História While Trying - Capítulo 4


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Shawn Mendes
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Palavras 1.625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo Três


Ligo o chuveiro e ao sentir a água cair sobre mim, deixo algumas lágrimas grossas e quentes se misturarem. 

Passo as mãos pelos meus cabelos molhados e solto um soluço em meio a um choro baixo e agoniante. 

Me encosto na parede gélida do banheiro enquanto a água cai sobre mim e passo  mão na minha barriga, descansando-a ali até perceber que eu me sinto uma completa idiota por ter me enfiado - ou pelo menos ter estado - numa relação difícil, totalmente diferente de quando nos conhecemos.

Me enrolo na toalha e saio do box. Passo no closet e pego uma calça moletom e uma camiseta de algodão com o símbolo da NASA na frente. Meu coração se aperta ao perceber que tem algumas roupas dele misturadas com as minhas. 

Ignoro-as e saio do closet. Após me vestir, decido que dormir é uma ótima opção e é isso o que eu faço.


⚕⚕⚕


Um barulho me faz acordar e eu pego o meu celular, atendendo a ligação sem ao menos saber de quem se trata.

- Dra. Miller, sei que está de atestado mas precisamos de sua ajuda. Um prédio de uma escola acabou de desmoronar e várias crianças e jovens feridos estão a caminho. - a voz do meu chefe me faz acordar pra vida e dar um pulo da cama. 

- Estarei aí em 10 minutos! - grito imediatamente correndo para o meu closet. Visto a primeira camiseta que eu vejo e uma calça jeans. Calço uma sapatilha confortável e saio amarrando o meu cabelo num rabo de cavalo desleixado enquanto procuro a chave do meu carro. 

Em exatos 10 minutos eu estaciono o meu carro na minha vaga e corro para a emergência lotada de ambulâncias saindo e chegando. 

Adentro do local tomado por pais desesperados e crianças e adolescentes nas macas. 


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Meus olhos estão quase se fechando quando ouço a voz de um interno me chamar.  

- Dra. Miller, a mãe de um dos pacientes quer falar com você. - o interno diz e a minha cara não é muito amigável. Eu estou deitada em uma maca no corredor, que fica perto ao dormitório. 

- Mãe de quem? - pergunto me sentando. 

Ele verifica o prontuário.    

- Mãe do Vance Baldwin. - desço da cama e tomo o prontuário da mão dele, indo até o quarto onde o paciente se encontra.

Acho que já ouvi falar nesse sobrenome alguma vez. 

Bato na porta antes de entrar. Uma mulher está segurando a mão do jovem deitado.

- Fui informada que queria falar comigo. - digo educadamente.

Ela se levanta e abre um sorriso mínimo.  

- Me chamo Kennya, - ela aperta minha mão e eu retribuo. - eu não estava aqui quando ele chegou, queria muito saber o seu estado. 

- Claro. - olho o prontuário para conseguir me lembrar de tudo que fiz dentre outros pacientes. - Vance sofreu uma lesão no lobo temporal e eu e a neurologista, fizemos uma pequena cirurgia para…

- Desculpa interromper, mãe ele está bem? - me interrompo, dando que a voz feminina termine a pergunta. 

A senhora Kennya torna sua atenção a mulher que chega e eu me viro para esperar que elas se cumprimentem. O meu olhar e o da mulher com seus fios loiros se encontram e fico num transe ao reconhecer seu rosto. 

Da última vez ela não estava com tantas roupas como hoje e ela também parece tensionar ao me ver. Engulo em seco e quebro o contato visual, me sentindo totalmente desconfortável. 

- Oh, essa é a minha filha Hailey, Dra. Miller. - Kennya sorri e me apresenta sua filha. Ela ignora a minha presença e vai até o irmão. 

- A quanto tempo ele está aqui? - ela se senta ao lado dele e pega sua mão. - Vim correndo assim que soube. 

- Faz algumas horas. - digo, mas seu rosto está voltando para a sua mãe.

- Eu estou aqui assim que soube também. A Dra. Miller e a neurologista fez uma pequena cirurgia e agora ele está bem, não é? - Kennya me pergunta. 

- Ao que tudo indica, sim, mas só saberemos quando acordar. Se me dão licença. - peço me retirando do quarto e voltando até onde eu estava. 


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-Dra. Miller, não acha melhor ir pra casa? - abro os meus olhos e o meu chefe está parado com um copo de café nas mãos. - Tome isso e só volte quando se sentir melhor. Não achei que estivesse tão mau. 

Pego o copo e a minha cabeça parece lenta demais. 

Estou de plantão há mais ou menos 28 horas seguidas. Essas horas foram resumidas em atender diversos pacientes e ignorar todas as ligações do Shawn e da minha família. 

Eu realmente não estou com saco para ouvir o que todos eles têm a me dizer, simplesmente só quero trabalhar e esquecer tudo que está acontecendo comigo.

- Eu não vejo problema em trabalhar, estou bem. - asseguro, dando um gole no café. 

- Sua carga horária foi ultrapassada e eu realmente não quero ter problemas com isso. Vá descansar, Miller! - ele diz num tom autoritário e sai andando. 


⚕⚕⚕


Meu chefe deve ter adivinhado, porque nunca me senti tão enjoada na vida e isso parece que vai me matar de tão ruim. 

Estaciono o carro a tempo antes de subir pro meu andar. Vejo meu reflexo no espelho do elevador e eu estou pálida a ponto de desmaiar. 

Chego no meu andar, procurando a chave na minha bolsa antes de abrir a porta da minha casa e me deparar com uma figura parada na sala de estar. 

Corro imediatamente pro banheiro de visitas e caio de joelhos aos pés do sanitário antes de vomitar. Vomito até não ter mais nada pra pôr pra fora e sinto alguém segurar o meu cabelo para não cair no meu rosto. 

- Meu Deus, Emily! O que está havendo com você? - olho para cima, vendo a figura preocupada da minha mãe que amarra o meu cabelo num rabo de cavalo desajeitado. - Vim de Boston depois de um transplante, porque você simplesmente não atende às minhas ligações e nem dá sinal de vida para a sua irmã. 

Caio de bunda no chão por estar tempo demais numa posição desconfortável. 

- Eu tô bem, mãe. - digo e os meus malditos hormônios ameaçam me entregar assim que um nó na minha garganta se forma e com isso, abro a tampa e um jato sai da minha garganta pela milésima vez. 

Quando me sinto um pouco recuperada, me limpo com a ajuda da minha mãe e entro no banho. Ao sair, visto uma camiseta de algodão e uma calça confortável.

Enxugo os meus cabelos e os penteio, sobre o olhar pensativo da mulher que me pôs no mundo. 

- Eu estou só esperando você me contar o que houve, Emily. - seu tom é o mesmo de quando eu era pequena e ela me dava uma ordem. 

Deixo a escova na cômoda e me sento na cama, me aconchegando nos lençóis. 

- Eu e Shawn terminamos. - digo num tom baixo e nesse momento, encaro o nada esperando o que ela tem a dizer. 

- Filha… eu…

- Ele me traiu. - ela não diz mais nada. Meu olhar permanece fixo a um ponto, e pela primeira vez eu não sinto nada ao dizer isso em voz alta.

Nada além de mágoa.

- Sua vida precisa continuar. Eu sei que o seu mundo parece estar desabando, mas não está. Você é forte, linda e incrível. Não precisa parar o seu mundo por um erro que não é seu, muito menos gastar lágrimas com isso. - permaneço olhando para o ponto fixo e meus olhos molham enquanto ela fala. 

Me sento e enxugo os olhos imediatamente, pegando fôlego para dizer tudo o que eu tenho. 

- Não é por ele que eu estou assim. Bom, ele não é o motivo completo, mas uma parte. - suspiro encarando as minhas mãos. Ela se senta na minha frente e as segura. - Eu tô grávida de algumas semanas, mãe. Eu ia contar, mas aí ele tava com uma mulher que eu geralmente via quando estava junto com ele e a equipe. Ele disse que só foi uma vez, mas se eu não tivesse chegado naquela noite teria sido uma segunda. 

Despejo tudo, incapaz de saber como eu me sinto em relação a isso. 

Eu sempre fui muito aberta com a minha mãe, da mesma forma com a Elena. Meu pai está sempre em Boston ou viajando para buscar algum órgão pra transplante. Ele é médico geral, um dos mais conhecidos e buscados da América. Muitos colegas de trabalho acham que tudo o que tenho é privilégios por ser filha do grande Jackson Miller.

- Mãe, eu não me importo se você acha que eu devo contar a ele, mas eu não vou. Não preciso que me apoie, ok? A Elena não gostou nada, mas eu não me importo. - digo e me levanto, ainda sem ouvir a voz da minha mãe. 

Saio do quarto e vou na cozinha, olho a dispensa e pego o primeiro pacote de Cheetos que eu vejo pela frente. Eu simplesmente não consigo olhar para um prato de comida e não sentir vontade de vomitar.

A vida que eu imaginei junto com Shawn não era de perto a que eu estou vivendo agora. É horrível amar alguém e saber que ela te machucou com unhas e dentes. Mais horrível ainda não poder ficar feliz por algo que sempre falávamos.

Tudo o que eu sinto e mágoa e ódio. Ambos não dão certo quando estão juntos, portanto, é provável que eu não esteja fazendo uma das minhas melhores escolhas.



Notas Finais


Gente do céu, me perdoem por não atualizar nenhuma das minhas fanfics diariamente, mas nessas últimas semanas têm sido super corrida a minha vida na escola. E agora está acabando o ano letivo, preciso recuperar nota, mas não se preocupem, assim que eu puder, vou tentar postar. Obrigada por acompanharem essa e as outras histórias! ❤️


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