História White Screen (Namkook) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Drama, Jungkook, Namjoon, Namkook, Romance
Visualizações 34
Palavras 1.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, queridos :3

Essa é uma fic que eu tinha desenvolvido inicialmente para ser um original, mas eu acabei adaptando pro universo de BTS porque achei apropriado e muito melhor e consegui ter ideias melhores para desenvolvê-la.

Será uma fic baseada em arte e romance. Espero muitíssimo que gostem. Ah, e sobre o casal, sei que não é um shipp muito enaltecido, então espero que mesmo que não se sintam muito familiarizados, consigam curtir a interação entre os dois. Eles são muito especiais e stembro é o mês do namkook <3

Todo capítulo terá o nome de grandes artistas de todos os séculos.

Sem mais delonga, boa leitura, queridos!

Capítulo 1 - Arco I - Surrealismo: Picasso


Fanfic / Fanfiction White Screen (Namkook) - Capítulo 1 - Arco I - Surrealismo: Picasso

As pequenas gotas de água caiam nos seus cabelos negros. O céu, já anoitecido, soltava clarões entre suas nuvens, e logo o som dos trovões os acompanhavam. Olhou para cima, desapontado. Começava a garoar e ele nem mesmo estava na metade do caminho. Ficou a olhar fixamente para o farol de pedestres esperando que este mudasse a cor vermelha para a verde e ele pudesse finalmente atravessar. Mas quanto mais encarava o bonequinho, mais ele parecia demorar. As roupas já ficavam meio molhadas na parte das costas. Aquela sensação de estar aos poucos ficando encharcado o deixava ainda mais impaciente. 

  Olhou para a avenida. No momento estava meio vazia. Os carros eram poucos, e o tráfego, mesmo que ainda existente, era lento. O garoto olhou mais uma vez para o bonequinho: ainda vermelho. Bufou, verificando as ruas, um tanto quanto vazias, e depois de longos segundos decidiu que não tomaria mais chuva ali. Pela primeira vez na vida queria que suas decisões não lhe causassem tantas consequências. 

 Seus reflexos, tardios e pouco treinados, só se ativaram quando a luz cegante do carro já estava próxima demais. A mente, com pouco tempo para organizar os acontecimentos, só conseguiu pegar alguns flashs de luzes coloridas que a própria cidade reluzia. O próprio baque do corpo masculino caindo ressoou e o som da porta do carro à frente se abrindo em sequência. Depois, uma escuridão sem fim. 

 Mas lá fora, as pessoas corriam para atender à vitima de atropelamento. O motorista, que já havia saído do veículo, ligava para uma ambulância, seguindo algumas dicas do atendente enquanto aguardava o socorro. O garoto estava vivo, pelo o que o homem constatou ao conseguir capitar os batimentos cardíacos, porém, estava inconsciente. No escuro da noite fria e gélida dava para se ver o sangue vibrante que saía de um ferimento na cabeça causado pela queda brusca contra o asfalto. O restante das poucas pessoas ali aglomerava-se perto do garoto, fazendo uma pequena roda entorno, e aquele burburinho de perguntas reverberava entre elas.  

 Quando enfim a ambulância chegou ao local, as pessoas aos poucos iam se distanciando, entre suspiros e olhadelas. O motorista explicou aos paramédicos a situação e o corpo foi levado em uma maca para dentro do veículo. As sirenes depois de minutos atingiram por fim o terraço do hospital. Levaram o garoto para a ala de emergência e por lá os médicos já iam atendendo-lhe. Olharam-no rapidamente, já dando ordens as enfermeiras que iriam dar suporte ao atendimento, e correram com a maca até a sala de cirurgia. 

   Passaram-se horas e horas. A noite já virava dia, o som dos pássaros ecoavam do lado de fora, mas eram ofuscados ao atingirem as brancas e mórbidas paredes do hospital. Saíram da sala com o garoto já operado. Demoraram-se ali por descobrirem que teriam de fazer uma neuro-cirurgia, já que a vítima parecia ter tido sérias sequelas na cabeça. E sabe-se por vivências contadas que traumatismos no crânio são especificamente demorados para serem operados, portanto apenas agora é que se liberava todos os envolvidos que salvaram a vida do paciente e o próprio paciente. Encaminhavam-no agora para uma sala. Teria de ficar em observação, no próprio hospital, até que desse sinal de vida e apresentasse melhoras para que se desse a alta. 

 A família ainda não havia sido avisada. Os enfermeiros procuraram a identidade e pertences apenas depois da cirurgia, onde eles puderam trocar as roupas do rapaz e deixaram que o corpo descansasse em uma das alas de UTI. As secretárias ligaram para os parentes do moço depois de encontrarem o RG e todos os documentos que ele portava, descobrindo o nome dos pais.  

- Senhora Jeon? - A secretária disse em tom suave quando a ligação foi atendida. 

- Sim? Quem gostaria? - Uma voz feminina respondeu do outro lado da linha. 

- Senhora estamos ligando do hospital Johns Hopkins – Ela disse ainda em tom calmo. 

- Hospital? - Ela perguntou um tanto confusa. Verificou o relógio. Estava muito cedo, o que um hospital estaria fazendo ao ligar para ela a essa hora? 

- Sim, senhora. Você é mãe de Jeon Jeongguk, certo?  

- Sim, sou. - Ela falou hesitantemente, um certo desespero começando a afetar sua respiração. – Algo aconteceu? 

- Sim, senhora. Seu filho chegou à ala de emergência por volta das 8:00 PM. Ele foi encaminhado para uma cirurgia devido a um acidente e descansa agora. 

- Meu filho??? - A moça disse um pouco mais alto. - Ele está bem?  

- Ele está bem. Passou pelos médicos e tudo se encontra estável. Pedimos que possa vir visitá-lo aqui no hospital.

 Elas falaram por um pouco mais, a mulher pegou o endereço do prédio hospitalar e saiu para chamar o marido. A preocupação lhe corroía inteira por dentro, e mesmo com a afirmação da secretária de que tudo estava bem com Jeongguk, não saía de si aquela sensação que apertava o coração. O esposo, que estava ainda meio sonolento, já arrumava-se para que fossem direto ao hospital. Pegaram no carro e dirigiram até o estacionamento. Entraram meio apressados, olhando todo e qualquer canto, procurando uma balconista que lhe informassem o quarto do filho. 

 Depois de informados, agora encontravam-se ao pé da porta. Entraram lentamente, como se não quisessem fazer nenhum ruído. Os olhos negros da mãe encheram de lágrimas quando viu o filho deitada na cama, cheio de tubos que encobriam-lhe as entradas respiratórias, com bandagens na maior parte do corpo e aparelhos ao lado do corpo frágil. Não podiam entrar ali sem o médico, então esperaram-no.

 Um médico, entre os que atenderam o Jeon na ala de emergência, adentrou o quarto e veio cumprimentar os pais. Ele explicou com a voz calma e terna o estado do paciente. Ele estava inconsciente e não havia uma previsão para quando despertaria, mas que tudo por enquanto estava estável. Contou que havia sido um atropelamento e que por conta da batida, o garoto havia lesionado a cabeça ao cair, fazendo com eu tivesse que passar por uma cirurgia na região. Esse tipo de ferimento era delicado e devia ser verificado minuciosamente pelos médicos, por isso ele deveria ficar um bom tempo por ali. 

 Os pais concordaram com o médico, perguntando-lhes algumas poucas coisas, como se poderiam visitá-lo todos os dias, como ele seria tratado e demais coisas que eram essenciais no momento para acalmar-lhes um pouco os corações. Mas a verdade é que a única coisa que lhes deixariam mais confortáveis seria ver Jeongguk acordando daquele estado, falando com eles e lhes garantindo estar bem, apesar de tudo. Por fim, o médico saiu do quarto, os deixando a sós com o paciente. E dali para frente o choro da mãe pode ser escutado nos corredores da UTI. 

  

                                                                             *** 

 Os olhos abriram-se lentamente, com uma visão muito embaçada que não captava mais que meros borrões. Demorou-se a adaptar-se para que visse algo concreto. Os sentidos pareciam falhar. A mente, recentemente desperta, tentava agora entender onde estava e aquele alarme instintivo já começava a soar dentro de si. Tentou movimentar as mãos e sentiu uma fraqueza tomar-lhe os músculos. Os dedos mexeram-se aos poucos, e sentiu uma aparelho apertar de leve seu dedo indicador. Quando fez estes leves movimentos, escutou alguém ao seu lado falar algo que não distinguiu muito bem de início, mas quando esta pessoa se aproximou pode ouvi-la falar: Meu filho! Ele acordou! 

 Logo após isto já podia se ver duas pessoas em frente a si. Uma era uma mulher de olhos extremamente negros e profundos, um pouco marejados e vermelhos. As olheiras também pareciam cobrir boa parte do seu rosto, fazendo-a ficar com uma aparência um tanto cansada e velha. Apesar disso, tinha belos cabelos, igualmente negros, muito bonitos e ondulados até os ombros. Ela em especial fitava com intensidade o paciente que acordava, e fazia o garoto ficar receoso. Já o homem tinha cabelos grisalhos, olhos negros também e um físico magro. Ele estava com um olhar mais preocupado do que propriamente aliviado.  

- Meu querido... você está bem? - A mulher então virou-se para o homem ao lado – Vá chamar um médico ou um enfermeiro.  

 O homem estranho então saiu, sem questionar. A mulher continuou a fitá-lo, e segurou carinhosamente suas mãos que repousavam ainda ao lado do corpo. Jeongguk a fitou e franziu o cenho. Recuou ao toque da mulher e tentou se levantar. Falhou por estar fraco demais para isso, mas a mulher, que havia sido até então rejeitada, o fez se deitar novamente. Vendo o filho fazer caras confusas e desconfiadas para a própria mãe, a senhora Jeon perguntou se ele estava sentindo dores. E recebeu um resposta surpreendente. 

- Quem é você? - O rapaz perguntou com a voz fraca, e franziu o cenho. 

 O olhar desconfiado e a postura protetora de Jeongguk mostrava o quão confuso ele estava em relação a mãe. Pareciam desconhecidos. A morena ficou tempos a encarar o filho em silêncio, pensando na pergunta do mesmo. As lágrimas brotaram com intensidade nos olhos negros e ela teve de se sentar, pois sentiu que desabaria ali.  

Quem é você? 

 A frase rodava a mente da mulher. Ela, tentando se acalmar, respirou fundo e proclamou internamente para que se acalmasse, afinal o filho só devia estar confuso. Dormira por muito tempo e acabara de acordar. Os médicos chegaram por fim ao quarto, a deixando um pouco mais aliviada. Jeongguk não reagiu de má forma, mas olhava a todos de modo desconfiado, e só parou quando um médico um tanto calmo explicou sua situação de forma básica para não confundi-lo. Eles fizeram exames rápidos e já pensavam em fazer outros para constar a estabilidade da saúde da paciente, porém a mãe perguntou se tudo estava bem, o Jeon mais novo fez mais uma de suas caras de reprovação. Ao ver a cena, o médico decidiu verificar a memória do rapaz. 

- Jeongguk? - Ele o chamou, ganhando a atenção de seus olhos negros. - Você reconhece esta moça? 

- Não. Eu...não a conheço. - Ele disse, piscando algumas vezes. 

- Tem certeza? - O médico franziu o cenho – Olhe bem para ela...- Jeongguk seguiu o que ele pedia - Não lhe parece familiar? 

- Não. - Ele afirmou e virou-se para o médico depois de tanto fitar a própria mãe. - Ela deveria? - Ela perguntou receoso. 

- Está tudo bem, Jeongguk. - Ele sorriu ternamente – Esta aqui é a sua mãe, querida. Sei que não consegue se lembrar dela agora, mas é porque acabou de acordar. Ela está preocupada com você. - Podia se ver a face surpresa do garoto ao fitar a mãe agora. 

  O médico ficou um pouco mais, tentando forçar aos poucos a memória do paciente, mas podia ver pelos olhos dele que realmente não reconhecia os pais. O médico teve de explicar aos pais, depois, do lado de fora do quarto, o processo do qual ele passava e que isso era comum em alguns pacientes que sofriam batidas na cabeça. Eles analisariam o progresso dele e ele provavelmente recuperaria as memória aos poucos. Os Jeon se acalmaram um pouco, mas a mãe ainda sentia o peso daquelas palavras de estranhamento que Jeongguk soltou minutos atrás.


Notas Finais


É isso queridos. Tenho mais 2 capítulos prontos e pretendo postá-los em breve.

Comentem o que acharam e espero vê-los nos próximos caps.


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