História Who Am I Really - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 6
Palavras 1.037
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem da minha nova fic. Boa leitura, povuh 📚

Capítulo 1 - One: The New Home


Fanfic / Fanfiction Who Am I Really - Capítulo 1 - One: The New Home

                       Liv Adams

Entro no apartamento com um baunilha latte nas mãos e minha mochila tão pesada que deveria ser uma arma nas costas. Está tudo tão silencioso que eu poderia ouvir uma pena  caindo. Jogo a mochila em cima do sofá de couro, coisa que minha mãe jamais deixaria, mas agora eu posso porque não há ninguém me olhando. Beberico o latte, deixando o calor e a cafeína me animarem e confortaram. Isso é uma coisa que eu quase nunca posso fazer: ter um tempo para mim, pensar na minha vida. Não que haja muito o que pensar. Ela é toda feita de obrigações, jantares e coisas luxuosas. Eu achava divertido quando era criança, mas agora isso me sufoca como nunca antes. Mesmo assim, não consigo parar de pensar no que aconteceu hoje. Paro de beber quando minha mãe entra, com Randolph, o chofer carregando as dezenas de sacolas e caixas de roupa, sapatos e maquiagem.

-Oi, mãe.- falo casualmente. Eu e minha mãe nunca conversamos muito. Na verdade, nunca falo muito com ninguém da minha família.

-Olá, Olivia.- fala, olhando as unhas bem cuidadas.- Leve isso para cima, Randolph.- resmunga para o chofer, irritada. Não sei como ela intimida assim as pessoas, mas ele trata de levar rapidinho.

-O papai me disse que queriam me contar algo.- estou um pouco ansiosa, mesmo não havendo motivo para ficar. Provavelmente é um baile ou um jantar em que vou ter que usar vestidos apertados e saltos assassinos de pés.

-Certo. No jantar. Vou escrever um pouco.- ela escreve sempre, mas nunca tem livros terminados ou me deixa ler algum deles. Sempre trancafia os rascunhos em sua sala na qual só ela tem a chave. Vou para o quarto, com o copo de café semi vazio em uma das mãos e o celular na outra. Assim que estou embaixo dos lençóis de algodão egípcio, verifico as mensagens. Tem exatas 4 mensagens de Liam, 2 de Phoebe e 5 de Katy. Abro primeiro as de Liam. 

Liam (9:36):Hey, gata. Quer ir ao cinema?

Liam (11:48): Por que ainda não me respondeu? 

Liam (12:12): Não te vi no almoço.

Liam (12:14): Tudo bem se não quiser ir, na verdade.

Liv (14:30): Oi. Desculpa por não ter respondido. Eu almocei em uma mesa diferente hoje, espero que não se importe. E eu sei o que você fez. Está tudo terminado

Teclo rapidamente, sem esperar por resposta. Nem vejo as outras mensagens, só coloco o celular de lado. Meu coração se aperta, me lembrando do que eu descobri. Ele me traiu com Claire. A garota que eu mais confiei, minha melhor amiga. Olho para o teto branco, com estrelas fluorescentes que eu havia colado anos antes. Pisco para afastar as lágrimas, que ameaçam vir. É o que eu mais gosto no quarto, o teto. Não gosto de toda a sofisticação, a TV maior do que eu que ocupa quase toda a parede em frente a minha cama. Não do computador de última geração em cima da escrivaninha, ao lado da minha coleção de caderninhos. Saio da cama com certa relutância e desejo de voltar para ela e dormir o dia inteiro. Aguardo pelo jantar, até Jane vir me chamar. Desço a longa escadaria e me sento junto a meus pais na mesa para 12 pessoas.

-Então, o que queriam me contar?- pergunto, me servindo de peixe assado com batatas e arroz com camarões.

-Nós vamos no mudar. Para uma cidade bem pequena. Seventh Village, o nome. Um lugar bem simpático no Oregon.- fala meu pai, sua voz grossa e firme tomando conta de toda a sala. Mudar? Uma gota de suor escorre pela minha testa.

-Não podemos simplesmente nos mudar! E a minha vida? E a minha escola? Não posso ao menos terminar o ano? Faltam dois meses para as férias de inverno!- intervenho, me levantando da minha cadeira.

-Por favor, sente-se Olivia. Você sabe que queremos o melhor para você, não sabe? E a empresa...- ele pigarreia um pouco e ergue a cabeça, com o semblante calmo, mas com preocupação e tristeza no fundo- ...a empresa faliu. Eu fui demitido e nós estamos desempregados. Não podemos mais morar nessa casa. Por isso vamos nos mudar.

Minha mãe está atônita.

-F-faliu? Quer dizer que... vamos perder tudo, Mortimer?- grita ela, com lágrimas nos olhos. Estamos falidos. Nossa vida aqui acabou. A minha vida acabou. Papai se levanta da mesa e sai da sala, nos deixando sozinhas com cadeiras vazias e pratos inacabados.

-Você sabia?- pergunto a ela.

-Ele só me disse que íamos nos mudar! E-eu não posso acreditar. Todas as minhas joias, minhas coisas... eu... - minha mãe não consegue terminar a frase e desata a chorar. Tento consola-la mas ela sai da sala tão rápido quanto entrou. Eu também ainda não consigo acreditar. Perdi o apetite. Subo de volta para meu quarto e fico deitada na cama, mas sem dormir. Tenho que processar tudo isso primeiro. Mando uma mensagem para minhas amigas dizendo que vou ter de sair da escola e me mudar para Seventh Village, Oregon. As únicas que respondem são Phoebe e Katy. Elas dizem que eu não tenho que ir. E eu não tenho. E também não quero, é claro. Não desejo abrir mão da minha vida aqui, mas preciso ajudar meus pais. Mas de certa forma isso me dá conforto, já que eu vou poder me livrar de Liam de uma vez por todas. Estamos falidos agora e não podemos continuar nessa cidade, nessa mansão de 3 milhões de dólares. Não posso continuar na escola. Porque a vida é assim. Uma hora ela dá e na outra, ela tira.

                    1 semana depois

Estou no carro, a caminho de Seventh Village. Árvores crescem para todos os lados, formando uma floresta ao nosso redor. Entramos, então, na cidade. Pequena com algumas casas antigas ou sobrados. Paramos na frente de uma casa pintada de branco e descarregamos as malas. Pego a minha e levo para o meu novo quarto: o sótão. Está com apenas uma pilha de caixas dos antigos moradores, mas mesmo assim é aconchegante e acolhedor. Jogo a mala em algum canto e decido olhar as caixas. Mesmo sabendo que deve ter só um monte de tralha dentro. 


Notas Finais


O que será que ela vai encontrar nas caixas? Muahahahah! Espero que tenham gostado, bjs e fui


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