História Who I'am? - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 55
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, anjinhos.
Estou com mais uma fanfic e estou tremendo de nervoso dkvksmcmdmd explicarei tudo nos capítulos, é bem complexo

Capítulo 1 - Certo ou errado?


"Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém."


É muito comum você não se sentir confortável com alguma coisa em você mesmo. Seja com seu nariz, com seu cabelo, suas pernas, qualquer coisa. Tudo que você precisa fazer é aceitar que você tem sua beleza e nada poderia mudar aquilo. Mas o maior problema de Jimin começou a aparecer com seus dez anos. O inferno iria começar e o ser bochechudo sequer sabia o significado da palavra problema. Era cômico sua situação se não fosse trágica.


Quando tinha apenas dez anos, Jimin fora classificado como um alfa. Um lindo alfinha que aparentemente parecia um ômega perfeito. Mas aquilo não foi um problema, muito pelo contrário, sua família se orgulhava de ter um belo alfa na família. O exibiam como se fosse um troféu, mas ainda tinha um problema.


Jimin não se sentia alfa.


Ainda com dez anos, Jimin começou a se sentir estranho. Após descobrir ser alfa, o próprio Park começou a rejeitar sua classificação assim como seu lobo não aceitava o fato de ser um alfa. Era horrível, era horrível ouvir seus pais falando de como era bom ter dois alfas na família já que sua irmã também era. Era desconfortável. Mas Jimin nunca abriu a boca para falar como se sentia, afinal, era uma criança e ainda não entendia o motivo de se sentir daquele jeito. Era para ficar feliz, não era? Era da classificação mais prestigiada da pirâmide!


Sempre fora um alfa muito gentil e doce desde pequeno, sempre cordial e cavalheiro até demais. Seu pai ômega sentia um orgulho que transbordava por seus olhos quando começava a falar do alfinha de cabelos negros. Era difícil encontrar um alfa como seu filho já que muitos que agiam daquela forma eram ômegas. Ainda bem que seu filho era educado por fazer parte de sua personalidade e um leve pressionar dos progenitores. Leve. A perfeição era essencial para manter a boa aparência.


O alfinha sentia que tinha alguma coisa errada. Seu lobo não estava satisfeito e o próprio Jimin odiava seus instintos naturais, odiava qualquer coisa que o lembrasse que era alfa. Aquilo era errado! Não podiam lhe obrigar a ser o que não era! Queria mudar aquilo mas como uma criança de dez anos iria mudar o que já era de nascimento? Sua cabeça estava confusa e seus pensamentos eram considerados muito adultos.


Com doze anos, Jimin teve seu primeiro cio. A vontade absurda de foder alguém tomou seu corpo junto do calor infernal e a dor por não ter um parceiro. Quando aquela semana passou, o alfinha finalmente entendeu: ele não era o alfa que aquele exame constava. Nem Deus sabia o quão mal se sentiu depois daquele cio, o quão abatido ficou por simplesmente ter sentido vontade de foder alguém. Apenas ele sabia o quão ruim era ter aquele cheiro forte, aquele rosto marcante e a pose superior que naturalmente tinha. E ainda sim, era oprimido por si próprio. Se sentiu sujo diante dos desejos instintivos que teve, sentiu nojo por querer um parceiro e teve mais nojo ainda da forma animalesca que se portou naquela semana. Se esfregando na cama enquanto sua mente implorava por um ômega.


Quando fez seus quinze anos, finalmente conheceu a podridão que a sociedade era. Se lembrava de como era tratado diferente por se comportar de uma maneira muito “ômega” por assim dizer. Fora discriminado por seus colegas, por seus professores. Era errado um alfa ficar envergonhado? Era errado gostar de outro alfa? Porque Jimin se sentiu um nada quando percebeu que jamais teria chance com outro garoto somente porque ele também era alfa. Era impedido de algumas coisas simplesmente por ser intitulado na classificação errada. Aquilo era humilhante.


“Vadia” e “Vagabunda” eram as palavras que os alfas do colégio usavam para se dirigir aos ômegas que, segundo eles, se faziam de difíceis para não lhes dar uma chance. E Jimin ouviu aquilo porque se comportava como ômega se olhassem o padrão da sociedade. Tirando outros apelidos sobre seu comportamento, não fez amigos até chegar no último ano.


Com dezessete anos, sua mente já estava formada e totalmente fodida, resultado dos pensamentos horríveis que tinha sobre si mesmo. Fez um amigo chamado Yoongi, um alfa lúpus muito gentil que apesar de ter ficado surpreso quando desabafou, lhe deu o apoio que precisava. Mas ainda sim, Jimin vivia uma constante batalha interna, com seu lobo, sua mente e seus instintos. Todo dia acordava sete horas da manhã e era a mesma coisa: tomava banho, comia alguma coisa enquanto ouvia seus pais falando sobre como ter dois filhos alfas era maravilhoso. Era horrível, porra!


“Papai, papai… eu não sou alfa. Eu sou apenas um ômega na classificação errada.” Era tudo que conseguia pensar perante as palavras carregadas de orgulho.


Seu pai era um ômega e seu outro pai era um alfa, ambos muito amorosos mas muito ignorantes também. Não que fosse proibido gostar do mesmo sexo ou de acreditar em outra religião, quanto a isso, seus pais eram muito legais. Mas e quanto querer mudar sua classificação? A reação de seu pai alfa já imaginava, a do seu pai ômega era mais difícil já que o homem às vezes era muito rude. Queria arrumar um jeito de contar mas apenas quando saísse de casa. Estava tudo bem, podia aguentar mais alguns anos.


Logo após a escola, começou sua faculdade de direito. Estava tudo maravilhoso e sentia que estava pronto para contar aos seus pais quem ele realmente era. Esperou sua irmã sair para o trabalho e chamou os progenitores, contando tudo na seguinte frase:


“Eu quero ser ômega.”


Aquela maldita frase foi como um chute em uma estrutura podre. Desmoronou em cima de si. A reação de seus pais foi assustadora, foi como se tivesse confessado um assassinato e eles gritaram, gritaram até a voz ficar rouca e aquilo abalou todo seu psicológico. Não sabia dizer se sua irmã mais velha ficou sabendo mas também não procurou saber, apenas saiu de casa com uma ordem clara:


“não volte mais aqui”


A ordem fora dada pelo seu pai alfa, que fez questão de jogar em sua cara o quão vergonhoso era um filho alfa que queria ser ômega. Ele não compreendia a situação de Jimin, ele colocou toda sua ignorância acima do amor que nutria pelo filho e o expulsou de sua vida. Existia alguma coisa pior do que não ter o apoio de seus pais numa situação tão delicada como a sua? Era como se o chão sob seus pés houvesse desaparecido. Sua cabeça estava um enigma e seu lobo gritava em seu interior pela sensação sufocante.


Não se importava com a sociedade. Se tivesse os pais ao seu lado, poderia enfrentar tudo de cabeça erguida. Mas não os tinha. Talvez eles nem lhe considerassem mais da família Park; nada que já não esperasse quando pensou em contar uma coisa tão íntima. Mas quando pensou que um peso iria sair de seus ombros, a bigorna inteira caiu em cima de si, lhe esmagando como se estivesse esmagando uma formiguinha. Fácil e rápido. Porém a ferida aberta sangrava.


Jimin queria ser ômega. Ele amava o cheiro suave, amava como poderia ser mimado por alguém apenas por sua classificação, amava ser tratado como um. Mas lógico, sabia como a sociedade era rude com ômegas, os menosprezando mas queria ser o Jimin que era interiormente. Um ômega. Sua vida mudou drasticamente após aquele dia; não tinha cabeça para continuar a faculdade, a trancou. Era como se estivesse recebendo um castigo por contar a verdade. A verdade era tão ruim? Ao ponto de seus pais lhe colocarem pra fora? Realmente, esperar até ter sua casa própria era o mais sensato. Estaria na rua caso contrário.


Ainda vivia normalmente, trabalhava como recepcionista num hospital especializado em crianças. Era um bom emprego, por mais que a profissão de seus sonhos não tivesse nada a ver com o que fazia. Gostava de crianças e sempre que possível, tirava um tempo para visitar os baixinhos que ficavam a maior parte do tempo nos quartos. Nada fora do normal.


Mas o que se passava em sua cabeça desde os quinze anos era mudar sua classificação. Estava decidido a ser quem realmente queria e não era a falta de apoio de seus pais que iria impedir seu verdadeiro “eu” surgir. Mesmo que sua vida pessoal estivesse uma bagunça, iria arrumar tudo com o tempo. Ele era a água mais forte que lavava o passado amargo que carregava. Se seus pais não podiam lhe aceitar, tinha que aceitar a si próprio. Conviveu num ambiente um pouco ignorante e preconceituoso, tais fatores fizeram o pequeno Jimin crescer pensando que estava totalmente errado. E estava, não é? Para ele, era difícil aceitar a si mesmo. Era uma luta.


Em sua cabeça de adulto entendia o motivo de seus pais não aceitarem. Tudo bem nascer num ambiente ignorante onde os próprios pais não aceitam você. Está tudo bem, afinal, eles teriam que aceitar uma hora ou outra. Não era como se o – agora – ruivo dependesse deles. Por mais fragilizado que estivesse, não podia parar por causa de um contratempo. A vida é feita de obstáculos e se recusava empacar em algum. Se machucou tanto para desistir? Não mesmo! Não iria viver para baixo quando tudo que precisava era de ajuda. Iria correr atrás de uma nem que tivesse que viajar pra outro lugar. Sua saúde mental era importante e se colocaria em primeiro lugar. Ou tentaria. Iria se esforçar para seguir em frente, com seus pais ou sem.


“Me desculpe papai. Eu gostaria de ser alfa. Eu gosto do odor doce e suave que eu sinto, eu não gosto dos rosnados, eu não gosto da minha classificação. Eu quero ser classificado como ômega, eu quero me sentir bem comigo mesmo e, me perdoem, mas não será o pensamento contrário de vocês que vai me fazer desistir de ser quem eu sempre fui.”


Fora o que dissera antes de sair da casa que antes era tão bem acolhido e tratado. Onde teve suas melhores lembranças, onde recebeu os melhores abraços, os melhores beijos e demonstrações de afeto. Estava deixando tudo aquilo para trás simplesmente por não se encaixar como alfa. Era errado querer se sentir bem? Era errado querer mudar? Ou seus pais estavam certos em achar que era um mísero erro que devia ser consertado?


Liberdade. Era isso que queria. Queria libertar seu lobo e a si mesmo do sofrimento que era viver comprimido numa caixinha minúscula que estava escrito: “não abra”. Queria berrar aos quatro ventos que jamais seria como a sociedade queria, que jamais daria orgulho aos seus pais mas que, mesmo assim, iria se livrar do peso que sentia e ser quem queria ser. A vida era muito curta para que alguém deixasse de viver como queria. Jimin seria ele mesmo e estaria bem com isso.


De uma coisa o futuro ômega tinha certeza: iria se livrar do veneno que impregnava seu interior antes que ele lhe sucumbisse. Mesmo que a recuperação fosse demorada e ainda teria toda a preparação psicológica, as recaídas, os remédios, os hormônios, tinha que enfrentar tudo para ser recompensado. Estava decidido: iria atrás do melhor psicólogo de Busan.


Não podia viver se escondendo pra sempre. Não queria viver numa casquinha de ovo e ter medo do mundo. O mundo é como areia movediça e iria nadar de costas até sair dela. Era um método eficaz. Não iria se deixar afundar até o pescoço por uma coisa que dependia de si para acontecer. A verdade era que não precisava da aprovação de ninguém, mas queria porquê era gratificante ter o apoio do lugar em que você nasceu. Mas se conseguiu aguentar tantos anos calado poderia aguentar mais um tempo até quando começasse a transição. Por mais difícil que fosse, estava disposto a mergulhar de cabeça no que tinha certeza que lhe faria bem.


   — Yoongi? — o pequeno alfa chamou.


   — Sim, Jiminnie?


   — Me ajude a procurar um psicólogo.


Era agora ou nunca, sim?



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