rouba o namorado da irmã, vira assassina e se proclama como Lenda? Só se for a Lenda da Vergonha Alheia... – debochou Ruby se afastando de Oliver e girando a karambit no dedo indicador.

- Laurel, seja lá o que Thawne fez com você. Nós podemos ajudá-la! – afirmou Nate dando uns passos a frente.

- Como assim Thawne? O que você estava fazendo com o Flash Reverso, Laurel? – indagou Oliver pressionando o ferimento.

- O Thawne invadiu a Waveryder e levou a Laurel. Eu ia te contar Oliver, mas a execução desse plano maluco do Damien me fez esquecer. – explicou Sara ao Arqueiro Verde e depois se vira para a irmã. - Laurel, seja lá o que o Thawne te disse. Ele é um mentiroso manipulador, basta olhar para tudo o que o Barry passou por causa dele. – argumentou Sara apontando em direção a Central City.

- Talvez o Thawne seja assim porque o Barry não foi honesto com ele da mesma forma que vocês dois não foram honestos no passado com a Laurel Lance. – contra-argumentou Ruby.

- Por que diabos você está falando de você mesma na terceira pessoa? – indagou Nate procurando uma lógica nisso.

- Porque... Eu me chamo Sereia Negra. E é meu dever ter empatia por Laurel Lance, uma vez que ela é tão bonita quanto eu. – brincou Ruby apontando para o próprio rosto.

- Laurel, pare com isso. Essa não é você! Eu não sei o que ocorreu no além, mas... – Ruby interrompe Oliver dizendo:

- No além? Ollie, você não ouviu nada do que eu disse? Tudo bem. – Ruby ergue as mãos. – Talvez eu deva aumentar um pouco o tom para que você ouvir melhor... – Ruby grita contra Oliver o arremessando contra a parede.

- Laurel! – gritou Sara correndo com o bastão em direção da loira e Nate fecha os punhos fazendo com que todo seu corpo virasse aço.

- Sara, você deveria ter ficado morta... – comentou Ruby puxando o fôlego e dando outro grito, mas Nate agarra o braço de Sara e a joga para o lado, fazendo a Canário Branco rolar no chão, enquanto recebia aquele grito potente a queima-roupa com os braços cruzados em frente ao rosto para se proteger.

- Nate! – gritou Sara ao ver um tinir vindo de Nate ficar mais forte até que ele volta ao normal e é arremessado contra uns sacos de cimento que tinham ali.

- Parece que agora é apenas eu e você, irmãzinha. – disse Ruby apontando para si e depois para Sara ao ver que Nate apagou. - Já que não se fazem mais homens de aço como antigamente...

- Eu não quero machucar você, Laurel. – disse Sara com o bastão abaixado, enquanto com a outra mão estava erguida para Ruby.

- Infelizmente eu não posso dizer o mesmo, Sara. – disse Ruby correndo em direção de Sara que apenas se manteve preparada. Ruby lança a karambit contra Sara que divide o bastão em dois e golpeia a lâmina fazendo-a desviar.

Ruby tenta acertar um soco no rosto de Sara que desvia para o lado, depois tenta de novo e Sara desvia para o outro lado. Ruby gira em torno de si para acertar um chute em Sara que corre para trás das costas da loira para fugir do golpe, mas Ruby apenas prolongou o giro ainda mais e tentou chutar o rosto de Sara que deu um mortal para trás desviando daquele ataque.

- Por favor, Laurel. Eu não quero lutar com você. – disse Sara sentindo o coração se despedaçar de todas as formas possíveis. Ela idolatrava Laurel e vê-la tão sombria era como dizer a uma criança que o Papai Noel não existe.

- Nesse caso, eu sinto em informar, mas... Você vai morrer. – disse Ruby fingindo uma carinha triste e depois tenta dar uma rasteira em Sara que dá um mortal para frente desviando do golpe.

- Não se eu puder intervir e te salvar primeiro. – disse Sara determinada observando Ruby de costas ainda abaixada.

- Ninguém te contou? – Ruby se ergue lentamente. - Eu não preciso ser salva, porque não há nada para ser salvado. – Ruby se vira revelando a karambit na mão e tenta cortar a barriga de Sara que desvia por pouco, depois tenta golpear a garganta de Sara que novamente desvia por pouco e se questiona o que diabos houve com sua irmã.

Ruby tenta golpear a costela de Sara que usa o bastão para defender e em contra-ataque, Sara atingiu o rosto de Ruby com o bastão, fazendo a loira cambalear para trás. Ruby balança a cabeça fazendo o cabelo sair da frente de seu rosto e parte pra cima de Sara com tudo, buscando golpear Sara com a karambit de todo jeito.

Assim que ela viu que Sara estava confortável em esquivar daqueles golpes, Ruby saltou e tentou chutar com a perna esquerda a barriga de Sara que quase não consegue defender aquele golpe com o bastão, mas aquele chute que Ruby deu, apenas serviu para desestabilizar a loira e pegar impulso, porque o segundo chute que ela emendou ainda no ar acertando o queixo de Sara, esse sim, era pra valer.

Ao sentir o impacto do chute em seu queixo, Sara praticamente voou e se chocou de costas violentamente no chão. Sara não sabia como ainda estava consciente, ou melhor, como ela estava viva após aquele golpe que poderia facilmente ter quebrado seu pescoço, o fato de lutar com Laurel a fez baixar a guarda demais. Porém o que era mais assustador nisso tudo, era a Laurel realmente estar tentando matá-la sem nenhum remorso.

- Laurel, por favor... – disse Sara tossindo e tentando se levantar, apesar de tudo, Sara ainda esperava que sua irmã parasse, desse uma desculpa para aquela loucura e depois tomassem sorvete de baunilha juntas como antigamente.

- Cala a boca e levante ou vou chutá-la até a morte. – disse Ruby dando um chute com toda força de sua perna no tórax de Sara que chocou as costas novamente no chão.

- Eu me recuso a lutar com você, porque isso não faz sentido. Você é minha irmã! Você é minha família, Laurel! – disse Sara erguendo a voz na última parte e soltando os bastões em rendição, enquanto os olhos começavam a lacrimejar.

- Bem, você é quem sabe, afinal... O funeral é seu. – disse Ruby dando de ombros e depois dando outro chute forte contra a barriga de Sara que cai no chão mais uma vez.

 - Laurel... – disse Sara com a respiração arfante tendo dificuldades em se levantar e Ruby a interrompe dizendo entediada:

- Laurel, Laurel, Laurel, você parece até um disco arranhado. – Ruby começa a rondá-la e abre um sorriso. - Olhe só para você... Você é mais patética do que a Sara da minha Terra.

- Eu entendi. Você apenas está tentando me ferir, me convencer a acreditar que essa versão sombria é a nova você... – dizia Sara não aceitando aquilo e Ruby mais uma vez a interrompe dizendo:

- Sara, não existe uma nova eu. É apenas eu. E estarei bem melhor sem estar cercada por pessoas hipócritas. – Ruby se lembrou de Sam, Bela, Dean e Cas ao citar esse trecho final. - Chega de conversa, é hora de voar através do túnel, passarinho. – Ruby agarra o cabelo de Sara e ergue a mão que segurava a karambit para golpeá-la fatalmente, antes que Sara pense em reagir, alguém grita para Ruby:

- Parada! Largue a faca e vire-se lentamente ou irei atirar!

Ruby franze o cenho ao reconhecer aquela voz e ao virar o rosto, ela sente seu coração gelar ao ver que era ninguém menos que seu pai.

- Isso... Isso não pode ser real. – disse Quentin com a arma tremendo ao ver Ruby. Ele mal conseguia olhar para ela, enquanto seus olhos lacrimejavam.

- Oi, pai. – disse Ruby sentindo um nó se formar em sua garganta, mas mesmo assim ela força um sorriso. - Eu te garanto que eu sou real. – A voz de Ruby quase tremeu igual a do seu pai, mas ele se conteve.

- Laurel, largue a karambit. Nós só queremos levá-la para casa, nós sentimos sua falta. Nós precisamos de você? – disse Sara tocando no pulso de Ruby que se esquivou e soltou os cabelos de Sara.

- Baby... É mesmo você? – questionou Quentin deixando as lágrimas rolarem, os olhos de Ruby também começam a arder e ela afirma elevando o tom de voz alto para Sara dizendo:

- Eu já disse que não há nada para ser salvo. – Ruby dá as costas e corre para a beirada daquele prédio e salta.

- Laurel, não! – gritou Sara correndo até a borda do prédio e Quentin faz o mesmo ao chegar a dois terços do prédio em queda-livre, Ruby grita contra o solo para amortecer e reduz o tom até que seus pés toquem o chão sutilmente.

Ruby ergue a cabeça e olha para o alto do prédio vendo o sósia do seu pai e de sua irmã adotiva a observarem. Ela esfrega os olhos, monta na moto, coloca o capacete e dá a partida, acelerando a moto para ir embora dali o mais rápido possível.


Notas Finais


Será que o plano do Dean vai dar certo?
Será que a Batgirl é um morceguinho de estimação treinada pelo Batman? kkkkkkkkkk
Será que Ruby vai conseguir encontrar a "Selina Kyle"?
Não percam sexta, no Globo Repórter. kkkkkkkkkkk

Run Sammy, Run! Porque não vai ser a última vez que a Ruby ficará toda serelepe pro lado do Arqueiro Esmeralda.


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