História White Dragons - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Subterrâneo (2)


Drake juntou seus braços à frente do corpo, e das pontas de seus dedos, eletricidade foi criada, formando uma esfera de fogo e relâmpagos, rapidamente acumulando poder mágico, esse pequeno fogo sumiu por um segundo, e o que se seguiu foi um poderoso disparo de luz.

Veldric via aquela luz se aproximando bem lentamente, e depois de conseguir se soltar de Lilith, ele andou até Drake, analisando as rachaduras nos braços do garoto, e logo, ele concluiu que era algo como a condição de Rihana.

Enquanto o ataque se aproximava ainda mais de Lilith, Veldric pensava se deveria ou não deixar Drake e Rihana lá, e como essa não era sua missão, ele apenas usou suas sombras para engolirem todo o conteúdo da sala, e então, ele segurou Lilith pelos ombros, e os dois sumiram.

Sem os dois lá, Rihana acabou cedendo e caiu ao chão, aonde não parava de contemplar, com medo, Drake. Ele respirava fortemente, sempre soltado vapor de sua boca, ele se virou para Rihana, e ela congelou no lugar. Drake deu alguns passos e desmaiou.

O círculo ao redor de Rihana sumiu, e após ela se acalmar, e seu rosto voltar ao normal, lentamente, ela se aproximou de Drake. Ela mal sentia a magia de Drake, claramente, ele não estava morto, mas a baixa quantidade de Ethernano seria fatal em minutos...

-

Drake sabia que não estava morto, e talvez ele estivesse dormindo, mas ele não tinha certeza disso, ele lembrava de ter visto Rihana antes de apagar, e de ter “acordado” em um lugar até peculiar.

Ao seu redor, tudo que ele conseguia ver eram paredes de pedra, ele estava numa caverna, a iluminação do local era entre tons de amarelo, vermelho e laranja. No momento, Drake estava flutuando em água, antes, ele tinha pensado em água, mas não era esse o caso, o que estava abaixo dele era mais viscoso que água, ele também notou que essa substância não deformava, mesmo com ele estando lá. Drake não que aceitar de primeira, porque não fazia sentido, mas ele estava flutuando em magma.

De forma lenta, seu corpo era carregado até um lugar no meio do mar de magma, até que sua cabeça acabou acertando uma pedra. Com certa dificuldade, Drake conseguiu se segurar e subir naquela pedra. Mesmo com sua visão draconiana, ele não conseguia ver o final daquele mar alaranjado, então, ele sentou, e esperou...

 

[...]

 

Subterrâneo de Cinnabar

21/07/1760 (Sexta) – 19:47

 

Drake acordou num susto, e percebeu que estava de volta á realidade. Ele estava numa maca, com seus braços enfaixados, numa mesa ao seu lado estavam o seus pertences danificados, a blusa com vários furos, assim como seus óculos, sua bainha, no entanto, não estava danificada, e isso era bom, já que ela era uma dos itens mais caros que ele tinha.

Do seu outro lado, havia outra maca, e nela estava Rihana, ela estava deitada de lado, e não parecia machucada, Drake pensou que, ou ela o trouxera até ali, ou o grupo de Durwal havia encontrado os dois, e independente das duas opções, Rihana era um problema.

Drake se levantou e cambaleou antes de recuperar o equilíbrio, ele pegou a blusa, e saiu da tenda. Lá fora, ele viu que estavam no lugar aonde as formigas haviam previamente erguido um muro para bloqueá-lo. Com seus sentidos enfraquecidos e dormentes, ele não ouviu ou sentiu quando alguém se aproximou dele.

Assim que Drake saiu da tenda, Anya correu em sua direção, ela puxou, abraçando e derrubando seu irmão ao mesmo tempo, ela chorava e murmurava coisas entre seu choro, e o segurava Drake fortemente.

 

Drake: E-ei... Anya...

 

Ela continuou agarrada nele, até que, brevemente, ela o soltou, e os dois levantaram, só para que Anya abraçasse seu irmão novamente.

 

Anya: Seu idiota!...

Drake: ...

Anya: Eu estava preocupada!...

Drake: Eu... me desculpe?

Anya: Não!... O-O que eu vou fazer se... se algo acontecer com você!?...

Drake: Nada vai acontece-

Anya: Pare de agir assim!... Pelo menos... uma vez...

 

Drake ficou em silêncio, e então, ele também abraçou Anya, e ela sentiu algumas lágrimas caindo em seu cabelo.

 

Drake: ... Eu não vou te abandonar...

Anya: E-eu quero a-acreditar..., mas...

Drake: Eu sei...

 

Eles continuaram abraçados por mais minutos, até que Anya lentamente o soltou; eles se encararam, os dois com lágrimas no rosto, e antes que Anya pudesse secar as suas, Drake o fez primeiro.

 

Drake: Você já tem o que?... Quinze?

Anya: Dezesseis...

Drake: Certo, dezesseis... você já não está um pouquinho velha pra chorar nos meus braços?

Anya: Você também!...

Drake: Certo, certo... isso é um empate...

Anya: Eu posso aceitar isso... – eles se encararam por alguns segundos, e Anya não esconde um sorriso. – Bom...

Drake: O que?

Anya: ... Eu acho que seria bom se você descansasse mais um pouco...

Drake: Eu já estou melhor...

Anya: Drake!...

Drake: Tá bom, tá bom...

 

Anya se despediu dele, e então, ela saiu, deixando Drake sozinho. Ele sabia que ainda estava franco, então acabou voltando pra tenda, e pra sua maca, então, ele pegou e colocou a bainha, e dessa vez, a alça dela não sumiu, já que Drake mal possuía magia.

 

Drake: ... Você está acordada, não?

Rih: ... Sim...

Drake: Entendo...

Rih: Ela vai ficar bem?

Drake: Sim... quem nos achou?

Rih: ... Fui eu quem te trouxe até aqui...

Drake: Eu lembro disso...

Rih: ... Você não quer saber de algo mais?

Drake: Depois... eu quero manter o seu “caso” afastado do resto...

Rih: ... Entendo.

Drake: ... Eles não perguntaram nada quando você apareceu?

Rih: Bom, um pouco..., mas, como eu tinha voltado com você desmaiado...

Drake: Faz sentido...

 

Os dois ficaram em silêncio, e logo, desistiram de conversarem, então, os dois continuaram deitados, esperando até que se recuperassem...

 

[...]

 

No limbo, Lilith, Veldric e Shadi estavam na sala do trono, e nele, estava o mestre de todos, um demônio antigo e poderoso, seu corpo era envolto em sombra, somente com seus olhos vermelhos sendo visíveis.

 

- O que você descobriu, Shadi?

Shadi: Bem, meu lorde... nada... eu não consegui decifrar o que estava escrito lá...

- E por que não?

Shadi: Alguém... um outro oraculo interferiu.

- Entendo. Então, isso significa que eles encontraram a profecia...

Shadi: Temo que sim, meu lorde...

- Pois bem... Veldric e Lilith, voltem a seu trabalho, e quanto você, Shadi, eu quero que você encontre esse oraculo...

Shadi: Sim, meu lorde.

- Dispensados...

 

[...]

 

Se passaram horas e minutos, até que Drake estivesse recuperado o suficiente para lutar, e ele não perdeu tempo. Procurando por Dwergon, ele descobriu que Durwal tinha voltado para reportar o que havia acontecido nas minas. E junto do anão, ele encontrou sua espada, ela tinha sido reparada, e estava praticamente como nova.

 

Dwergon: Esse realmente foi um trabalho de qualidade do meu velho, mas no final, eu conseguia traze-la para sus idas de glória!

Drake: ... Quanto eu tenho que pagar?

Dwergon: Honestamente, nada. Ter reparado essa espada já foi um pagamento bom o suficiente.

Drake: Certo... então, por que não houve nenhum avanço?

Dwergon: Como nenhuma das formigas tentaria sair dessa área, eu decidi que deveria tratar dos feridos antes de manda-los pra fora das minas...

Drake: ... Sabe... Lyria me falou de um irmão...

Dwergon: Eu sei, eu conheci o rapaz...

Drake: Então?

Dwergon: Não achamos nem o corpo...

Drake: ... Entendo... e, onde ela está?

Dwergon: Eu a mandei de volta pra Cinnabar... eu não acho que ficar aqui vai ser bom pra ela, agora que... bom, você sabe...

Drake: Sim.... Então, qual é o plano agora?

Dwergon: Só restaram mais algumas formigas e a rainha, então só precisamos desfazer a muralha, e poderes atacar.

Drake: Certo.

 

E assim eles seguiram; Drake, Barry e Leo estavam prontos para lutar, e como reforços, além de Dwergon, estavam outros anões e elfos. Assim que a parede sumiu, eles avançaram, com Dwergon liderando os soldados, que serviriam de distração, enquanto o grupo de Drake atacaria a rainha.

A luta não foi longa, dado os números em cada lado, e logo que a rainha foi morta, e seu soldados também, Drake ateou fogo nos ovos que ainda não tinha chocado, e por fim, a câmara aonde Shadi e Veldric estiveram estava, de certo modo, limpa.

Naquele lugar havia uma energia magica sútil, que poucas pessoas podiam sentir, e Drake conseguia senti-la, ela era quente e possuía certa pressão. Ele encarava as paredes, já que essa energia parecia vir de todo lado, até que Barry andou até ele.

 

Barry: Você também?

Drake: ... Você consegue sentir isso?

Barry: Sim...

Drake: O que você acha que é?

Barry: Não faço a mínima ideia.

Drake: Devemos falar pro Dwergon?

Barry: ... Talvez?... Ele não parece ter sentido nada...

Drake: Você consegue rastrear de onde, exatamente, ela está vindo?

 

Barry se abaixou e tocou o chão, lentamente, sua magia começou a ressonar com a energia que havia lá, e após alguns minutos, ele levantou.

 

Barry: Ela vem de todo lugar, mas principalmente, de lá... – ele apontou para o lado oposto ao que entraram, onde havia um pequeno morro de pedras que se juntava à parede da câmara.

Drake: Entendo...

 

Os dois andaram até lá, e de fato, aquela energia parecia mais presente, mais forte e mais energética, parecia que ela presa, e queria ser liberta, e foi isso que aconteceu. Barry tocou na parede, e usou sua magia para mover a terra, o que ele não esperava é que sua magia serviu como fonte energia para um “mecanismo” místico se mover.

As pedras se dividiram na forma de quadrados, elas não caíram do teto ou das paredes, pode se ouvir o som de engrenagens conforme as pedras se moviam, chegando até o chão, onde iam formando uma camada artificial de ‘tijolos” brancos.

Quando tudo acabou, o lugar aonde Drake e Barry tinha se revelado como uma escadaria para um trono de ouro maciço, encrustado em diferentes joias de diferentes cores, mas o grande destaque ia para o teto, e para as paredes, nelas, estava pintando o que Drake identificou como a Guerra Santa, desde o momento em que começará, até quando o líder dos demônios foi derrotado e selado. Não só isso, estavam pintados outros momentos da história, do passado, antes da guerra, e depois dela também, e isso foi confirmando quando eles acharam uma pintura que mostrava pessoas descobrindo aquele mesmo local.

Além das pinturas, haviam diversas coisas escritas, nas mais variadas línguas do mundo moderno e antigo, mas entre as principais, estavam o alfabeto humano, Runas, Álfyn, e a linguagem draconiana. Drake se lembrou dos livros que tinha visto naquele outro lugar, as duas coisas estavam claramente conectadas.

 

Dwergon: O QUE VOCÊS FIZERAM!?!!

Drake: Nada!! ­– Ele e Barry desceram as escadas, até chegarem em Dwergon.

Dwergon: Nada!? – Ele apontou para todos os lados, e parou apontoando pro trono. – Isso é “nada”?!?

Drake: ... Talvez?

Dwergon: ... Eu nem sei por onde começar...

Barry: Existem coisas mais importantes, não?

Drake: Exatamente. O que é esse lugar?...

Dwergon: Eu não sei!

Drake: ... Desde que quando isso pode estar aqui?

Dwergon: Esse lugar claramente foi bem conservado...

Drake: O tempo não importa... o “conteúdo” desse lugar é mais importante...

Dwergon: ... Eu reconheço Runas e um pouco de Álfyn...

Drake: Tem um pouco de draconiano arcaico também...

Dwergon: Você consegue ler o que está escrito?

Drake: Um pouco, eu nunca cheguei a estudar muito sobre a língua arcaica... – ele procurou pelas paredes por alguns minutos. – “Um guerreiro” alguma coisa... “vermelho” ... algo parecido com “Éter” ... “quatro cavaleiros” ... e só isso...

Dwergon: Isso é só o que você consegue ler?

Drake: Sim.

Dwergon: Certo... muito bem, como já terminamos o que fizemos fazer, e todo esse negócio é só um “extra”, vamos voltar!

Drake: ... E quanto a esse negócio?

Dwergon: Eu vou conversar com o rei sobre isso...

 

E assim, eles seguiram; elfos e anões removendo os cadáveres das formigas, e depois disso, eles voltaram para Cinnabar.

O quarteto voltou para a loja de Dwergon, enquanto que o próprio Dwergon foi atrás de Durwal, para discutir sobre o que havia acontecido na caverna. O grupo continuou pro lá, já que ainda precisavam receber o pagamento da missão, e Anya queria a chave de invocação que Lyria prometera.

O processo de forjar uma chave não era demorado, até porque, elas podiam ser forjadas de praticamente qualquer metal existente, a qualidade não importava. Lyria voltou da forja, e nas suas mãos estava o que parecia uma simples chave, que foi entregue à Anya.

 

Lyria: Foi interessante tramalhar nela, no mínimo... eu não trabalho muito com metais, então, o que você acha?

Anya: Ela me parece muito boa! Obrigado!

Lyria: Sem problemas!

Anya: ... Você quer saber qual vai ser o espírito que vai ser invocado?

Lyria: ... Você não sabe qual vai ser?

Anya: Mais ou menos... eu tenho que explicar como isso tudo funciona, não tenho?

Lyria: Sim...

Anya: Certo... basicamente, o meu tipo de invocação pode ser separado em dois tipos, o primeiro é para espíritos que são baseados nas constelações, e o segundo é praticamente a mesma coisa, com a diferença de que são só doze constelações...

Lyria: As doze constelações do zodíaco, já que você já tem uma.

Anya: Exato!

Lyria: E como você sabe qual deles vai aparecer?

Anya: Eu não sei!

Lyria: ... Então?...

Anya: O que aparecer é o que aparecer, à menos que o contrato não funcione, então eu vou tentar de novo, e torcer para vir outro...

Lyria: Entendo...

Anya: Agora, é hora de testar essa belezinha...

 

Concentrando sua magia no item, Anya segurou-a à frente do corpo, e um círculo mágico surgiu, tal como o Leo, porém, os ponteiros se moviam para lados opostos, sem parar, e o mesmo ocorria com o círculo exterior, já que ainda não havia um espírito definido.

Por alguns minutos, todos ficaram em silêncio, enquanto o círculo mágico apenas se movia, até que Anya finalmente conseguiu contactar um espírito; a chave já infundida com magia começou à mudar, o metal tomou uma cor dourada, uma das extremidades era como uma gaiola, e a outra ponta terminava em três pontas, parecido com um tridente, e o “meio” que as ligava pareciam duas correntes de aço.

 

Anya: ⸢Abrace suas vítimas no metal frio! Extraia o sofrimento em sangue de mil perfurações... Sexto Portão do Zodíaco: Virgo⸥!

 

Os ponteiros rapidamente se moveram para o ponto, com o círculo exterior mostrando o símbolo de virgem, então, 9 pontos de luz surgiram, a constelação de virgem, e por fim, num clarão, o espírito apareceu.

Virgo tinha uma pele pálida, cabelos curtos de cor prata, e olhos de uma escura cor de violeta; ela trajava um vesti branco com sua saia metálica alçando um pouco acima dos joelhos da garota, por cima do vestido, e nos braços, ela usava cota de malha, e pedaços de armadura prateado como proteção, nos avambraços, haviam alguns pequenos espinhos, em seus pulsos havia uma corrente que chegava à tocar o chão, e nas mãos, ela trajava luvas brancas; nas pernas, até os joelhos, ela trajava a armadura, e na caneleira também haviam pequenos espinhos, no “espaço” existente entre a saia e a amadura, era possível ver que ela suava meias longos que chegavam até a metade das coxas, de cor branca; em seu pescoço, havia uma gargantilha de metal, e em sua cabeça, uma tiara de metal prata, com o detalhe de uma rosa dar cor de sangue no lado direito.

 

Anya: O espírito de virgem...?

Virgo: Essa seria eu, senhorita.

Anya: Entendo... isso parece uma piada cruel do destino...

Virgo: Infelizmente, eu não compartilho do seu senso de humor, senhorita...

Anya: Vamos deixar isso de lado.... Eu gostaria de formar um contrato com você!

Virgo: Não vejo outro motivo para estarmos aqui além desse, senhorita.

Anya: É... você tem alguma objeção?...

 

Da bolsa de Anya, surgiu um brilho dourado, e Leo surgiu atrás dela. Ele trajava uma outra armadura que o fazia parecer maior, além dele estar usando um elmo que era modelado para ser semelhante à cabeça de um leão.

 

Leo: Eu tenho uma...

Anya: Leo! Eu disse pra você não aparecer de repente! E sem a minha autorização!

Leo: Eu sei, mas... – ele encarou Vigo. – Yumiko! É bom te ver aqui!

Virgo: Não posso dizer o mesmo, Leonard...

Leo: Eu já falei pra não me chamar assim!

Anya: ahem... Vocês se conhecem?

Leo: Mais ou menos... somos vizinhos...?

Virgo: Conhecido, se me permite dizer.

Anya: ... Vocês se dão bem?

Leo/Virgo: Não.

Anya: Certo... Virgo, é um problema se nós formarmos um contrato? Digo, mesmo com o Leo já estando comigo...

Virgo: Desde que Leonard fique fora do meu caminho, não.

Leo: ... Por que eu faria isso?

Anya: ... Leo, você pode voltar, por favor?

Leo: ... Eu escolheria outro espírito... – então, ele sumiu.

Anya: Bom, temos um contrato?

Virgo: Sim. Eu devo devotar a minha vida à senhorita... mil perdões, mas qual seria o seu nome?...

Anya: Anya Hamill.

Virgo: Anya. Se me permite, senhorita?

Anya: Sim...

 

Virgo fez uma reverência, seu corpo brilhou, e por fim, ela sumiu. Anya encarou a chave em suas mãos, e receosamente, a guardou na bolsa, junto das outras duas chaves que ela possuía.

 

Anya: ... Com isso, está tudo pronto!

Lyria: Eu tenho algumas perguntas sobre isso?

Anya: Tipo?

Lyria: Leo e Virgo, eles são seres vivos?

Anya: Tecnicamente... eles podem se manifestar no nosso mundo desde que o invocador tenha Ethernano...

Lyria: Então... eles estão mortos?

Anya: Sim e não... é difícil de explicar...

Lyria: Imagino...

Anya: Então, quanto a chave custa?

Lyria: Umas 60L Prateadas...

Anya: Certo, e obrigada!

 

[...]

 

Ainda em Cinnabar, Durwal estava em sua biblioteca particular, ele procurava por um livro sobre as Runas arcaicas, porém, ele também fazia isso por que ele não conseguia dormir.

Há alguns dias atrás, ele fora visitado por uma criatura que era movida por desejos carnais e luxúrias, Lilith. Ele tinha sido manipulado por ela, e como o plano dela havia falhado, pelo menos, pelo que Dwergon falou. Dwergon sabia que, a qualquer momento, ele poderia morrer.

Ele pegou um livro que parecia útil, e se dirigiu para a única mesa que havia lá, porém, chegando lá, já havia uma pessoa naquela mesa.

O homem era algo, com um pouco mais de 1,80m, seu corpo inteiro era escondido por um longo manto negro, mas era aparente que ele usava uma armadura, já que era possível estucar o som do metal acompanhando seus movimentos; seus cabelos eram negros, ligeiramente longos, seus olhos eram vermelhos, com o direito de um tom escuro, e o esquerdo de tom claro, e nesse mesmo olho, havia uma cicatriz, dois cortes.

 

Durwal: ... Te mandaram aqui para me matar?

Hould: Poderia ser o caso, mas eu não recebo pra isso...

Durwal: Quem é você?

Hould: Houldren Dantenn, - ele levantou, e fez uma reverência – ao seu dispor.

Durwal: ... Se você não está aqui pra me matar, o que você quer?

Hould: Eu quero muitas coisas, mais do que você pode imaginar...

Durwal: Então?...

Hould: Existe algo aqui em Draconis que chamou minha atenção... o que você achar que é?

Durwal: A profecia...

Hould: Exatamente! E pela sua resposta, você já sabia que ela estava lá, certo?

Durwal: Sim, desde que me tornei o duque de Cinnabar.

Hould: Eu não quero ouvir a história da sua vida!... Sabe, eu sou algo como um coringa! Eu não estou de nenhum lado! E é por isso que eu estou aqui!

Durwal: ...

Hould: Para alguém como eu, um jogo sendo jogado lentamente é um tédio, e o que eu quero é ver esse jogo de pernas para o ar, eu quero ver um jogo interessante!

Durwal: ... E?

Hould: Bom, você não sabe quem é o “grande chefão” por trás de pessoas como eu, ou Lilith, certo?

Durwal: Não...

Hould: Muito bem, muito bem! Você pode escolher acreditar, ou não, mas é a realidade: o nome é Thânatos!

Durwal: ... O que...

 

Durwal estava congelado, aquele nome era alo de que ninguém deveria saber nessa era, mas havia uma chance de isso ser verdade. Hould riu vendo o medo do duque, e então, ele apenas sumiu nas sombras.

 

[..]

 

Após a nova aquisição de Anya, o grupo voltou para Kairos; já era bem de noite quando eles chegaram, Anya e Barry passaram na guilda, para entregar o relatório da missão, enquanto que Drake e Rihana foram direito para casa. Nesse ponto, Drake já lembrava claramente de tudo o que acontecera no seu encontro com Lilith, mas, acima de tudo, ele queria saber como Rihana encaixa em tudo aquilo.

 

Drake: Como você chegou até lá?

Rihana: ... Eu senti alguma coisa me chamando...

Drake: O mesmo aconteceu comigo... Como aqueles dois te conheciam?

Rihana: Eu... bom...

Drake: Eu quero uma resposta direita!

Rihana: ... Alguém está... me caçando...

Drake: Quem? E por quê?

Rihana: E-eu não posso dizer!

Drake: ... De novo com essa conversa?

Rihana: ...

Drake: Esses dois... eles têm alguma relação com aquilo?

Rihana: Sim...

Drake: ... O que aconteceu naquele dia?

Rihana: ... Eu ia sair daqui ainda naquele dia... meu plano nunca foi ficar em Draconis..., mas... eu fui atacada...

Drake: Por?...

Rihana: Demônios...

Drake: Entendo... você pode ir dormir...

Rihana: É-é só isso... você não vai perguntar mais nada?...

Drake: Por enquanto, não...

-

Algumas horas depois, Rihana já estava dormindo, enquanto que Drake estava na sala, ele escrevia um relatório para o rei, informando o que aconteceu nas cavernas de Cinnabar, e também, a ligação disso com Rihana. Antes do dito relatório, ele também tinha escrito uma carta, e o conteúdo dela era sobre o sonho de Drake. Após terminar de escrever o relatório, ele andou até a janela, e assobiou numa frequência que os humanos não ouviam, e logo um pássaro apareceu, era uma coruja de plumagem completamente branca; Drake prendeu o relatório numa das garras dela, e ela voou de volta para o castelo.

Drake se virou para a carta em cima de sua mesa, e decidiu que a enviaria amanhã; ele se deitou no sofá, e em seu sono, ele reviu o sonho que tivera antes...

-

Ele ainda estava sentado naquela pedra, Drake já tinha perdido a noção de tempo, até que algo aconteceu.

O magma ao redor da pedra sofreu leve deformações, e à frente de Drake, uma criatura surgiu, era uma visão que Drake pensou que nunca mais veria, mesmo que fosse só um sonho, na sua frente, estava um dragão.

Suas escamas eram escarlates e brilhosas, e Drake reconheceu que era uma fêmea, e ele também notou que ela possuía as mesmas rachaduras alaranjadas de Drake, com a pequena diferença de que, nela, no centro de seu “peito” havia algo que parecia um cristal laranja, e as rachaduras pareciam sair dele.

 

- Drake Hamill!

Drake: ... Eu!

- Fico feliz que tenha aceitado meu convite.

Drake: Eu tinha outra escolha?

- ... Imagino que tenha perguntas a fazer, não?

Drake: Algumas... quem é você?

- Como você pode ver, eu sou uma dragonessa, e uma rara entre nossa espécie...

Drake: ... “Rara”, por quê?

- É aparente que eu não sou como os dragões que você conheceu, e isso se deve ao fato de que eu possuo um poder único...

Drake: ... Continue...

- Entre nós, dragões do fogo, existem chances de nós nascermos com a capacidade de desenvolver um poder ainda maior. E imagino que você experimentou parte desse poder.

Drake: Sim... e?

- Você é um dos poucos dragões ainda vivos na atualidade, ainda mais, você é como eu! E por isso, eu escolhi você como sucessor do meu poder!

Drake: O que eu tenho que dar? Minha alma?

- Eu entendo a sua desconfiança, mas eu não tomarei nada de você...

Drake: Estou ouvindo...

- Não mais o que ouvir, apenas a decisão: você quer, ou não, esse poder?

Drake: Sim.

- ... Muito bem...

 

O cristal em seu peito brilhou, e uma copia dele surgiu no ar, emanando pequenas brasas e faíscas, e lentamente o cristal chegou até Drake.

 

- Esse é o nosso núcleo, e é dele que vem o nosso poder.

Drake: Imagino que ele tem um ponto fraco...

- Sim, caso ele seja danificado, a sua própria vida pode estar risco...

Drake: Entendo...

- Ainda vai aceitar esse poder?

Drake: ... Sim...

 

Então, o cristal se aproximou ainda mais dele, até atravessar seu peito, conectando-se com o coração de Drake. Por um momento, nada aconteceu, até que Drake sentiu aquela energia fluiu em seu corpo, e com isso, seu corpo explodiu em chamas, e Drake caiu ao chão, gritando em agonia.

Por todo o seu corpo, suas escamas surgiram lentamente, e quando completamente expostas, elas começaram a cair de seu corpo; em seguida, suas asas surgiram, a carne foi queimando até sumir, restando somente os ossos, que logo ficaram completamente negros, e o mesmo aconteceu com sua cauda.

Por fim, um par de chifres surgiu em sua cabeça, Drake levou as mãos até eles, e em agonia, ele os quebrou, e junto deles o fogo explodiu e se extinguiu.

 

- O ritual está completo...

 

Ela apenas assistiu, esperando pelo momento em que Drake se levantaria, mas não foi o que aconteceu. O corpo de Drake foi envolto por uma aura vermelha, e logo ele começou A flutuar, e então, antes do sonho acabar, ele soltou um único e monstruoso rugido.


Notas Finais


1 - Avambraço (Vambrace) é a parte de uma armadura que cobre desde o ombro até o pulso.
2 - Yumiko (優巫女) pode ser separado em: "Yu" (優), traduzido como "excelente/superioridade"; e "Miko" (巫女), traduzido como 'donzela (ou noiva) do santuário"; e a palavra completa seria "sacerdotisa".


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