História Whore - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Silent Hill
Tags James, Maria, Mary, Silent Hill, Silent Hill 2
Visualizações 17
Palavras 1.372
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Orange, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Caso você esteja familiarizado com minhas histórias, com a franquia Silent Hill e com todos os avisos dados no índice, já deve imaginar que isso não vai ser nada bonito ou fofo, caso tenha estomago fraco ou problemas com temas demasiado fortes, não aconselho a leitura, já se você é tão doente quanto eu, BOA LEITURA!

Capítulo 1 - You probably thought I wouldnt get this far


Fanfic / Fanfiction Whore - Capítulo 1 - You probably thought I wouldnt get this far

Você provavelmente pensou que eu não iria chegar tão longe

Você pensou que eu ia acabar na traseira de um carro

Você provavelmente pensou que eu nunca ia escapar

Seria um rato em uma gaiola, eu seria escravizada neste lugar

 

A insalubridade dentro do cômodo de paredes brancas almofadadas, sujas de sangue, com o ar denso e toda a doença se espalhando aos poucos, contagiante, envolvendo a mulher loira, de corpo sensual, cujas curvas emolduradas pela saia colada de oncinha, o casaco rosa choque com os botões em sua maioria abertos, formando um decote e uma visão de sua lisa barriga, eram de derreter até o mais frio dos homens. As mechas rosadas nas pontas de seus cabelos eram outro contraste, junto do sorriso constante em seus lábios avermelhados. Os olhos azuis encaravam sua sósia perfeita ao chão, o que as discernia era a forma de se trajarem, a oposta estava com um coque frouxo, sem maquiagem, com uma longa saia bege e casaco rosa-claro, sua expressão não era provocante, mas sim cadavérica, seu corpo estava morto há muito.

O cheiro exalado de maneira doentia vinha daquele defunto, de rosto machucado, sangue pelo corpo, com bolhas causando ebulições sangrentas, que estouravam repentinamente, mantendo o odor de carne podre e sangue, cuja intensidade era tanta que era possível sentir o gosto metálico ao inalar aquele miasma doentio. Preso a uma camisa de forças, invalido em uma cadeira de rodas, do lado mais extremo da sala, estava um homem loiro, pálido, cujo cenho franzido e olhos claros arregalados expressavam a confusão de estar ali, sentia-se estranhamente excitado com aquela visão das duas mulheres, era como uma espécie de luxuria sombria.

— James... — Sussurrava a viva, erguendo-se e indo a sua direção.

As mãos macias e delicadas da mulher acariciavam a face confusa do homem, que observava o sorridente semblante dela. Sua cabeça doía, não conseguia pensar de forma alguma em como havia ido parar ali, só estava procurando por alguém especial para ele, em um lugar especial para ambos, com um desejo especial... O sorriso da loira foi substituído por ódio perceptível, atingindo seu rosto com um forte tapa, cujas unhas pintadas de rosa talharam sua bochecha, cortando profundamente, com uma força sobre-humana, mantendo seus dentes traseiros expostos e sujos de sangue, um pedaço de carne se mantinha pendurado, preso por pequenos tecidos da pele. O grito de dor foi inevitável, se debatendo na cadeira, mas da cintura para baixo, nada além de um membro em especifico parecia querer o responder.

— Maria! O que está acontecendo? — Ele questionava, tentando se soltar, em vão, a camisa era feita de carne, algo que ele só percebeu momentos depois, gritando ao ter a visão da carnificina que envolvia seu corpo, pulsante, sangrando, todas as paredes brancas haviam tomado a mesma textura, lhe enchendo de pavor.

Seus olhos se arregalaram ao ver a mulher agachando-se próxima do cadáver, demorou em reconhecer diante daquela poça de sangue e bolhas, era sua falecida esposa, Mary, era sua pessoa especial. Maria lambeu sem qualquer hesitação os ferimentos, abocanhando as bolhas e arrancando-as vorazmente, por um momento acreditou ver dentes pontiagudos como de uma criatura na boca da mulher, que arrancava vorazmente as roupas da sósia, possuíam o mesmo rosto, de maçãs avantajadas, olhos estreitos, sobrancelhas arqueadas, narizes retos e finos, os mesmos lábios que desejava tanto, carnudos e de bom aspecto. O corpo soturno de Mary estava exposto, repleto de sangue, com partes faltando, seu seio direito parecia ter sido arrancado, contendo apenas carne podre, que logo foi mordida e arrancada violentamente por Maria, que mastigava a carne sem se preocupar com a presença do outro, fazendo questão de manter contato visual com ele enquanto devorava sua esposa.

Suas mãos arranhavam as coxas desnudas de Mary, sentindo prazer com as palavras desesperadas de James, mantendo um sorriso cínico para ele, com a boca suja de sangue, tendo pedaços de carne presos entre os dentes e farelos dos resquícios de pele pelo rosto, desfigurando sua tão atraente feição de uma maneira monstruosa. Por mais desesperado que James estivesse não conseguia deixar de sentir a excitação incomum em ver aquela barbaridade, era como se o agradasse, como se todo o inferno ao seu redor fosse um espetáculo particular para que desfrutasse ao máximo, ao invés de um pesadelo, o que despertava um lado sombrio que tentava ao máximo esconder.

 

Você não sabe o quanto eu lutei para sobreviver

Acordando sozinha quando eu fui deixada para morrer

E você não sabe sobre essa vida que eu vivi

Ou estas estradas que eu andei

Ou estas lágrimas que sangrei

 

Em meus sonhos inquietos, eu vejo essa cidade. Silent Hill. Você prometeu que algum dia me levaria lá novamente, mas você nunca o fez... Bem, agora estou sozinha aqui... Em nosso “lugar especial”... Esperando por você.

 

Tantas memórias vinham em sua mente distorcida, cujo único som audível era da carne sendo dilacerada, lhe fazendo querer vomitar, mas aqueles gritos estranhos que queriam ecoar dentro de sua cabeça lhe eram demasiado familiares, junto do agudo e estridente barulho das maquinas de hospitais ao anunciarem o falecimento de um ente querido. Tudo era frio demais para ele, mesmo em um ambiente repleto de carne pulsante, seu corpo continuava tremendo, mesmo que respirasse um ar quente e metálico. Quando menos esperava, Maria estava novamente a sua frente, mas dessa vez de joelhos, o olhando daquele ângulo aterrorizador por conta de seu rosto sangrento.

— Você nunca me amou não é? Você só quer uma coisa, todos vocês homens só pensam nisso! — Pensou ter visto o rosto de Angela, aquela garota perturbada e suicida que havia encontrado durante seu percurso, era como se Maria fosse uma mulher de mil faces, dizendo aquelas palavras pretenciosas e  arrastando os dedos por sua calça suja de sangue, abrindo o zíper.

O membro de James foi abocanhando pela mulher, fazendo uma forte sucção, deixando o som dos estalos de suas bochechas se manifestarem, mantendo o contato visual provocante. O prazer, entretanto, foi substituído pela dor cortante, que sentiu apenas momento depois de ter sido decepado, quando olhou melhor, a viu de pé, com algo na boca, sim, aquela coisa sangrenta e cilíndrica era nada mais que seu órgão viril, cuja dor tomava conta de seu corpo, ela mastigava-o, sem deixar de o olhar, engolindo sem dificuldades a carne endurecida pelo sangue ainda corrente, observando sorridente a agonia de James, cuja boca havia sido repentinamente costurada por uma presença fantasma, o impedindo de gritar sem se machucar mais, abrindo pontos dolorosos conforme forçava a mandíbula, conseguindo por fim deixar seu berro de dor sair livremente, misturado com a perturbadora excitação que continuava em seu corpo, aumentando com a dor que sentia na boca e entre as pernas.

O cadáver de Mary estava sendo violado brutalmente, com as pernas abertas e quase que se quebrando pela força que eram mantidas assim, até que um osso em seu quadril se rompeu, deixando uma fratura exposta e horrenda, junto do som do “crack” que havia soado. A figura que tanto o perseguia, jogando culpa em si, estava ali, de estatura grande e musculosa, com um grande objeto triangular metálico no lugar da cabeça, abafando seus gemidos que mais pareciam de sofrimento, enquanto penetrava o corpo sem vida rápida e arduamente, o fazendo desviar o olhar, voltando-se a Maria que ainda o observava maniacamente.

— É esse o preço a se pagar, James... — Ela falou suavemente, quase que sussurrando, aproximando-se de sua orelha e a mordendo, lambendo seu pescoço e deixando um grande rastro de sangue ali, o que fez com que a garganta de James ardesse, sua saliva era acida.

Não pôde responder, não  pôde reagir, apenas sucumbir aos braços da morte que vinham incessantemente, lhe libertando de seu casulo de dor e sofrimento, lhe tirando daquela sala infernal em que as paredes espirravam sangue sob si, em que o chão tinha olhos que lacrimejavam ao serem pisados, sangrando, chorando um liquido negro e viscoso, que aos poucos, devorou tudo naquele lugar, nem mesmo a presença de Maria permaneceu, se viu em completa escuridão, ainda ferido, ouvindo sussurros indecifráveis em seus ouvidos, e foi assim que James Sunderland perdeu-se em sua loucura...

Você me ama por tudo que você me odeia


Notas Finais


Bem, é isso, espero que não tenha parecido só mais uma história feita para impressionar, tem bastante simbolismo nas coisas, você vai perceber caso tenha jogado.
Se gostou, deixe seu comentário e favorito, até a próxima.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...