História White Lily ( Lee Taeyong - NCT ) - Capítulo 3


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Jungwoo, Kun, Mark, Personagens Originais, RenJun, Taeil, Taeyong, Yuta
Tags Lee Taeyong, Nct, Taeyong
Visualizações 40
Palavras 3.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá galeris estou finalmente de volta com o amor da minha vida, White Lily aaaaaaaa finalmente o segundo capítulo estou tão feliz, me atrasei um pouco mas prometo compensar...

A música para esse capítulo é Everything Has Changed da Taylor Swift com o Ed Sheeran e eu recomendo ouviram enquanto lêem (talvez eu goste um pouco de Taylor Swift, Sorry)

Sem mais delongas, vamos ao capítulo.

Capítulo 3 - Mas você partiu sem mim - Capítulo 02


Fanfic / Fanfiction White Lily ( Lee Taeyong - NCT ) - Capítulo 3 - Mas você partiu sem mim - Capítulo 02

"Mas você partiu sem mim"

Reuniões entre as majestades, suas consortes e os aldeões das famílias mais influentes não eram tão comum assim de acontecerem naquele castelo, afinal, geralmente as decisões não eram tomadas em conjunto e sim em dupla. O imperador Kang e o astrólogo Moon sempre davam o ultimato, agradando ou não aos demais.

Mas naquele dia o assunto a ser tratado era de interesse de todos os presentes: o casamento do príncipe herdeiro Lee Taeyong seria decidido por todos os membros daquela corte, considerando qual seria a melhor estratégia política para o reinado.

— Não corram para longe, sim? — A mulher de hanbok cor-de-rosa cheio de adornos em ouro sorriu para as duas crianças frente a si. A rainha Park era a única que não estava sequer interessada naquela reunião. Ela tinha feições doces e vinha de classe um tanto quanto baixa para uma rainha, por isso, era adorada pelo seu povo. — Cuide do seu irmãzinho, sim, Taeyong-sshi?

— Sim, senhora Park! — O mais velho das crianças sorriu aberto enquanto pegava nas mãos do pequeno irmão de apenas quatro anos de idade, os cabelos pretos escuros e o hanbok bonito preto cheio de coisas pratas. — Vamos, Jeno, vamos!

A criança mais nova, por sua, vez apenas resmungou, seguindo os passos rápidos do irmão mais velho com um pequeno sorriso nos olhos ao avistar o vasto branco sobre a graminha verde. Havia lindas borboletas por todo o lugar e o cheirinho era agradável para suas narinas de bebezinho, e se misturavam perfeitamente com o hanbok vermelho cheio de desenhos dourados de seu irmão mais velho.

— Boboleta! — O pequeno Lee mostrou para a mulher de feições cansadas e bonita, que abriu um sorriso para o bebê que tinha o inseto em sua mãozinha de maneira delicada. — Olha.

— Ela é muito bonita, pequeno Jeno. — O minúsculo inseto tinha uma coloração preta assim como a vestimenta do príncipe mais novo ali presente. — Parece que ela gosta de você, não é? — E sorriu, coisa que a mãe dos Lee mal fazia e por isso ambos achavam a rainha Park a majestade mais bela de todas.

Dentro do castelo, o falatório era tão alto que até mesmo os funcionários mais distantes nos estábulos reais podiam escutar. Era justamente por isso que a majestade odiava aquele tipo de reunião. Todas as quatro rainhas falavam ao mesmo tempo e discutiam entre si, principalmente a Jung e a Qian, que sequer suportavam estar no mesmo lugar, imagina conversar em paz.

— CALA-TE! — O Rei Kang gritou meio ao zunzunzum que se encontrava naquela sala, o que imediatamente instaurou um silêncio perturbador até mesmo para o astrólogo Moon, que já estava com dores de cabeça. — Quem vocês pensam que são para gritarem desta maneira dentro da sala do trono?

— É de meu primogênito que estamos falando aqui! — A rainha Lee Suran se pronunciou pela primeira vez naquela manhã. — A presença destas outras ninfetas é tão desnecessária como a presença deste farsante que diz ler as estrelas!

A verdade é que desde que o rei casou-se com Meiqin, depois com Minhee, então com Eunyong e por fim com Minyoung, a primeira rainha havia se tornado uma das pessoas mais amargas de toda a corte. Eram raros os momentos em que ela demonstrava estar de bom humor. Sorrir então? Nunca, jamais, muito menos depois que deu a luz ao príncipe mais novo que agora tinha um ano, Donghyuck.

As outras rainhas, por sua vez, tinham características próprias e peculiares. 

Meiqin tinha olhos sempre atentos em todos os movimentos das outras consortes de seu marido, era do tipo que tinha olhos e ouvidos por todo o palácio, mas não era nem um pouquinho adorada por seu povo e muito menos pelos outros empregados. Seu hanbok azul chamava a atenção por onde passava e a ela fazia questão de esbanjar enfeites e adornos de ouro e prata. Havia dado dois herdeiros para o Rei, Kun, o segundo príncipe, e Lin, a segunda princesa, sempre em segundo.

Minhee, por sua vez, era o completo oposto. Havia vindo de uma classe que não se encaixava na nobreza e, por isso, não sabia exatamente como se comportar dentro de um palácio, onde a todo momento as pessoas pareciam querer engolir as outras vivas. O hanbok cor-de-rosa era simples e tinha pouquíssimos bordados, pois assim ela podia passear pelo mercado livremente e até mesmo comprar pão para as crianças que não tinham o que comer. Deu ao rei apenas uma herdeira, Sarang, a primeira princesa.

Eunyong também havia dado à majestade apenas um herdeiro, Jaehyun. Seu hanbok era sempre branco, extremamente limpo e adornado com muitas cores, especialmente dourado e bronze. Por ser alguém de personalidade forte e uma garota que teve seus sonhos cortados pelas asas quando anunciaram que se casaria com o rei, tornou-se amarga e odeia profundamente a maneira como a segunda rainha age com as pessoas abaixo de si. Para Eunyong, todos são iguais, seres humanos.

A última rainha, e não menos importante, é Minyoung, esta sendo a que menos se pronuncia em qualquer ocasião, pois é muito observadora, não como Meiqin, mas sim de uma maneira atenta a detalhes e sons. Tem um dom louvável com plantas e profecias e, por isso, muitos aldeões a chamam de "bruxa", ainda mais quando desfila com o hanbok roxo e preto no mercado ao lado de Minhee, a quem pensa ter a companhia mais agradável de todo o harém da majestade. Deu-lhe três herdeiros, Doyoung, Jungwoo e Yerim.

—Chega, Suran! — O rei esbravejou já farto de todos aqueles comentários infelizes que saíam da boca de sua primeira esposa. — Respeite o astrólogo Moon, antes que eu perca minha paciência para com você!

— O farsante tem nome, eu não sabia. — A Lee continuou a dizer em um tom de deboche, e as outras se entreolharam como se soubessem que aquilo não ia caminhar para um bom caminho. — Se confias tanto nesta criatura falsa, diz-me por que nenhuma de suas crias nasceu sob a tal "estrela do rei". — O silêncio foi perturbador. — Hm? Vamos! Estou esperando uma resposta!

A verdade era que não só Taeyong não foi abençoado pela estrela do rei. Nenhum dos outros príncipes foi. 

O período de nascimento das altezas havia sido tão conturbado que muitos sequer gostam de se lembrar. Príncipe atrás de príncipe, nenhum nascia como deveria e os servos que trabalhavam mais próximos da realeza chegavam a cochichar nos corredores extensos do castelo que as rainhas foram vítimas de uma maldição da última destas.

—ISTO É PORQUE TODAS VOCÊS TÊM ESSE MALDITO VENTRE AMALDIÇOADO! — O grito explodiu como um rugido agressivo de tigre, e do outro lado da porta, a concubina Na sabia bem onde aquela discussão iria dar e com toda certeza não queria ficar para descobrir.

— É nosso ventre o tão amaldiçoado e pesado fardo ou é este seu mole que não serve de nada e que trará desgraça para toda a nação? — Ninguém estava esperando aquela resposta, nem mesmo a própria Suran, que se arrependeu imediatamente da fala.

As outras tiveram reações distintas quando o som estalado do tapa ecoou pela sala do trono. Meiqin teve de cobrir os lábios com seu hanbok azul para que ninguém a visse rindo, Eunyong negou com a cabeça, permanecendo calada e quieta em seu lugar, e Minyoung não esboçou sequer alguma reação, era uma cena rotineira afinal, e as mesmas sabiam que podiam ser castigadas também caso interferissem.

— Majestade, não cometa este ato de profanidade na sala sagrada de vosso trono. — Uma voz diferente fora ouvida assim que Kang levantou sua mão para desferir o segundo tapa. — Seria de uma promiscuidade sem tamanho...

— Sicheng! — Outra voz chamou a atenção do jovem que a pouco havia se tornado general e tomava conta de toda a segurança do palácio.

— Tenho certeza de que a rainha não disse por mal ou por bem, ela apenas deve estar nervosa com a presença das outras majestades para decidir o destino de seu filho mais velho, seu primogênito, o príncipe herdeiro. — Com cuidado. Tinha que escolher as palavras com cuidado se quisesse salvar a pele de Suran a tempo de não levar uma surra. — Veja cá, nem está a majestade Park, então por que as outras têm de estar?

Antes Sicheng tivesse ficado quieto, para que não desse ideias mirabolantes para um rei que não tinha seus miolos no lugar. O general mal sabia que com aquela fala, havia traçado o destino de duas almas e corações quebrados.

— Está aí, sua ideia não é de todo ruim, general Dong. — O citado apenas arqueou a sobrancelha. Que ideia havia dado agora? — Já que Minhee é a única a não estar aqui, casarei o príncipe caído com sua mais velha e única filha. — A sala caiu em outro burburinho alto e tumultuado, onde já se viu um absurdo daquele? Casar o herdeiro com uma garota filha daquela pobre nojenta? — Está decidido.

Suran era a única que não via problema naquela união, a mesma apenas queria gritar que seu filho tinha nome, era Lee Taeyong. E seria o melhor rei que aquela nação já havia visto apenas para que ela pudesse esfregar na cara do marido e daquele astrólogo nojento que fazia previsões fajutas no nomes dos deuses. Seu filho tinha nome, Taeyong.

— Mas que tipo de absurdo é este? — Meiqin se pronunciou, o rosto vermelho de ódio, como se pudesse matar alguém ali mesmo. — Vai casar o príncipe herdeiro com alguém daquele ventre imundo e dar à nação uma rainha consorte que sequer sabe se portar? — A voz subia alguns tons leves, para não correr o risco de apanhar também. — Devia minha filha ser a rainha, casei-me primeiro contigo!

— É, mas a minha tem a maior classe social, se for assim. — Minyoung pronunciou-se, a voz baixa como se não quisesse ser sequer escutada, mas não perderia a chance de afrontar aquela nojenta que dizia-se preocupada com algo que não fosse o próprio nariz. — A princesa Sarang será uma ótima esposa ao príncipe herdeiro, não preocupes.

— Como podes ter tanta certeza disto? A Park imunda tem apenas sete anos ainda! — A Qian rebateu o argumento imediatamente.

— Assim como Taeyong tem oito. O que lhe leva a pensar que a sua criança chinesa, de apenas três anos, seria uma esposa melhor que a garota Park? — Eunyong fora quem respondeu, a voz alta e esganiçada irritando os ouvidos de todos os ali presentes. — Suran aceitou, ela deve estar feliz e agradecida por não ter de lidar com você depois de ela se tornar rainha mãe!

— Ora sua! — A de vestes azul até ameaçou ir para cima das outras, mas sabia que precisava manter a compostura em qualquer ocasião, afinal, era isso que uma rainha fazia.

— CHEGA! EU DECLARO ESTA REUNIÃO COMO ENCERRADA! — O grito final foi dado. Aquele era o ultimato de que Kang havia decidido e não voltaria atrás com sua palavra. — Moon, por favor prepare o decreto para que eu possa assinar. Sicheng, acompanhe Suran no anúncio do casamento para o príncipe. Youngho, por favor ache Minhee e a comunique que quero vê-la imediatamente!

— Sim, majestade! — Ambos responderam prontamente, Sicheng indo imediatamente ajudar a primeira rainha a se levantar de onde estava e Youngho saindo de fininho para o encontro da rainha Park, que deveria estar no jardim com os meninos Lee. — Venha, Suran...

—Dejun, YangYang, Kunhang, acompanhem minhas outras esposas até suas casas em segurança. — Os três guardas assentiram com a cabeça em obediência para com a ordem da majestade, afinal, quem seria louco de contestá-lo depois daquela estressante reunião? — Estão todos dispensados.

— O guarda não será necessário, marido. — Meiqin sorriu terna, sequer parecia a mesma pessoa de minutos atrás. Os três guardas presentes se questionaram se ela não era totalmente pirada das ideias. — Irei levar Kun para que Chittaphon tire suas medidas e faça um novo hanbok para seu aniversário.

— Tudo bem, mas não se demore, não quero mulher minha andando por esse palácio sem proteção, me ouviu? — Suspirou pegando algum pergaminho para assinar.

Meiqin se despediu com um leve curvar no corpo e se dirigiu para fora, encontrando ali uma das pessoas que mais odiava naquele palácio: Na JungHwa. Ela era a única a quem sua majestade ouvia raríssimas vezes e muitos dos empregados diziam que era a única na vida do rei também. Isso enchia Meiqin de fúria, seria capaz de matar alguém cada vez que encontrava a do hanbok verde com aquele sorriso sonso de bondade que odiava.

A rainha era ela, por que diabos ele tinha de dar tanta atenção assim a uma empregada?

Fez questão de empinar o nariz fino depois de ajeitar o enfeite prata com alguns diamantes no cabelo, apenas para mostrar que era ela quem mandava ali, não importava o que o rei sentisse por aquela mera pobre coitada.

Na casa dos Kim, Jungwoo estranhava a demora de sua mãe para retornar a sua casa. Ela havia dito que faria uma visita para seu pai (este que pouco via, talvez apenas uma vez por ano, em seu aniversário) e já estaria de volta, mas não aconteceu, o Sol já parecia estar a se pôr e nada da quinta rainha voltar.

O pequeno garotinho de cabelos castanhos clarinhos e olhos cor de mel suspirou pesado ao ver que seu irmão dormira ali mesmo, no chão do local onde geralmente sua mãe recebia outras pessoas para conversar, com o hanbok laranja e amarelo todo desarrumado e amassado, levaria uma bronca por ter deixado Doyoung dormir. Doyoung e ele eram um pouco diferentes, inclusive. O mais velho tinha cabelos pretos carvão assim como os olhos puxados parecidos com os de uma águia predadora, no entanto, ambos tinham um sorriso parecido, semelhante ao de uma lebre.

Ao menos Yerim não tinha chorado em seu cesto e dava graças aos Deuses por isso, pois não haviam sequer servas em sua casa e sair à procura de uma era proibido por sua mãe.

Toc-toc, foi o som que ouviu na madeira do lado de fora. Levantou-se e arrumou o hanbok verde azulado, se perguntando curiosamente por que sua mãe bateria na porta da própria casa, mas a rainha Minyoung era muito brincalhona e por isso pensou que ela estivesse brincando com eles e isso era bom, pois estava de bom humor e ele talvez não levasse um sermão tão grande por deixar o mais velho dormir antes do jantar ser servido.

Com cuidado, pegou uma pequena caixa de madeira onde seus pés coubessem para que pudesse subir, afinal, sua altura ainda não permitia que alcançasse para poder abrir a porta. Com as duas mãos, empurrou a porta, mas seu sorriso morreu imediatamente ao ver que não era sua mãe, estava longe de ser, a não ser que houvesse encolhido muito.

A garotinha que havia ali não devia ser muito mais velha que si mesmo, afinal, era poucos centímetros mais alta. A face e as mãos pequenas sujas de algo que ele não soube decifrar o que era, além do hanbok velho que deveria ser amarelo e estava quase marrom e não tinha sequer um enfeite em seus cabelos castanhos, apenas um rabo alto, não como os coques que Jungwoo estava acostumado a ver nas garotas e nas mulheres mais vividas.

— E-Eu sou fi-filha de Mariah, mamãe pediu-me para buscar as rou-pas desta casa... — O Kim quase não viu o rosto dela por estar com a cabeça abaixada, olhando algo que parecia deveras interessante em seus pés descalços.

Ah, a velha Mariah lavadeira, Jungwoo a adorava! Sempre que ela aparecia para buscar as roupas da casa e ir lavá-las no rio Han, fazia brincadeiras engraçadas com ele e seus irmãos, os botando no grande cesto de tranças que sempre carregava nas costas ou, por vezes, na cabeça, quando se encontrava mais leve. Ela também fazia barulhos engraçados que ele, em sua inocência, não sabia se tratar de seus velhos e desgastados ossos dando sinais de idade e desgaste.

Silenciosamente, Jungwoo se questionou como ela carregava aquele grande cesto, era de fato maior (muito maior) que sua estatura. Poderia entrar dentro e ir escorregando, e isso o fez rir levemente após descer da caixa.

—Ah, sim! — O garotinho sorriu, o que faz seus dentinhos da frente ficarem em evidência num sorriso bonito e doce, cheio de luz. — Sou Jungwoo, venha, entre! Vou buscar!

A pequena Lara ficou por alguns segundos sem reagir. Era como se enxergasse uma luz forte ao redor daquele garoto, uma luz que a chamava para perto, quase como um ímã, e ela, como a boa criança de oito anos que era, apenas foi para dentro com ele, mesmo que sua mãe houvesse dito que não deveria pôr os pés na casa de nenhum nobre, nenhum.

Ela de fato achou engraçado o menino dormindo no chão todo jogado. Cômico.

Ao ver toda a roupa que sua mãe havia deixado separada, o Kim do meio tombou a cabeça para o lado numa cena tão fofa aos olhos da noona que estava ali que ele não imaginava, era de fato muito tecido e tecido pesado, como ela levaria aquilo sozinha? Estava passando da boca do cesto! Ia cobrir toda a visão dela e seus bracinhos não iriam aguentar por muito tempo, era o que ele achava, ao menos.

— Waaa é tanta roupa, você quer que eu te ajude? — Ofereceu sorrindo, afinal, ele sabia o caminho para o rio de cor e salteado, e como Doyoung e Yerim estavam dormindo calmamente, não haveria problema em dar uma saidinha rápida para ajudar alguém. — Posso te ajudar a carregar até o rio!

— Ah, não precisa se preocupar com isso. — A menina respondeu tímida. Era a primeira vez na vida de pequenos cinco anos  de Jungwoo que ninguém o chamava de "alteza" depois de qualquer outra palavra. Era estranho, mas bom, muito bom. — Eu sou muito forte! — E fez uma pose.

Se o pequeno príncipe soubesse o quão verdadeira aquela frase era, nunca teria soltado um gargalhada tão gostosa como aquela. A verdade era que, por ter um sangue nobre e real, não fazia ideia do que os criados passavam fora dos muros de sua casa, sequer imaginava que todo mundo que usava hanbok amarelo apanhava diariamente por qualquer erro (ou as vezes nenhum).

A garota apenas pegou o cesto entre as mãos, e por mais que sentisse suas mãos e pernas tremerem e sua coluna querer pender para a parte de trás, sabia que precisava sair dali depressa, afinal, estava desobedecendo sua tão amada mãe e ela também estava lhe esperando, então precisava andar logo. Deu o primeiro passo para fora dali, e mesmo que seu tornozelo tenha virado em quase trezentos e sessenta graus, deu o próximo e então o próximo, não se importando em deixar um pequeno príncipe indignado para trás.

A passos lentos (quase os de uma tartaruga), a pequena princesa renegada passou logo a tempo de ouvir uma gritaria em uma outra casa, passando próxima de uma das janelas onde havia um garoto de hanbok bonito e bem cuidado encolhido num canto com uma mulher muito bonita quase por cima de si.

— EU DISSE PARA VOCÊ OLHAR A SUA IRMÃ! — Meiqin gritava com seu primogênito, a face agressiva e vermelha como uma verdadeira amora bem viva na colheita. — Mas será possível que você não serve para nada!

— Lin disse que queria ver as flores brancas, achei que não haveria problemas em ela ir até o jardim. — A voz trêmula de Kun fazia com que ele sentisse o forte cheiro de ervas ou chá que a mãe exalava de longe, aquele cheiro que tanto tinha pavor, medo.

— VOCÊ VAI BUSCAR A SUA IRMÃ AGORA, SEU MOLEQUE! — Os berros eram misturados ao cheiro de terra molhada que começava a se apoderar do local por uma chuva que começara calma, daquelas que lava a alma.

Jeno rapidamente correu para debaixo do hanbok cor-de-rosa daquela que carinhosamente considerava sua segunda mãe ao sentir a chuva bater contra sua pele. Minhee até chamou Taeyong, mas ele estava concentrado demais colhendo algumas das flores e ervas que a concubina Na havia lhe ensinado para que serviam, davam um belo chá para dor de cabeça e sua mãe certamente estaria, afinal, depois das conversas com seu pai, ela sempre voltava brava, exceto quando Sicheng estava lá.

— Já vou, senhora Park! — Falou de volta para a mulher que lhe esperava num lugar coberto. — Só faltam algumas coisas, prometo!

Foi quando entre o branco, encontrou algo cor-de-rosa que ele sabia que não deveria estar lá, afinal, por que um pedaço de tecido bordado com prata estaria num jardim de lírios? Era no mínimo estranho, mas talvez a senhora Park houvesse perdido durante o passeio e aquilo não deveria ficar ali, poluindo o jardim e estragando a imensidão branca.

Dizem que o cor-de-rosa vem do vermelho. 

Cor-de-rosa significa romantismo, ternura, ingenuidade e está culturalmente associada ao universo feminino. Aliás, tem outras características, como beleza, suavidade, pureza, fragilidade e delicadeza manifestadas. Existem muitas tonalidades de rosa quando se mistura a cor branca ao magenta ou vermelho. Aos tons de rosa claro, são atribuídas conotações ligadas ao amor e ao romantismo. Os tons de rosa escuro estão associados à sensualidade e à sedução feminina. O rosa é a cor das emoções, dos afetos, da compreensão, do companheirismo e do romance. Representa os sentimentos ligados ao coração, como o amor verdadeiro.

No sentido figurado, significa feliz, próspero ou alegre.

Já o vermelho, ah.. o vermelho... De onde será que ele vem? Desde o começo ele estava lá.

A cor vermelha significa paixão, energia e excitação. É uma cor quente. Está associada ao poder, à guerra, ao perigo e à violência. O vermelho é a cor do elemento fogo, do sangue e do coração humano. Simboliza a chama que mantém vivo o desejo, a excitação sexual e representa os sentimentos de amor e paixão.

No contexto religioso, o vermelho é a cor da carne, do pecado, do diabo, da tentação; é a cor que provoca a paixão carnal e o desejo.

Na política, a cor vermelha está associada ao espírito revolucionário.

A cor vermelha estimula o sistema nervoso, a circulação sanguínea, dá energia ao corpo e eleva a autoestima.

E foi exatamente o que aconteceu, a mistura do amor e da encrenca assim que ambos os olhos se encontraram no meio do branco. Os olhos carvão e curiosos da criança mais velha com os tão claros quanto a lua cheia e um tanto quanto assustados da criança mais nova. Vermelho e rosa. E o branco.

Taeyong sentiu-se estranho vendo o rosa a sua frente, algo queimando dentro de si, algo forte e quente, algo vermelho assim como os enfeites e lacinhos que prendiam os cabelos castanhos claros, quase loiros-escuro, da menina em dois coques no topo da cabeça.

Já Lin sentiu algo calmo em seu coração, não parecia estar assustada, tampouco tinha que sair correndo em desespero. Sentiu algo rosa e estável, assim como as flores de cerejeira que estavam junto da presilha dourada de cabelo que prendia a franja preta dos cabelos ébano do garoto a sua frente.

As mãos se aproximaram mas não chegaram a se encostar. Foi como se um choque de polaridades repelisse o toque e houvesse uma parada que não permitia uma aproximação mais carnal, como se não devesse acontecer. Lin e Taeyong estavam no lugar errado, na hora errada, no jardim errado.

Mas agora o rosa quartzo já havia sido formado, um cristal que deveria e precisava ser lapidado com tempo e paciência.

— Espera! — Taeyong e Jungwoo gritaram, o primeiro ao ver que a menina fora puxada para longe si por outro menino pela imensidão branca afora, o segundo, ao se dar conta de que a menina não estava mais perto de si. — Eu nem perguntei seu nome! — Suspiraram.

"E seus olhos são como voltar para casa"


Notas Finais


E então? O que acharam?

Lembrando que White Lily é um Prequel de Baby Don't Like It da maravilhosa @SJ-NCT e recomendo muito que conheçam não só essa como todas as fanfics da Hellen, são ótimas e as minhas preferidas. Conheçam também nosso projeto em parceria o @drippinfanfics que logo mais terá conteúdo novinho em folha da baby angel aqui.

E lembrem-se: a fanfic está sendo revisada pela maravilhosa @DaeyShee eu a amo muito

Vejo vocês na próxima ;)


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