História Why did it have to be me? - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Colegial, Drama, Gay, Longfic, Originais, Original, Romance, Soulmate, Yaoi
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Palavras 1.157
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


oirrr

voltei a escrever originais hm mm

espero que possam dar uma chance pra essa fic; ;;;

baseada em uns soulmate au q eu vi por ai e pa

boa leitura ~

[Postada também no Nyah! Fanfiction]

Capítulo 1 - Capítulo 01


A fumaça do cigarro subia devagar, carregada pela brisa fraca da madrugada. Via o sangue pingar dos nós de seus dedos, arrebentados de tanto socar os dois homens caídos à sua frente. 

Estava agachado, a adrenalina desaparecendo de seu corpo aos poucos, dando então lugar para a dor. Era apenas um garoto de dezesseis anos, ter vencido em uma briga com dois adultos não havia sido fácil e apanhou tanto quanto bateu.  

Antoine grunhiu ao tentar se mover, os olhos claros fechando. Tornou a tragar o cigarro, encarando o céu noturno. Precisava sair daquele beco e voltar para casa, do contrário acabaria encontrando ainda mais confusão.  

Levantou após algum tempo, jogando o resto do cigarro no chão. Usou a parede como apoio para andar, e com ela pôde ir até o meio do beco extenso. Via a rua iluminada pelos postes, e graças ao silêncio da madrugada foi capaz de ouvir passos.  

Parou, esperando que quem quer que fosse passasse logo. Não queria ser visto por ninguém naquele estado, só lhe restava esperar. Logo um garoto passou pelo beco, levando dois cachorros grandes na coleira. Esperava que ele fosse reto, mas por algum motivo ele parou.  

Cruzou olhares com o indivíduo e um arrepio percorreu todo seu corpo dolorido. Seu mundo, outrora pálido e com cores enfraquecidas, pareceu ser tomado por um brilho ao qual não estava habituado. Fechou os olhos rapidamente e, quando os abriu outra vez, o desconhecido já havia sumido.  

Abaixou o olhar para encarar as próprias mãos, trêmulas, deparando-se com o vermelho mais vibrante. Seu sangue parecia brilhar, o contraste imenso com a pele pálida. Era a primeira vez que via cor com tanta clareza, sentia seu peito bater com uma velocidade absurda diante daquilo.  

Arrastou-se para fora do beco, olhando para a rua. As luzes dos postes eram extremamente fortes, o céu sempre de um negro denso agora tinha uma coloração azulada, enfeitado pelo brilho das inúmeras estrelas. Via cores claramente, livre do leve preto e branco que parecia embaçar sua visão e encobrir o brilho e a coloração das coisas.  

Ouviu histórias sobre aquilo de seu irmão mais velho, mas precisava confirmar. Ignorou a dor e o horário, correndo rua a fora na direção do apartamento de Jean. Estava um pouco longe, porém conseguiu chegar dentro de mais ou menos vinte minutos.  

Passou pelo porteiro do prédio como um furacão, tomando o elevador até o oitavo andar. Estava surpreso com todas as cores novas, e se olhar no espelho do elevador foi um choque maior ainda. Via o loiro de seus cabelos brilhar, via o verde de seus olhos e o vermelho do sangue seco em seu nariz e no canto de sua boca.  

Quando as portas abriram, correu até a última porta do corredor e começou a tocar a campainha. Devia ser pouco mais que três da manhã, provavelmente não seria muito bem recebido, mas não ligava. Estava ali por um motivo importante, quase uma questão de vida ou morte.  

Depois de algum tempo a porta de madeira abriu, exibindo seu irmão mais velho só de cuecas. Tinha os cabelos loiros e longos extremamente bagunçados, a expressão sonolenta e irritada. Jean era um rapaz de vinte e seis anos, havia saído de casa no meio do ano anterior e agora vivia com seu noivo naquele apartamento.  

— Por Deus, olha seu estado! Se continuar causando problemas para nossa mãe eu... — Ainda que sonolento, Jean estava disposto a fazer ameaças.  

— Cala boca e me escuta! — O cortou, adentrando o apartamento para não atrapalhar o sono dos vizinhos. — Eu estou vendo cores! 

O mais velho fechou a porta com um estrondo, virando lentamente para encarar Antoine. Estava com a boca entreaberta, o olhar mais surpreso impossível. Guiou o garoto para dentro e acendeu a luz da sala, fazendo sinal para que ele esperasse ali antes de desaparecer para dentro do apartamento, retornando logo depois com um kit de primeiros socorros em mãos. 

Antoine sentou no sofá, dolorido e ao mesmo tempo animado por ver todas as cores vibrantes da sala. Jean sentou ao seu lado, abrindo o kit para começar a cuidar de todos os ferimentos do irmão.  

— Desde quando está vendo cores...? — O rapaz perguntou, um tom mais calmo em sua voz.  

— Uns minutos... Eu estava saindo de um beco e dei de cara com um garoto que nunca vi. Foi nesse momento que minha visão mudou. — Contou, ainda incerto. Resmungou de dor ao sentir o spray desinfetante agir em suas mãos, olhando feio para o outro loiro.  

— Uh, parece que alguém encontrou a alma gêmea... — Uma voz preguiçosa invadiu a conversa, vinda do corredor ao lado do sofá em que estava.  

Levantou o rosto para ver um rapaz baixo, de pele clara e cabelos desgrenhados em um laranja vibrante. Era o noivo de seu irmão, Louis. Ele estava com um moletom que era duas vezes maior que o corpo e provavelmente pertencia a Jean, apoiado na parede com um olhar interessado a ser dirigido ao garoto.  

— Não... Um completo desconhecido? Eu nem sei se vou vê-lo outra vez...! — Tentou negar a realidade, nervoso.  

Sabia que cada pessoa no mundo estava destinada a encontrar a alma gêmea, sabia também que enquanto não a encontrasse, todos enxergavam o mundo praticamente sem cores, como se fosse um filme antigo – de acordo com seu irmão, pouco depois de ter conhecido Louis. Ainda que soubesse de tudo isso, era um choque. Encontrar o dito "amor de sua vida" no início da adolescência parecia injusto, de alguma forma. 

— Vai sim, tudo ocorre por um motivo... Esse primeiro encontro foi predestinado, e é questão de tempo até que se vejam outra vez... — Louis explicou entre bocejos, sentando no braço do sofá desajeitadamente. — Conheci Jean no Japão, você sabe o quão bizarro é encontrar um francês que estudava na mesma faculdade em um país completamente diferente?  

— O destino foi gentil em colocar esse garoto em Paris, Antoine. — Jean complementou a fala do noivo, achando certa graça da situação. — Ele ao menos era bonito?  

Parou para pensar por um momento, tentando lembrar como era o tal. Lembrava de cabelos castanhos e olhos claros, uma estatura que ia mais para alto do que para baixo. No geral, era bonito. Falou isso para os dois rapazes, recendo risinhos e felicitações. 

Mesmo com o apoio, via o único lado bom daquela história sendo o fato de poder enxergar normalmente. Não queria uma alma gêmea, não tão cedo. Era tudo muito repentino, não estava preparado.  

Respirou fundo, se jogando no sofá depois de estar com curativos feitos. Jean avisou sua mãe que Antoine estava ali e então pegou no sono mais rápido do que esperava, acomodando-se no sofá confortável. Recebeu travesseiros e um cobertor, podendo dormir consideravelmente bem, tirando o fato de que ainda estava estressado.  

Por enquanto deixaria as coisas nas mãos do destino, mais tarde, se não gostasse dos resultados, trataria de socar o destino – por mais impossível que fosse a colocação.  


Notas Finais


muito obrigada a quem leu, nos vemos no próximo ~ <3


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