História Whisky - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Pandora, Radamanthys de Wyvern
Tags Amor, Dignidade, Drama, Pandora Heinstein, Radamanthys De Wyvern, Reflexão, Saint Seiya
Visualizações 32
Palavras 916
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic)
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, mina-san ^^
Quando eu escrevi essa one-shot pela primeira vez, era para descrever o Radamanthys bebendo whisky (e olha que eu nem bebo XD). Mas aí, palavra vai palavra vem e terminou numa one com uma boa mensagem.
Sinceramente, eu não shippo muito PandoraXRadamanthys. Sério. Acho q ela trata ele mal demais para receber amor dele... talvez por isso ela combine com o Ikki. Afinal, o Ikki ela trata "bem" por assim dizer kkkkkk No texto também teremos uma outra visão do shipp IkkiXPandora. Eu tenho várias visões sobre um único shipp então, não se preocupem quando virem eu apontando negativas nas coisas que eu shippo (embora dessa vez foi mais para ajudar na visão da one-shot).
Boa leitura!

Capítulo 1 - One-shot


Fanfic / Fanfiction Whisky - Capítulo 1 - One-shot

 

Ele pegou a garrafa de whisky do armário tom de ébano do escritório do Her¹ Heinstein e tratou logo de pôr a bebida no seu copo de vidro achatado, um copo comum entre aqueles que gostavam de tomar uma para afastar as mágoas. Ah, como sentia saudade daquela sala!

Sempre quando renascia para servir ao Imperador Hades, a pequena Pandora convidava a todos os espectros de patente Celeste para desfrutarem das bebidas do escritório de seu pai. Claro que a menina fazia com a maior cara de blasé e pouca importância, mas, para Radamanthys, aquele convite sempre lhe era especial. 

De uns tempos para cá, o Wyvern começou a se apossar daquele escritório e bania com toda a força bruta possível qualquer invasor irritante. E como a maior parte dos subordinados dele e dos outros Juízes tinham medo dele, eles procuravam não o irritar muito.

-Mais um gole, senhor – disse Radamanthys para o próprio reflexo no grande espelho perto da janela.

O espectro pôs de novo mais uma dose de whisky no copo e bebeu tudo de uma vez, fazendo uma cara de quem havia acabado de chupar limão com aspirina e depois murmurou:

-Bom... 

Era óbvio que o gosto era horrível. O whisky passava por sua garganta como lava fervente e tinha um gosto estranho de madeira queimada, ou pelo menos era o gosto daquela produção. Já havia provado whiskys melhores. 

Radamanthys estava sentado na sua poltrona negra de sempre e encarava o quadro da família Heinstein que havia no escritório. O pai da família gostava muito da esposa e da filha, isso era inegável. Era uma pena o pobre coitado ter morrido, mas, pelo menos graças à Hades (e principalmente à Dionísio), o homem tinha boas bebidas guardadas.

O Wyvern então puxou do colete uma foto de Pandora, agora mais crescida, e a encarou com paixão. Resmungava consigo mesmo sobre o porquê de ela não o notar. Ele fazia tudo por ela! Era praticamente seu capacho e seu cachorro de guarda a qual ela sempre recorria. Mas fazia isso com tanta frieza...

-Desista dela, meu amigo. De que adianta se apaixonar por uma mulher que te trata mal? Parta para outra, Rada! – dizia Aiacos quando Radamanthys ia conversar com os amigos juízes.

-Ou se preferir, como diz o ditado: antes só que mal acompanhado – completava Minos toda hora ajeitando aquela maldita franja branca.

-Melhor dizendo: antes só que castrado! Há! Há! Há! Há!

-Ei, Rada, quer uma coleirinha agora que a sua dona já te castrou? Prefere rosa com pedrinhas ou preto gótico?

E assim aqueles dois finalizavam a conversa rindo e inventando novas formas de zombar do amigo. Era por isso que os odiava profundamente. Com amigos como esses quem precisava de cavaleiros como inimigos?!

-I ain’t got nobody... nobody cares about me, nobody cares about me…! I’m so sad and lonely…! – cantarolava Radamanthys com tristeza a música de David Lee Roth - I'm... so sad and lonely... lonely... oh, mama! Take a chance with m...

-RADAMANTHYS!

Então ouviu batidas fortes na porta e Pandora logo apareceu, abrindo a porta sem mais nem menos e com uma cara nervosa. O espectro então escondeu a foto de volta no colete e se virou para ela, tentando esboçar um sorriso tímido, mas, a alemã ignorou isso. Estava tão nervosa quanto no dia em que os cavaleiros invadiram o castelo Heinstein.

-S-sim, Sra. Pandora? – perguntou Radamanthys se acalmando.

-Eu já lhe disse para sair desse castelo! Vocês, imbecis, perderam a guerra santa e agora com Hades morto, não há porque os patetas virem para cá já que estão sem sapuris e sem ambição para continuar essa maldita vida! – gritou ela sem paciência – Agora, quer cair o fora daqui antes que eu ache meu tridente e te espete até a saída?!

-Eu-eu já vou, senhora... hã, Pandora?

-Sim?!

-Posso ao menos levar a garrafa?

-Desde que saia daqui em menos de cinco minutos, pode levar até a sala. CINCO MINUTOS!

E com um último estrondo, a porta foi fechada violentamente. Radamanthys suspirou com certa irritação. Como sempre podia ser tão estúpido?

Era óbvio que ela não queria sua companhia, apesar de tudo o que ele tinha sacrificado para proteger ela e o Imperador Hades. Mas que importância suas ações poderiam ter para ela? Nunca a conquistaria e ela nunca se apaixonaria por ele, além de que infelizmente o coração gelado de Pandora havia sido conquistado pelo Fênix.

“Maldita seja aquela ave!”, ele pensava com ódio. Logo o Ikki que se parecia com o traidor Kagaho, que tinha desacatado as ordens de Pandora, que tinha tentado tirar Hades à força do Andrômeda e ainda atacado Pandora com o próprio tridente? E ainda assim ele conquistou o coração dela?!

“Ou eu sou mesmo muito feio ou as mulheres hoje em dia são malucas – pensava Radamanthys, pegando a garrafa de whisky e puxando a foto de Pandora do colete.”

Era besteira esperar ela para sempre, precisava seguir em frente em algum momento. Mas definitivamente sentia falta da antiga Pandora que tinha conseguido no século dezoito, além de mais bonita, ela ainda tinha sentindo um pouco de pena e tristeza quando ele tinha morrido. Pelo menos era alguma coisa.

No entanto, não adiantava se apegar ao passado. Iria recomeçar e achar alguém que realmente gostava dele sem precisar que ele servisse de capacho mal-amado.

-Adeus gótica mimada – disse ao jogar a foto na lareira.

Bem, mesmo que estivesse sozinho, ainda teria o seu whisky. Isto é, até a garrafa acabar...

 

Fim.

 


Notas Finais


¹Her: do alemão, significa "senhor".

Eu odeio o Radamanthys? Er... sim.
Eu odeio a Pandora? Er... mais ou menos. Vez sim, vez não.
Eu odeio o Ikki? Er... não. Mas vamos dizer que ele tem certa "hesitação" com a Pandora por ainda se prender à memória de Esmeralda. E alguém precisava ser o segundo vilão nessa one-shot :v

E qual é a ideia dela, vocês me perguntam? É para dizer: se você ama alguém que te trata mal, é para você desistir e procurar alguém que te amo de verdade. Ainda que eu não recomende levar o whisky nessa viagem pq ou você entra num círculo vicioso de alcoolismo ou a garrafa acaba. Das duas vc não vai tirar nada de muito bom kkkkkkkk
A música que o Rada canta é "Just a Gigolo" na segunda parte que já muda para uma outra música, a "I Ain't Got Nobody" do David Lee Roth. Acho que primeiro foi cantada por Louis Armstrong mas eu gosto mais da versão do David :v
Essa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=HwJrKFKdQKg (nos 1:58)

Espero q tenham gostado!
Bjs a todos ^3^


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