História White Screen (Namkook) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Drama, Jungkook, Namjoon, Namkook, Romance
Visualizações 32
Palavras 1.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vou postar os que já estão prontos hoje para poder ficar livre para escrever os próximos ^^

Boa leitura a todos!

Capítulo 2 - Dalí


Fanfic / Fanfiction White Screen (Namkook) - Capítulo 2 - Dalí

O som das folhas já cansava seus ouvidos. Folheava e folheava aquele álbum e seus olhos nem mesmo conseguiam reconhecer um mínimo detalhe daqueles diversos rostos ali presentes. Nem sequer uma única feição fazia a memória despertar-se daquele branco. Suspirou. O médico e os pais olhavam-no de forma paciente, como faziam exatamente todos dias, esperando qualquer reação que indicasse que ele reconhecia ou lembrava-se de alguém ali. Era parte do procedimento da recuperação da memória do garoto, mas parecia muito mais lento do que esperavam, e isso começava a deixar os Jeon um tanto desesperançosos quanto à Jeongguk. 

 Quando o doutor já ia retirar o álbum do rapaz, dizendo-lhe as costumeiras palavras de que o mesmo descansasse e não se esforçasse tanto, ele virou a página e dali veio uma reação. De imediato, arregalou os grandes olhinhos negros e ficou sem palavras. Dentre aqueles diversos rostos, seus olhos focaram-se em um único, no canto esquerdo superior. O médico, vendo a reação um tanto estupefata do paciente, perguntou-lhe o que era. Ele fechou os lábios, até então abertos, e olhou para o doutor. 

- Eu o conheço. - Falou de início relutantemente. E depois voltou a repetir, com um sorriso aberto e a voz mais forte – Eu o reconheço! 

- O que disse, querido? - A mãe levantou-se de imediato, fazendo dissipar aquele desânimo que a dominava durante todas sessões do filho. 

 O médico, vendo o momento em que a família se entreolhava com uma nova faísca de uma esperança, pediu calma a todos e foi ver o tal sujeito que criara, como uma faísca nas orbes negras de Jeongguk, o ânimo de viver. O sorriso leve apareceu sobre os lábios do doutor quando ele retornou da secretaria, e ele ficou feliz em anunciar que poderia chamar o sujeito para ver o garoto. Jeongguk agradeceu, como se aquela fosse a coisa mais próxima de si. Era o que lhe sobrara e precisava se agarrar a isso. Ou melhor, a ele. 

  Esperou a tarde toda por sua visita. A cada segundo podia ver pelo canto da visão os próprios pais conversando entre sorrisos esperançosos sobre quem poderia ser. A verdade é que a mãe e nem o pai reconhecerem tal pessoa da qual o filho reconhecera de primeira. Isso fazia a mãe também pensar em como o rapaz poderia lembrar-se de um estranho e não dela. Mas tentava não focar-se nisso. Segurava as mãos fortes do marido com carinho, e soltava suspiros enquanto os três olhavam ansiosos para os ponteiros do relógio de parede do quarto. 

 As enfermeiras eram outras que quando entravam no quarto de Jeongguk, soltavam enormes sorrisos e diziam que aquele era " O dia dele". O Jeon mais novo respondia com risadinhas envergonhadas, que faziam as bochechas corarem levemente. Algumas das mais atrevidas chegavam a perguntar-lhe quem era o sortudo que permaneceu nas memórias mesmo após o acidente. O garoto nunca conseguia responder o suficiente para saciar a curiosidade das enfermeiras, infelizmente. Mas não porque elas tinham uma curiosidade insaciável, e sim pelo fato de que o adolescente pouco se recordava quem era o dono das feições marcantes. 

 Olhou pela janela, o sol já sumia no horizonte e ainda não tinha recebido sua visita. 

 

                                                                                *** 

 

  Kim Namjoon estava lecionando sua última aula quando o sinal tocou pelos corredores. O som alto dispersou todos os alunos que dormiam sobre as carteiras, e também aqueles que já olhavam de modo tedioso pelas janelas da universidade. Fechou seu livro, que lia mais que pacientemente para os mesmo alunos desatentos. 

- Não se esqueçam de ler o restante. - Disse em seu tom mais do que grave. 

 Os alunos mais educados se despediram e alguns do gênero oposto à educação, pediram o nome do livro que ele lia - e que teria de ser lido por eles - mesmo que ele tivesse repetido mais de umas 8 vezes. Saiu da sala por fim, seguido de seus materiais embaixo dos braços. Foi em direção ao seu encontro de paz. O campus possuía um banco que era quase de sua propriedade, desde que tomara aqueles pedaços de madeira como seu recanto pessoal. Sentou-se ali mais uma vez, vendo que aquela sexta feira ainda duraria um pouco mais. Esperava sentir o vento sobre a face, quando fechou os olhos de modo leve, mas apenas escutou o celular tocar em seu bolso. Desconfortável pelo toque repentino, virou e atendeu o telefone. 

- Alô? - A voz saiu preguiçosa. 

- Professor Kim Namjoon? - Uma voz masculina soou do outro lado. 

- Sim? - Ele disse, franzindo de leve o cenho. 

- Professor aqui quem fala é o doutor Jackson, do hospital Johns Hopkins. - Ele deu uma pausa. Vendo que não havia resposta do outro lado, prosseguiu. -  Estamos ligando por causa de uma aluno seu. Jeon Jeongguk.  

 Namjoon demorou alguns segundos. Haviam alguns Jeongguks pela universidade, mas por algum motivo lhe veio o garoto certo à mente. A verdade é que ele era um aluno exemplar, e é difícil para um professor esquecer um talento tão bom quanto o de Jeon Jeongguk. Os olhos negros intensos do Jeon lhe passaram pela mente antes que pudesse responder o médico. 

- Sim, sei. Ele está bem? - Ele disse, começando a perguntar-se porque havia sido chamado por conta do garoto. E sido chamado por um doutor de hospital. 

- Sim, está. Mas o garoto sofreu um acidente nas últimas semanas. Tenho certeza que os pais trancaram a faculdade dele, porque agora ele não poderá mais ir. 

 Era verdade. Notou a ausência do rapaz algumas vezes, mas alunos vem e vão, e alguém como ele pode ter desistido do curso. Além disso, sua atarefada cabeça de professor não lhe permitia prestar mais atenção ou curiosidade a alguns particulares alunos. Mas afinal, se ele havia trancado o curso por um acidente deveria ter sido algo sério. 

- Acidente? - Ele repetiu, por curiosidade e preocupação. 

- Sim. Foi um atropelamento em uma rua próxima à universidade. - O médico explicou pacientemente o caso clínico, com poucos detalhes, mas ressaltando ao final a ausência de memória da vítima. 

 Também explicou sua fase de tentativa de recuperação das lembranças, e que, por algum feito milagroso das mãos de Deus, hoje o paciente finalmente reconhecera alguém. E era ele. Pediu que viesse ao hospital. A presença dele era de extrema importância para o progresso de Jeongguk. Ele queria analisar se realmente o garoto lembrava-se de quem o professor era, e se fosse positivo, estaria em progresso de uma alta do hospital. 

 Robert escutou tudo. Compreendeu a situação e disse que compareceria. Apenas demoraria um pouco pois suas aulas ainda não haviam terminado. O doutor Jackson agradeceu e desligou, mas não sem antes dar-lhe algumas informações necessárias para a visita do professor. Colocou de volta o celular no bolso e suspirou. Esperava se sair bem com a situação toda. 

  Esperou até o término de suas aulas. Conferiu o relógio de Mickey que portava nos pulsos – presente do pai que nunca tirava por amar tanto – e seguiu seu rumo, a metrô mesmo, para o hospital. Chegou em passos leves sobre o piso branco da recepção. A mais nova secretária subia os olhos para o homem a fim de ajudá-lo. Lhe disse as informações que sabia, que procurava pelo paciente Jeon Jeongguk a pedidos do doutor Jackson.  

 A moça sorriu gentilmente, com as olheiras fundas de sono e trabalho em excesso subindo pelo rosto. Pediu que lhe seguisse e então o acompanhou até o respectivo quarto. Disse que entrasse e se familiarizasse, que ficasse esperando pois ela iria chamar o doutor. 

 Jeongguk, que aguardava do lado de dentro, pode escutar quando a maçaneta girou timidamente sobre o próprio eixo e fez a porta se abrir em um ar misterioso. Os olhos negros subiram de imediato, procurando a familiar figura do doutor ou das enfermeiras que lhe visitaram tantas vezes. Mas nada veio. Nada daquele hospital pelo menos.

 O coração palpitava mais rápido, a respiração era pesada e as pupilas dilatadas mostravam a reação do encontro dos olhos. Jeongguk agora absorvia as feições do homem a sua frente. O corpo era esguio, quase parecido com o do pai, mas era musculosos também, definido em suas peculiaridades. A pele levemente amorenada contrastava com a camisa negra de manga longa que usava. Aquela figura foi se aproximando, em passos leves e em uma postura formal muito familiar e nostálgica para a garoto. 

 Lembrava-se dele. Lembrava-se de como ele era de uma gentileza apreciável. Lembrava-se de como ele chegava nas salas de aula do mesmo modo que agora se aproximava ao banco para sentar-se. Lembrava-se de como ele mexia de leve nos cabelos castanhos lisos, deixando os fios longos da franja caírem as vezes pela testa, de um modo charmoso. E os olhos, olhos tão castanhos, olhos que pareciam ler a alma daqueles que se punham à frente deles. Tudo tornava-se uma miragem quando Namjoon os observava. 

 Sentia-se mais uma de suas miragens agora. Apenas conseguia apreciar o homem que lhe trazia alguns turbilhões de flashs, assim como ele também parecia lhe admirar e ler sua alma. Sentia-se exposto. Mas também acolhido. 


Notas Finais


É isso queridos :3
Espero que tenham gostado da chegada do Nam <3

Comentem o que acharam e vejo vocês no próximo.


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