História White Screen (Namkook) - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Drama, Jungkook, Namjoon, Namkook, Romance
Visualizações 38
Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse é o último que estava pronto. Então passando para avisar que acho que postarei nessa fic de segunda e quinta <3

Boa leitura a todos!!!

Capítulo 3 - Miró


As palavras ficaram engasgadas. Sufocaram-se na garganta do garoto e ficaram ali. A única coisa que fez com que saíssem foi o sorriso gentil que o homem soltou pelos lábios.  

-Professor...? - A voz era meio fraca e receosa. 

 Namjoon não respondeu. Sorriu mais. Jeongguk reconhecia aquele sorriso divertido do professor, acompanhado ás vezes da graciosa covinha em sua bochecha esquerda. O Kim o fazia quando Jeon ia perguntar-lhe algo e ele mesmo acabava por descobrir a resposta e responder. Era um sorriso meio orgulhoso e também travesso. E ao vê-lo ali de novo, teve de sorrir para o professor também. Era um alívio reconhecer aqueles lábios. 

-Como está, Jeongguk?  

                                                                            *** 

  Andou tanto pelos corredores que já sabia o mapa do hospital de cor. Seguiu mais enfermeiras do que as palavras de Deus. Era chamado daqui e dali para resolver a questão do aluno. Pelo que entendeu, o menino não reconhecia ninguém, nem mesmo os pais. Sendo assim, mesmo que conseguisse a alta do hospital o rapaz se recusava a ir para casa de "estranhos". Bom, Namjoon também ficaria assustado de ir para a casa de alguém que dizia serem seus pais, mas ele nem sequer podia se lembrar deles. Por isso concordou que se Jeongguk quisesse ficar sob sua "guarda" (já que ele era maior de idade), ele o aceitaria. 

 Parecia uma loucura, porque o Kim era tão distante dele quanto os pais "desconhecidos". Mas era dele que Jeongguk se lembrava, e isso agora os fazia serem de laços próximos. Muito próximos. E pelo menos, era isso que ele e o médico do rapaz discutiam agora. Era uma transição grande e necessitava o preenchimento de uma boa papelada. Os Jeon deveriam também concordar, e foi por isso que agora Namjoon andava com o doutor para conversarem privadamente com os pais de Jeongguk. 

 Entraram silenciosamente na sala. Namjoon ficou parado na porta, observando os olhos calmos do garoto acompanharem os passos do médico. O doutor chamou os pais, falando que precisavam falar em privado, e os acompanhou para fora da sala, juntamente com o professor de história. Os olhos da mãe eram confusos e ansiosos, enquanto os olhos negros do pai não demonstravam nada a mais do que tensão. 

- Senhores, venho aqui para explicar como irá ficar a situação do seu filho, caso ele receba alta, o que é uma grande possibilidade devido ao avanço dele. - O doutor começou, com uma voz tão calma que até Namjoon se impressionou.  

- Como assim? - A mãe se apressou a perguntar, franzindo o cenho e buscando as mãos do marido para segurar. 

- Como sabem, Jeongguk é incapaz de reconhecê-los a este ponto. Provável que os danos sejam graves demais para que ele volte a se lembrar tão rapidamente de vocês. Como ele não apresenta outras sequelas, nem nenhum distúrbio no cérebro, nenhum coágulo, não queríamos mantê-lo no hospital. Ele está bem, só precisa de exercícios de memória. Porém - Ele suspirou levemente – receio que o paciente não gostaria de ficar na casa dos senhores. 

- Como assim? Ele é nosso filho! - O pai bradou repentinamente – Para onde mais ele iria? 

 Namjoon passou os olhos por sobre o casal.

 - O doutor Jackson e eu tivemos uma longa conversa. Ele acha que faria bem para o progresso de recuperação da memória e até mesmo emocional de Jeongguk se ele pudesse se manter próximo à mim. - Ele deu uma pausa, ajeitando os óculos por sobre a face. - Eu não tenho grandes problemas com isso, como sabem, Jeonguuk é um garoto exemplar e não me daria nenhum trabalho ficar com ele.

 O olhar negro do pai subiu. Ele parecia frustrado, e os lábios se comprimiram com força. Mas a mãe apertou a mão dele, como se o gesto fosse para que ele não fizesse o que estava pensando. Subiu os olhos meio marejados para o médico. Foi um sim silencioso. Ela estava se conformando de que o filho realmente não passaria daquele estado de esquecimento, apesar do doutor ter citado os exercícios de memória como uma possível esperança para o caso de amnésia.  

- Nós podemos pensar? É...muita coisa...- Ela disse numa voz embargada de choro. 

 O médico assentiu e disse que os deixaria a sós. Ele aproveitou para dizer que Namjoon ficasse com o garoto lá dentro, já que os pais pareciam que não voltariam para a sala tão cedo – ou até terminarem de discutir o assunto delicado.  

  Quando entrou a sala, sentou-se perto de Jeongguk. Ainda era muito estranho pensar que ele perdera todas as memórias. Isso dificultaria o fato do mais novo voltar para Harvard algum dia. Seus olhos negros quase infantis viraram para ele, silenciosos e atenciosos, do jeito que ele costumava fazer quando o professor lhe explicava algo em sala de aula. Segurava um livro qualquer, mas parecia ler sem muito ânimo. Será que o Jeon se lembrava como se faziam as coisas cotidianas? 

 Mesmo assim ele preferiu dar sua atenção à Namjoon. Sorriu levemente e perguntou porque o médico havia chamado seus pais lá para fora. Engoliu em seco. Não queria explicar de cara aquela situação embaraçosa. Porém, ficar em silêncio o deixaria nervoso ou tenso, e essa não era a intenção. Suspirou levemente e tentou esboçar um sorriso. 

- Bom, eles estão discutindo para onde você vai, Jeongguk. 

-  Eu já tive alta? - Ele perguntou, agora soltando o livro de vez e fixando seus olhos no professor. 

- Não, ainda não. Mas é uma possibilidade próxima, então o médico já está preparando seus pais.  

-Isso é... bom. Eles reagiram mal à ideia de eu ficar contigo? 

 A voz receosa do Jeon fez Namjoon sentir sua tensão. 

- Bom, não é fácil. Mas eles estão bem, pensando na possibilidade, o que já um avanço, certo?

 Jeongguk assentiu. Ele tinha expressado sua ideia de ficar com Namjoon quando o doutor aparecera de manhã em seu quarto. Os pais não estavam, foram comer algo. Havia pensado muito nisso, e realmente não estava pronta para ficar com os Jeon, mesmo sabendo que eles eram seus pais, e que eram de uma gentileza absurda com ele. Mas também não queria mais permanecer naquele hospital mórbido. O professor de história era, além de sua única memória, seu único apoio de lar também.  

- Tem certeza disso, Jeongguk? - O doutor dissera, com os olhos calmos de sempre – Eu posso falar com eles... 

- Sim, doutor. - Disse de modo firme – Eu quero que eles aceitem. E... Namjoon também. - Olhou de relance para a figura do professor atrás da porta branca.  

 Não demorou a escutar a resposta afirmativa de Namjoon. Ele ficou confuso no começo, mas do jeito que era compreensivo e inteligente, disse que tudo bem. Talvez esse fosse seu erro inicial. O que desencadeou tudo que viria dali para frente, mas não vamos nos apressar. Voltemos ao hospital. 

  No final da semana, os pais voltaram-se para o professor de Harvard. Os olhos limpos de qualquer sentimento que antes apresentaram. Tomaram a decisão. Era isso, o garoto ficaria com ele. O Kim virou-se para a Jeongguk e o viu dar um sorriso simples, curvando os lábios bem fininhos e vermelhinhos.  

- Vai ter de nos prometer cuidar de nosso garoto. - Disse o pai, em seu tom normal. 

 Namjoon sorriu.

- Eu prometo.  

- E também de nos dar notícias, e fazer ele ter as obrigações da casa. Lembrar-se de deixá-lo sem esse celular toda hora, e não deixar ele ficar saindo de noite. - A mãe foi listando diversas coisas, o que foi fazendo a cena ficar um pouco cômica. Ela até sorriu no final e suspirou - Nós agradecemos o que está fazendo por ele – Disse num tom realmente agradecido. 

- Bom, eu agradeço por confiarem em mim. - Ele deu uma pausa. - Jeongguk vai ficar bem.  

 Ouviram-se os suspiros de alívio. 

                                                                        *** 

 Dado os devidos procedimentos, Namjoon tinha ao final do mês uma enorme papelada e documentos de sua mais novo companheiro de lar. Os Jeon tomaram as providências de mudarem as coisas da filho para a casa solitária do professor solteiro. Jeongguk não era um garoto de muitos pertences, mas foram suficiente para ocuparem uma boa parcela da casa. Os pais também se certificaram de ter todos os dados necessários do professor Kim, e também de agendarem pequenas visitas para verificarem o andamento do filho. No começo, é quase sutileza usar a palavra "pequenas" para descrever as visitas inicias.  

 A última vez que Namjoon adentrou o hospital Johns Hopkins estava de mãos dadas com Jeongguk. Seus olhos negros brilhavam, e o rosto parecia tomar uma nova vida. Despediu-se dos pais, e agradeceu toda paciência e gentileza dos mesmo, e pediu desculpas por sua memória. Sentia muito não reconhecê-los, mas sabia que seu coração sempre estaria com eles. E, deixando para trás as lágrimas da mãe e do pai, adentrou o carro de Namjoon e seguiu para sua mais nova vida.  

 Estava de alta.


Notas Finais


espero que estejam gostando. Agora que a história começa a ter um desenrolar mais artístico por assim se dizer kkkkk

Comentem o que acharam e vejo vocês no próximo cap!


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