História Which Side Will Prevail - Capítulo 10


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Categorias Glee
Personagens Quinn Fabray, Rachel Berry
Tags Achele, Brittana, Faberry, Glee, Quinn Fabray, Rachel Berry, Santana Lopez
Visualizações 94
Palavras 3.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 10


POV Quinn

Eu estava sentada na escada da varanda olhando o amanhecer. Seria um dia de sol.

Eles agora moram em uma cidadezinha chamada Lima, que fica em Ohio.

Eles já moram aqui há um ano e dizem que aqui é ótimo. Cidade pequena, viver em família, fazer parte de uma comunidade, se dar bem com os vizinhos. Tudo que minha família gosta.

Urgggg.

Os sacrifícios que eu faço para matar as saudades deles. Já estou aqui há três dias.

Na verdade eu não vim exatamente para matar as saudades, estou para tomar uma decisão muito importante e vim comunicar a eles. Mas desde o momento que eu cheguei foi tanta confusão que eu ainda não consegui contar.

Eles ficaram loucos com a minha visita, e detestaram quem eu trouxe comigo.

Sim, comigo. Eu não estou sozinha. Já faz dois anos que eu ando com outra pessoa... Ashley.

Ashley e eu estamos juntas. A encontrei em uma caçada.

Como acontece com minha espécie que é nômade, sempre que encontramos alguém que ainda não tem companheiro, sentimos uma excitação incrível. Como eu já havia comentado antes, sangue e sexo são as constantes fomes que sentimos.

Então depois de um delicioso dia de sexo eu a deixei. Mas dois dias depois, me envolvi em uma luta com outro vampiro que para variar me queria em seu clã.

Ele era forte, mas eu também sou. Estava uma luta muito equilibrada, mas do nada a Ashley  apareceu. Juntou-se a mim e em um segundo ganhamos aquela luta.

Depois eu pedir explicações do por que ela estar me seguindo e então ela confessar que havia gostado de mim, e que me seguia por que queria ficar comigo. Conversamos um pouco contando nossa história e decidimos ficar um tempo juntas.

O que os humanos chamariam de se conhecer melhor, namorar.

Mas já estávamos juntas há dois anos. Ela diz que eu sou a companheira dela. Diz ter certeza disso. Quer que façamos o ritual.

Eu não tenho certeza, na verdade eu não tenho certeza de nada, nunca. Acho que eu não sei o que é amar alguém. Fora minha família e... e...

Bom... enfim.

Mas Ashley  é como eu, me entende, sempre está me protegendo. Acho que ela será uma boa escolha. Só não sei como dizer isso a eles.

Vou embora hoje. Ashley  disse que já está enlouquecendo aqui.

Nós somos nômades, e embora eu já tenha vivido em família com um lar uma vez, a Ashley  nunca teve isso, e ela está odiando. Fora que não pode caçar.

Não que minha família tenha impedido ela, a única regra é que tem que caçar em pelo menos duas cidades de distância. Mas eu sei como minha família se sente com isso, então como condição para que ela viesse comigo, eu impus que ela não poderia caçar enquanto estivéssemos aqui.

Ela diz que já está com muita sede, eu acredito, pois eu também estou, apenas sou mais controlada que ela.

Nesse momento escuto delicados pés vindos em minha direção.

Sorrio sabendo muito bem quem é.

– Bom dia Brittanny.

– Bom dia Quinn.

Ela sentou-se ao meu lado. Estava com uma cara fechada e balançava as pernas sem parar.

Ela estava nervosa e eu sabia o motivo

– Desembucha Brittanny.

– Aí Quinn, eu acabei de ver, você vai embora.

– Vocês sabiam que era só uma visita Brittanny.

– Mas você só ficou três dias. Faz 11 anos que nós não te vemos, e 5 anos que nem ouvíamos a sua voz.

– Eu sei bruxinha. Mas tenho mesmo que ir. Sem contar que a Ashley  está enlouquecendo aqui.

Ela bufou

– Então a mande embora e você fica.

– Brittanny...

– É serio Quinn. Só você mesmo para andar com uma criatura dessas.

– Ela é exatamente como eu. Ela gosta de mim e me protege. Me trata bem. O que mais você quer?

– Em primeiro lugar, ela não é como você. Você é muito melhor que isso, sabemos que você só está assim porque deixou a...

– BRITTANNY!!!!!!!- Gritei, sem conseguir me controlar.

– Ta bom, ta bom. Desculpa. Não ta mais aqui quem falou... Mas continuando, em segundo lugar, ela gosta de você, mas daí amar é muito diferente. Em terceiro ela não te trata nada bem, só você mesmo para achar isso. E finalmente em quarto eu quero o que todos da nossa família querem, que você encontre o amor da sua existência.

– Isso existe para vocês e não para mim.

Nesse momento Judy e Marley se aproximaram de nós.

– Isso não é verdade minha filha.

– Judy...

– Não, nos deixe falar ok?!-. Falou e eu assenti.

– Você sabe muito bem que seu pai tem amigos nômades, e alguns deles têm companheiros. E eles se amam sim. Podem ser selvagens por não viverem com as civilizações, mas isso não impede de amarem profundamente seus companheiros.

– Mas a Ashley  me ama, só que do jeito dela.

– Quinn – foi à vez de Marley falar – você já viu como Puck é comigo, Santana com Brittanny e papai com a mamãe. Eles não são apenas protetores. São carinhosos, atenciosos. Tem interesse em tudo que pensamos e fazemos. Estão o tempo todo nos mostrando o quanto somos amadas por eles. Nenhum de nós viu a Ashley  fazer isso com você.

– Ah, por favor, nós só estamos aqui há três dias.

–E você por acaso já viu a Santana ficar mais de uma hora sem me dizer que me ama, ou fazer um carinho em mim? – Brittanny perguntou.

– Chega. – eu disse me levantando – Eu já resolvi e vocês não tem nada haver com a minha decisão!

– Ai minha filha, por favor, não me diga que você vai...

– Sim, exatamente Judy, Ashley  me pediu para fazer o ritual. E eu decidi, eu vou fazer.

– Minha irmã, não, você sabe que depois que se faz isso não tem volta. Você vai ficar presa a ela por toda a eternidade.

Marley falava de pé ao meu lado.

– Eu sei disso Marley, e é isso que eu quero.

– Você vai cometer o maior erro da sua vida minha irmã. E o pior, nós vamos te perder.

– Não seja absurda Marley, uma coisa nada tem haver com a outra.

– Claro que tem. Se somente por estarem juntas você já vai embora mais cedo por causa dela, depois que ela for sua companheira, é que você nunca mais vem aqui mesmo.

– Não é só por ela que eu vou embora. Você sabe muito bem o quanto é difícil para eu ficar aqui. Só vim mesmo por que a saudade era grande e por que tinha que lhes contar dessa decisão.

– Mas ela sabe que nós somos a sua família, em vez de te ajudar a ficar, ela te pede para ir embora.

– Eu não quero mais falar sobre isso. Chega. Já tomei minha decisão.

Judy andou calmamente, até ficar a minha frente.

Ela levantou a mão até a altura do meu rosto e passou a mão por meu cabelo, no final tirou uma mecha que sempre caia nos meus olhos e a colocou atrás da minha orelha.

Ela olhava dentro dos meus olhos.

– Sei que vou perder você de vez minha filha.

– Não diga isso Judy. Nunca vai me perder.

– Então por que nunca mais me chamou de mãe?

Eu não tinha palavras para responder. Desde que tinha ido embora há 11 anos, eu fiquei ainda mais evasiva do que eu já era antes. Ainda mais arisca.

– Essa doce e simples palavra saindo da sua boca foi como uma linda canção para mim. Foi perfeito enquanto durou.

Ela agora se afastava de mim

– Mas você nunca mais me chamou assim, nem quando ligava para nós, e nem agora que vem nos visitar. Sei que estou te perdendo. E sei que assim que aceitar aquela mulher como sua companheira te perderei de vez.

Eu não sabia o que responder, eu queria muito a chamar de mãe. Mas há muito tempo algo se quebrou dentro de mim, e agora eu não conseguia nem mesmo demonstrar o amor que eu sentia por minha família.

Meus irmãos apareceram na porta. De certo que estavam ouvindo toda a conversa.

– Quinn – Santana começou – você se lembra do que eu te disse há onze anos?

– Sim, e ainda não entendo o que quis dizer com aquilo.

– Vi que não sabe, ou então não estaria cometendo essa loucura. Só vou te lembrar de uma coisa minha irmã. Cuidado para não cometer um erro que vai se arrepender por toda a eternidade.

Ela me abraçou forte e logo todos se juntaram a nós em nosso abraço.

– Que meigo, abraço em família, acho que vou chorar.

Eu tinha que reconhecer que Ashley  sabia ser inconveniente quando ela queria.

Meus irmãos rosnaram, mas se afastaram de mim.

– Vejo que já voltou da sua caminhada matinal. – Puck falou com sarcasmo

– Sim, perde a graça quando você vê tantos quitutes e não pode degustar nenhum.

Minha família se chocou com o comentário e Puck rosnou para ela.

– Ashley! Comporte-se.

– Qual é meu amor, você também pensa assim que eu sei.

– ASHLEY !!!

– Ta, já parei.

Me virei para eles.

– Me desculpem por isso.

– É isso que você quer se tornar minha irmã?

Puck perguntou sussurrando para mim.

– Ela já é assim, vocês que não querem ver. – Ashley  respondeu me abraçando por trás.

Puck me olhou com dor nos olhos e se afastou.

Me virei para Ashley .

– Por que você tem que ser tão desagradável. Sei que você não é assim.

– Desculpe. Acho que é esse lugar. Credo Quinn é impossível viver assim, quando vamos embora?

Suspirei, era melhor ir embora logo mesmo, antes que as coisas piorassem.

– Vamos daqui a pouco, assim que Russel chegar e nos despedirmos nós vamos.

– Tão rápido Quinn. Mas pensei que fosse ficar pelo menos até o início da semana.

Brittanny deve ter previsto errado.

– Sinto muito é melhor assim.

– Judy, quando Russel volta do hospital?

– Er... bom querida ele não está no hospital.

– Como não? Ele não foi ontem à noite para o plantão dele?

– Não. Olha Quinn, nós queríamos fazer uma surpresa para você. Bom nós já queríamos ter feito isso há muito tempo, mas como nunca sabíamos a onde você estava. Mas finalmente agora podemos fazer isso.

Eu não estava gostando nada do rumo daquela conversa.

– Do que está falando Judy?

– Olhe, espere só até a noite ou quem sabe até amanhã de manhã.

– Ah não, mais um dia aqui eu não aguento. – Ashley  soltou com raiva.

Judy olhou de cara feia para Ashley, mas não disse nada.

Já Puck...

– Se não quiser ficar vá embora, é um favor que faz para nós.

– Puck, não fale assim com a convidada da sua irmã. – Judy ralhou.

– Se eu for eu a levo junto seu idiota.

– A quem você está chamando de idiota?.

Eu via que a minha frente tinha uma briga se formando, mas minha mente ainda estava presa a frase que Judy tinha dito.

“Olha Quinn, nós queríamos fazer uma surpresa para você. Bom nós já queríamos ter feito isso há muito tempo, mas como nunca sabíamos a onde você estava. Mas finalmente agora pudemos fazer isso.”

– Calem a boca todos vocês. – eu gritei e fui para frente de Judy. Eu estava com medo da tal surpresa que eles queriam fazer para mim.

–Judy onde Russel foi?

– Quinn se você esperar um pouco...

– A. Onde. Ele. Foi?

Ela suspirou.

– Foi atrás de Shelby. Foi saber notícias de Rachel e quem sabe trazê-la para te ver.

– O QUE?????-. Gritei.

 

POV. Russel

Eu estava tão feliz. Finalmente eu poderia ver de novo a filha de Quinn. Minha neta.

Quem diria que exatamente a filha mais arredia e mais relutante em se aproximar de humanos, seria a que acabaria amando uma criança como se fosse uma filha.

O convívio entre elas foi muito breve. Mas deixou a marca em ambas.

Quinn a amaria eternamente. Ela sempre seria a filha dela. Mesmo sendo outra mãe a  cria-la.

E ao contrário do que Quinn pensava, a Rachel nunca a esqueceu.

Quinn foi embora, mas nós continuamos a visitando durante um ano. E em cada visita a primeira pergunta que ela fazia era a mesma.

“a mamãe não veio com vocês?”

Ela sempre a considerou como mãe, e mesmo ela indo embora esse sentimento não mudou.

Mas também isso prejudicou o entrosamento dela na família de Shelby. Rach era arredia com ela. Não gostava de muita proximidade.

Até que um dia, Shelby nos pediu para ficarmos longe da criança. Ela disse que depois das nossas visitas, Rachel sempre ficava mais distante dela. Ficava mais triste.

 

Flash Back on

– Bom dia Shelby, nós viemos ver a Rachel. Ela está?

– Bom ela esta sim Russel, mas será que nós podemos conversar aqui fora primeiro?

Eu estranhei essa atitude dela, mas concordei.

– Claro.

Sentamo-nos todos na varanda dela. Tínhamos ido todos da família. Todos nós amávamos aquela garota.

– Bom Russel, o que eu vou pedir não vai ser fácil, então não vou ficar de rodeios. Eu quero que todos vocês parem de visitar a Rachel.

– O que? – gritou Marley

– Você não pode. – disse o Puck.

– Você não tem esse direito. – Gritou Santana.

– Acalmem-se todos. Shelby, por favor, se explique.

– Sinto muito Russel, mas é o melhor para ela. Já faz um ano que ela está comigo e ela ainda não se ajustou aqui. Não gosta que nos aproximemos dela. Não se abre conosco. E sempre que vocês vem visitá-la eu vejo como ela fica com vocês, e embora ela fique decepcionada de Quinn nunca vir, ainda assim ela é diferente com vocês, ela brinca, ri, conversa. Tudo que não faz conosco. E quando vocês vão embora Rachel entra em um tipo de depressão, então depois de conversar muito com Leroy, meu marido e com uma psicóloga, nós decidimos que era melhor vocês se afastarem dela.

– Shelby, você havia concordado com as condições para que déssemos ela para você adotar. – eu falava com calma, pois queria esganar a mulher a minha frente. – você sabia que a condição principal era poder vê-la sempre que quiséssemos e que ela quisesse.

–Eu sei Russel, mas as coisas mudaram.

– Você não pode simplesmente mudar isso de uma hora para outra, nós temos esse direito. – Judy já estava tão desesperada quanto todos.

– Eu tenho todo o direito. Sou a mãe dela.

– É tão mãe que mesmo depois de um ano ela ainda chama a minha irmã de mãe. – Brittanny soltou com a intenção de magoar Shelby. Ela queria ferir a mulher por nos negar o direito que tínhamos.

– Como ousa sua... saiam daqui. Eu já disse minha decisão. Vocês nunca mais se aproximarão de Rachel.

– Isso é o que você pensa. – Santana falou se levantando ameaçadoramente.

– O que você quer dizer com isso?

– Nós temos um papel assinado por você com as condições que impusemos para que você a adotasse. Então se você não quer cumprir com o que concordamos nós vamos à justiça para tirá-la de você.

A mulher a minha frente ficou com tanto medo que por pouco não desmaiou.

– Não... po... por favor, isso não.

Ela começou a chorar.

– Shelby é você quem está procurando isso. - eu disse tentando fazer com que ela mudasse de ideia.

– Russel você não entende. Eu só estou desesperada. Eu já não sei mais o que fazer. Rachel parece um zumbi dentro de casa. Não fala com ninguém, não chega perto de ninguém. É uma ótima aluna, mas a professora diz que ela não tem colegas na classe dela. Ela é distante até de outras crianças. Ela só age normalmente perto de vocês. Isso não é saudável para ela. Então a terapeuta sugeriu que talvez o melhor fosse ela se afastar de vocês.

– Se ela é tão melhor assim conosco, talvez seja o caso de ela ir viver conosco. – Brittanny falou para ela.

– Não, por favor. Não tirem minha menina de mim. Russel, você sabe o quanto eu quero ser mãe. Não tire a minha última chance.

– Shelby você não pode pensar só em você, tem que pensar nela também. Nós achamos que o melhor para ela era ficar com você. Mas nós nos enganamos e eu acho que a minha filha tem razão. Acho que devemos levar ela conosco.

Então o olhar de Shelby se tornou gelado.

– Pra que? Para ela passar a vida parada na janela, esperando por uma garota que nunca vai voltar. Uma mãe que a abandonou.

– Não fale assim da minha irmã, você não sabe de nada. – Marley gritou para ela

– Tudo o que eu sei é que a minha menina a chama de mãe, e a infeliz nem ao menos se despediu dela, ou se quer foi a visitar no hospital quando ela esteve internada há um ano atrás.

– Shelby, você está sendo muito injusta com minha filha. A mais de um ano eu te expliquei toda a situação. Quinn encontrou Rachel na rua, ela salvou a vida dela, o que na hora criou uma ligação muito forte na vida das duas. Mas Quinn é uma adolescente ainda. Não pode ser responsável por uma criança. Mas eu te garanto que ela a ama muito, tanto que por isso mesmo foi embora, estudar em outro país. Para dar a chance a Rachel de esquecer-se dela e ser feliz com uma mãe de verdade. No caso você.

– Então por que você não faz o mesmo que ela Russel. Me de vocês também essa chance. A terapeuta falou que longe de vocês ela vai mudar. Vai se adaptar aqui.

– Eu não sei não Shelby.

– Por favor, vamos tentar. Me de um ano. Só um ano.

Olhei para todos ali, e todos diziam não com o olhar. Mas... se Quinn tinha tomado essa decisão para o bem dela, talvez fosse o caso de eu tentar o mesmo.

– Tudo bem Shelby, você tem um ano.

Flash Back off

 

Eu ainda me arrependia da minha decisão, mas ela acabou se mostrando acertada quando voltamos um ano depois e Shelby nos informou que Rachel mudara completamente. Que agora era uma filha amável e feliz com ela. O que acabou nos impedindo mais uma vez de vê-la. Pois segundo ela, um encontro conosco poderia trazer lembranças dolorosas para ela, o que acarretaria trazer todo o antigo comportamento de volta.

Nós fomos embora e conversamos muito. Decidimos ligar para Quinn para saber o que ela achava. Então ela chorando, respondeu que Rachel já havia sofrido de mais na vida. Se ela já tinha aceitado Shelby como mãe, então o melhor era todos nós nos afastarmos de vez dela. E foi o que fizemos.

Sempre falamos de voltar a procurá-la quando ela já fosse madura o suficiente para uma conversa, mas como Quinn nunca mais voltou, achamos melhor ir adiando essa conversa, pois não duvidávamos que mesmo anos depois a primeira pergunta dela ainda seria: “onde está a mamãe?”

Mas finalmente minha filha veio nos visitar, e embora ela tenha vindo com um ser insuportável, eu quero que ela fique conosco, e acho que a única maneira de fazer isso é trazendo de volta para a vida dela a filha que ela tanto ama.

Bem, já cheguei a casa de Shelby. É agora.

Toque a campainha.

– Bom dia em que posso ajudar?

Ela falava com um sorriso, mas o sorriso morreu assim que ela me reconheceu.

– O que quer aqui Russel?

Ela falou com... raiva?.

– Vim falar sobre a Rachel. – os olhos dela brilharam. – e saber se finalmente podemos vê-la de novo.

Então o brilho no olhar se foi e seu lugar a tristeza e raiva.

– Ora. ora, quem diria.

Eu não estava entendendo tanta raiva vindo dela, mas eu não iria embora sem respostas dessa vez.

– Será que podemos conversar Shelby?

– Por que não. Entre Russel.

 



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