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História Whispers (Byun Baekhyun) - Capítulo 3


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Notas do Autor


oiii :) desculpem por ter sumido por um tempo, acabei tendo um bloqueio criativo muito grande, mas consegui escrever este capítulo agora pela manhã.
Espero que gostem :)

Capítulo 3 - Campos de lavanda.


Campos de lavanda.

 O chão macio e de leve coloração roxa, com cheiro leve, com a brisa calma. Correr por ali era certamente a melhor sensação deste mundo. O lugar tão cheio de calma e felicidade me deixavam contente, então eu corria, corria entre as flores roxas, que traçavam um caminho, que me levava até o pôr do sol.

Mas a frente uma silhueta masculina estava parada, com os braços abertos, foi então que perdi os movimentos, não controlava mais minhas vontades, apenas corria, corria na direção do homem, e agora podia ver seu sorriso, os olhos, o cabelo, cada traço de seu rosto. Então pulei em seus braços, rindo alegremente.

— Estou feliz. – comentei.

— Isto tudo foi por que você sonhou, olhe em volta.

Erguendo o olhar voltei a encarar a bela paisagem, mas... Agora estava diferente, então não havia mais sol, nem folhas roxas, ou até mesmo alegria. A paisagem estava destruída, o som de explosão ecoou, a terra se levantou e o chão tremeu.

— Isso foi por que você sonhou!

Sua voz já não era mais suave, seu sorriso não existia mais.

Então veio a terceira explosão. Aquele foi o fim.

 

Acordei suada, assustada, minha garganta estava seca. Suspirei passando a mão sobre meu cabelo. Ergui meus braços até o criado-mudo pegando o copo de água que estava ali em cima, tomado em um gole rápido.

— Bom dia! – a porta do quarto se abriu, Íris entrou correndo se jogando sobre minha cama – Íris é minha irmã mais nova e o clone perfeito de nosso pai, o olho azul e cabelo vermelho cacheado. — Vem tomar café Sophie, papai já fez tudo.

— Certo, estou indo! – sorrir, tirando a pequena de cima de mim.

A garotinha mais uma vez correu, mas desta vez para fora do quarto. Ela era a alegria da casa e sempre ajudava a todos. Por mais que tivesse apenas sete anos, Íris era muito esperta.

— Sophie! Venha comer! Rápido!

— Estou indo!

Pulei para fora da cama, esticando meus braços para cima ouvindo um pequeno estalo de meus ossos, caminhei até o pequeno vazo de água que ficava sobre a prateleira de madeira, e despejei um pouco do líquido em meu rosto. Peguei meu vestido sobre a cadeira de madeira, alisei o tecido e suspirei, precisa comprar tecido para um novo.

Assim que terminei de me arrumar sai do quarto, indo para a cozinha, que ficava no cômodo ao lado. Papai já estava sentado, Íris brincava com sua boneca, Angelina – minha segunda irmã – arrumava a mesa e Anne – minha última irmã – brincava com a comida.

— Sophie! Senta aqui! Vem! – Íris me chamou de forma desesperada, me fazendo rir.

— Bom dia pai. – sorri para o ruivo, que retribuiu.

— Olha Sophie, o vestido novo da Teresa, Angelina que fez! – a garotinha sorriu alegre, erguendo sua boneca de pano.

— Ah, Teresa está deslumbrante. – sorri para Íris. — Ficou realmente muito bonito. Angelina você está cada dia melhor. – A garota movia os dedos e conforme fazia isso às panelas voavam entre a cozinha.

— Que bom que gostou! – a mais nova sorriu – Compre tecido para fazer um vestido novo, especialmente para você! – suas covinhas ficaram nítidas, por conta de sua empolgação.

— Estou precisando de um vestido novo. – sorri, levando a xícara branca até meus lábios, bebendo um gole do café amargo. – Obrigado.

O café da manhã foi tranquilo como todos os dias, meu pai contava como havia sido seu dia anterior e falava o quão à rainha era chata e desagradável, o que não era nenhuma novidade. Papai estava trabalhando para os reis, como guarda da rainha, acompanhado a mulher para onde quer que fosse.  

Angelina foi a primeira a sair da mesa, alegando que teria que chegar cedo para conseguir arrumar os vestidos a tempo do festival, meu pai saiu minutos depois, assim restando apenas eu e as duas crianças.

— Íris, já esta pronta? – perguntei.

— Estou! – ela rapidamente correu em minha direção.

— Então vamos logo, tenho que deixar você e Anne na casa da vovó.

Peguei a bebê Anne de sua cadeirinha e minha vassoura, assim podendo sair de casa, me deparando com a rua totalmente enfeitada e movimentada, era lindo.

Segurei a mão de Íris e caminhei até a casa da Vovó, que era a mesmo de seis metros de distância da nossa. Chegando próximo a sua casa pude reparar que a mesma conversar com uma de suas vizinhas.

— Sophie! Minha querida! – ela acenou assim que me viu.

— Bom dia! – sorri para ambas as idosas. – Vim deixar Anne e Íris aos seus cuidados.

— Tudo bem, me dê essa pequena aqui. – ela estendeu seus braços para Anne, que se jogou sobre ela. – Nem durante o festival vocês conseguem tirar uma folga? Devem estar todos muito cansados.

— Não se preocupe Vovó, estamos bem! Mas agora preciso ir, até mais tarde.

Corri, pegando impulso para subir com minha vassoura, estava em uma altura considerável. A cidade estava totalmente decorada com diversos papeis coloridos, e faixas, lanternas de papel colorida e as mais variadas coisas, no centro da cidade havia o desenho da grande flor, e já podia se ouvir a música e ver pessoas dançando. Esse seria o décimo festival, em homenagem a flor que brotava na grande árvore a cada dois anos. A cidade sempre se alegrava em dias como este, e tudo ocorria de forma perfeita.

— Perdida novamente, criança?

Mas uma vez acabei por me assustar, mas dessa vez não caí e suspirei aliviada por isso. Olhei para trás vendo o homem sentado sobre minha vassoura, mas não sentia seu peso, seu cabelo não estava mais marrom, agora tomava um tom acinzentado, e ele estava realmente bonito.

— O que faz aqui? – perguntei o encarando totalmente perdida.

— Não recebo nenhum bom dia? Estou destruído. – ele leva a mão até o peito, fingido sentir dor.

— Ah, bom dia Byun Bahkhyun? – forcei um breve sorriso.

— Bem melhor agora, mas continue treinando meu nome. – ele sorrir. – Bom dia Senhorita Sophie. Estava passando por aqui e acabei por me perder em seus olhos azuis e decidi os ver de perto.

Acabei por rir, me esquecendo por segundo quem era aquele homem. Olhei para ele, me assustando ao encontrar seus olhos me encarado, ele apenas riu.

— Quero te fazer um pedido. – ele disse.

— O que seria? – ergui uma de minhas sobrancelhas.

— Me encontre hoje na colina. Vamos nos ver, mais uma vez. – ele disse, de forma calma e com uma expressão alegre. – Tenho que te mostrar um de seus sonhos.

— Acho que sim... Mas...

— Perfeito! Irie lhe esperar Senhorita Sophie. – ele sorriu e logo sumiu.

Fiquei para tentando compreender o que havia acabado de acontecer, e por que havia aceitado me encontrar com ele, um completo desconhecido, um fugitivo, ele poderia tentar roubar minha alma. Tantas coisas ruins podem esconder aquele sorriso. Mas mesmo tendo em mente tudo isso, aceitei, e provavelmente cavei minha própria cova.


Notas Finais


então, o que acharam?? acelerei demais as coisas entre eles ou ficou bom assim?


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