1. Spirit Fanfics >
  2. Which his side? >
  3. Moth Into Flame

História Which his side? - Capítulo 93


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo, desculpe a demora para postar, mas ainda estou tentando me adaptar ao novo horário. Enfim, espero que gostem. Boa leitura xoxo

Capítulo 93 - Moth Into Flame


Fanfic / Fanfiction Which his side? - Capítulo 93 - Moth Into Flame

Lebanon, Kansas.

Após os eventos de New Canaan, com muito esforço, Ruby e Sam conseguiram convencer Dean a atravessar com o Impala o portal interdimencional diretamente para o bunker e assim poupar tempo de viagem e gasolina, enquanto Bela só mantinha o foco em uma coisa, a pequena fortuna que ela encontrou no cofre de Bunny Lacroix.

Assim que eles chegaram no bunker, Bela foi imediatamente para a sala de estratégias contabilizar o dinheiro, já Sam foi colocar as roupas sujas na máquina, enquanto Dean foi calibrar os pneus do Impala para não pender os aros e Ruby foi ao banheiro tomar banho.

Fazia quase quinze minutos que Ruby estava debaixo do chuveiro lavando o cabelo pela terceira ou quarta vez seguida. Ela estava sofrendo de ansiedade, afinal, já era o sétimo dia após a venda de sua alma e ela só tinha mais três semanas para matar Abaddon e descobrir uma forma de livrar Dean do fardo da Marca de Caim.

Novamente Ruby pega o xampu para colocar no cabelo, mas então sente sua cintura ser envolvida pelos braços de Sam que comenta sorrindo em seu ouvido:

- Acho que seu cabelo já está mais do que limpo, Ruby. — Sam deposita um beijinho demorado no pescoço da loira que estremeceu. - O que te incomoda?

- Walter White. — mentiu Ruby respondendo de imediato, erguendo a cabeça para deixar a água cair em seu rosto e assim não ter que olhar para o moreno.

- Walter White? O cara de Breaking Bad? Ruby, é sério. Eu sei que algo está te incomodando, porque você sempre tenta evitar contato visual e... — Sam segura a cintura dela gentilmente e a vira para si. - Você franze a testa. — Sam toca com a ponta do dedo na testa da loira que franze e diz:

- Eu não estou franzindo a testa.

- Franziu agora. – sorriu Sam.

Ruby bufa.

- E então quer me contar o que está acontecendo? – perguntou Sam.

- Eu já disse. – rebateu Ruby.

Sam faz uma cara de quem não acredita.

- Sam escuta. Eu estou falando sério. Tipo... — Ruby pensa rápido, apesar de estar surpresa por Sam conhecê-la tão bem. - Eu sempre preferi o Pinkman, mas agora... — Ruby bufa. - Eu entendo o por quê o White ficou tão "babaca". — Ruby começa a serpentear a ponta dos dedos sobre o peitoral de Sam pra distraí-lo impedindo que percebesse que escondia algo. - Ele estava morrendo e cada segundo era crucial pra ele. – Ruby meio que se identifica com Walter White.

- Aonde você quer chegar? — perguntou Sam não gostando muito daquela conversa.

- Bem... — Ruby olha de relance para os olhos de Sam, mas logo volta a encarar seu peitoral, pois assim sua consciência pesaria menos ao omitir a verdade sem encarar seus olhos. - Talvez eu seja um Walter White, talvez eu esteja sendo egoísta e usando a desculpa de que faço o que faço pelo bem maior.

- Do que você falando? — perguntou Sam franzindo o cenho e segurando o queixo dela para fazê-la olhar pra ele.

Ruby respira fundo.

- Cheryl e Hope. — disse Ruby com um olhar melancólico. - Você tinha razão. Eu não tinha o direito de apagar as memórias dela, só porque isso seria mais fácil pra mim. Como o lance do Walter deixando a namorada do Jesse morrer, porque era mais prático. É por isso que... — Ruby fecha o chuveiro. - Eu preciso ir pra Albuquerque. Pra consertar tudo.

- Então eu vou com você e... — Sam se prontifica depositando as mãos sobre os ombros de Ruby e massageiando. -... Não há nada que você faça ou diga que irá me convencer do contrário.

- Eu contava com isso. — Ruby força um sorriso. - Uma vez que não posso mais fazer magia. — disse Ruby meio bolada para Sam que estica o braço e abre o chuveiro novamente. Ruby ergue uma sobrancelha e ao tentar questioná-lo, ele a beija, enquanto a água cai sobre eles dois. Eles continuam por um tempo e Sam rompe o beijo dizendo:

- Isso é pra lembrá-la que você não é nada parecida com o White. — Ruby aprecia o comentário e depois questiona cheia de segundas intenções:

- Tem certeza? — Ela começa a deslizar as unhas pelo ventre de Sam que se arrepia todo e quase engasga. ‐ "Diga meu nome".

Enquanto isso, Dean sai da garagem e vai para a sala de estratégias se deparando com Bela sorridente contando dinheiro. Ele a observa por um tempo e vê ela uma vez ou outra puxar e colocar o lápis grafite atrás da orelha sempre que anotava no papel.

- Como você consegue ser sexy até contando dinheiro? — perguntou Dean se escorando na mesa de mapas se pondo ao lado de Bela.

Bela apenas sorri ainda contando o dinheiro.

- 60 mil. — Bela puxa o lápis e anota no papel. - Invés de tentar me seduzir por que não me ajuda a separar uns bolo de dinheiro de 10 em 10 mil? — disse Bela apontando para o dinheiro já contabilizado e entregando um bolo para ele.

- Espera... Isso é euro? — Dean analisa o dinheiro. - Isso não serve em nosso país.

- Não, mas é por isso que existem casas de câmbio para trocar esse dinheiro em dólar. E no momento, temos quase 70 mil dólares. — revelou Bela pegando mais um bolo para contar.

- Tudo bem. Eu ajudo, mas o que ganho em troca? — disse Dean puxando a cadeira e se sentando ao lado de Bela encarando seu perfil.

- Uma gratificação. — sorriu Bela para Dean que sorriu de volta. Pois no vocabulário de Bela, gratificação era sexo selvagem, pelo menos foi o que Dean entendeu quando a salvou de Furcifer.

Bela continuava a contar e Dean enrolava os bolos de 10 mil euros empolgado mal podendo esperar para ganhar sua gratificação.

- 96, 97, 98, 99... 165.000. — arfou Bela cansada de tanto contar, mas sua máquina de contabilizar havia ficado no Queens. A ladra relaxa na cadeira e Dean rapidamente enrola o último rolinho.

- Tudo finalizado. — Dean joga o rolinho sobre a mesa e se levanta. - Agora é hora de se mostrar “grata” pra mim, amor. — Ele se põe atrás de Bela e massageia os ombros dela como se a ajudasse a fazer um aquecimento, Bela curte a massagem e depois Dean vira a cadeira dela para si e Bela o observa com um sorriso divertido no rosto e questiona:

- O que você está fazendo, Dean?

- Pegando minha gratificação por te ajudar, o que mais seria? — perguntou Dean encarando os lábios de Bela pronto para beijá-la, mas Bela pega quatro rolinhos de 10 mil e bate no peitoral de Dean.

- 40 mil euros. 10 mil para cada letra do seu nome. — Dean olha confuso para os rolinhos os segurando e depois para Bela. - Sinta-se "gratificado". — debochou Bela virando a cadeira de costas pro loiro para recolher os rolinhos de dinheiro.

- Amor, eu pensei que a gente ia... — Bela o interrompe dizendo:

- Fazer sexo selvagem até quebrar a cama? — Dean meneia a cabeça confirmando. - Dean, nós já tivemos nossa "lua de mel" e não acho mais necessário ter que seduzir você, afinal, Ruby não precisa mais se esconder. — disse Bela rindo, enquanto guardava os rolinhos dentro da bolsa da Louis Vutton que ela também roubou da Bunny Lacroix.

- Conversa fiada. Você sempre nos enganou sem precisar me levar pra cama... — Dean vira a cadeira de Bela para si novamente e a ladra o interrompe o questionando mantendo o sorriso no rosto:

- E onde você quer chegar com isso?

- Que você... — Dean coloca uma mecha do cabelo da ladra atrás da orelha e desliza os dedos pela mecha até chegar no decote dela. - Gosta de ser a Sra. Winchester na cama. — Ele brinca com o botão da blusa da ladra. - Admita! — exclamou Dean puxando o botão bruscamente revelando uma parte do sutiã da ladra que fica boquiaberta momentaneamente, mas depois fecha a boca e sorri sem mostrar os dentes.

- Tudo bem. Eu admito. — Bela ergue as mãos em rendição e abotoa a blusa novamente. - Eu gosto de ir pra cama com você, de brincar com cada parte do seu corpo... – Bela desliza a mão na coxa de Dean que acompanha o movimento com os olhos. - Mas sabe o que gosto ainda mais? – Bela reduz o espaço entre seus rostos. - É de fazer sexo na banheira de hidromassagem, mas a sua deve servir...

Eles trocam olhares, Bela sorri  para Dean que entende o que tinha que fazer, rapidamente ele, joga os 40 mil sobre a mesa e corre para preparar a banheira. Bela dá uma risada discreta e recolhe o dinheiro guardando na bolsa.

 

- Hm... O que eu ia fazer agora? — indagou-se Bela batendo no queixo com a ponta do dedo indicador fingindo ter esquecido. - Ah! Lembrei. Eu ia botar o papo em dia com a Ruby.

Bela pega a bolsa e sai atrás da amiga deixando propositalmente Dean de molho na banheira. Ao chegar no quarto de hóspedes que a loira costumava ficar no bunker, Bela se depara com Ruby fazendo as malas.

- Pra onde você está indo? — perguntou Bela curiosa.

- Oi Bells. — disse Ruby sorrindo brevemente para a amiga. - Eu estou indo para Albuquerque, mas não se preocupe é jogo rápido. Só preciso ir lá consertar um terrível engano e voltar. — Ruby fecha a mala rapidamente.

- Que engano? E espera... Albuquerque não foi onde você matou o cunhado satanista? — indagou Bela fazendo uma careta indo se sentar na cama e encarando a loira que agora começou a suar frio. - Você está bem?

- Eu... — Ruby quase gagueja e Bela percebe. - Não. Eu não estou bem. — admitiu Ruby sem olhar para a ladra se sentando ao seu lado. - Eu não sei o que eu tinha na cabeça para achar que apagar as memórias da Cheryl e da Hope era o certo a se fazer...

- E o que era o certo a fazer? Deixar elas serem alvos de demônios e todas criaturas sobrenaturais que querem vingança? Porque Ruby, de qualquer maneira você não iria poder ter contato com elas. E o que você fez, foi um presente. Ou você prefere que elas sofram achando que você é como daqueles casos deprimentes de gente desaparecida sem desfecho? — perguntou Bela colocando a bolsa da Louis Vutton de lado.

- Óbvio que não, mas isso não me dá o direito de sair mexendo com as memórias de ninguém... — disse Ruby indignada consigo mesmo.

- Ok. Então boa sorte, afinal, o funeral é seu. Ou melhor da Cheryl e da Hope. — Bela disse um pouco frustrada. - Mas só pra constar, pra mim, o que você fez pra proteger as duas, foi heroico. Colocar o bem estar do próximo acima dos seus próprios interesses é... – Bela reflete um pouco. - Muito heroico. — disse Bela sorrindo um tanto orgulhosa da amiga que segura seu pulso a detendo e questiona com um brilho de esperança nos olhos, pois ela queria muito desabafar sobre o pacto:

- E se eu fizesse algo do tipo com você. Você... Aceitaria de boas?

- Provavelmente eu dedicaria as primeiras 24h após o seu ato tentando te matar. — Bela dá um tapinha na perna de Ruby que sorri achando que era brincadeira, mas Bela continua. - Daí depois nas 48h seguintes, eu contrataria alguém para te matar. De preferência um mercenário experiente. — Ruby agora não tem tanta certeza se Bela estava brincando ou não, pela tamanha naturalidade que a ladra falava. - Depois quando chegasse no marco de 72h, eu ofereceria um prêmio pela sua cabeça, mas no final das contas eu entenderia. — sorriu Bela vendo Ruby boquiaberta.

- Certo... — Ruby tira a mão de Bela de sua coxa. - Obrigada pela sua opinião sincera, mas agora eu realmente tenho certeza de que preciso ir pra Albuquerque consertar minha burrada. — disse Ruby levantando da cama.

- Ruby... Eu estava brincando, tá? — disse Bela se levantando para detê-la. - Apenas deixe a Cheryl e a Hope continuarem a viver em paz, porque se você for e desfazer o que fez... — Bela reflete com mais clareza e questiona desconfiada. - Um segundo! Por que raios é tão importante para você desfazer isso? Você nem se lembrava mais da Cheryl e da Hope e agora do nada, você quer "consertar" as coisas?

- Porque... — "Talvez isso amenize minha punição no inferno, já que vendi minha alma?!", exclamou Ruby mentalmente. - É antiético. — desconversou Ruby encolhendo os ombros.

- Antiético? — Bela ergue uma sobrancelha. - Ruby, você salvou a Cheryl de continuar casada com um psicopata e salvou a Hope de ser sacrificada por um pai satanista. — Bela puxa Ruby para encará-la. - Eu daria toda minha fortuna e até mesmo um braço pra te conhecer na época da minha adolescência e assim... — Bela não consegue dizer e apenas desvia o olhar para baixo, mas Ruby entendeu perfeitamente que a amiga iria se referir aos abusos que sofreu do pai.

- Bells... — disse Ruby a abraçando forte mesmo sobre os protestos da ladra que rola os olhos, mas depois retribui o abraço. Elas permanecem assim por um tempo.

- Acho que já completamos a cota de abraços por hoje... — disse Bela dando tapinhas leve nas costas da loira para soltá-la.

- Só mais um pouquinho, porque você é muito abraçável. — disse Ruby deitando a cabeça no ombro da ladra e fechando os olhos. Ela queria muito desabafar, mas como ela faria isso sem quebrar o coração de amiga?

- Uhm... — murmurou Bela fingindo odiar, mas logo apoia o queixo no ombro da amiga e também fecha os olhos.

Ruby sorri ao ver que Bela também estava apreciando o abraço e diz:

- Bells, sempre lembre que eu nunca estarei muito longe. - Ruby não sabia se conseguiria dizer a verdade a Bela, então ela apenas deixa essa frase escapar, quando o relógio de Ruby abre um holograma da Caitlin Snow dizendo:

- Ruby, nós precisamos de... — Caitlin vê Ruby e Bela se abraçando, mas as duas rapidamente se desvinculam. - Espero não estar atrapalhando nenhum momento fofo e extremamente fraternal...

- Não está. Eu só estava... — Bela interrompe Ruby e diz debochada:

- Completando a cota diária de abraços, porque é isso que os ursinhos carinhosos fazem. Eles abraçam como se não houvesse amanhã.

Ruby sorri porque adorava aquele apelido, mas depois se foca e questiona:

- Caitlin, aconteceu algo?

- Sim. Grodd está na cidade e... — Cisco aparece tomando a frente de Caitlin e diz:

- O Barry tomou o maior pau. Resumindo... Central City precisa da Canário Negro!

- Barry Allen? — indagou Bela atônita e Caitlin confirma, enquanto Ruby dizia:

- Eu adoraria aju... — Bela interrompe Ruby dizendo empolgada:

- Nós vamos estar lá! Pode dizer ao Flash que pode contar com a gente pro que precisar!

- Bells? — indagou Ruby surpresa e totalmente confusa.

- Menos papo e mais couro preto, Canário Negro! Porque o Flash precisa de nós! — disse Bela quase não contendo a empolgação segurando Ruby pelos ombros.

[...]

- E quanto à Albuquerque? — perguntou Sam largando a mala sobre a mesa de mapas. Ele já tinha feito uma programação mental para ficar a sós com a loira assim que resolvessem o problema da memória de Cheryl e Hope.

- É jogo rápido. Só vou dar alguns gritos no Grodd e estarei de volta antes que você diga "Heisenberg". — brincou Ruby relembrando do banheiro, enquanto se alongava.

- Eu já estou pronta. — disse Bela segurando uma tigela, enquanto usava um vestido preto de mangas compridas que dava ainda mais elegância à ladra.

- Pronta pra quê? — perguntou Dean entrando na sala de estratégias e cruzando os braços mal humorado por Bela não ter aparecido no banheiro.

- Pra conhecer Barry Allen, o Flash. — disse Bela animada. - Espero que ele goste das bananas caramelizadas que fiz.

- O quê? Você fez bananas caramelizadas pra um cara que nem conhece? — indagou Dean piscando os olhos.

- Não, é um cara qualquer. É o Barry. O velocista escarlate. E além do mais todo mundo o conhece. — rebateu Bela sorrindo.

- Enfim, vejo vocês mais tarde. — disse Ruby abrindo o portal, mas Sam protesta se recusando a ficar para trás:

- Nós vamos com você para a Terra do Flash e isso não é uma discussão. — Sam puxa Dean para dentro do portal sob protestos, pois sua conversa com Bela ainda não havia acabado.

Ruby e Bela se entreolham, dão de ombros e entram no portal logo atrás.

Terra-6.

Central City.

- Eu já disse que estou bem e não precisavam chamar a... — dizia Barry se levantando da maca, quando Ruby o interrompe aparecendo na porta da enfermaria do STAR Labs dizendo:

- Olá vermelhinho.

- Ruby! — exclamou Cisco empolgado indo abraçar a loira, mas rapidamente desistiu ao ver Sam, Dean e Bela. - O Exterminador!

Rapidamente Barry se levantou em um flash e agarrou Sam o empurrando contra a parede vibrando a mão como uma advertência para não tentar fazer nada.

- O que faz aqui, Wilson? — indagou Barry com a cara de poucos amigos.

- Wilson? Eu sou o Sam. Sam Winchester. Eu estou com a Ruby. — justificou-se Sam olhando abismado para o velocista.

- Ele é o Flash?! — disse Dean em choque, enquanto Bela parecia vislumbrada com aquilo.

- É. Ele é. E... — Ruby caminha até Barry e o separa de Sam. - Ele é amigo. Não o mercenário caolho mal humorado. Você não percebeu que ele tem dois olhos? — brincou Ruby apontando para Sam.

- Desculpe, Sam... É que ultimamente temos lidado com muita loucura e não dá pra bobear. Eu sou Barry Allen. — disse Barry estendendo a mão para um aperto.

- Sam Winchester. — disse Sam retribuindo. Caitlin vai cumprimentar Dean e Bela, enquanto Ruby foi logo falar com Cisco.

- Então, o que aquele macaco louco aprontou dessa vez? — disse Ruby querendo por logo a mão na massa e Cisco faz sinal para ela seguir até a mesa de comunicação e análise do córtex.

- O Grodd instalou uma antena e está controlando toda Central City telepaticamente, porém nossos dispositivos... — Cisco aponta para os fones no ouvido. - Não são resistentes o suficiente para bloquear as ondas emitidas e... — Ruby interrompe Cisco e completa:

- Você precisa do meu grito super sônico pra romper a barreira e derrubar a torre, certo?

- Eu senti falta de trabalhar com você, Ruby... — disse Cisco sorridente e assim que tocou no ombro da loira, ele suspirou ficando com o olhar congelado.

- O Cisco está vibrando a Ruby? — perguntou Bela empolgada e Barry junto Caitlin meneia a cabeça confirmando e se entreolhando.

- O que você quer dizer com vibrar...? — perguntou Sam desconfiado e um pouco enciumado.

- Não pense besteira, isso é uma habilidade dele. Ele pode vibrar objetos e pessoas acessando o passado ou o futuro. — advertiu Ruby quando Cisco voltou a si após um longo suspiro, depois respira ofegante.

- Porra! Não sabia que sua namorada conseguia fazer um cara "chegar lá" só deixando tocar no ombro dela. — cochichou Dean para Sam que fecha a cara.

- Cisco, o que você viu? — perguntou Caitlin já imaginando que não era coisa boa pela expressão do amigo.

- Pássaros batendo na janela igual aos filmes do Alfred Hitchcock. — mentiu Cisco, porque isso foi o que ele viu mais cedo, mas ao vibrar a loira, ele viu o bunker dos Winchesters cheio de assassinos e viu a loira cair de joelhos com a barriga sangrando antes de ficar toda desajeitada no chão com o olhar sem brilho.

- De novo esses pássaros? — perguntou Barry franzindo o cenho quando os monitores piscam e um portal se abre em portal em Central City e dele saiu vários gorilas como Grodd da Terra Primal.

- Esqueça isso! Vamos logo mandar esses macacos pulguentos pro buraco de onde veio. — disse Ruby mexendo no relógio para abrir o portal, mas em um piscar de olhos, Barry sumiu e depois retornou, o que foi evidenciado pelo frio rápido que a loira sentiu.

- Agora podemos ir. — sorriu Barry inocente apontando para o traje da Canário Negro que Ruby agora estava vestindo e a loira não pareceu gostar nadinha disso.

- Você trocou as roupas da Ruby? — perguntou Sam de cara amarrada lançando um olhar mortal para Barry.

- Eu... É que... Bem... — Barry coça a nuca sem graça após ver que não foi uma ideia boa vestir a Ruby. - Nossa, olha! O Grodd está tentando invadir a prefeitura. — desconversou Barry apontando para o telão e no segundo que Sam desviou o olhar, Barry sumiu com a Ruby e o Cisco.

Sam fica desacreditado e Dean zomba:

- Se eu fosse você, eu ficava de olho porque o cara é "ligeirinho".

- Só não é mais que a Bela. — rebateu Sam emburrado apontando com o queixo para a saída, Dean segue o olhar e vê a ladra sumindo nos corredores e sai atrás dela.

[...]

Barry distribui um combo de socos rápidos nos gorilas, enquanto Ruby dava gritos super sônicos e Cisco jogavam ondas vibracionais.

- É inútil. — disse Ruby prendendo a tonfa no cinto.

- Concordo. Precisamos de um plano ou nunca vamos alcançar a torre. — disse Barry parando ao lado da loira.

- Eu tenho um plano. — disse Cisco tirando os óculos com o comunicador. - Mas antes precisamos conversar, Canário Negro.

- Cisco? — chamou Caitlin preocupada e logo, os comunicadores de Ruby e Barry também são desligados.

- O que está acontecendo? — perguntou Sam se ponto ao lado da doutora e vendo que haviam perdido a comunicação com os três.

- Eles desativaram os comunicadores. — respondeu Caitlin verificando as imagens da câmera de rua.

- Por que eles fariam isso? — perguntou Sam olhando para o monitor se focando apenas em Ruby.

Caitlin apenas mexe os ombros sem saber responder.

Bela encontra a sala do cofre do tempo que tinha no STAR Labs e que Thawne gostava de usar quando começou a treinar o Barry, enquanto fingia ser o cientista Harrison Wells.

As luzes se acendem. Bela apenas vê o traje do Reverso em um vidral e um pilar na frente. Ela se aproxima com certo receio quando escuta uma voz atrás dela dizendo:

- Se eu fosse você, eu não mexeria isso. A última pessoa que tentou ver o futuro ficou mais insano do que o Nero.

Bela gira no calcanhar e encara a morena de cima a baixo e indaga reconhecendo o traje das HQs:

- Qual das duas você é? Nyssa ou Talia?

- Talia. — respondeu a morena entrelaçando as mãos sobre o ventre.

- Não que seja do meu interesse, mas o que uma pessoa como você faz no STAR Labs? — perguntou Bela com certo respeito, enquanto já imaginava que a assassina estaria atrás de Ruby, porém ela precisa ouvir de sua boca sem induzir as respostas, afinal, os assassinos da Liga eram expert em enganar.

- Pra falar a verdade, isso é totalmente do seu interesse. — Talia faz seu jogo de passos e Bela fica atenta. - E eu esperava que nossos caminhos se cruzassem.

- Por quê? — indagou Bela desconfiada a cada passo dado por Talia.

- Porque temos interesses comuns. Você se importa com a Bartlett como se compartilhassem o mesmo sangue e eu quero que meu pai permaneça morto definitivamente. — explicou Talia dando a volta atrás do pilar tecnológico.

- E como isso são interesses comuns? — questionou Bela não vendo ligação naquilo.

- Bartlett matou meu pai, mas ele sempre dá um jeito de retornar a vida e quando isso acontecer. A primeira pessoa que ele vai procurar será ela para obter sua vingança. — revelou Talia parando de frente a Bela. - Precisamos impedir isso.

- A Ruby matou o Ra's Al Ghul? — Bela estava chocada com a informação. - Então foi por isso que ela foi para Nanda Parbat? Para assumir a Liga?

Talia abre um sorriso zombador.

- Bartlett tentou me impedir de confrontar meu pai para vingar a tentativa de assassinato em Gotham, mas no fim, ela acabou sendo obrigada a matá-lo ainda que para isso, ela tenha usado minhas próprias mãos. — disse Talia encarando as mãos e depois olha para Bela. - E como gratidão, eu aceitei treiná-la em Nanda Parbat.

- Uhm... — Bela dá de ombros. - Talvez a gente tenha mais em comum do que pensamos... — Bela se identifica com o sentimento de desprezo que Talia tem pelo pai opressor. - O que você precisa, Talia?

Talia retira um papel do bolso e entrega para Bela que sorri e comenta:

- Listinha interessante.

- Pode obter isso? — indagou Talia.

- Claro, apenas me dê uma semana, mas... — Talia já ia se retirar e Bela comenta. - Ainda não negociamos o valor para obter cada item? — disse Bela balançando o papel.

- E não precisamos. Dê-me seu valor e eu pagarei, Talbot. — respondeu Talia sorrindo de lado, enquanto analisava Bela, compreendendo o por quê Ruby idolatrava e admirava tanto a ladra.

- Bom saber. — Bela sorri. - E mais uma coisa, como irei entregar os itens para você, porque algo me diz que você não quer a Ruby envolvida nisso, certo? — questionou Bela não sabendo se estava falando sobre Talia ou sobre si mesma. No final das contas, ela só queria proteger a loira.

- Bartlett não é a única que tem passe livre para pular de Terra em Terra. — disse Talia pegando um dispositivo que lembrava um controle de alarme de carro e abrindo o portal. - Enfim, te vejo em breve, Talbot.

Talia atravessa o portal e Bela encara a lista.

- Isso vai dar trabalho pra encontrar ainda mais com o Dean e a Ruby na minha cola... — disse Bela guardando o papel dentro do sutiã.

Enquanto isso, Dean andava pelo STAR Labs a procura da ladra quando ao decidir retornar para o córtex, ele a vê em frente a parede que era a passagem secreta para o cofre do tempo, mas ele não sabia disso.

- Amor, onde você estava? — perguntou Dean vindo na direção da ladra que sorri e mente:

- Apenas fui no banheiro e me perdi no caminho de volta.

- Por falar em banheiro... Você não esqueceu de nada não? — indagou Dean cruzando os braços.

- Não. Eu tenho certeza que dei descarga, fechei a torneira da pia e... — Bela balança a cabeça concordando consigo mesma. - Desliguei a luz ao sair. — desconversou a ladra contando nos dedos.

- Eu estou me referindo ao bunker, quando você mandou eu preparar a banheira, mas você não apareceu. — Dean aponta acusadoramente para Bela. - Eu tive que aliviar a tensão sozinho...

- Ah... Isso. Desculpa. — Bela coloca a mão no busto com cinismo. - Eu esqueci totalmente.

- Hum, é mesmo? — indagou Dean não acreditando em uma palavra da ladra.

- Não. — admitiu Bela. - Já que você insistiu tanto para eu ser sua esposa, então eu vou te dar a esposa, ou seja, eu determino quando iremos transar. Se não gostou, é só assinar a papelada do divórcio que eu deixei no seu quarto. — Bela disse sem nem bater a pestana e tentou dar as costas, mas Dean agarrou o braço dela e questionou:

- Que história é essa de "deixei a papelada em seu quarto"?

- Dean, eu perdi pra você no jokempo, casei com você, ajudei na resolução do caso em San Diego, tivemos nossa lua de mel e isso prova que cumpri todos os requisitos da nossa aposta, agora é hora de seguirmos com nossas vidas do jeito que era antes ou você achou que iríamos seguir o "roteiro" de eu, você, um filho e um cachorro? — indagou Bela debochada.

- Tudo bem, não precisa ser um cachorro. Pode ser um gato. Desde que ele não solte pelos no meu carro ou arranhe os bancos. — brincou Dean apesar de estar torcendo mentalmente para ela não trazer nenhum animal de estimação que pudesse estragar seu carro.

- Dean... — disse Bela entediada.

- Qual é, amor? Vamos ser francos. – Dean reduz o espaço entre seus rostos. - Eu sei que você não quer o divórcio e... – Bela o interrompe e completa quase roçando seus lábios no dele com um tom de deboche:

- Você vai me provar?

- Ah, eu vou sim. – disse Dean meio ambíguo agarrando os cabelos dela e puxando de leve apenas para fazê-la inclinar a cabeça de lado, enquanto encarava sua boca. - Eu vou... – Dean estava prestes a ceder a vontade de beijá-la, quando a porta do elevador se abre e Iris West-Allen, a esposa do Barry, entra.

- Bruce Wayne? – indagou Iris confusa e quase gaguejando, pois não imaginava ver o bilionário ali, pelo menos foi o que ela pensou.

- Dean e Bela Winchester na verdade. – disse Dean largando a ladra e apontando para si e para a britânica que já havia ido cumprimentar a jornalista.

- Bela Talbot. – sorriu a ladra para Iris.

- Bela Talbot? A famosa Bela Talbot que a Ruby tanto fala? – indagou Iris sorrindo desacreditada.

- Bela Talbot Winchester. Nós casamos. – disse Dean se pondo ao lado da ladra e passando a mão em torno dos ombros delas a puxando para perto de si.

- Oh, meus parabéns! – disse Iris estendendo a mão para cumprimentar Dean, mas Bela a impede dizendo:

- Na realidade, estamos nos divorciando. Aliás, o Cisco ainda está solteiro ou...?

Iris fica sem palavras e Dean imediatamente virou o rosto para Bela exigindo uma explicação.

- O que foi? É só uma pergunta inocente sem nenhuma segunda intenção. – Bela faz uma cara de sonsa. – Ou talvez tenha uma terceira ou quarta intenção... Ainda estou decidindo.

Dean começa a reclamar, enquanto Bela rebate com deboches e Iris comenta para si mesma rindo:

- Eles são exatamente como no seriado.

Enquanto isso...

 - Cisco, vamos apenas nos focar na invasão do "Planeta dos Macacos". — disse Ruby irritada tentando passar, mas Barry fecha sua passagem.

- Só depois que você contar o que você fez! — exigiu Cisco.

- O quê?! Você sonha com uns pássaros batendo no vidro e acha que tem a ver comigo só porque aparentemente sou a Canário Negro, um pássaro? — indagou Ruby revoltada.

- Parece bem lógico pra mim. — afirmou Barry balançando a cabeça.

- Pra mim não, porque pode ser qualquer um. Pode ser uma premonição para o Asa Noturna, a Mulher-Gavião ou até mesmo o Gavião Negro... — desconversou Ruby.

- Sério? Então porque eu te vi morrer no bunker? Por isso, eu te pergunto mais uma vez, Ruby. O que você fez e o que está escondendo de nós? — questionou Cisco cutucando o ombro da loira insistentemente.

- Se vocês não vão fazer nada para impedir o Grodd, eu vou. — disse Ruby ignorando os dois e dando as costas, mas Cisco agarra o braço da loira com as duas mãos para vibrá-la e quando ela furiosa ia lhe golpear, Barry usa sua super velocidade e rende a loira, porém acaba também vibrando junto com Cisco.

"- Isso é Buenos Aires? — indagou Cisco reconhecendo o lugar pelo cartão postal.

- Cisco, olha! — disse Barry dando uma cotovelada no braço do amigo ao ver a Ruby do passado beijar o Crowley numa encruzilhada.

Ruby usa o grito super sônico para impedir que os dois vissem aquilo, mas de nada adiantou. Aquilo era uma memória e não podia ser alterada.

- Pare de fuçar minha mente! — gritou Ruby se virando para Cisco e Barry prestes a dar um grito super sônico neles quando de repente, eles se encontraram no bunker que estava cheio de assassinos da Liga.

Ruby esquece Barry e Cisco ao ver Ra's Al Ghul de joelhos perante a Ruby do futuro.

- Por que Ra's Al Ghul está aqui? Ele não havia morrido? — indagou Barry confuso e Cisco não podia estar de outra maneira, mas também ambos estavam desacreditados que Ruby vendeu a alma.

Ruby olha para trás e vê Nyssa quase implorando para que Ra's se rendesse e ao seu lado Talia estava de joelhos rendida por dois assassinos que haviam a acorrentado dos pés à cabeça.

A Ruby do futuro diz algo a Ra's que eles não puderam ouvir e ergue a espada, mas Ruby sabia o que havia dito era em árabe, a visão dá um salto temporal breve e Ra's agora estava inerte no chão.

Novamente a visão dá outro salto temporal e eles escutam Bela dar um grito tão agonizante que Ruby teve que tapar os ouvidos e virar as costas atormentada quando a Ruby do futuro depois de cair sobre os joelhos ficou inerte deitada no chão e Sam empurrou os assassinos desesperado a abraçando aos prantos."

- Eu não acredito que você vendeu a alma... — disse Barry indignado a agarrando pela jaqueta. - O que vai... — Ruby o interrompe dizendo quase gritando:

- Eu sei! Eu sei! Eu não deveria ter feito isso! "Ruby, como você acha que a Bells, o Sam e o Dean vão ficar quando souber?". Eu sei porra! Eles vão... Eles vão... — Ruby aperta os olhos. - Eles vão ficar destruídos e com certeza não vão me perdoar, mas... — Ruby tira a máscara da Canário Negro e a encara. - Não se pode fugir do destino por mais que você se recuse, esperneie ou tente barganhar. Laurel é a prova disso, assim como eu.

Ruby larga a máscara, mas Cisco rapidamente a pega antes de cair no chão.

- O final é o mesmo. — disse Ruby fechando os punhos sentindo raiva de si mesma.

- Não precisa ser. — Barry larga a jaqueta dela e coloca a mão sobre o ombro da loira. - Você tem pessoas que não só se importam com você, mas que também podem te ajudar.

- É, Ruby. Até os heróis um dia precisam ser salvos, mas pra isso, eles tem que querer. — disse Cisco oferecendo a máscara da Canário de volta pra Ruby que apenas a encara. - Vamos lá, Ruby! Você sabe que ama ser a Canário.

- Droga. Vocês dois são tão chatos. — disse Ruby pegando a máscara emburrada com relutância e a recolocando.

[...]

- Estou ficando tonto só de olhar. — disse Dean vendo o Barry correr em círculos carregando Ruby até fazer uma miragem de vários Barry e várias Ruby dando o grito da Canário, pelo menos era o que parecia para a óptica, pois o fato era que Barry estava correndo tão rápido que realmente ele e Ruby estavam em todos os lugares ao mesmo tempo daquele círculo.

As ondas sonoras emitidas pela loira faziam os gorilas voarem e Cisco rapidamente abria os portais de volta para a Terra Primal.

Sam estava em choque por contemplar a loira trabalhando com o Flash. Uma coisa era ler as HQs, outra coisa era ver o próprio Barry correndo mais rápido que a velocidade da luz carregando a loira para combater os gorilas falantes.

- Com certeza essa é uma das ideias do Cisco. — sorriu Caitlin vendo os gorilas sendo sugados pelos portais abertos por Cisco até sobrar apenas Grodd.

- Acabou pra você, Grodd. — disse Barry fazendo pose de super herói com o peito estufado.

- Eu apenas estou... — dizia Grodd e Ruby correu desesperada para a lata de lixo e vomitou. - Começando...

- Vocé está bem? — perguntou Barry coçando a nuca, enquanto Ruby embrulhava o estomago.

- Eu não sou acostumada a ser carregada... — Ruby vomita de novo. - Em círculos...

- Vocês macacos pelados são tão patéticos... — disse Grodd meneando a cabeça e Ruby ergue o rosto revoltada e protesta:

- Não ouse nos comparar a sua espécie seu chimpanzé!

- Eu sou um gorila! — rebateu Grodd irritado.

- Quem liga? No final das contas, chimpanzés, micos, orangotangos, gorilas são todos macacos comedores de... — Ruby sente o quente subindo e novamente vomita. - Bananas...

Grodd fecha os punhos furioso e corre em direção à loira, mas Barry corre em sua direção e lhe dá um soco super sônico, enquanto Cisco abriu o portal para a Terra Primal.

- Time Flash um, Time Grodd zero. — comemorou Cisco.

- Cadê a Ruby? — perguntou Barry olhando para todos os lados até que nota a loira falando com o sorveteiro que lhe dá um picolé de tamarina e depois tira foto com o sorveteiro. - Ela não estava mal do estomago?

- Bem, tamarina é uma fruta azeda e talvez a ajude com o estomago. – disse Cisco dando de ombros.

[...]

Ruby estava na varanda do STAR Labs saboreando seu picolé de tamarina, enquanto Dean, Bela e Sam estavam socializando com Caitlin, Cisco, Iris e os recém-chegados Harrison Wells e Joe West, o pai de Iris e sogro de Barry.

- Você deveria passar uns dias com o pessoal aqui, Ruby. — disse Barry se pondo ao lado da loira que olha para o moreno. - Claro que depois que você resolver o lance da alma.

- Eu já disse que vou contar a verdade à eles quando retornamos pra casa. — Ruby olha por cima dos ombros para os amigos. - Eu não quero estragar a noite deles. Eles parecem felizes. — Ela sorri fraco.

- Apenas não espere demais pra contar. — advertiu Barry dando uma última olhada no céu. - Por que você não vem e se junta a nós?

- Eu vou daqui a pouco. Deixe eu só terminar isso. — disse Ruby apontando para o picolé e Barry concorda.

Bela que escutava Dean contar à todos empolgado como conseguiu casar com ela observa Barry e Ruby. Alguma coisa estava acontecendo com certeza, afinal, Ruby não era o tipo que se isolava e sim, do tipo que adorava estar cercada por todos.

Barry deixa Ruby e imediatamente Bela se levantou indo ter com a amiga.

- Desembucha. Eu sei que algo de errado está acontecendo. — exigiu Bela virando a loira pra si.

- Você tem razão. — Ruby bufou. - Não faz sentido, eu restaurar a memória da Cheryl e da Hope. Restaurar não apaga o fato de que brinque com a mente delas... É melhor deixar como está. — desconversou Ruby abraçando o próprio corpo tentando evitar ter que falar sobre o pacto pelo menos por enquanto. A loira esperava a hora certa.

- Não que eu esteja reclamando, mas por que mudou de ideia? — perguntou Bela desconfiada.

- Vestir o traje da Canário Negro e lutar ao lado do Flash e do Vibro me trouxe uma certa perspectiva. Fazer escolhas difíceis faz parte do lance de ser herói e... Obrigada pelos conselhos de hoje mais cedo. — disse Ruby dando um soquinho no ombro da amiga. - E por falar em heróis, tem um em especial que eu quero muito apresentar a você, Bells. Inclusive eu até prometi a ele que faria isso.

- Se estiver falando do Batman, saiba que já o conheço e prefiro manter distância, porque você sabe né? A Mulher-Gato gastou todas as vidas com ele e eu só tenho uma e não pretendo arriscar. — comentou Bela com certo receio.

- Sua boba, o herói que me refiro mora em Starling City e... Não estou falando do Batman Verde. — brincou Ruby ajustando o relógio.

- Não? Então que outro herói mora em Starling City além do Arqueiro Verde? — indagou Bela no mesmo instante que Ruby abriu o portal e a puxou ouvindo os protestos dos Winchesters que tentam correr atrás delas, mas o portal se fecha.

- O que rolou? — perguntou Barry vindo com uma bandeja cheia de tigelinhas com mousse de abacaxi.

- Como que você é o cara mais rápido do mundo, se não consegue chegar a tempo de impedir a Ruby e a Bela sumirem no portal? — perguntou Dean irritado.

- Dean... — repreendeu Sam mesmo estando indignado porque a loira sempre fazia isso.

- Relaxe, a Ruby ainda está com o traje da Canário Negro. Logo, ela ainda está com o comunicador que tem um rastreador e... — dizia Cisco mexendo no tablet. - Voilá. Nossa Canário está em Starling City. Na casa do Quentin, o pai dela.

- Beleza. Eu vou trazer todos pra cá. — disse Barry entregando a bandeja pra Dean.

- Barry, filho. Melhor não... — disse Joe West em vão, porque Barry sumiu num piscar de olhos e depois retornou com os três. Ruby, Bela e Quentin.

- Mais que diabos, Barry? — disse Quentin se apoiando nos joelhos e respirando fundo para passar o enjoo.

- Desculpa, os Winchesters estavam preocupados com elas e... — dizia Barry, mas Quentin o interrompe indagando:

- Winchesters? Aqueles Winchesters que... — Quentin olha para os rapazes e supõe. - Slade Wilson e Bruce Wayne são os Winchesters da sua Terra? — Quentin olha para Ruby que apenas meneia a cabeça.

- Você é o pai da Ruby, digo, Laurel? — perguntou Dean se corrigindo rapidamente.

- Sim... E qual Winchester é você? — perguntou Quentin sem saber o que pensar.

- Xiiii... — disse Joe desviando o olhar não querendo nem ver a reação do Capitão de polícia da SCPD ao descobrir que a sósia da Laurel estava de caso com o sósia do Exterminador.

- Eu sou o Dean e esse é meu irmão Sammy. — disse Dean apontando para si e depois para o irmão.

- Oi senhor Lance. É um praz... — Quentin interrompe Sam e corrige:

- Capitão Lance.

- Capitão Lance. — Sam se corrige um tanto nervoso e meio sem graça, enquanto Bela aperta os lábios para segurar o riso. - É um prazer conhecê-lo. — disse Sam se levantando e estendendo a mão para Quentin que apenas olha, quase como se tivesse sido ofendido.

- Eu preciso de uma bebida. — disse Quentin deixando Sam no vácuo e Joe West se levanta e cochicha para todos:

- Melhor eu ir com ele.

- Eu vou na dispensa procurar uma pá pra enterrar minha cabeça no chão. — disse Cisco também se retirando.

- Eu vou pegar mais mousse. — disse Caitlin se retirando mesmo estando com o pratinho do mousse cheio.

- Parabéns rapazes, vocês são uns idiotas. — disse Ruby olhando para Barry e os Winchesters.

- Mas o Cisco foi quem te rastreou. — disse Barry jogando a culpa no Cisco.

- Eu sou apenas o informante, o Barry é o sequestrador. Não eu. — gritou Cisco do corredor e Barry faz uma careta.

- Certo. — disse Ruby dando as costas e indo atrás de Quentin.

- Bela primeira impressão com o sogrão não é, maninho? — zombou Dean.

Sam apenas se senta e esconde o rosto atrás do copo de cerveja.

- Poderia ser pior. O Sam poderia ir parar na cadeia, afinal, o Quentin é o Capitão do Departamento de Polícia de Starling City e o Sam é o sósia do Slade Wilson. — debochou Bela se sentando em frente e Dean se desloca saindo da cadeira para sentar ao lado da ladra no sofá.

- E como ele não prendeu você? Afinal, você é a sósia da Selina Kyle, certo? — indagou Sam estreitando os olhos. - Sem falar que vocês duas são ladras.

- O que posso dizer? A Ruby é meu passe livre. — disse Bela dando de ombros.

- E ser casada com o sósia do Bruce Wayne ajuda com certeza. — disse Dean sorrindo e depositando a mão sobre a coxa de Bela.

- E fazer bananas caramelizadas, sósias das feitas pela Iris ajuda também. — comentou Barry comendo as bananas que Bela trouxe na tigela apontando com o garfo para Bela.

- Você trouxe bananas caramelizadas para o Barry? — perguntou Iris olhando desacreditada para Bela.

Dean e Sam olham para Barry se perguntando de onde ele tirou a vasilha de Bela, mas lembrar que ele é o Flash e pode ter saído e voltado sem eles perceberem.

- Não me leve a mal. Eu só quis passar uma boa impressão porque amo ler sobre as aventuras do time Flash... – Bela aponta para o velocista e para Iris. - E como a única comida citada nas revistas em quadrinhos que é a favorita do Barry, era suas bananas caramelizadas... – Iris permanece quieta porque as bananas era a única coisa que ela sabia fazer na cozinha. - Então decide fazer como uma espécie de “homenagem”. — explicou Bela esbanjando simpatia e depois se vira pra Barry. - Aliás, ficou bom porque quem sempre cozinhava no café da manhã quando eu estava no Queens era a Ruby?

- Está ótimo. Parece muito com os feito pela Iris. — disse Barry com a boca cheia, apesar das bananas serem bem melhores do que as feitas pela Iris. - Você precisa provar, amor.

Em fração de segundos, Barry estava sentado ao lado de Iris. Ele leva o garfo com a banana caramelizada até a boca de Iris que ao abocanhar, ela rapidamente ficou com água na boca. A banana era bem cozinhada e o rum dava uma acentuada no gosto da banana.

- Isso é muito bom. — elogiou Iris com uma mão em frente a boca fazendo uma nota mental de acrescentar rum nas próximas bananas caramelizadas que ela fizer.

[...]

As horas se passam e Ruby novamente estava na varanda pegando um ar depois de passar quase uma hora tentando convencer Quentin de que o Sam tirando a aparência não era nada parecido com o Slade Wilson.

- Não sabia que você curtia estrelas. — comentou Bela se pondo ao lado da loira para também observar.

- O vento aqui está bom e também sempre adorei ter vista para a cidade. — disse Ruby apoiando os dois braços na barra da varanda.

- Eu sei. Você adorava ficar até altas horas na varanda do meu quarto no Queens. Não sei como não peguei um resfriado. — comentou Bela rindo.

- Talvez porque você dormia enrolada no lençol embrulhada igual os presentes que ficam no pé da árvore de Natal. — disse Ruby achando graça.

- E a culpa é de quem? — brincou Bela batendo com o ombro no ombro da loira.

- Confesso que sinto falta da gente em New York. — disse Ruby olhando de relance para a amiga, pois ela queria dizer que iria sentir falta de Bela quando o pacto acabasse.

- E o que impede de irmos pra lá? Você tem um relógio interdimensional, se quisermos ir para o Marrocos agora, tudo o que você precisa fazer é ajustar as coordenadas e apertar o botão. — disse Bela apontando para o relógio.

- Eu sei. Apenas não é seguro com a Abaddon na nossa cola. — desconversou Ruby.

- Não precisa ser nossa New York pode a New York desta Terra. — sorriu Bela olhando de relance para o time Flash. - Ou Central City.

- Ora, ora, parece que a Sra. "Eu não gosto de ninguém", agora simpatiza com o Barry e companhia. — disse Ruby encarando a amiga com humor.

- Eles são legais. Especialmente o Barry e a Iris. — admitiu Bela parecendo normal, mas por dentro ela estava surtando por conhecer o velocista escarlate e a sua esposa.

- Só não me troque eles por mim. — advertiu Ruby fingindo ciúmes tirando uma risada descontraída de Bela que assim que Ruby se retirou ela ficou séria. Tudo estava extremamente divertido ali, mas ela não podia deixar de pensar sobre Ra's Al Ghul querer vingança. Ela precisava obter os itens para o feitiço de Talia o quanto antes.

Bela permanece um tempo ali até que Iris se põe ao seu lado e comenta:

- Sabe? O mal de ser jornalista é que você percebe quando se há coisas acontecendo.

Bela se vira para Iris e questiona dando uma de sonsa:

- O que você quer dizer com isso?

- Que vocês quatro estão com esqueletos no armário. — disse Iris de forma divertida, mas havia seriedade em sua frase.

- Provavelmente deve ter mesmo, afinal, é dos Winchesters que estamos falando. Os caçadores de bicho-papão. — debochou Bela fazendo Iris rir.

- O que quero dizer é que todos vocês tem pendência uns com os outros. — Iris se recompõe. - Você está preocupada com a Ruby. — Bela arqueia as sobrancelhas surpresa. - Já a Ruby parece estar sendo atormentada por algo e precisando urgentemente conversar com alguém. — Iris disse e Bela olhou imediatamente para a loira que estava sentada rindo ao lado de Quentin. - O Sam e a Ruby obviamente estão juntos, mas ele ainda se sente pisando em ovos. — Iris olha para Sam que parecia olhar com receio para Ruby. - E o Dean, ele está desesperado para se conectar com você, é por isso que, ele está sempre mantendo contato físico em busca de uma brecha. — disse Iris tocando no braço da ladra pra enfatizar e apontando discretamente com o olhar para o loiro.

- Eu pensei que você tinha dito que era jornalista e não CSI. — zombou Bela.

- Desculpa, eu não quis me meter na sua vida, mas se aceita um conselho. Não guarde as coisas para você, as consequências podem ser irreversíveis... — disse Iris dando as costas, Bela a segue com os olhos e depois nota Dean olhando discretamente para ela, enquanto ouvia as "crônicas de Cisco".

[...]

Três dias depois dos eventos na Terra-6, a Terra do Flash...

Lebanon, Kansas.

Depois de caçarem bruxas no Texas e não acharem nada do acervo delas que ajudasse a livrar Dean da Marca, eles voltaram para o bunker. Dean consertava o carro de Bela emburrado, porque os demônios estavam por todas as partes e agora sair com o Impala era como andar com um alvo nas costas brilhando em cor neon.

- Isso é tão irônico... – debochou Bela entrando na garagem vendo Dean trocando a mangueira do motor. Dean apenas finge ignorá-la e Bela sabe disso. - No final das contas, você vai ter que trocar seu “carro de machão” pelo carro da “Barbie”.

- Você não vai conseguir me irritar, amor. – rebateu Dean sorrindo, mas por dentro ele só queria invadir o inferno e matar todos os demônios existente por fazer ele ter que deixar o Impala na lona, da mesma forma que aconteceu quando os leviatãs o perseguiam.

- Eu não estou tentando. – riu Bela pegando a cerveja que Dean deixou sobre a mesa e indo até ele o entregando a garrafa. - Na verdade, eu só quero conversar. Li em algum lugar que para o casamento continuar saudável, o casal precisa conversar. – Bela disse com um sorriso falso, enquanto o loiro encara a bebida desconfiado. - Não está envenenada. E você sabe que ser viúva não é bom para mim e meus negócios.

- Você não pode me culpar por desconfiar. – rebateu Dean dando um gole ainda um pouco relutante.

- Eu mudei. Eu sou uma nova pessoa. – disse Bela com um sorriso falso.

- Sei... – disse Dean limpando a boca com o dorso da mão.

- Enfim, você precisa de mais alguma coisa? Um sanduíche talvez? – indagou Bela sendo o mais doce possível.

- Como é que é? – perguntou Dean sorrindo desacreditado com a bondade da ladra. - Você está se dispondo a fazer um sanduíche pra mim?

- Só perguntei para parecer receptiva, porque de qualquer forma, eu não faria. – Bela confessa e Dean franze o cenho. - O fato é que preciso obter umas coisinhas para o Luke me deixar em paz de uma vez por todas... – Bela mente e tira a lista de Talia Al Ghul do bolso do sobretudo e entrega a Dean que começa a ler. -... E você como um marido exemplar, atencioso e extremamente zeloso irá ajudar sua querida esposa aqui. – Bela abre um sorriso largo para Dean.

- Não vai rolar. – disse Dean colocando o papel no bolso do sobretudo da ladra e depois passa por Bela indo até a mesa de ferramentas, deixando a cerveja lá e pegando uma chave de fenda.

- Não me diga que você ainda está bravo por eu deixá-lo na banheira? – indagou Bela girando nos calcanhares.

- Agora que você mencionou... – Dean olha de relance para ladra voltando para frente do carro para mexer no motor. - A questão é, eu não vou trabalhar para seu ex-namorado.

- Ele não é meu ex-namorado. – Bela faz uma cara de nojo. - E pelo o que eu lembre, no voto de casamento, você jurou estar comigo na alegria e na tristeza... – Bela aponta acusadoramente para Dean. - E bem, ter o Luke me atormentando noite e dia me deixa meio deprimente, benzinho... – disse Bela debochada e Dean se virou para Bela dizendo:

- É engraçado você me relembrar os votos, sendo que você está à todo momento me pedindo o divórcio...

- Certo. Então eu retiro todos os pedidos de divórcio, satisfeito? Agora você vai me ajudar ou...? – perguntou Bela impaciente.

- Tudo bem. Eu te ajudo... – Bela abre a boca para dizer, mas Dean a corta e acrescenta. - Com uma condição. – Bela imediatamente a fechou. - Você tem que ser legal com o Sammy por uma semana. – sorriu Dean.

- Perdão? – indagou Bela piscando os olhos.

- Foi o que você ouviu. Seja legal com o Sammy e o trate bem por uma semana e eu consigo essas coisas da lista para você. – disse Dean ainda mais sorridente porque ele sabia que Bela era cismada com o irmão principalmente depois de perder dois sapatos o salvando. - É pegar ou largar?

- Tem certeza que é isso que quer? Porque eu posso muito bem usar o relógio da Ruby ir para meu apê e mostrar minha coleção de lingeries pra você. – disse Bela tentando argumentar, Dean se sente tentado, mas pra Bela se disponibilizar a isso é porque ela sabia já como tapeá-lo.

- Tentador, mas eu estou satisfeito com meus termos. – disse Dean mantendo o sorriso por fora, mas por dentro ele queria quebrar a própria cara na porrada.

- Como quiser... – concordou Bela à contragosto.

[...]

Sam e Ruby estavam deitados na cama reassistindo episódios da primeira temporada de The X Files para fechar a noite.

- Você acha que algum dia o Quentin vai me aceitar? — perguntou Sam inseguro praticamente do nada.

- Não é ele que você tem que impressionar e sim eu. — disse Ruby rindo com a cabeça apoiada sobre o peitoral do moreno admirando a beleza de Fox Mulder e o cabelo perfeito da Dana Scully na TV.

- Você entendeu o que eu quis dizer. — disse Sam mexendo nos cabelos da loira.

- Laurel namorava o Oliver. E Quentin foi contra mesmo quando o Oliver parecia reformado. Sara namorou a Nyssa. E adivinha? Ele também foi contra. Apesar de que ser membro da Liga dos Assassinos não é um bom cartão de visitas para um sogro. — Ruby faz uma careta. - Enfim... Sara agora namora a Ava que é a diretora da Agência do Tempo e depois descobriu que era o décimo segundo clone da Automação Variante Avançada, mas nós não usamos a palavra "clone". — disse Ruby erguendo a cabeça para encarar Sam que estava chocado.

- Agora eu entendo a relutância dele. — comentou Sam compreensivo.

- Sem falar que sempre que ele olha pra você é impossível ele não ver o Slade Wilson. Por isso, dê um desconto a ele. — disse Ruby voltando a olhar pra TV.

- Eu irei. — Sam continua a massagear os cabelos de Ruby. - Aliás, esqueci de perguntar. O que o Cisco viu quando ele "vibrou" você? – Sam disse o verbo vibrar conjugado se sentindo idiota. - Ele te contou? — perguntou Sam curioso.

- Droga! — Ruby se senta na cama. - Eu esqueci completamente. — mentiu Ruby dando um tapinha no peito de Sam. - Amanhã vou perguntar a ele.

Ruby olha para o relógio e era mais de meia-noite, o que significava que acabou de iniciar o décimo dia após o pacto.

- E por que vocês... — dizia Sam quando Ruby rapidamente se sentou sobre seu colo. - Desligaram o comunicador?

- Porque o plano do Cisco era tão ridículo que... — Ruby se inclina sobre Sam e o beija. - O Barry fez um favor em desligar os comunicadores e evitar que vocês ficassem com vergonha alheia. — disse Ruby se referindo ao plano maluco que quase fez ela vomitar até os próprios órgãos.

- Já que você diz eu acredito em você. – sorriu Sam massageando as coxas de Ruby, enquanto trocava olhares sedentos com ela.

Ruby se inclina novamente para beijá-lo, mas o rosto de Sam se desfigura fazendo a loira tomar um susto e se jogar pro lado da cama, levantando em seguida.

- Ruby? – questionou Sam totalmente confuso.

- Eu esqueci que hoje era dia de maratonar com a Bells, é melhor eu ir antes que ela me mate. – disse Ruby sem conseguir olhar para Sam, pois seu rosto ainda estava desfigurado e ela sabia que isso era consequência do pacto, quanto mais o perto chegasse do fim, mais alucinações iriam acontecer.

- Qual é, Ruby? A Bela já deve estar dormindo uma hora dessas... – dizia Sam, mas a loira o ignorou e saiu, abrindo um portal interdimensional aleatoriamente no corredor. Ela só precisava sair daquela Terra, porque talvez assim a alucinação acabasse. 


Notas Finais


Curiosidades:

- O pacto de um mês da Ruby contém 30 dias e agora já se passaram 10 dias.

Comentários? xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...