História Who Knew - Capítulo 3


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy)
Personagens Adrian Ivashkov, Christian Ozera, Dimitri Belikov, Rosemarie "Rose" Hathaway, Tasha Ozera, Vasilisa "Lissa" Dragomir
Tags Abe Mazur, Dimitri Belikov, Romitri, Rose Hathaway, Vampire Academy
Visualizações 142
Palavras 2.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 03 - Stuck In A Moment You Can't Get Out Of It


These tears are going nowhere, baby

You've got to get yourself together

You've got stuck in a moment and now you can't get out of it

Don't say that later will be better now you're stuck in a moment

And you can't get out of it

U2

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Rose

Ouvi a porta da frente ser aberta antes de Mia acender a luz e me encontrar encolhida no sofá.

- Rose, você ainda está acordada! - ela exclamou com preocupação.

Eu apanhei meu celular notando que já passava das duas da madrugada. Eu fiquei deitada aqui esperando Dimitri me ligar e nem notei a hora passar.

- Eu acho que dormi um pouco - eu me sentei.

- O que aconteceu? Porque você está aqui?

- Eu liguei pra ele - expliquei sentindo meu rosto esquentar.

Eu vinha fugindo dessa ligação desde que havia descoberto a gravidez. Hoje tinha sido minha primeira consulta e ver aquele pequeno se mexendo tanto e ouvir seus batimentos apressados me convenceram de que aquilo era real e eu precisava conversar com Dimitri.

- Mesmo? E como ele reagiu? - ela se sentou ao meu lado.

- Ele achou que eu estava brincando, depois disse que precisa de um tempo e me ligaria mais tarde e não ligou mais.

- Bem, não deve ser fácil receber essa notícia por telefone - Mia indicou que eu me deitasse em suas pernas.

- Não, não deve. Na verdade ele deve estar surtando e eu não o culpo - Eu admiti.

Mia começou a mexer em meu cabelo, me oferecendo um pouco de conforto.

- Ele disse que não vai sumir - eu comentei fitando o vazio.

- Isso é bom, pelo menos é responsável.

- Ele é mais velho, acho que isso influencia - eu expliquei sem muito animo.

- Pode ser. Como foi sua consulta? - Mia mudou de assunto.

- Eu vi o bebê - um pequeno sorriso surgiu em meu rosto - o coração dele bate tão rápido. Você sabia que mesmo sendo tão pequeno ele já tem coração?

- Mesmo? - mia sorriu em resposta - Você parece estar mais acostumada com a ideia.

- Isso está acontecendo, não tem como mudar. - Eu dei de ombros - então é melhor começar a me acostumar.

Mia me empurrou gentilmente para que eu me levantasse.

- Vamos dormir... Você precisa descansar.

Eu aceitei sua sugestão assumindo que Dimitri não me telefonaria mais.

Acordei quase na hora do almoço no dia seguinte, eu sentia como se meu estomago estivesse sendo corroído Por ácido. Eu realmente precisava comer algo. Segui até o banheiro para escovar os dentes o que acabou se mostrando um grande erro, já que o enjoo matinal tomou conta de mim.

- Você está bem? - mia questionou parada na porta do banheiro enquanto eu permanecia sentada ao lado do vaso sanitário.

- Como eu vou Escovar os dentes se isso me faz vomitar? - eu gemi.

- Você precisa comer algo - ela me ajudou a levantar - vai se sentir melhor depois.

Eu voltei a escovar os dentes, conseguindo não vomitar dessa vez.

Mia estava começando a preparar o nosso café da manhã, tinha alguns ovos e tiras de Bacon espalhados pela bancada.

- Está se sentindo melhor? - mia sorriu ao ver eu me aproximar.

- Acho que sim - eu me sentei em uma banqueta na bancada da cozinha franzindo o cenho ao ouvir o interfone - Você está esperando alguém?

- Não - ela caminhou até o interfone enquanto eu apanhava um cookie em um pote na bancada - Quem é?

- hã... Dimitri. Rose está aí? - a voz soou do outro lado fazendo com que eu me engasgasse com o cookie.

- O que ele está fazendo aqui? - eu sussurrei para Mia que me lançava um olhar confuso.

- Eu não sei! Deixo entrar? - ela sussurrou de volta.

- Eu não estou vestida! - Eu devolvi apontando para a regata velha e comprida que eu usava como pijama.

- O que eu falo então?

- Com licença senhorita - uma voz desconhecida soou - se você continuar apertando o botão nós ouvimos tudo, e Rose, tenho certeza que Dimitri já viu tudo e.. Aí...

- Rose, nós podemos conversar? - Dimitri pediu um pouco ofegante - Você já almoçou?

- Ela vai descer - Mia decidiu em meu lugar.

Eu corri para o quarto tentando me arrumar o mais rápido possível enquanto Dimitri me aguardava na entrada.

Ele realmente viajou tantos quilômetros para falar comigo?

Eu coloquei uma calça de malha preta e uma blusa de alcinha, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e me apressei para sair, calçando uma sapatilha no caminho.

Não demorei para chegar na portaria, onde Dimitri e um outro rapaz estavam me esperando.

- Oi - Eu mordi o lábio inferior observando os dois um pouco deslocada.

Eu não sabia como agir perto dele e ele parecia estar sofrendo do mesmo mal já que ficou me observando com ambas as mãos no bolso. Seu olhar demorou um pouco em meu rosto antes de descer e se fixar em minha barriga que já começava a crescer. Foi seu amigo que impediu que a situação ficasse ainda mais desconfortável.

- Olá Rose, eu sou Adrian Ivashkov, primo do Dimitri. É um prazer conhece-la - Ele estendeu a mão, apertando a minha com gentileza.

- É um prazer, foi você que se casou? - eu sorri.

- Exatamente, e como a criança foi concebida por minha causa, se for menino deve se chamar Adrian - Ele piscou fazendo com que eu sentisse meu rosto esquentar consideravelmente.

- Adrian eu te ligo quando terminar, você pode se enfiar em qualquer cassino que você encontrar até lá - Dimitri murmurou parecendo irritado.

- E assim ele me expulsa. Foi um prazer Rose. Parabéns pelo bebê - Ele acenou antes de se afastar.

Eu voltei a morder o lábio olhando em volta sem saber como agir.

- Você conhece algum restaurante aqui perto? - Ele questionou quebrando o silêncio.

- Tem uma hamburgueria aqui perto se você quiser.

- Você não devia comer algo mais saudável? - Ele me avaliou fazendo meu desconforto aumentar.

- Bem, eu posso pedir uma salada com o hambúrguer - eu ofereci um sorriso.

Aquilo parece ter convencido ele. Nós caminhamos lado a lado em silêncio. Eu pensava em como poderia começar aquela conversa, mas não fazia ideia do que fazer. Assim que chegamos, nós nos acomodamos em uma mesa, escolhendo o que pedir no cardápio e aproveitando aquele momento para reunir toda a coragem necessária para o que viria a seguir.

- Vocês já decidiram o que vão pedir? - Um jovem garçom quebrou o silencio constrangedor que se instalara entre nós dois.

- Rose?

- Eu quero um Cheese burguer duplo com fritas e um suco de laranja - eu pedi entregando o cardápio para o rapaz.

- O mesmo para mim - Dimitri decidiu imitando meu gesto.

Nós dois observamos o rapaz se afastar em silencio. Era obvio que nós teríamos que conversar em algum momento, mas nenhum dos dois sabia como começar. Eu levei minha mão até meu abdome, acariciando minha barriga. Mia afirmava que eu não tinha mudado nada, mas eu conseguia ver a diferença no espelho e aquilo meio que fazia tudo parecer mais real.

- Eu pensei que você me ligaria - eu comecei.

- Desculpe, eu pensei que seria melhor ter essa conversa pessoalmente - ele coçou a garganta - como você está?

- Estou bem - respondi timidamente - e você, como está digerindo tudo isso?

- Rose, eu vou ser sincero com você..

- Você está surtando, não é? - eu mordi o lábio inferior.

- Não é fácil, crianças não estavam nos meus planos pelos próximos anos - ele suspirou.

- Eu nem sei se crianças estavam nos meus planos - eu abaixei o olhar - mas agora...

O garçom chegou com nossos pedidos, fazendo meu estomago protestar imediatamente. Eu bebi um pouco do suco sentindo o bebê se acalmar momentaneamente.

- Agora temos que lidar com isso - ele respirou fundo - O que.. Como você quer fazer isso, Rose?

- Como? - eu me interrompi quando estava prestes a comer uma das batatas.

- Bem...

- Tudo bem - eu coloquei a batata de volta no prato - Dimitri, como eu te disse, nós podemos fazer o exame de DNA, eu já pesquisei e podemos fazer antes mesmo do bebe nascer.

- Certo, faremos isso - ele concordou antes de emendar - não que eu não confie em você, mas...

- A gente não se conhece - Eu desviei o olhar pegando a batata do prato e levando até a boca.

- Eu não quis ofender - ele tentou consertar.

- Tudo bem, eu entendo - eu fiz uma careta ao sentir meu estomago embrulhar.

- Rose, me desculpe, eu realmente não queria ofender - ele se apressou ao me ver piscar para afastar as lagrimas que ameaçaram brotar em meus olhos.

- Não ofendeu - eu neguei empurrando o prato de batatas para longe - você pode se livrar disso? Esse bebê não me deixa comer nada que eu goste mais.

- Você quer outra coisa? - ele questionou preocupado.

- Acordar e descobrir que foi tudo um sonho, talvez? - Eu forcei um sorriso recebendo outro em troca.

- Seria bom - ele concordou - porque nós não comemos e falamos sobre isso depois?

- Tudo bem - eu suspirei.

Nós dois comemos em silencio por alguns minutos e pouco a pouco passei a me sentir melhor.

- Eu recebi as fotos que você mandou ontem, você está fazendo o pré natal já? - Dimitri questionou.

- Sim, comecei ontem.

- E como foi tudo? - ele parecia interessado.

- Estou de nove semanas, o médico me passou algumas vitaminas ontem e eu fiz outros exames.

- Bom... E você está conseguindo trabalhar? Quer mais alguma coisa? - Ele questionou vendo que eu já tinha terminado meu hambúrguer.

- Não, Obrigada - eu sorri.

Dimitri fez sinal para que o garçom se aproximasse. Ele insistiu em pagar a conta e logo nós dois estávamos caminhando novamente sob o sol forte de Nevada.

- Você não me respondeu sobre o seu trabalho...

- Eu fui dispensada na última semana - eu admiti - eles acharam que seria perigoso que eu continuasse dançando nesse estado...

- Eles não poderiam te colocar em outra função? - ele questionou surpreso.

Eu avistei uma sorveteria e logo o arrastei para lá. Eu adoraria algo doce.

- Eu fui contratada para dançar - eu neguei - e de qualquer forma logo me dispensariam de qualquer jeito. Em breve eu não serei mais atraente o suficiente.

- Não seja tola, - Ele soltou enquanto eu escolhia o sabor - Você é muito bonita, nada vai mudar isso.

Eu senti meu rosto esquentar diante daquele elogio. Não era a primeira vez que ele me falava que eu era bonita, eu ouvi isso muitas vezes durante nosso breve romance. Mas era a primeira vez que eu não me sentia assim.

Nós voltamos a caminhar pela rua após eu conseguir meu sorvete. Eu tinha sentido meu humor melhorar bastante com aquele elogio e pensava em alguma maneira de retribuir.

- Nós dois podemos conversar sobre a pensão - Ele comentou - eu gostaria de ser mais presente, mas o Colorado fica um pouco longe de Vegas...

- Eu entendo. Mas eu não ficarei tanto tempo em Vegas. Sabe, eu não acho que seja o lugar adequado para criar uma criança então...

Eu expliquei algo que eu vinha planejando há algum tempo. Eu ainda não tinha decidido para onde eu iria, mas eu tinha algumas economias e poderia pedir ajuda a meus pais, apesar de não me sentir nem um pouco a vontade em contar para eles sobre o bebê.

- Você vai se mudar para onde? - aquilo parece ter chamado a atenção de Dimitri.

- Ainda não sei - eu admiti - estou pesquisando algumas opções.

Ele pensou por alguns instantes antes de começar a falar novamente, parecendo receoso.

- E se você se mudasse para Aspen?

- Aspen?

- No Colorado, é a cidade que eu moro - ele explicou enquanto eu entendia o que ele estava propondo - Eu poderia te ajudar a se acomodar na cidade, você não estaria sozinha com uma criança, eu estaria lá e poderia acompanhar tudo de perto.

Fazia algum sentido aquilo que ele estava sugerindo. Além disso, nós poderíamos tentar nos conhecer melhor e tudo mais. Se for para me envolver com alguém, que seja com o cara com quem eu tive um filho, certo?

- Bem, pode ser. Eu tenho algumas economias, posso alugar algo lá e tentar conseguir um emprego.

Eu acariciei novamente a barriga enquanto pensava em tudo o que teria que fazer.

- Isso é ótimo. - Ele sorriu por um segundo, mas em seguida o sorriso morreu.

- O que foi? - eu questionei provando um pouco do sorvete.

- Tem algo que eu preciso te contar - ele coçou a garganta me observando.

- Pode falar...

- Eu tenho uma namorada em Aspen - Ele explicou.

Eu pisquei atordoada sentindo o mundo girar ao meu redor. Ele acabou de dizer que tem uma namorada em sua cidade? Eu não posso acreditar, ele.. ele me fez ser a outra!

- Rose, você está bem? - ele deu um passo em minha direção, parecendo preocupado.

- Você disse namorada? - eu dei um passo para longe dele - Você não me falou nada sobre uma namorada quando nos conhecemos!

- Ela ainda não existia - ele se apressou em explicar - eu comecei o relacionamento após o casamento de meu primo.

- Eu acho que preciso me sentar - eu admiti sentindo o calor de Nevada começar a me abater.

Dimitri se apressou em minha direção, ele passou o braço por minha cintura enquanto me levava até um banco que ficava à sombra de uma arvore.

- Minha pressão cai as vezes - eu expliquei - logo vou me sentir melhor. A médica disse ontem que é normal.

- Eu sinto muito por toda essa situação - ele continuou com o braço ao redor de minha cintura

- E o que sua namorada pensa sobre tudo isso? - eu fiz a pergunta mais importante.

Eu não quero me envolver em nada tão complicado.

- Ela ainda não sabe - ele suspirou - eu vou contar para ela em breve.

- E você acha que é uma boa ideia eu ir para sua cidade? Eu não quero ficar no meio de nada - eu abaixei o olhar.

Eu realmente não quero atrapalhar a vida dele, não é como se nós fossemos obrigados a ser um casal só porque teremos um filho. Nós somos adultos, somos capazes de fazer isso funcionar de maneira sensata e sem nenhum envolvimento romântico.

- Tenho certeza que ela vai entender, além disso eu realmente quero participar disso Rose, não quero apenas contribuir financeiramente e ser ausente na vida dessa criança - ele me explicou.

Eu não pude evitar de sorrir ao ouvir aquilo. Era ótimo Dimitri pensar dessa maneira, porque eu não acho que consiga criar um filho sozinha. Minha mão voltou a acariciar minha barriga, a cada momento que passava eu me sentia mais confortável com aquela nova situação. Eu poderia lidar com aquilo se realmente não estivesse sozinha.

- Rose, eu...

- O que foi? - eu ergui meu olhar para encara-lo.

- Isso pode ser um pouco estranho, mas eu posso? - ele lançou um olhar significativo para minha barriga.

Eu demorei alguns segundos para entender o que ele queria, não estava acostumada com pessoas pedindo permissão para tocar minha barriga.

- Ahh sim, claro - eu tirei minha mão dando livre acesso a ele.

Dimitri se ajeitou no banco antes de levar sua mão até minha barriga. Ele parecia receoso em me tocar, como se aquilo pudesse me machucar de alguma forma, mas quando sua mão alcançou seu objetivo, ele pareceu relaxar um pouco.

- Ainda não dá pra sentir, mas ele se mexe bastante - eu sorri - o coração dele também é bem forte...

- Eu gostaria de ter visto - ele comentou.

- Desculpe... Mas eu posso te avisar sobre o próximo se você quiser.

- Seria ótimo - ele sorriu abertamente fazendo com que eu segurasse meu folego.

Espero que o bebê tenha a beleza do pai, porque eu certamente soube escolher. Não que eu estivesse buscando um pai para meu bebê, ou até mesmo um bebê.

Eu e Dimitri ficamos juntos um pouco mais combinando o que fazer a seguir antes que ele me levasse de volta ao apartamento. Mia já tinha saído para o trabalho quando voltei, a partir de agora eu teria dez dias para arrumar tudo e me mudar.

Teria que estar pronta para minha vida nova.

 



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