História White Glue - Capítulo 1


Escrita por: e OtakuSquadProj

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Archie-sama, Bolinho De Arroz, Carta, Cola, Fluffy, Naruto, Osp, Otaku Squad, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Swosp
Visualizações 179
Palavras 2.305
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Escrevi essa fic CORRENDO para a Swosp AHAUAASA E o pior foi que me atrasei na postagem simplesmente por ter ATUALIZADO a página sem querer. Sério, queria estar morta.

Enfim, espero que gostem.

Prompt: cola

Capítulo 1 - Single Chapter - Love Letters, White Glue and Rice Balls


White Glue

By: Archie-sama

Single Chapter — Love Letters, White Glue and Rice Balls

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Capítulo Único — Cartas de amor, cola branca e bolinhos de arroz

 

Para Uchiha Sasuke, aquele era apenas mais um dia comum no colégio. Algumas aulas chatas, intervalos, professores exigentes e pessoas igualmente desinteressantes. O mesmo de sempre.

Ou pelo menos deveria ser.

Mas, quando abriu seu armário no final do último intervalo — estava à procura de um material que havia esquecido —, foi surpreendido por uma “chuva” de cartinhas de amor que despencou aos seus pés. Franziu as sobrancelhas, perguntando-se se aquela era uma das datas comemorativas que tanto odiava.

Ah, sim.

Era dia dos namorados.

Suspirou, meio aborrecido. Havia esquecido completamente. Talvez pelo fato de que, esse ano, nenhuma garota desavisada achegou-se a ele a fim de oferecer-lhe chocolates — todas que se interessavam por ele sabiam que detestava doces. O garoto de doze anos, porém, não sabia exatamente se isso havia sido sorte ou azar. Por um lado, era ótimo que não precisasse rejeitar chocolates de alguém a cada corredor percorrido; por outro, não era como se as garotas fossem deixar de importuná-lo por causa disso, o que era incômodo. Agora tinha todas aquelas cartas de confissão em seu armário.

Ele se segurou para não soltar um resmungo, abaixando-se para recolher as cartas que haviam caído. Não entendia por que ainda insistiam em fazer aquilo, se ele nem ao menos se daria ao trabalho de ler. Sasuke era um garoto sério e centrado, acreditava ter coisas mais importantes para se preocupar no momento — como seu futuro acadêmico, por exemplo. Não tinha interesse em coisas fúteis como namorar.

Deixando para pensar no que faria com aquelas cartinhas depois, ele simplesmente enfiou todas de volta no armário e, após pegar o livro que estava procurando anteriormente, trancou outra vez. Estava prestes a ir embora — a última aula começaria em alguns minutos — quando algo em sua perna lhe chamou a atenção. Percebeu que havia deixado passar uma carta. Não era para menos, já que o pequeno envelope simplesmente estava grudado na sua calça.

Estranhou aquilo. Ao mesmo tempo em que era inconveniente, ele se permitiu achar até engraçado. Porque, sinceramente, era algo estúpido.

Sasuke levou a mão até a carta e a puxou calmamente, observando-a desgrudar de sua calça com um fio de... cola?

Pfft. Ele não pôde evitar rir por dentro. Que garota havia sido idiota a ponto de encher o envelope de cola? Ao invés de fazer aquilo à mão, não seria mais vantajoso se ela, sei lá, comprasse pronto? Essa perspectiva o deixou curioso, fazendo com que trouxesse a carta para mais perto do rosto. Sua expressão tornou-se pensativa. Não havia remetente. Entretanto, antes mesmo que pudesse dar um segundo pensamento a isso, foi atingido em cheio pela fragrância floral que exalava do papel.

Ele arregalou os olhos.

Aquele cheiro era peculiar.

Depois disso, ele realmente queria saber a quem pertencia a carta. Bufou, contrariado. A essa altura já estava atrasado para a aula, mas sua curiosidade era grande demais para que se importasse com isso. Abriu o envelope, ignorando completamente o adesivo de coração e a cola que, além de ter sujado sua calça, agora grudava em seus dedos. E, como tinha pensado, realmente havia uma folha de caderno ali dentro. Imaginou que também fosse reconhecer a letra ali gravada, contudo, por algum motivo, a escrita era diferente da que se recordava. Isso não era nada de mais, é claro, mas ele se sentiu desapontado ainda assim, embora não entendesse muito bem o porquê.

No fim, aquela era a primeira carta de dia dos namorados que ele abria. E, já que havia chegado tão longe, não faria diferença se lesse até o final. Ele meio que já estava matando aula mesmo...

“Querido Sasuke-kun,

Eu confesso que, esse ano, não estava planejando te entregar nada no dia dos namorados. Para ser sincera, a minha insegurança não me deixa pensar com clareza. Além de não querer te incomodar, eu simplesmente sinto que nunca serei notada... Mas, depois de tudo, decidi que deveria fazer alguma coisa mesmo assim. Porque, afinal, isso não se trata de ser correspondida... É simplesmente a forma como eu me sinto. Peço desculpas por estar sendo irritante, mas prometo que será só dessa vez! Talvez, no futuro, quando eu for um pouco mais confiante, eu te faça aqueles bolinhos de arroz que você tanto gosta... E alguma receita com tomates.

Eu estou realmente nervosa nesse momento, então serei rápida para não perder a coragem: eu gosto de você, Sasuke-kun. Gosto muito, muito mesmo. E eu simplesmente preciso te dizer... Porque talvez assim essa sensação de que meu peito vai explodir diminua.

Eu gosto de como você é gentil, apesar de muitas pessoas não notarem isso. Admiro o seu jeito tranquilo e observador e me sinto feliz quando você está se divertindo. Também gosto de como você sempre se esforça, não querendo ser deixado para trás mesmo já sendo muito talentoso. Além disso, você nunca me subestima e me faz sentir bem, mesmo que não perceba. Você é único e especial para mim, Sasuke-kun, e eu gosto mais de mim quando estou com você.

Eu poderia passar horas tentando descrever meus sentimentos nessa folha, mas nenhuma palavra chegaria perto de como eu realmente me sinto. Então, irei parar por aqui. Acho que é o suficiente... Se você chegar a ler isso, saiba que eu simplesmente sou muito grata pela sua existência.

Com amor,

de uma garota apaixonada.”

Depois da leitura, as bochechas de Sasuke simplesmente queimaram em brasa viva. Vermelho até as orelhas, o garoto olhou para os lados, verificando se ainda continuava sozinho no local, e enfiou a carta no bolso da calça. Cobrindo o rosto parcialmente com a mão, sentiu-se completamente envergonhado e fora de órbita. Considerava-se sortudo por Naruto, seu melhor amigo, não estar por perto. Tinha certeza de que ele soltaria alguma piadinha sobre o quanto o “inatingível” Sasuke, na verdade, era facilmente influenciado por meia dúzia de elogios.

De fato, ele realmente não havia conseguido ficar indiferente diante de palavras tão sinceras e diretas, mas era somente porque havia algo nelas... algo naquela carta... que chamou a sua atenção. Algo familiar.

Pondo-se a pensar, o garoto desistiu de vez de retornar à sala e apenas permaneceu ali, encostado aos armários com as mãos dentro dos bolsos da calça. O conteúdo da carta girava sem parar em sua mente, e seus dedos grudentos de cola não lhe deixariam esquecer isso tão cedo. Era até engraçado constatar que ele verdadeiramente estava ponderando sobre o que fazer em seguida. Ele, que não possuía interesse no amor. Ou era o que achava, até então.

O tempo passou lentamente naquele fim de tarde, porém Sasuke não estava com pressa. Ele somente ficou ali, esperando pacientemente pelo fim das aulas. E, quando o sinal finalmente tocou, o garoto passou a agir como um robô, apenas acenando a cabeça para todas as garotas que o cumprimentavam enquanto passavam para ir embora. Estava muito, mas muito agradecido por ninguém ter decidido se declarar pessoalmente, porque ele já estava cansado de ter que ficar rejeitando todo mundo. Não gostava daquelas garotas, afinal, e não tinha muito que fazer sobre isso.

Ele já estava começando a ficar agoniado de tanto pensar, até que enfim ela apareceu.

— Ah, Sasuke-kun! Você estava aí... Fiquei preocupada por um momento. — Haruno Sakura lhe lançou um sorriso amável, acenando de longe enquanto se aproximava juntamente de Naruto e Hinata. O loiro também acenou, carregando sua mochila junto com a dele, e Hinata sorriu gentilmente.

— Não deu pra voltar — Sasuke respondeu simplesmente, encarando Sakura mais do que o normal. Obviamente ele tinha um motivo para isso, no entanto, mesmo se não tivesse, seria idiota não reparar no quanto os cabelos róseos dela haviam crescido. Eles eram simplesmente bonitos demais. Sakura era bonita demais.

Ao perceber que os olhos negros a fitavam diretamente, as maçãs do rosto de Sakura imediatamente se avermelharam, e ela assentiu com a cabeça, abaixando o olhar para o chão. Sentia que poderia explodir de vergonha, mas felizmente Hinata estava ao seu lado, encorajando-a silenciosamente a permanecer firme.

— Ei, Sasuke!! Não tem vergonha de matar aula, seu maldito?! — Naruto, exagerado como sempre, foi para cima do Uchiha e socou o braço dele, que o fuzilou com os olhos, devolvendo a agressão na mesma moeda.

— Isso não tem nada a ver com você, idiota! Tsc — Sasuke retrucou, pegando sua mochila e voltando a atenção para Sakura outra vez. Não poderia esperar mais, tinha que saber se seu raciocínio estava correto. — Sakura — ele a chamou com calma, ignorando Naruto e Hinata e aproximando-se mais um passo da garota.

O cheiro dela ainda era o mesmo. Aquele aroma de flores de cerejeira que foi, inicialmente, o responsável pela desconfiança em relação à carta. Era inconfundível. Mas precisava de algo mais, pois com certeza várias pessoas poderiam possuir aquele perfume. Ele, porém, particularmente o achava único, ainda mais em se tratando dela.

— Sim? — Os olhos verdes da Haruno arregalaram-se levemente à menção do seu nome. Ela estava surpresa por Sasuke chamá-la tão inesperadamente e não sabia muito bem o que fazer quando ele estava tão perto. Podia sentir seu rosto todo quente.

— Você pode... me mostrar suas mãos? — o garoto perguntou seriamente, o rosto impassível fazendo com que fosse bem difícil imaginar o que ele estava pensando. 

Naruto e Hinata o encararam confusos, mas não mais que a própria Sakura. Ela, contudo, não precisou colocar muito de seu pensamento nisso e logo estendeu as mãos para ele. Sasuke, meio relutante, as segurou.

Foi inevitável que o rosto dele se colorisse de vermelho também, e essa foi a deixa para que o outro casal se retirasse de cena e fosse aproveitar o restante do dia dos namorados — Naruto podia ser espalhafatoso, mas possuía muita sensibilidade quando se tratava de laços. E Hinata, bem, ela entendia muitas coisas apenas com um olhar. Eles sabiam quando alguém precisava de privacidade.

— Sasuke-kun...? — A Haruno o olhou em dúvida.

As mãos de Sakura eram pequenas e macias, Sasuke pôde perceber, e era ótimo segurá-las. Mas não foi apenas isso que o deixou nesse estado. Os dedos dela estavam impregnados de cola. Foi quando ele finalmente confirmou as suspeitas que lhe surgiram ao lembrar que, mais cedo, durante a aula de literatura japonesa, Sakura tinha em sua mesa um tubo de cola branca. E cochichava algo constantemente com Hinata, que sentava ao lado dela. 

Como sabia disso? Bem...

Ele estava sempre a observando.

Mesmo que não quisesse, seus olhos involuntariamente procuravam por ela, memorizando cada traço, cada ação, cada sorriso. No entanto, nunca tinha parado para pensar nisso até esse momento.

— Amanhã às 15h — Sasuke afirmou de repente, soltando as mãos dela devagar. Queria continuar segurando-as, mas já estava suando de tão nervoso. — No parque Sankaku. — Ele deu as costas, não aguentando mais sustentar o olhar sobre o dela porque sabia que estava vermelho. — Não se atrase.

— Hm? C-Como assim, Sasuke-kun? — O coração de Sakura batia tão forte que ela tinha medo que ele pudesse escutar. Totalmente corada, ela cobriu as bochechas com as mãos. Queria saber se isso era um sonho ou algo do tipo. Não era normal que Sasuke agisse dessa maneira.

— Suas mãos estão cheias de cola — ele disse. Parecia que estava desviando do assunto, mas, na verdade, queria que ela percebesse do que se tratava tudo aquilo. Ele​ sabia que havia sido ela e, por mais incrível que pudesse parecer, ele a correspondia.

— Ehh? — Ela observou as mãos, lembrando-se de ter se atrapalhado toda fazendo um envelope de última hora para sua cartinha de dia dos namorados.

— Eu quero onigiris, Sakura — ele resmungou, envergonhado, mas sua voz saiu alta o suficiente para que a garota ouvisse. E foi aí que ela se deu conta, olhando das próprias mãos para as costas dele simultaneamente: ele tinha descoberto sobre a carta!

— M-Mas como?! — exclamou mais para si mesma do que para ele, visto que já sabia a resposta. Era tudo culpa da bendita cola. — Eu até mesmo pedi para Hinata escrever no meu lugar... — ela falou, impressionada. Sabia que ele reconheceria sua letra imediatamente, uma vez que trocavam constantemente anotações sobre as aulas, por isso decidiu não escrever a carta.

Mas devia saber que ele descobriria. Afinal, podia ser a garota mais inteligente da classe, entretanto Sasuke ainda era o mais perspicaz. Porém, no fim das contas, não tinha como dizer que estava frustrada por causa disso — ela aparentemente tinha um encontro com o Sasuke-kun! Estava perplexa. 

Isso significava que ele gostava dela? Era surreal. Nunca imaginou que pudesse haver reciprocidade do garoto que amava desde que tinha oito anos de idade. E, notando que ele já caminhava para ir embora, correu para alcançá-lo.

— Quais sabores você quer, Sasuke-kun? — Sakura questionou, entusiasmada, e segurou o queixo em seguida, pensativa. — Devo fazer de tomates?

Sasuke a olhava de canto de olho, tentando não demonstrar que estava totalmente satisfeito com o rumo que as coisas haviam tomado — porque era meio embaraçoso. Jamais havia imaginado que uma simples coincidência, estranhamente causada por uma cola, fosse levá-lo a pensar tanto e a tomar esse tipo de atitude em um só dia. Mas agora entendia que, porque era ela, então ele não se importava em ser um pouco fútil. Se fosse com Sakura, tinha certeza de que, sem perder o foco nos estudos, sobreviveria muito bem a algo etéreo como o amor.

E, no final, era ele quem estava agradecido por ela existir — e por ter escrito aquela carta.

— Tsc, irritante.


Notas Finais


Eu coloquei o parque Sankaku justamente porque foi o único que lembrei, lá de quando li Ao Haru Ride. kajakskjs

Eu senti que essa fic dá uma boa continuação, hein 😳

Enfim, até a próxima! ❤


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