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História White Killer - Min Yoongi - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que gostem.
A demora é só porque estou com dificuldade em ligar os acontecimentos, a história já está defendida até ao fim.

Capítulo 2 - Perfect crime


Fanfic / Fanfiction White Killer - Min Yoongi - Capítulo 2 - Perfect crime

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Dia 14 de fevereiro de 2025 - 17:43 Coréia, Daegu, salão de festas.

A minha cabeça latejava, o cheiro ferroso de sangue envadia as minhas narinas, o meu corpo encontrava-se dormente porém podia sentir dedos frios entrelaçarem os meus fios de cabelo, além do silêncio ensurdecedor de fundo, eu ouvia um choro perto de mim, e alguns pingos de água caírem na minha testa, sendo estes rapidamente secados pelas mãos macias que anteriormente estavam no meu cabelo.

Os meus olhos pareciam estar colados e foi um processo bem difícil para os abrir, mas consegui, sendo invadida pela forte luz solar que me deixou a ver bolas roxo por uns segundos.

Forçei-me a levantar e fui amparada pelas mãos até então desconhecidas que me auxiliaram a sentar no chão frio.

— S/n desculpa - A voz chorosa e rouca de um homem soou nas minhas costas.

Era a voz de Yoongi, as mãos estavam ensanguentadas, assim como a roupa e a faca que se encontrava alguns metros de nós.

Olhei em volta pelo salão, eu estava sentada no chão de azulejos com o moreno ao meu lado, à nossa volta bastantes corpos desmaiados; não estavam mortos, dava para ver a caixa torácica deles a mover-se, sentados por cima de uma mesa de madeira estavam Sehun e Sejoung que nos encaravam preocupados.

— Vamos arrumas isto - Afirmei incerta enquanto me levantava.

Uma tontura forte se fez sentir, quase me impediu de me levantar mas os braços de Yoongi seguraram-me.

— Sejoung, vai buscar o teu kit e vais suturar todas as feridas, Yoongi e Sehun vão retirar todas as câmaras dos carros e entreguem-mas - Ordenei, não tinha bem a certeza do que estava a fazer, só segui os meus instintos.

Sejoung trabalha na morgue da esquadra, por isso têm sempre um kit de análise com ela. Dirigi-me ao meu carro, destravei-o e abri a porta traseira, tirando de lá o meu computador e a câmara que estava presa no espelho à frente.

Voltei para dentro do edifício e vi os outros realizarem o que mandei, Yoongi já se tinha lavado e estava com o outro homem a retirar as chaves dos bolsos e malas das pessoas que ali se encontravam com luvas de látex a cobrir as mãos, a Kim avaliava os ferimentos e desinfetava-os.

— O que pretendes fazer? — Perguntou o loiro bem eufórico e histérico.

— Vamos fazer o crime perfeito; vou apagar qualquer registo que exista do Yoongi fora da esquadra, vou apagar as imagens de todos os carros em que se veja o meu ou o da Se e colocar a imagem em loop até o momento em que houve outro movimento. Vou fazer o mesmo com as câmaras das estradas e dos edifícios, depois com computação gráfica vou apagar a nossa existência na festa e refazer tudo com um boneco - Expliquei enquanto esperava que o portátil ligasse.

Todos acentiram e voltaram para as suas funções apressados.

Os meus dedos deslizavam apressados pelas teclas, o som destas a ser precionado acalmava-me. Com os acessos de Namjoon consegui entrar no sistema de vigilância de toda a cidade de Deagu, apaguei as filmagens em que o meu carro aparece-se, e repôs as filmagens de ontem, onde eu fazia o meu caminho para casa, repeti o processo com Kim e Oh.

Assim que os homens chegaram com as câmaras, identificando a quem pertenciam, verifiquei uma a uma detalhadamente, de modo a não deixar nem o reflexo de alguma coisa. Quando terminei, eliminei o histórico de acessos e os rapazes foram colocar as câmaras e chaves nos lugares, tendo cuidado com as impressões digitais.

— S/n - Chamou Sejoung - Temos um problema.

Desviei o olhar da tela e mirei-a, esta tinha dois dedos na jugular do polícia de patrulha Lee, entendi imediatamente o que ela queria dizer.

— Já terminastes os outros? — Perguntei nervosa recebendo uma resposta positiva - Chama os meninos e levem-no para as traseiras com os nossos carros. Vou acabar isto e depois vou lá ter.

Retornei a olhar para a tela, concentrada em pintar-me e ao Yoongi de preto e eliminar a dupla Se-Se. Por fim, simulei a saída e todos os passos de desinfecção dos corpos.

Desliguei o computador, levantei-me dali e saí pelas traseiras, avistando os outros. Eles estavam tensos; Yoongi estava calmo, porém aéreo, Sehun já nem tinha unhas e o seu pescoço encontrava-se vermelho, Sejoung tremia e passava a mão pelo cabelo continuamente.

Abri o porta malas do meu carro e os outros entenderam o que fazer. O meu porta malas era revestido em plástico pois normalmente eu transportava evidências dos casos que investigava.

— Vocês sigam-me, Min vens comigo - Disse ao entrar no carro.

Esperei que o detetive e a médica entrassem no veículo e ligassem as luzes para poder arrancar.

Durante toda a viagem, nenhum de nós trocou uma palavra. Assim que ficámos sozinhos, Yoon permitiu-se desabar mesmo, como fez há 12 anos, só que no banco de trás. Peguei na mão trémula dele e levei-a à manete, sempre que precisasse mudar a mudança, fazia carinho na sua derme.

Dia 14 de fevereiro de 2025 - 18:29 Coréia, Daegu, Duryu Park.

Estacionei no parque, sendo seguida pelo outro carro. Desviei o olhar para o moreno ao meu lado, este estava com o olhar perdido entre as árvores.

Levei ambas as minhas mãos para o seu rosto, forçando-o a olhar para mim. Ele não me olhava diretamente.

— Hey, está tudo bom - Afirmei encostando as nossas testas.

— Não está tudo bem, eu não devia estar livre, eu sou um assassino - A voz baixa do outro foi calada com os meus lábios.

Encostei os nossos lábios, sentindo as lágrimas quentes molharem os meus dedos. Trocámos um beijo apaixonado s singelo, apenas fomos interrompidos novamente pelo Oh que batia na minha janela.

Separámo-nos relutantes e saimos do carro.

— Ele patrulha esta área, vamos deixá-lo sentado naquela árvore. A família dele tem direito a enterrá-lo - Pontuei apontando a árvore.

— Vamos deixá-lo assim? À mostra para todos? — Questionou o ex-recluso.

— Tu serás o suspeito principal do crime, se deixarmos pontas solta, isso irá ilibar-te - Expliquei.

— Além de que, nós somos os únicos detetives fora do caso, ou seja, ele irá ficar connosco - Falou Oh com um sorriso orgulhoso, acho que alguém acordou para a vida.

Fizemos o que tínhamos de fazer, apontei o número das câmaras de segurança no meu caderno e fomos para a esquadra.

Dia 14 de fevereiro de 2025 - 19:03 Coréia, Daegu, unidade de crimes violentos.

Entrámos pelas traseiras e dirigimo-nos os quatro imediatamente para o cela privada que eu tinha levado Yoongi mais cedo.

Por mais incrível que pareça, a sorte estava do nosso lado, foram corredores e elevadores sem que nos cruzassemos com ninguém.

— Última coisa, depois disto, ninguém mais fala sobre o que aconteceu. Nós não vivemos nada disto, fui apenas um sonho estranho, entendido? — Confirmaram com a cabeça - Ótimo, Yoon, vais ficar aqui até amanhã, vamos repetir os nossos passos de hoje. Oh, vens ter connosco, vamos para o salão e lá encontramos-te Sejoung. Refazemos a cena dos jornalistas, entramos e fingimos surpresa.

Todos concordaram novamente em silêncio.

Os jornalistas foram inteligentes de se colocarem num lugar em que as câmaras não os apanharam, mas eles ainda nos viram. Sendo que eles não tinham nenhum registo nosso além da memória deles, vamos apenas refazer para podermos dizer que eles se confundiram nos dias, caso sejam ousados o suficente para dar as caras e serem processados.

— Não se esqueçam de me enviar os códigos das vossas câmaras para eu apagar o registo - Relembrei quando os oficiais já estavam à porta.

— S/n, porque estás a fazer isto? — Min prenuncio-se depois de algum tempo a encarar-me.

— Como tu disseste, estámos há quase 13 anos nisto de gostar um do outro. Eu não arrisquei tanto a minha carreira para te mandar lá para dentro de novo - Aproximei-me, e coloquei as suas mãos na minha cintura - Não vou deixar que nada te tire de mim, agora que tu és meu.

O moreno sorriu bobo, mostrando aquele sorriso gengival; parecia um gatinho, e por fim beijou-me, enquanto apertava o meu corpo contra o seu, quase como se quisesse ter a certeza que eu não me iria desfazer em pó.

— Até amanhã minha querida detetive.

— Até Yoon, o teu jantar está naquele saco.

Dia 14 de fevereiro de 2025 - 20:00 Coréia, Daegu, casa de S/n.

— Sim mãe, aqui não é Dia dos Namorados. Eu moro aqui há 15 anos e tu ainda não sabes disso? Tá, eu dou um beijo à tia, boa noite. Também te amo. — Desliguei a chamada, enquanto procurava a chave de casa no meio de bagunça da minha mala.

Quando finalmente encontrei o objeto de metal levei-o até à porta e destranquei-a, atirando tudo o que eu segurava para a minha cama.

A moradia era consideravelmente pequena, tinha um pequeno jardim à frente, e era um T0; quarto conjunto com cozinha e sala, tudo o que eu precisava, além da cave que tinha o meu escritório e outro quarto.

Peguei no meu telemóvel e liguei para a Kim.

Sim? — Questionou ela assim que atendeu.

— Lembrei-me agora, apaga o teu gps.

Certo. Vou enviar-te também os códigos das câmaras.

— Desculpa envolver-te nisso - Pedi.

Ouvi um suspiro do outro lado da linha e a seguir uma risada.

Estás a brincar? Eu amei, meu deus.

Oficial, ela é mais louca do que eu pensei, mas gargalhei com ela. Desde que entrámos na polícia juntas, crimes sempre nos fascinaram, e regularmente debatiamos sobre o que faríamos se estivéssemos no lugar dos criminosos dos meus casos.

Senti o meu telemóvel vibrar e recebi uma mensagem de Oh com um monte de números.

— Uhm, até amanhã doida, aproveita e diverte-te com o mais novo cúmplice de Deagu - Disse ao perceber que ela estava acompanhada do detetive.

Podes ter a certeza que vou, até amanhã mamómaniaca. — E desligou.

Fiquei mais algum tempo a encarar a tela do aparelho e até arranjar coragem para me sentar na cama e fazer o que tinha de fazer.

Peguei no portátil e com uma enorme dor de cabeça apanhei todos os nossos registos, sinceramente, ser o mau da fita dava muito trabalho, santa paciência.

Novamente, o meu telemóvel decidiu ser um vibrador que emana a voz do Jin a cantar Tonight e brilha a cara de alguém que coincidentemente, era o próprio Jin.

— Fala prateleira - Cumprimentei educadamente, levando o aparelho ao ouvido.

Olha o respeito maõzinhas. Eu sei que amas os meus ombros, não é novidade que eu sou perfeito - Disse com o seu típico exibicionismo, fazendo-me rir - Mas sabes do Nam e do projeto de gato? — Perguntou, deixando-me tensa.

— O Min está na esquadra, e o Nam não sei - Afirmei calmamente.

Porque o Yoongi ficou na esquadra? Ele não ia ficar com o Namjoon depois da festa? — Perguntou novamente. Certo, não me tinha lembrado deles.

— Pois, mas a festa é amanhã, e ele vai passar lá a noite - Pontuei como se fosse óbvio - Eu disse-te que tinham mudado a data, o Alzheimer está a atacar? — Aproveitei para provocá-lo, era sempre bom.

Bem que o pirralho disse - Jungkook, eu amo-te, se eu podesse dava-te um beijo - Okay, então até amanhã. Eu vou lá ter, tenho agenda vazia amanhã.

— Certo, até amanhã.

Atirei o aparelho para algures na cama e virei-me para dormir, mesmo que o meu estômago reclamasse por estar vazio, e a minha pele por não estar coberta pelo tecido fofinho do pijama, o meu cérebro não me deixava realizar mais nada.

Quando finalmente, senti toda a preocupação ir embora e o alívio por já nos ter salvo, praticamente desmaiei sobre os tecidos de seda.

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Notas Finais


Até à próxima


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