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História Who - Imagine Jeon Jeongguk - Capítulo 1


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Notas do Autor


Ai eu não aguentei a ansiedade e caguei pros fragmentos, então, aqui está o primeiro capítulo

Capítulo 1 - Ato 1 - Vinho e tatuagem


Bati meus pés impaciente no chão do ônibus e olhei a paisagem que aos poucos ia se tornando familiar, movia meus pés juntamente a música que tocava em meus fones.

 Minha próxima apresentação.

O ônibus parou, levantei rapidamente pegando minha bolsa do banco e desci correndo do ônibus. Meus pés corriam rapidamente até a academia de dança, o vento frio que batia contra meu rosto me fazia estremecer naquele sobretudo marrom claro, afinal, a calça legging que usava era fina, a blusa também e sem tirar meu cabelo que estava preso em coque.

Soltei um gemido baixo sentindo o baque contra meu ombro e minhas mãos ralarem levemente na tentativa de não cair muito forte no chão, praguejei olhando para cima. Os olhos escuros que pareciam grandes pedras preciosas me olhavam curiosos, pude ver alguns rabiscos em preto no seu pescoço escapando do tecido grosso do sobretudo. Puxei os fones de ouvido os embolando rapidamente e colocando em meu bolso.

— Que merda, não olha por onde anda não? — Murmurei olhando para a minha bolsa, que na minha queda tinha saído de meu ombro e as sapatilhas de ponta tinham caído no chão, as peguei e joguei dentro da bolsa novamente e dessa vez fechando o zíper.

A mão grande foi estendida em minha frente, olhei novamente para ele e segurei levantando.

— Desculpe. — Soou baixo, assenti passando minhas mãos por trás do sobretudo, tirando a sujeira da calçada que tinha grudado no tecido. — Estava desatento e apressado, posso ver que você também. — Assenti rapidamente, olhei em meu relógio de pulso, bem, eu me atrasaria alguns minutos.

— Tudo bem, imprevistos acontecem. Tenho que ir. — Nem esperei a resposta do cara e voltei a correr pelas ruas.

Entrei rapidamente na academia, dei um sorriso sem graça pra Yuna que apontou para a escada revirando os olhos. Subi as escadas rapidamente e entrei nos vestiários, joguei minha bolsa no banco, tirei meu tênis e coloquei a sapatilha de ponta rapidamente, levantei para conferir se estava confortável. Tirei o sobretudo e o coloquei de qualquer jeito na bolsa, abri meu armário socando a bolsa dentro.

Sai correndo do vestiário e abri a porta da sala de ensaio rapidamente, sorri sem graça novamente vendo a cara de Anélia — que tinha os braços cruzados e sua cara nada satisfeita pelo meu atraso. — coloquei as mãos nas costas e andei até ela.

— Desculpe, tive um imprevisto. — Ela Suspirou alto e assentiu indo até o notebook que estava conectado na caixa de som e colocou a música para tocar. Fui rapidamente ao centro da sala e me arrumei na posição inicial.

*

A última melodia do piano tocou, desmoronei no chão de madeira. Uma gota de suor escorria de minha testa, minha respiração estava descompassada e minha energia parecia ter sido completamente sugada, passei minhas mãos no rosto respirando fundo. Anélia sentou ao meu lado, sorriu pegando em minha mão e apertando.

— Está perfeito, com certeza você irá para o mundial. O estadual que te aguarde. — Sorri apertando sua mão e assentindo. — Vamos, levante, vá tomar uma ducha e direto pra casa. Descanse. — Assenti levantando e sentindo minhas pernas levemente trêmulas e dormentes pelas horas de ensaio. Abri a porta sentindo a superfície gelada contra meus dedos quentes, respirei fundo mais uma vez e fui rapidamente até o vestiário, peguei a muda de roupa que trouxe em minha bolsa. Tomei uma ducha rápida, não lavei meus cabelos por preferência de lava-los em casa.

Desci as escadas da academia, sorri desejando boa noite para a outra moça que fica na recepção, tirei meu celular do bolso do sobretudo abrindo no aplicativo de motorista, chamei um e coloquei meus fones esperando. Novamente eu repassava minha coreografia, fechei os olhos por algum momento e um barulho forte foi mais alto que meu fone, abri os olhos rapidamente, uma moto grande e preta parou em minha frente — chuto que é uma harley — dei um passo para trás quando o homem com capacete virou o olhar para mim, levantou a viseira e vi novamente no mesmo dia aqueles olhos brilhantes, tirou completamente o capacete. Suas mãos grandes passaram por seus fios os arrumando, olhei aquilo atentamente, ele sorri deixando seu capacete encostado no tanque.

— Quer uma carona? — Ainda sorria, soltei um riso soprado.

— Acha mesmo que eu vou subir nessa sua moto? — Seu sorriso murchou levemente, ele cruzou os braços e mordeu o lábio inferior me olhando, ai merda. — E como você sabe que eu estaria aqui? —Arqueei a sobrancelha. — Vou ligar para a polícia. — Peguei meu celular rapidamente, o vi levantar da moto e vir quase correndo até mim, dei alguns passos para trás, apertei o celular com força e ergui minha mão em punho, pronta para socá-lo caso tentasse algo.

Algo me dizia que ele não iria fazer nada, por mais que eu sempre fosse desconfiada para homens, ele me parecia ser alguém bom. Meu subconsciente parecia falar para mim.

— Ei, não ligue eu juro que explico, não sou um stalker ou algo do tipo. — Juntou as mãos rapidamente, arqueei a sobrancelha e assenti, mas para dar um medo a mais eu abri na discagem e tirei os fones para ele escutar eu digitando os três números.

— Sabe que falar isso parece ainda mais que você é um, não sabe? — Olhei para os três dígitos no celular.

De relance pude ver a motorista do aplicativo chegar e estacionar um pouco longe da moto, soltei um riso e olhei para ele.

— Quem sabe outro dia eu escute suas desculpas esfarrapadas, bad boy. — Dei um soquinho em seu ombro. — Mas não duvide da minha capacidade de ligar para a polícia ou de te dar um murro. — Entrei rapidamente no carro quentinho, pelo vidro escuro do carro o vi bater o pé levemente em frustração, soltei um riso.

O caminho para meu apartamento foi rápido.

Entrei e joguei as chaves no pontinho que tinha na mesa, tirei o sobretudo e o deixei atrás da porta, minhas roupas de treino coloquei na máquina junto com outras e coloquei pra lavar. Entrei no banheiro e abri o registro esperando a água esquentar — o tempo para eu tirar minhas roupas e deixá-las amontoadas em cima da tampa do vaso era certinho para a água já ficar quente — e fiquei de baixo da ducha quente por um bom tempo.

Quando saí do banheiro a roupa já tinha lavado e me deixava o questionamento de quanto tempo eu tinha passado ali, me sequei rapidamente e peguei o secador.

*

Sentada eu arrumava as fitas das sapatilhas de ponta, pronta para começar a ensaiar, outras garotas estavam comigo na sala e a treinadora nos olhava atentamente.

Duas batidas fortes na porta, todas pararam de conversar, olhei para a treinadora que foi rapidamente até a porta e a abrindo. Dois policiais estavam ali, um conversou algo com a treinadora, pude ver que rapidamente seu companheiro já olhava para dentro da sala. O outro mostrou o celular, vi a mulher levar as mãos na boca assentindo e dar espaço para os dois entrarem rapidamente, um dos olhou para mim e eu soltei as fitas das sapatilha.

— Quem é Phoebe? — Um dos perguntou, sua voz me deu calafrios, rapidamente eu olhei para a loira que murmurou baixo. — Onde está sua bolsa? — Perguntou, a vi apontar para a bolsa rosa clara, sua mão tremia levemente, um dos foi rapidamente até a bolsa e levou até a mesa que tinha ali. — Você sabe o que estamos procurando. — Soltou, a vi abaixar a cabeça assentindo.

Ele começou a mexer na bolsa, tirando tudo que tinha dentro, procurando rapidamente. Até encontrar um saquinho que parecia estar em um fundo falso da bolsa, arregalei os olhos. Ele levantou o saquinho transparente, pude ver cigarros de maconha e remédios, um dos foi até Phoebe, tirando as algemas do cinturão.

— Phoebe Bennett, você está sendo presa por posse e venda de drogas. — Coloquei minhas mãos na boca, completamente boquiaberta, ela assentiu abaixando mais a cabeça, fazendo com que seus fios escondessem mais seu rosto angelical, o homem continuou a falar sobre os direitos dela, mas eu estava tão chocada que nem prestei atenção.

Ele e a empurrou levemente, a fazendo andar, e rapidamente eles saíram da sala de treino. Olhei para minhas sapatilhas, completamente sem reação, pude ver nossa treinadora vir a frente e olhar para todas, ela apertava suas mãos com força, os nós de seus dedos estavam esbranquiçados.

— O ensaio de hoje está cancelado, voltem para casa e descansem. — Deu as costas saindo rapidamente, assenti para mim mesma, levantei indo até minha bolsa e tirei minhas sapatilhas colocando meu tênis e sobretudo novamente, fui a primeira a sair da sala. Respirei fundo, completamente aflita.

 Phoebe era uma das melhores bailarinas da academia...

Tentei tirar meus pensamentos disso e sai dali rapidamente, fui para uma cafeteria para tentar organizar minha idéias.

Sentei na cadeira enquanto esperava meu café ser entregue, apoiei minhas mãos na mesa e as apertei. De relance pude ver alguém parar em frente à mesa e tirei minhas mãos pensando que meu café já tinha sido feito, mas quando levantei meu olhar, pude ver novamente aqueles riscos pretos escapando do tecido do casaco, revirei os olhos escutando um riso, ele sentou na cadeira que sobrava em minha frente.

— Finalmente nos encontramos de novo. — Disse sorrindo, assenti impaciente, eu poderia dar um pé na bunda dele, mandar ele caçar algo para fazer, ou simplesmente levantar e sair da cafeteria, mas:

1. Eu já tinha pagado pelo meu café.

2. Minha cabeça já estava tão cheia e eu estava tão aflita que nem raciocinar direito eu estava conseguindo.

Levei meu dedão a boca, roendo minha unha, senti sua mão tocá-la e a repousá-la em cima da mesa, ele cruzou seus braços os apoiando na mesa.

— Então, agora posso me explicar? — Sorriu e ergueu o braço pedindo um café, o olhei sem falar nada, seu sorriso sumiu. — O que foi?  Parece angustiada. — Se inclinou um pouco, soltei meu ar pela boca e o olhei, ele me olhava atencioso.

— Uma das minhas companheiras de ballet acabou de ser presa por posse e venda de drogas. — Disse sentindo um pouco do nervosismo que sumir, o vi assentir lentamente. — Phoebe era uma das melhores, estava pau a pau para ir no mundial junto comigo e pensar que ela usa drogas. — Assentiu novamente, de relance pude ver um garçom vir com um copo de café e eu esperava muito que fosse o meu. — Na verdade eu nem sei por que estou te falando isso. — Disse e o garçom sorriu para mim e me entregou meu café, agradeci, olhei para o moreno. — Não estou com cabeça para escutar suas explicações, quem sabe outro dia. — Levantei pegando minha bolsa e sai rapidamente, o escutei praguejar meio alto, mas não dei a mínima.

Abri a porta sentindo o vento forte chicotear em meu rosto, fechei meus olhos e respirei fundo. Senti a mão gelada tocar meu pulso, grunhi puxando rapidamente e escutei o riso baixo.

— Quer extravasar? — Bufei revirando os olhos e assenti, ele deu um sorriso e com o indicador apontou para a moto preta estacionada em frente a cafeteira, soltei um riso irônico.

Não sei em qual parte de "eu não vou subir nessa sua moto" você não entendeu, quer que eu desenhe? — Perguntei o vendo revirar os olhos cruzando os braços.

— Porque não? Tem medo, é? — Soltou em uma tentativa falha de me alfinetar. — Faz jus ao que toda bailarina tem que ser delicada? Que fofo. — Cruzou os braços sorrindo, revirei os olhos deixando um riso soprado escapar por meus lábios.

— Não, nenhum um pouco na verdade. Já dirigi belezinhas melhores que essa, mas não sei se não percebeu que não é essa sua moto que vai me fazer cair de amores por você. — Cruzei os braços e soltei outro riso. — Eu passo, Ônix. — Disse e o vi arquear as sobrancelhas.

— Me chamou de quê?

— Ônix, seus olhos me lembram ônixs. — Dei ombros começando a caminhar para algum lugar.

*

Virei a taça de vinho levemente enquanto esperava Alisa voltar do banheiro, bebi o resto do vinho e deixei a taça em cima do balcão, senti uma mão em meu ombro, virei vendo que era minha amiga. Sorri levantando e deixando o dinheiro pela taça que tinha bebido, a mão dela enlaçou em minha cintura e começamos a andar pelas ruas.

— Sabe... — Virei meu olhar para minha amiga que olhava para frente, parecendo pensar. — Sempre quis fazer uma tatuagem. — Dei ombros e a olhei. — Você dá ombros porque já tem uma! — Revirei os olhos.

— E porque nunca fez uma? — Perguntei a vendo dar ombros e começar a fuçar em sua bolsa em busca de um cigarro, ela encontrou e o acendeu rapidamente já tragando. — Por mais que aqui seja ilegal e "somente médicos" poderem fazer isso e blá blá blá. Todos sabemos que temos vários estúdios por aqui e aliás, ótimos estúdios, pessoas que sabem muito bem o que fazem. — Ela assentiu soltando a fumaça por seus lábios carnudos, tragou e parou de andar.

— Quer saber, vou fazer uma, agora! — Arqueei minhas sobrancelhas a vendo voltar a fuçar na bolsa e tirar seu celular e discar um número rapidamente e levar seu celular a orelha. — Yuna, oi! — Cruzei os braços, desde quando ela conversava com Yuna? — Lembra daquele estúdio que você me recomendou? Então, pode me mandar o endereço? E se não for muito, avisar seus conhecidos que estamos indo lá. — Ela tragou o cigarro rapidamente. — Eu e ___, uhum... Muito obrigada, Yuna! Te devo uma. — Tirou o celular da orelha e sorriu para mim. — Vamos, temos que ir. — Agarrou minha mão e começou a me puxar para sei lá aonde.

Paramos perto de um beco, um prédio de três andares pintado de azul escuro, as portas de vidro eram escuras por isufilm, vi Alisa mexer em seu celular rapidamente e me olhou sorrindo, não demorou muito e a porta escura abriu. Uma garota simpática abriu rapidamente e fez um cumprimento com a cabeça.

— São as amigas de Yuna, certo? — Assentimos rapidamente, ela abriu a porta, entramos e senti o ambiente quente, tirei meu sobretudo o dobrando e o segurando. As paredes eram pintadas de branco, desenhos a mão livre estavam feitos e alguns rascunhos de tatuagem em quadros presos na parede. — Quem vai fazer? É tatuagem, certo? — Alisa murmurou um "eu" baixinho e assentiu. — Agora só vamos ter um tatuador livre, tudo bem? Mas se quiser fazer com outro, podemos marcar uma sessão para outro dia. — Ela assentiu novamente murmurando um "não, tudo bem" rápido e sorriu. — Então, vamos. — Fez um sinal com a mão para segui-la, subimos as escadas.

As paredes ainda seguiam do mesmo modo das da entrada, o corredor acaba entre duas portas. A mulher bateu na porta preta com desenhos.

— Jeongguk, tá acordado? — Disse alto enquanto continuava a bater na porta, escutei um grito em confirmação. Olhei para Alisa, que parecia ansiosa.

— Espere ai, você já pensou o que vai tatuar? — Perguntei cruzando os braços e a vendo assentir rapidamente. — Então tá. — Dei ombros voltando minha atenção para a mulher, vi a porta abrir e ela sorrir para nós duas e sair.

 Entrei e olhei em volta, os desenhos nos quadros eram perfeitos. Fui para perto de um rascunho de rosa, que estava simplesmente divino.

— Ele desenha bem. — Disse meio alto sem olhar para trás.

— Eu agradeço, bailarina. — Virei rapidamente o vendo sorrir enquanto secava as mãos com uma toalha. — Acho que estamos destinados a nos encontrar, não acha?


Notas Finais


Espero que tenham gostado, amo vocês. Se cuidem e até o próximo

(Outro imagine do Jeon: https://www.spiritfanfiction.com/historia/crash-and-burn--imagine-jeon-jeongguk-18770057)


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