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História Why are you so close? - Capítulo 1


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Capítulo 1 - One


Fanfic / Fanfiction Why are you so close? - Capítulo 1 - One

Ten se sentia ansioso como nunca. Sentado com as pernas cruzadas naquela sala cheia de espelhos, gravando cada detalhe do lugar qual ele estaria presente todos os dias a partir de hoje, ele tentava por em pratica o truque de inspire, conte até dez, e expire, que seu pai havia lhe ensinado para que, em momentos em que ele estivesse nervoso ou inquieto, usasse para tentar relaxar. Não adiantou muito, porém ele sentiu-se menos tenso. Finalmente havia sido aceito na SM, a grande empresa de ídolos e a mais desejada, na Coreia. 

Ter saído de casa e deixar tudo para trás foi difícil, talvez uma das coisas mais difíceis em toda a sua vida, mas correr atrás de seus sonhos tinha um gosto bom de liberdade. Ele se sentiu fora da gaiola, mas com muito medo do que havia fora dela. 

—Oi —de repente alguém se aproximou, quando ele estava em devaneios, e o tirou deles. O garoto parecia ter os olhos de um guaxinim, fofo demais, pensou Ten.

—Oh, oi —respondeu com um sorriso, vendo o garoto se sentar ao seu lado quando quatro deles estavam num canto rindo, o deixando de canto. E bem, ele não se importou muito.

—Kim Doyoung, você é? —ele lhe estendeu a mão.

—Hm, me chame de Ten.

—Ten? Apenas, hm... Como dez em inglês?

Ten sorriu, era sempre aquela reação e pergunta.

—Sim. Sou tailandês, então meu nome é um pouco difícil de se pronunciar, Chittaphon Leechaiyapornkul.

—Oh... —ele ergueu as sobrancelhas e desviou o olhar sorrindo e parecendo pensar em algo quando seus lábios se ergueram nas extremidades —Só peguei o Chitta e o Porn.

—Meu Deus... —Ten murmurou, tocando as bochechas e as sentindo pegar fogo —Você é bom no inglês?

—Hm? Não, não! Apenas, você sabe... E você?

—É como minha segunda língua. 

—Notei. Sua gramatica coreana é de principiantes —ele retirou dois pirulitos da boca e ofereceu um a Ten, que aceitou.

—Conhece alguém por aqui?

—Ah sim, acho que todos, até agora... —ele sorriu, olhando para o primeiro  do grupo —O mais baixo é Mark, aquele do maxilar bem marcado é Taeyong, eles são inseparáveis... Algo como Tom e Jerry? O terceiro é Jungwoo, bem... Ele é estranho, mas muito, muito fofo. Tome cuidado com ele, ele pode te provocar até o fim. Em seguida... —Doyoung suspirou, rodando o pirulito na boca e seu olhar pareceu brilhar, notou Ten —Aquele com o rosto de um príncipe é Jaehyun.

Ten encarou a expressão corporal de Doyoung, ele parecia tenso ao falar do último cara. Talvez não fossem tão amigos? Ou houvesse algo...

—Mas —Doyoung interrompeu seus pensamentos —Ainda faltam alguns, creio eu. Ouvi dizer que são onze, ou doze...? Até agora. Se for verdade, faltam a metade deles. 

Ten assentiu, encarando o grupo até que a porta fosse repentinamente escancarada e um homem grande e alto, com uma expressão de tédio surgisse. Ten estava sem palavras, e pelo visto Doyoung também. 

—Esse eu não conheço... —Doyoung disse, se virando para Ten, notando que o tailandês não estava prestando atenção em si, mas no cara novo. Ele sequer piscava, e parecia não respirar também.

Ten estava paralisado, encarando o homem que entrou desleixadamente, andando como se não estivesse interessado em nada. O mesmo jogou a mochila e depois a si próprio no sofá, tirando o celular do bolso da calça de moletom. Por qualquer motivo, Ten não conseguiu deixar de observá-lo por cima dos óculos redondos. 

—Quem é esse?

—Como eu disse, não o conheço, mas... Ele definitivamente me dá medo.

Ten desviou o olhar do homem para Doyoung. Ele tinha os olhos arregalados e evitou olhar para o cara novo. A presença dele era muito forte, embora ele estivesse na dele até então. 

—Você acha? —Ten o olhou novamente, observando um micro sorriso no canto dos lábios enquanto parecia digitar algo no celular —Eu gosto dele.

—O que?! —Doyoung tirou o pirulito da boca e o encarou surpreso. 

—Não dessa forma, quero dizer, ele é legal. Ele é alto, tem os olhos legais e o cabelo bem liso. 

—Ah, sim... É, eu acho que sim, mas eu prefiro Jaehyun. 

—Prefere? —Ten ergueu uma sobrancelha como algo sugestivo e Doyoung ficou afoito, esquivando o olhar do príncipe que sorria no canto da sala. 

—Sim, tipo, todo o conjunto o faz parecer... —ele pausou e encarou Ten —Só piorei meu lado, certo?

Ten sorriu concordando. 

—Você gosta dele, né? —Ten questionou, já sabendo da reposta quando as bochechas de Doyoung ficaram rubras e ele tentou se esconder nas palmas das mãos —Não se preocupe, eu também... Eu também prefiro garotos —E então olhou para o cara com rosto de tédio no sofá. 

—Vá falar com ele.

—E o que eu vou dizer?

—Seja bem-vindo, sou Ten, e você? Se quiser dar um beijo também... 

—Doyoung! —Ten o empurrou usando os ombros, repreendendo-o pela ousadia. Ten nunca faria algo como isso. 

—Vamos, vá! 

Ten mordeu os lábios e o encarou uma ultima vez, notando que o grupo de caras foram até o lazy face antes dele. 

—Nah, ele já está sendo recepcionado. 

—E daí? Tá com vergonha?

—Doyoung, eu sou um dançarino. Não tenho vergonha de nada —Ten respondeu, observando os caras darem a mão em cumprimento ao homem alto, mas não obtendo nenhum sorriso dele até então. 

—Então eu aposto que você chegue nele agora.

—Se eu o fizer você tem que ir até Jaehyun também...

Doyoung pareceu pensar e logo após disse “fechado”. 

Ten estava confiante até então, mas assim que se viu em pé, sua pressão pareceu cair e seu coração acelerou. Ele estava nervoso? Sério?! Ten era alguém socialmente engajado e nunca ficava com vergonha de se apresentar ou chegar nas pessoas, mas agora ele se sentia moderadamente acuado. 

—Olá... —disse ele, tendo a atenção de todos os caras para si —Sou Ten.

O primeiro a responder foi Mark, lhe dando a mão num sorriso fofo. Ele só tinha uma aparência de pirralho, pois era muito gentil. Taeyong apenas fez um gesto com a cabeça e disse seu nome em reposta. Jaehyun sorriu, de fato um príncipe, e lhe estendeu a mão. Jungwoo sorriu de modo fofo e murmurou seu nome quase tão baixo que Ten quase não ouviu. No entanto, o principal motivo de Ten estar ali se manteve em silêncio. Isto até que Ten se virasse para ele e aguardasse algo proveniente daqueles lábios gordos e bem delineados que fez Ten imaginar muitas coisas em milésimos de segundos. Ele era ainda mais sufocante de perto, o coração de Ten deu um pulo quando ele o olhou com aqueles olhos de tédio e então suspirou sutilmente.

—Johnny.

E ah... O que era aquela voz? Ele definitivamente era diferente de todos ali. Até mesmo sua pronuncia, havia algo...?

—Você é dos EUA, Chicago, certo? —Mark fez o grande favor a Ten.

—Sim —ele concordou, dando espaço para Jaehyun sentar-se ao lado dele. 

Ten se voltou para trás e encontrou Doyoung sentado no mesmo lugar, movendo o pirulito na boca, e fez um gesto com a mão para Doyoung vir até eles. Ele pareceu hesitar, mas logo estava em pé e vinha até o grupo. 

—Realmente, americanos são grandes e altos —Taeyong proferiu, chamando a atenção de todos para o corpo de Johnny esticado preguiçosamente no sofá. 

Johnny apenas concordou, franzindo as sobrancelhas ao notar que Ten o encarava fixamente, mais que os outros, que agora mudavam de assunto, quase sem piscar. Ele se moveu lentamente no estofado, notando Ten engolir em seco e finalmente subir o olhar até seu rosto, onde ele o pegou. Johnny sorriu e Ten desviou o olhar, claramente envergonhado.

Tem tentou se esconder atrás de Doyoung, que era alguns centímetros mais alto. Merda, ele e sua arte de disfarçar seu interesse nas coisas. Agora Johnny parecia estranho, o encarando de vez ou outra com um olhar que lhe dava arrepios, de uma forma boa, claro.  

Saber que iria dividir o quarto com Jaehyun foi um alivio, embora preferisse Doyoung por tê-lo conhecido primeiramente. Mas havia prometido “ajudar” Doyoung com Jaehyun. E estar no mesmo quarto que ele o deu alguns passos em vantagem para descobrir o que quisesse, ou melhor, o que Doyoung quisesse sobre o príncipe. E como obra do destino, Doyoung caiu com Johnny. Foi algo como você me ajuda e eu te ajudo. 

As práticas começaram alguns dias após conhecerem todo o edifício. Mal havia tempo para saírem do prédio devido aos treinamentos árduos, o que os deixavam exaustos para fazerem outra coisa a não ser descansar. Nos primeiros dois meses eles não tiveram um dia de descanso, mas após isso começaram ter três dias livres no mês. 

Com todo esse trabalho, Doyoung não havia muita coisa para contar a não ser que Johnny tinha um bom corpo por baixo das roupas largas, quando ele saía do banho, e que dormia feito um urso, sob três grandes travesseiros, não deixando nada para a imaginação de Ten. 

Somando os treinos, Ten notou vez ou outra quando Johnny fazia o terrível favor de usar moletons —ele ainda havia duvida se ele usava ou não cuecas— que marcava todo o seu pau por baixo, e dependendo do movimento Ten quase podia ver toda a forma dele. Ele era extremamente gostoso, e com o passar do tempo, o qual Ten achou que iria acabar se acostumando a Johnny e ele não fosse o afetar tanto, acabou sendo o contrário; quanto mais via Johnny, mais vontade ele sentia de tê-lo. 

Ten mordeu os lábios quando em certo ponto, numa coreografia ágil, Johnny fez um movimento que exibiu quase todo o seu abdômen, este plano e tonificado, sem músculos óbvios demais, mas ainda assim muito quente. Em milésimos ele conseguiu distinguir a forma em “V” através do caminho da felicidade em Johnny, justamente quando ele usava um moletom que marcou seu pau perfeitamente naquele dia. Tem sentiu o baixo ventre se contorcer e um calor subir em seu rosto. Ele definitivamente não poderia ficar duro na frente de todos, não quando ele ainda estava se alongando em espacate e Doyoung montava em suas costas para que ele deslizasse o tronco até o chão. 

—UOAH! FLEXIBLE! —eles ouviram um grito em surpresa de Mark, que apontava o dedo em direção ao Ten —Um espacate ao vivo e em cores. Ten, como você consegue? Não é dolorido?

—Ah —ele gemeu, sentindo Doyoung soltar todo o peso em si —Eu pratico isso faz muitos anos, então não. No começo foi horrível, mas... AH! Doyoung! —ele deu um gritinho que o entregaria fácil quando Doyoung soprou uma lufada quente em seu ouvido, dizendo “Johnny está vidrado em você, veja! Ele com certeza quer te comer, Ten. E devo dizer que tenho pena de você, porque ele é tão grande...”

A face de Ten pegou fogo e ele perdeu totalmente a linha de raciocínio para a pergunta de Mark. 

—Seu imbecil, não fode! —ele murmurou.

—Veja por você mesmo —Doyoung saiu de cima de Ten quando o mesmo voltou a posição simples de espacate e encarou Johnny, que estava deitado de lado, através do espelho. Seus olhos eram escuros e fixos em si. Ten sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

=====

Naquele dia, Ten acabou bebendo demais. Tudo começou com uma lata socialmente enquanto conversavam ele, Jungwoo, Mark e Doyoung sobre a vida, contavam piadas e histórias antes de virem até Seul e se tornarem rookies. No fim, todos continuaram a beber quando Ten precisou ir ao banheiro e saiu cambaleando, subindo as escadas com muita fé e foco nos degraus. 

Surpreendentemente ele chegou bem, abrindo a porta rapidamente e indo até o banheiro, suspirando ao se aliviar pensando no porque diabos a cerveja o fazia fazer tanto xixi? Que porre! 

Ele se sentia tonto, abrindo a porta após lavar as mãos, e pensou seriamente na possibilidade de pegar o pijama no guarda-roupa, tomar um banho frio e se jogar na cama. Sinceramente ele não estava com vontade de beber mais, a cerveja já ameaçava fazer o caminho inverso em seu organismo, embora ele nem tenha bebido tanto assim. Ele não era acostumado ao álcool a final. 

No entanto, assim que saiu pela porta do banheiro, acabou topando com algo que definitivamente não era pra estar ali. Duro, porém não o suficiente para ser uma parede. Focando o olhar, ele viu Johnny em sua frente, o encarando com aqueles olhos entediados como sempre. 

Johnny era um cara legal. Diferente dos outros, ele tinha uma aparência forte, mas dono de uma personalidade era caricata. De fato seu corpo não combinava em nada com a sua personalidade. E embora Ten não fosse tão próximo a ele por motivos óbvios de: ele queria fazer sexo tão mal com Johnny que não conseguia manter uma conversa adequada com o mais velho. 

Johnny era a personificação do seu tipo ideal. Ten o imaginou muitas vezes por cima de um Johnny submisso enquanto o cavalgava. Mas coisas como essas ficavam no bem mais profundo de Ten, isso é, quando ele não estava tão solto ao ponto de expressar isso com o seu corpo. 

—Johnny...? —ele murmurou, o encarando com os olhos brilhantes de embriaguez —O que tá fazendo no meu... hic... quarto...? 

—Seu? —ele soltou uma lufada de ar quando riu de ladino, fazendo Ten notar que aquele não se parecia com o quarto que dividia com Jaehyun simplesmente pela arquitetura do mesmo. 

—Ah... Sim, bem, estava desesperado para... hic... usar o banheiro e... 

—Certo, não há problemas com isso —Johnny sorriu para Ten, que ficou deslumbrado como ele parecia fascinante com a pouca luz que entrava no quarto. 

Johnny desceu o olhar para os lábios úmidos de Ten quando ele cheirava a álcool e a sutilmente algo doce. O menor parecia respirar rapidamente, o encarando com aqueles olhos felinos e cheios de expectativas quando Johnny o segurou pelos braços com as mãos grandes dele e apertou a carne quente. Ten soltou um leve gemido e aquilo fez algo em Johnny clicar, como um gatilho, e ele se viu caminhando com Ten até que o mesmo estivesse encostado na parede, preso em sobre suas mãos em seus braços finos, mas musculosos. 

—John...? —ele murmurou tão baixo, mas Johnny o ouviu porque estava igualmente tão próximo. 

—You... —Johnny murmurou em inglês, vendo o rosto de Ten se acender em vergonha e ele desviar o olhar, se encolhendo em si mesmo quando Johnny forçou as mãos com mais força em seus braços. Ten entendia muito bem o inglês quando Johnny continuou a falar na língua, o deixando com o coração acelerado e a mente nublada —Are dunk? 

E Ten por nenhum motivo continuou o dialogo em inglês.

—A little? —sorriu, suspirando ao sentir Johnny apertar ainda mais seus braços e distinguir um sorriso em meio à escuridão do quarto.

Ten sabia, ou melhor, sentia, a tensão entre ele e Johnny, muito provavelmente algum dos caras já havia notado isso também, mas não disseram nada. Por isso ele tomava cautela quando estava perto de Johnny, não querendo ser tão óbvio e não querendo ter algum tipo de gay panic em frente a todo mundo. 

—Why are you so… close? —Ten questionou, ouvindo seu coração bater forte dentro da caixa torácica. Seus pensamentos mais obscuros vieram à tona, o fazendo quase pegar fogo quando Johnny estava expirando o oxigênio quase em seu pescoço, somando ao efeito do álcool que o deixava mais exposto. Ele o queria tanto.

E então Johnny se aproximou ao ponto de seu nariz roçar nos cabelos de Ten e ele aspirar o xampu das cabeleiras negras e lisas. O aperto em seus braços diminuiu brevemente para então Johnny o apertar com mais força no segundo seguinte. Um gemido escapou de seus lábios, e Johnny respirou fundo quando, sem nem olhar, pegou o maxilar de Ten e o fez levantar o rosto para encará-lo. 

—Porra, assim você me deixa louco, Johnny —Ten chiou entredentes e num rápido movimento ficou na ponta dos pés até que seus lábios alcançassem os de Johnny.

Johnny tinha cheiro de sabonete e o gosto dos seus lábios era do hidratante labial que ele vivia usando porque era inverno e seus lábios ficavam rachados. Ten mordiscou o lábio inferior dele, sugando-o entre os seus e o ouviu suspirar. Era quente e molhado, tudo ainda mais incrível do que em suas imaginações. Johnny era incrivelmente gostoso, e Ten se viu enfeitiçado pelo movimento de seus lábios. 

Johnny perdeu a força nas mãos que apertavam o braço de Ten, e foi quando Ten alcançou as mãos dele sobrepondo as suas, e guiou as mãos grandes e quentes de Johnny até seu pescoço. Ten praticamente forçou Johnny a abrir seus lábios para inserir a língua. Sentir os lábios macios de Johnny criou algum tipo de fogo em seu baixo ventre. Quanto mais o beijava, mais o queria. 

—John... —ele tentou falar, mas impedido por Johnny que avançou novamente em seus lábios com luxuria, tomando-o com intensidade. 

Eles estavam tão próximos que não demorou muito quando Ten sentiu o pau duro de Johnny contra seu estômago, afinal, Johnny era pouco mais de dois palmos mais alto que Ten. E porra, ele só pensou em tê-lo, fosse sobre suas mãos ou em sua boca. Foi anos imaginando tudo aquilo, mas nada se comparava a realidade. 

—John, eu quero te chupar, por favor, me deixe... —ele se desvencilhou dos lábios de Johnny por algum tempo suficiente para quase implorar pelo pau dele em sua boca. Nunca se sentiu tão barato.  

Ele não esperou uma resposta, tateando o pau de Johnny por cima da calça de moletom, e a outra invadindo o elástico da mesma, notando que ele não usava cueca. Johnny suspirou fundo, encarando Ten através da escuridão, podia ver seu rosto rubro e seus olhos espertos. Observava a expressão de Ten enquanto ele invadia com as mãos pequenas sua calça, sem pudor. Era aquele tipo de reação que ele esperou de Ten durante um ano todo, desejando-o intensamente. 

—Você quer chupar um pau, uhm? 

—O seu, Johnny, faz tanto tempo que eu quero... —ele beijou o pescoço de Johnny, mordicando a pele próxima do pomo de adão. 

—Então use todo esse tempo perdido e faça um bom trabalho, uhm? —Johnny pressionou o polegar nos lábios inchados de Ten após ter sido beijado por tempo o suficiente e Ten concordou, umedecendo os lábios.

—Deita na cama, uhm? Não acho que seja possível eu te chupar de joelhos, você é alto, John... —ele empurrou Johnny lentamente até que a parte posterior do joelho de Johnny batesse na cama, mas antes que ele se sentasse, Ten abaixou suas calças até os joelhos, tendo uma visão do pau de Johnny batendo em seu abdômen, já úmido e vazando na glande. E após se sentar, Johnny abriu as pernas para acomodar Ten entre elas, de joelhos. 

Ten acomodou o pau de Johnny entre os dedos, iniciando de modo lento, mas com ritmo o suficiente para fazê-lo arfar baixinho. 

—Gostoso... —Ten sussurrou, beijando e fazendo uma sucção leve na ponta, em seguida lambendo o liquido que escorria por toda a base e sobre seus próprios dedos, encarando Johnny em seguida quando o engoliu por completo, o sentindo bater em sua garganta. O reflexo veio, mas Ten se esforçou tão bem, se lembrando do quão mal ele queria Johnny fodendo sua boca que nada poderia estragar aquilo. 

O som da boca cheia de Ten ecoava no quarto silencioso fazendo Johnny querer mais, ele queria mais. Ten notando seu prazer pegou uma das mãos de Johnny e a levou em seus cabelos, parando de movimentar a boca em Johnny, dando a ele o controle das estocadas em sua garganta. Johnny rapidamente pegou a deixa de Ten e começou a foder sua boca, vendo seus olhos pequenos se encherem de lágrimas, foi quando ele parou, tirando o pau da boca de Ten e vendo um fio de saliva os conectar de modo obsceno.

—Você ama um pau, certo? —Johnny removeu a camiseta e pegou Ten pelos cabelos, mas de modo gentil, fazendo Ten sair do chão, os joelhos vermelhos pelo peso, deitando as costas na cama trouxe Ten para cima de si.

Ten o encarou nos olhos, profundamente, sabendo que aquilo não terminaria ali, numa única noite, e beijou Johnny suavemente. 

—Tira a roupa pra mim Ten... —pediu Johnny, já invadindo a pele de Ten por baixo da camiseta e a puxando. 

—Você vai fazer sexo comigo? —sentiu seu rosto pegar fogo ao fazer uma pergunta como aquela, mas tinha que ter certeza. 

—Você quer...? 

Ten mordeu os lábios e assentiu. Acatando o pedido de Johnny ele removeu a camiseta, mas ao fazer menção de retirar o shorts, Johnny o impediu e Ten fez uma expressão confusa.

—Calma, baby —Johnny riu —Eu só pensei que te foder de ladinho e afastar seu shorts seria mais gostoso, o que acha? 

Ten gemeu baixinho, imaginando como seria o pau grande de Johnny dentro de si, quente e grosso, como foi em sua boca. 

Johnny com seus braços compridos alcançou a gaveta do lado da cama facilmente, retirando de lá um tubo de lubrificante e preservativo. Com uma só mão ele abriu a tampa e despejou o liquido frio na coluna de Ten, próximo à divisão de suas nádegas, onde o liquido escorreu até estar em seu buraco e ele gemeu com a sensação. Johnny usou um pouco em seus dedos e logo Ten se viu envergonhado ao sentir Johnny circular seu buraco com o dedo, ameaçando entrar, mas nunca o fazendo.

—Porra, mete logo esse dedo... 

—Perdão? É assim que você pede para eu te foder?

—Por favor, eu preciso... 

—Melhor assim —Johnny sorriu e beijou a bochecha de Ten no mesmo segundo em que inseriu o dedo do meio dentro de Ten. 

Ten mordeu a pele interna dos lábios tentando conter um gemido que era devido à dor da intrusão e ao prazer que era finalmente Johnny estar fazendo consigo o que ele sempre desejou. Seu dedo era grosso e comprido, o que o fez pensar em como seria ter o pau dele ali dentro, o que significava que seria em instantes. 

—Ten... —Johnny chamou a atenção dos olhos de Ten para os seus, que até então estavam perdidos encarando seus lábios —Você é tão lindo —ele sorriu, piscando para Ten quando inseriu outro dedo —E tão apertadinho...

Ten se sustentava acima de Johnny com ambas as mãos espalmadas sobre o de Johnny quando começou a gemer baixinho e por mais vezes que ele poderia dizer. Seus lábios estavam entreabertos, gemendo e ofegando, quando ele tomou a iniciativa de beijar Johnny novamente. Ele adorou beijar os lábios de Johnny.  

—Já está bom, Johnny... 

—Ten, posso te perguntar algo?

Ten achou que aquela não era a hora de fazer perguntas, mas tão perdido e nublado como estava, apenas concordou murmurando sim, sim.

—Você já fez isso antes?

O rosto de Ten tomou uma cor tão vermelha que não se era mais necessário mais perguntas. Ele negou várias vezes, começando a rebolar sobre os dedos de Johnny.

—Então é por isso que você acha que meu pau vai entrar em você com apenas dois dedos… —ele murmurou, vendo os olhos de Ten se alagarem em lágrimas. Tão lindo... —Isso tem que ser bom pra você... —ele agarrou o quadril de Ten com uma mão, tirando a outra de dentro dele em seguida, recebendo um murmúrio em protesto. 

—Não, não, por favor, Johnny eu... 

—Ten —Johnny o interrompeu, apertando as unhas no quadril de Ten —Suba mais.

Ten desesperado, obedeceu e subiu os quadris até a altura do umbigo de Johnny.

—Mais... —pediu ele.

Ten se arrastou mais, os quadris na altura dos mamilos de Johnny.

—Mais, Ten... Ou devo dizer, coloque sua bunda na minha cara?

—Oh Deus, Johnny, isso é...

—Venha.

Ten engoliu em seco e atendeu ao pedido, se sentindo completamente envergonhado.

Sentir a língua quente de Johnny invadir seu buraco foi algo indescritível. Ele tinha uma habilidade que fez Ten perder toda a vergonha segundos após e rebolar em seu rosto, perdido e pedindo por mais. Johnny o comia com a língua enquanto metia o dedo e tirava lentamente, fazendo Ten relaxar. 

Ten agarrou os cabelos de Johnny e gemeu alto, tão alto que provavelmente os outros caras tinham o ouvido, mas ele estava muito perdido em luxuria para notar. 

—John, isso é tão gostoso... É bom, muito bom, eu amo isso.

—Hm, você ama ter seu buraquinho sendo comido por mim —Johnny sorriu satisfeito e deu um tapa estalado na bunda firme de Ten, que gritou surpreso. 

—Sim, sim

—Acho que você está pronto agora, como você quer isso, Ten?

Era cruel fazer uma pergunta como aquela com Ten estando tão perdido em sensações como estava, mas um clique fez Ten se lembrar das palavras de Johnny e então...

—De ladinho, como você esteve pensando antes, se lembra? —Ten gemeu. 

—Oh, sim —Johnny sorriu, deitando Ten de lado e se posicionado atrás dele, sustentando uma de suas pernas —Você é muito flexível, Ten, por isso, desde a primeira vez que te vi se alongando, quis te virar do avesso e te comer de todas as formas, você quer isso?

—Quero, eu que-

Johnny não o deixou terminar de falar, metendo o pau no buraco apertado de Ten o ouvindo gemer instantaneamente. Era uma sensação incrível para ambos, tanto para Ten, que se sentiu alargado, numa espécie de ardência, e o pau de Johnny batendo bem fundo, lentamente, tanto para Johnny sentir o aperto de Ten, moldando seu pau dentro de si e o apertando carinhosamente. 

—Porra, Ten, você me aperta tão bem, me aceita tão fundo, mesmo sendo sua primeira vez com um pau... 

—John... e-eu... —ele deitou a cabeça sobre o antebraço e encarou Johnny, os olhos marejados e avermelhados, bem como todo o seu rosto e o colo —Nunca senti algo como isso antes. Please, move... —ele murmurou em inglês, fazendo Johnny se mover lentamente quase saindo por completo para então deslizar novamente. 

Johnny queria tanto beijar Ten, mas naquela posição era praticamente impossível. Ele estava tão lindo, tão sensível e vulnerável, aberto para si. Ele nunca pensou que poderia fazer algo como aquilo desde que viu Ten pela primeira vez, sentado com Doyoung com seu pirulito na boca. 

—John, você pode ir mais rápido... ? Eu aguento... —ele pediu, quase implorando e porra, Johnny não poderia negar-lhe nada. 

—Como quiser, caso for muito, me diga.

E então Johnny usou toda a sua força para se afundar em Ten, tirando e colocando como Ten queria; rápido e forte. 

—Sim, sim, bem aí —Ten gritou quando Johnny bateu em algo feixe de nervos sensíveis. 

—Foda-se —Johnny se abaixou o suficiente para alcançar os lábios de Ten, pressionando suas pernas que estavam apoiadas sobre seus ombros de modo desconfortável entre ele e o tórax de Ten, mas que Johnny achou não ser tão ruim justamente pela flexibilidade de Ten. —Assim te machuca? —Ten negou várias vezes usando a cabeça —Eu preciso te beijar, você está tão lindo assim

—Sim, por favor... 

Johnny beijou Ten arduamente, sendo correspondido na mesma intensidade. Os lábios, línguas e dentes se chocando desajeitadamente. Ten gemeu alto quando Johnny bateu novamente no feixe de nervos, apertando-o intensamente quando Johnny gemeu também. 

—Eu quero gozar John!

—Juntos? Eu estou quase, baby —ele sorriu, beijando a bochecha de Ten após tirar os fios negros e suados de seus olhos.

Chegaram ao ápice juntos, Johnny empurrando mais algumas vezes até que saísse tudo... Tudo dentro de Ten... Surpreso ele se levantou de cima de Ten e o encarou como alguém que viu um fantasma. 

—John?

—Ten... Por deus, esquecemos do preservativo... 

Ten sorriu, fechando os olhos e deitando a cabeça novamente na cama.

—Tudo bem, estou limpo... E você?

—Sim, mas...

—Não esqueça na próxima... 

—Próxima...? —Johnny murmurou, sorrindo com o pensamento —Certo, irei comprar uma caixa delas.

Ten deu um tapa em seu braço, não perdendo o sorriso do rosto.

Mas talvez não fosse uma má ideia.

—Já terminaram? Preciso da minha cama, tô com sono!

Doyoung bateu na porta, fazendo o rosto de Ten fumegar e pegar as roupas perdidas no quarto, se vestindo rapidamente. 

—E-eu estava querendo fazer xixi... Entrei no quarto errado e...

—Teve uma boa foda, ‘sem querer’, mas querendo. 

—Doyoung! —Ten o repreendeu, mas notando duas boas marcas vermelhas em seu pescoço decidiu provocá-lo —Mas talvez, você, nem tanto, uhm? Na próxima, quem sabe... —Ten sussurrou vendo Doyoung ficar totalmente vermelho de vergonha. 

—Morra!



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