1. Spirit Fanfics >
  2. Why Not Me? - O som do coração - Catradora AU >
  3. Girl Disappointment I

História Why Not Me? - O som do coração - Catradora AU - Capítulo 3



Notas do Autor


Rôi bebêres! Entonces, olha a mamis online trazendo a parte 1 do capítulo 3... Espero que apreciem...😍

🚨⚠️📢[TW]📢⚠️🚨
Esse capítulo contém cenas fortes de agressão física!!!


Boa leitura!
Logo a parte dois tá saindo aí!

Capítulo 3 - Girl Disappointment I


Fanfic / Fanfiction Why Not Me? - O som do coração - Catradora AU - Capítulo 3 - Girl Disappointment I


Você estará lá ao meu lado
Se o mundo desabar
E todos os nossos momentos
Permanecerem em seu coração
Você estará lá para me guiar
De todas as maneiras, eu me pergunto se você irá
Caminhe ao meu lado, e siga meus sonhos
E suporte com meu orgulho, tão forte quanto parece
Você estará lá
Amanhã?
Você estará lá ao meu lado
Conforme o tempo passar
E estará lá para me segurar
Sempre que eu chorar
Você estará lá para me guiar
De todas as maneiras, eu me pergunto se você irá

Tomorrow

Europe


( Rua Nº4, Brightmoon Boulevard, Etheria, casa de Nº 1985, residência dos Sparklings. Às 03:59 Hhs da manhã, quinta-feira. Ou pode ser chamado como dia seguinte depois que Adora gozou pela primeira vez pensando na – quem sabe ainda- melhor amiga, Catra Applesauce)

Adora estava adormecida em seu quarto sob sua cobertas acolchoadas como sempre em suas tonalidades branco e dourado, havia ido dormir na noite anterior, diga-se que — um tanto quanto satisfeita — pela experiência de ter sentindo o prazer pela primeira vez, ficou lá entregue aquele soninho até que o  seu despertador radio-relógio digital contava os últimos segundo de seu sono em que estava entregue quase como uma princesa adormecida quando ele dispara pelo quarto seu alarme a lhe aprofundar os tímpanos.

Triiiiiim... Triiiiiim... Triiiiiim..."   ele dispara insistente e Adora aos poucos desperta a despreguiçar-se  esticando-se toda ao longo da cama de lençóis macios, ela boceja e suas pálpebras enfim abrem lentamente revelando seus olhos azuis, pelas brechas da janela o sol ainda não havia aparecido, mas era aquela hora que ela costumava acordar para fazer sua corrida matinal antes de ir para Horda School, ela então ergue seu dorso e vai até o despertador e dá-lhe um leve tapa no botão o fazendo parar que então programado pela mesma sintoniza na rádio da cidade na frequência F.M 224 Hz, no programa matinal chamado “Bom dia, Etheria!” que era comandado pelu Double-Trouble, mais conhecide por  D.j DT.

No rádio aquela hora tocavam músicas ecléticas flashback de diversas bandas e tocava Holiday de Madonna. Adora levantou-se ficando sentada na beirada cama ainda em seu ritual de despertar a se alongar quando os últimos acordes da música da Rainha do Pop pronunciava o fim da música quando veio a voz de locutor.

E esse foi mais um som que a galera curtia nos anos de ouro da música pop! Nossa queridinha Madonna, que aliás, Adooooro! Gente fala sério quem não curte as músicas dessa fofa, nem é gente! Agora vamos voltar aos tempos de ouro do rock 'n roll que aliás, quero dedicar essa música a minha querida sister gata selvagem ali da rua Rua Nº4, Brightmoon Boulevard, Etheria, Catra Applesauce essa música é todinha pra vossa excelentíssima pessoa, espero que seu crush finalmente acorde pra vida querida, então vamos de Cherry Bomb de Joan Jett & The Darkhearts.”

— Isso só pode ser brincadeira! —  proferiu incrédula Adora  e na hora olhou para o rádio, não sabia que tipo de ironia ou perversão o destino queria lhe causar no psicológico pra fazer com que tudo que ela ouvisse, tocasse, cheirasse, pensasse, sentisse, comesse ou quisesse envolvia a Catra no meio, a música dava seus primeiros acordes de guitarra  e embora esse fosse mais um estilo apreciado por Catra, Adora não tinha o hábito de reclamar apenas curtiu a batida e decidiu levantar-se  pra tomar seu banho e vestir-se para ir treinar antes  do raiar do sol que trazia consigo um novo dia brilhante em Etheria.


Não consigo ficar em casa,
não consigo ficar na escola
Os coroas dizem: Sua pobre tola
Nas ruas, eu sou uma garota gostosa
Sou a gata por quem você tem esperado (...)


Adora então levantou-se da cama de vez e foi buscar seu uniforme de corrida de dentro de umas das portas de correr de seu guarda-guarda e o jogou sobre a cama, pegou sua   toalha felpuda de suas cores preferidas que estava ali num cabide e dirigiu-se para o banheiro.


Olá, papai! Olá, mamãe!
Eu sou a sua menininha doce e explosiva
Olá mundo! Sou sua garota selvagem
Eu sou sua menininha doce e explosiva (...)



Tratou de despir-se das roupas que dormiu e pôs no cesto de roupas sujas que tinha ali dentro e entrou no box, aquela música até que era boa pra começar o dia, ela começou a cantarolar no banho acompanhando o ritmo, ligou o chuveiro elétrico para água mais fria e levou um choque térmico com o contato fazendo seus poros arrepiarem pelo corpo inteiro, mas gostava da sensação de água gelada, ela lhe despertavam o sentidos.


Amor da idade da pedra e com sons estranhos também
Venha, querido, deixe-me possuir você
Noites ruins causando depressões adolescentes
Venham, garotas, vocês não tem nada a perder (...)


Adora tratou de fazer sua limpeza completa, ensaboou  com seu sabonete liquido ADCOS para peles sensíveis, sim, porque Adora era sim uma potencial futura campeã olímpica, mas não deixava de se cuidar como uma princesa. Após terminar seu banho completo foi até a pia e abriu a porta de vidro de sua espelheira de banheiro onde armazenava o seus produtos de higiene e tirou de lá sua escova de dentes vermelha e o creme dental ponto uma generosa quantidade de pasta de dente e pôs o tubo de volta e  o fechou agora a escovar seus dentes, após terminar gargarejou e cuspiu na pia de porcelana e pôs os itens de volta.

 Voltou para o quarto enrolada na toalha e tratou de vestir-se em seu conjunto de treino de calças leggings cinzas e sua blusa de mangas longas esportiva branca com detalhes cinzas  e gola alta, amarrou seu rabo de cavalo, calçou seus tênis de corrida e encarou-se no espelho da porta do seu guarda-roupa fazendo armas com os dedos, embora fosse uma pacifista e contra o porte de arma, por um motivo muito especial.

Pew! Pew! ela dispara contra o próprio reflexo  logo dando socos no ar parando a encara-lo e prossegue Ai, Princesa! Tá olhando o quê? Ah! Ora se não é a futura campeã olímpica e o nome dela é Grayskull, Adora Grayskull! ela chuta o ar e enfim finaliza seu ritual de despertar matinal, foi até o rádio-despertador e o desligou a música que já iam nas tantas outras aleatórias que marca às 04:45 Hrs.

Após arrumar sua cama e pegar seu headfone e iPod de um das gavetas da escrivaninha o pondo no pescoço e o aparelho eletrônico na braçadeira apertando em seu braço direito, desceu as escadas em passos leves e foi para a cozinha pegar sua garrafinha de água e ao chegar lá dá um flagra em Glimmer ao pé da geladeira aberta com a mão apoiada na porta   a outra com galão de leite que bebia na boca do gargalo.

 GLIMMER!!!  ela exclama a repreender a  irmã que pelo susto do flagra se engasga se afogando em leite que derrama sobre si, bate no próprio tórax recuperando o fôlego.

ADORA, SUA IDIOTA! Ela bota a garrafa sobre o balcão da cozinha e pega um guardanapo a se limpar Você quase me matou de susto, merda!

 Quantas vezes Ângella já disse que não quer ninguém bebendo na boca do gargalo? Adora indaga a irmã indo até a geladeira de porta dupla de inox pega sua garrafinha da porta Sua sorte é que quem te pegou com a boca, literaturalmente na botija foi eu e não ela!

 Hum! E desde quando você passou a assumir o cargo de minha mãe número 2 pra me dar sermão? Glimmer retruca como sempre rebelde.

Eu só estou dizendo que isso é falta de educação, sem falar que é nojento! Adora rebateu indo até a fruteira a pegar uma maçã e indo a pia do longo balcão a lavando   Sem falar que ninguém merece  beber leite com gosto de sobejo! — ela se encostou ali na base dele e deu uma mordida na fruta.

— Argh! — Glimmer rosna como sempre não gostava das represálias da irmã adotiva mais velha — Nossa Adora, como você é chata, mana! Até parece uma velha de cinquentona  num corpo de dezoito! — Glimmer tapou a garrafa do leite e pôs dentro da geladeira agora a procurar algo para comer, trouxe um pedaço de torta de frutinhas que a vizinha Razz havia preparado para família, era uma senhorinha muito gente boa e adorada por toda a vizinhança. — Olha por ser tão chata assim é que a Catra não deve ter fugido pra ficar longe de casa, eu sim fugiu pra ficar longe é de você, por ser tão estraga prazeres! — completou Glimmer pegando um talher ali numa das gavetas do armário e sentou-se num dos banquinhos do balcão dando a primeira garfada levando a boca.

A menor não notou como aquele comentário havia ferido profundamente a mais velha que parou a maçã próximo aos lábios rosados entreabertos de dentes perfeitamente escovados cancelando o que era agora a terceira mordida nela. Adora então ficou ali reflexiva a relaxar o braço ao poucos se questionando se a menor estava certa, e talvez Catra não tenha dado o sumiço só por esta chateada com alguma coisa que Adora mandou naquele e-mail, mas também porque sempre foi uma pessoa sem graça e desinteressante diante da amiga que gostava de curtir a vida como uma típica jovem na flor da idade, bem diferente dela que vivia sob uma condição de medir cada segundo de seu tempo para as responsabilidades da vida em seus plenos dezoito anos de idade, mas porque Catra havia dito  que ficou com a colega  de classe Lonnie, uma garota muito mais se sal que ela, isso ela não entendia o motivo.

 Adora mais uma vez se viu num começo de crise de se estava fazendo as atuais escolhas para si mesma e  ou se era na verdade para enquadrar-se no que sua mãe adotiva achava que seria o certo, ficou ali a olhar para o chão cabisbaixa quando Glimmer que já terminava de comer o pedaço da torta a desperta dos pensamentos.

— Terra chamando Adora! — Adora então sai daquela reflexão interna e olha pra Glimmer. — Já são 05:05, vai perder a hora? — alerta Glimmer de seu horário.

Adora então acaba por lembrar de sua hora de  treino que demorava em torno de 1hr30 min, tempo suficiente pra voltar para casa tomar um novo banho e vestir-se para ir pro colégio.

— Ah! Você tem razão! Acabei sei lá... pensando numa coisa. — ela  tratou de comer rapidamente o resto da fruta e dirigiu-se até a lata de lixo de inox pisou em seu pedal abrindo a tampa e despeja ali dentro o talo da maçã, foi até umas das portas do armário de parede abriu tirando de lá uma pequena lata onde guardava uns trocados a colocando de volta lá dentro e foi até Glimmer lhe pondo em cima do balcão ao seu lado — Hum! — ela terminava de mastigar quando engole a pega a garrafa de água que deixou ali  e prossegue — Por gentileza Glimmer, como você só estuda no período da tarde e hoje não tenho hora certa de chegar por causa do treino depois da escola passa no supermercado e compra os sachês pra Felina e dá pra ela comer hoje... — ela foi até a porta abrindo, mas antes de sair ela olha para a irmã mais nova — ... Ah, e não esqueça também de ir dá uma volta com o Melog às 06:30.

— Argh! Por que sempre tem que ser sempre eu a levar ele pra passear? Que raiva! E a gata nem é minha!

— Porque pra começo de conversa, quem quis um cachorro foi você, e prometeu cuidar! E outra até a Catra aparecer eu tô cuidado da gata dela então seja uma boa irmãzinha e faz essa favor pra mim, ok? Prometo que te trago rosquinhas quando voltar para casa!

— Opa! Colocou rosquinhas no meio a coisa muda de figura! — Se anima Glimmer com a proposta de recompensa,

—Tô de saída até mais tarde!  — Adora então se despede da irmã a fechar a porta

Já do lado de fora da residência Adora alongou- se rapidamente a olhar pra janela no quarto os Applesauce's na expectativa de que a amiga já tinha voltado para casa, mas sabia do fundo de si que era só pura ilusão, tratou de pôr os Headfones nos ouvidos e ligou seu iPad e seguiu correndo pelas calçadas da rua Brightmoon Boulevard atravessando a rota percorrendo os nove quarteirões traçados diariamente, aos seus ouvidos iniciava a musica Ode to My Family  de The Cranberries, Adora como sempre uma jovem com coração que amava as baladas românticas.


Entenda as coisas que eu digo
Não vire as costas para mim
Porque eu passei metade da minha vida lá fora
Você não faria diferente
Você me vê, você me vê?
Você gosta de mim,
você gosta de mim ficando lá?
Você percebe, você sabe?
Você me vê, você me vê?
Alguém se importa?


Adora seguiu em frente passo por passo a pensar em Catra que até aquele dia não tinha recebido suas mais de duzentas mensagens, e naquele sentimento ela passou a se entregar novamente a uma lembrança de um dia no início daquele mês, se perdia no looping onde se perdem os corações apaixonados a  viver àquele dia em modo automático.



*Flashback*

( Três semanas e meia atrás, residência dos Sparklings às 18:00 hrs, Quinta-Feira)

Adora se encontrava em seu quarto sentada a sua escrivaninha estudando para a prova de biologia que haveria no dia seguinte, havia marcado os estudos com Catra que como de costume acabou dando um bolo na loira desde do dia anterior quando saiu a noite para mais uma das suas farras noturnas, não tinha ido para aula e até aquele momento não havia voltado para casa, Catra tinha o costume de sair por horas  e não dar notícias nem mesmo pra mãe que a essa altura já estava próximo de arrancar os cabelos, Adora tinha certeza que quando a garota rebelde fosse dar pra ar das graças com certeza iria levar um baita esporro dos pais. 

Adora deu uma pausa na pesquisa do conteúdo no qual estudava sobre interação Genética; Genes complementares, epistasia, herança quantitativa, e tudo que a amiga sabia sobre genética era sobre a rara condições de heterocromia em seus olhos que herdou de seu falecido pai Joe Fletcher Applesauce.

Adora  então seguia em seus estudos como a filha exemplar a matéria passada pela profª. Serena Mermaid a atual professora de biologia que era um tanto casca grossa em seus ensinos devido ao forte currículo por ser também uma bióloga renomada da cidade de Etheria.

Ela então tratou de olhar as horas em seu smartphone e  aproveitou para dar uma checada no WhatsApp para ver se a amiga tinha dado respostas e nada além da última mensagem que falaram a combinar aquele estudo, ela então abre no notebook a barra de E-mail.


G-mail

De : [email protected]

Para[email protected]

Assunto: Superando o bolo que você me deu (TT)

Hey, Catra!

Não acredito que você mais uma vez me deu um cano, mesmo depois de termos combinado esse estudo há uma semana e meia, sem falar que você sabe que a Serena não é do tipo que pega leve e pra você levar bomba nessa matéria ela faz isso em dois tempos.

 Então acho que só me resta te desejar boa sorte amanhã, né?! :-\

Ps ; Onde foi que você se meteu??? :-[


Adora então voltou a se concentrar na página de pesquisa do site  acadêmico e se passaram cinquenta minutos desde então e resolveu dá um breve pausa e foi até a janela a se alongar quando nota a amiga que vinha ali alguns quarteirões da rua vestida na sua roupa que saiu na noite anterior para mais um de seus encontros, a noite já se fazia bem presente naquele fim de tarde alaranjado onde as luzes  dos postes começavam a se ascenderem no bairro.

 Aí, Catra! Olha a hora que você aparece!    exclama Adora para si mesma, sabia que ao cruzar aquela porta da entrada da casa uma baita confusão a esperava, o que podia fazer pela amiga era torcer agora tanto pela prova de amanhã como para a situação que a aguardava.

Catra então parou na entrada de casa e avistou Adora a lhe olhar da sua janela acenou para ela despreocupada do que estava para vir, até porque não era nem a primeira vez e muito menos seria a última, Adora então acenou de volta e Catra entrou dentro de Casa, e não demorou sequer um mísero minuto para as vozes alteradas fossem ouvida da residência da amiga.

“ Aonde você se meteu esse tempo toda garota? Tem ideia do quanto sua mãe estava preocupada?”    gritava o padrasto que Catra se referia também como Merdak ou Padrasto Merda, tirou esse último apelido de seu jogo preferido, Life is Stranger, ele então  prossegue    “Ela mal conseguiu  dormir e foi  pro trabalho sem condições!”

“Cala sua boca!”    lhe respondeu Catra sua voz era tão potentes quanto a de um leoa    “ Desde quando te devo satisfação da minha vida, seu merda?!”

Adora então voltou para dentro a sentar-se e como sabia que a briga ao lado iria a desconcentrar totalmente, conectou seus headfones na entrada de fones do notebook e acessou a página do YouTube e quando estava a escolher a música Glimmer bateu insistentemente na porta de seu quarto.

 Adora! Adora! Abre a porta que eu quero assistir a briga de camarote, mana!    Adora retirou os fones do ouvido e foi até a porta abrindo incrédula como a mais nova era uma fofoqueirinha que gostava de ver o circo pegar fogo na casa dos Applesauce's típico adolescente que ama jogar querosene numa pessoa que tá incendiando só pra ver a chama se espalhar.

 Glimmer então adentrou o quarto e se posicionou ali na janela, Adora apenas balançou a cabeça em negação e voltou para o notebook enfim escolhendo sua música, sabia que quando se tratava de Catra ela sabia muito bem como se defender, pois a Costa do Golfo dos EUA podia até conhecer a potência do furacão Katrina, mas Etheria conhecia muito bem os estragos do furacão Catra.

Ela então põe a música Shadow da banda Chromatics e volta ao seu estudo, a musica então da sua longa introdução e Adora voltou a se concentrar em seus estudos enquanto Glimmer ficava ali ouvindo a confusão.

Não demorou muito e Glimmer começou a sacudir Adora pelo ombro, chamando sua atenção falando algo que pelo  volume que pôs a música não entendia até  que ela retira os fones do ouvidos.

 O que foi, Glimmer?    Adora indaga de cenho franzido irritada    Não tá vendo que estou tentando estudar?

 Adora o padrasto da Catra, tá batendo nela!    alerta Glimmer,  Adora sentiu então um pulsar no seu coração forte e dirigiu sua visão para lá se deparando com a amiga levando bofetada do padrasto sendo pressionada em sua cama, braços presos contra o corpo, uma sensação subir pelos nervos de Adora como um calor que nunca sentiu na vida, ela então sem nem pensar duas vezes levantou-se de seu lugar largando todo o equipamento na mesa, e correu a sair do quarto descendo as escadas.

“Não! Não! Não Catra! Não pode ser verdade!”    sua mente estava em conflitos ao pensar na cena e seu o coração pulsava cada vez mais forte no peito e suas veias corria uma adrenalina que nunca sentiu nem em seu mais esforçado treino.

“Desgraçado, como ousa bater na Catra!?”    ela saiu pela porta de casa e foi em direção a casa dos vizinhos e entrou sem pudores quase que arrobando a porta subindo as escadas indo em direção ao quarto da amiga.

“Maldito, você me paga!”    Adora invadiu o cômodo com tudo agarrada o padrasto pela camisa social do terno o jogando contra a estante de CD's de banda de rock da amiga fazendo vários deles irem ao chão espalhando   FIQUE LONGE DELA!    Adora vocifera vermelha  de raiva, o padrasto que tentava se recompor do ataque então vai em direção a Adora lhe apontando o dedo na cara.

 Escuta aqui, garota! Com quem autoridade você entra na casa dos outros sem ser chamada?    Adora recuou dois passou mais estava firme, Catra se encontrava ainda em sua cama com a mão sobre o rosto, o nariz estava tinha um linha de sangue em uma de suas narinas, estava incrédula com a defesa de Adora para sua pessoa.

 Não!    Adora rebate, não temia diante do adulto que era a mais alto que ela porém ela era mais forte que ele    Você com que autoridade tem o direito de bater na minha amiga?     Ela o olhava a franzir o cenho  mãos em punhos cerrados estava prestes a lhe meter um soco no meio da cara.

 Olha aqui garota!    ele e aproxima a tentar intimidar a menor que não temia     Acho melhor você pegar seu caminho e voltar para sua casa, está invadindo uma propriedade privada...    o padrasto não pareceu gostar nenhum pouco do afronto e seguiu ainda a tentar intimidar Adora    ...e posso muito bem chamar a polícia por causa disso então trate de cair fora daqui! – Ele ergueu a mão apontando para saída do quartos Adora não se mexeu.

 Chama a polícia seu cretino! Assim a gente denuncia sua agressão!    Adora o ameaça o fazendo ficar mais furioso que levantou a palma da mão para agredir a loira, mas foi parado por Catra que tinha a mão sobre um lado do rosto  e a outra sobre o nariz que sangrava e o impede se pondo na frente de Adora de braços abertos.

 Já chega! Saia você daqui, seu merda!    Catra franze o cenho furiosa com a ameaça a amiga, ela prossegue a olha-lo no fundo dos olhos, ele podia até ter a ousadia de lhe partir a cara, mas não ousasse tocar na melhor amiga    Ela é muito mais bem vinda aqui do que você nunca será na sua vida! E se quiser bater em mim de novo bata! Que eu tatro de ir prestar queixa na polícia, SEU BABACA!    Ela grasnar quase a cuspi-lhe na face carrancuda, ele então recuou apontando o dedo ainda pra garota  que limpou o nariz com o peito da mão.

 Isso ainda não acabou!    ele afirma— sua mãe vai ficar sabendo disso!  —  ele ameaça ainda com dedo ereto em direção às duas.

— Eu tô pouco me fodendo pra você e para aquela velha carcomida!    Catra vai até a porta de seu quarto e a escancara - Sai do meu quarto, agora!!!

Ele então sai do quarto embora encoleirado deixando as duas ali sozinhas, o clima tenso ainda rondava o ar e Adora sentia o coração bater forte no peito e só então deu-se conta de onde foi  se meter, logo notou que essa atitude iria acabar lhe custando uma baita bronca da mãe adotiva quando chegasse em casa, mas naquele momento o que mais importava é que tinha socorrido a amiga num momento de necessidade, embora que tivesse sido com atitude errada, mas em autodefesa, pois não era de se calar diante de ameaça a nenhum de seus amigos, porque quem se cala diante delas, consente.

Catra então abaixou-se embora estivesse com as maçãs do rosto avermelhadas  pelas quatro  bofetadas que levou até que a amiga chegou pra lhe socorre e impediu a quinta e tratou de apanhar os CD's espalhados pelo chão, Adora também  foi ajuda-la, afinal fora ela que os derrubou com aquele ataque contra o padrasto de Catra que com certeza sentia as costas doer tanto quanto ela sentia arder seu rosto, embora a alma de Catra ardesse mil vezes mais, ela tentava se manter forte, mas os seus olhos começaram a lacrimejar e ela buscou  sentar-se ali ainda nervosa com o acontecido encostada a estante tapando os olhos com a palmas das mãos e deixou  suas angústias que já sangravam como um rio  a transbordar, ela então desabou diante de Adora em choro que a abraçou.

- Eu ...    sua voz estava afogada entre lagrimas    Eu não aguento mais essa vida Adora!    ela diziam entre soluços, Adora apertava cada vez mais forte em seus braços a acolhendo     Eu... eu não aguento mais!    Catra então agarrou-se a Adora a abraçar suas costas quase com as unhas lhe perfurando as carnes de suas costas que sentiu, mas não se mexeu, sabia que a amiga precisava trasbordar de todas as maneiras os azedumes que excediam a capacidade de suportar que tinha o seu coração.

Catra chorou nos braços de Adora por meia hora e depois disso  ambas decidiram conversar alguns quarteirões dali, Catra estava encostada a um dos postes e Adora estava de frente para si, a mãe de Catra ainda não havia chegado do trabalho de seu cargo secretaria de advocacia  — o qual ajudava a tirar a filha de várias apreensões por conta de suas infrações de adolescência –  E Catra não queria encarar uma nova briga, pois ainda estava se recuperando da anterior. Adora a olhava cabisbaixa e se sentindo de certa forma impotente, quando quebra aquele silêncio que era mais frio que a brisa que as envolvia naquela noite.

 Seu nariz ainda tá sangrando...    avisa Adora a amiga que não respondeu apenas  levou à mão trazendo de seu bolso esquerdo do calça jeans preta à carteira Camel Filters contendo os dois últimos de seus cigarros, tinha as mãos trêmulas, mas mesmo assim retirou-o e trouxe aos lábios enquanto fazia uma concha com as mãos para proteger a chama que brotava do isqueiro que lutava contra brisa da noite que agora estava mais escura assim como estavam seu humor. Adora não se incomodou, sábia que embora fosse o jeito errado era pra ela tirar um pouco o peso das angústias.

Catra voltou seu isqueiro e o maço para dentro do bolso e deu uma forte tragada e mesmo diante da melhor amiga aquela sensação de solidão era sólida dentro de seu peito.

 Obrigada, Adora!    Catra agradece após lançar contra a luz do poste a fumaça sentido o gosto amargo do cigarro penetrar-lhe a garganta, e prosseguiu  segurando o cigarro entre seus dedos    Sabe... Por tudo! Por ter me defendido, embora isso vá acabar te prejudicando,  você foi...    Catra olhou para Adora sem jeito de pronunciar aquela definição, seu rosto meio corado que não se sabia ao certo se era pelo rosto flagelado ou algo que sentia dentro de si    Sabe... uma verdadeira super girl, sei lá!    ela voltou o cigarro aos lábios e pôs as mãos nos bolsos da calça, deu mais uma tragada mais dessa vez soltou pelas narinas a olhar o próprios pés.

 Eu só fiz porque não podia ficar parada vendo ele te agredir....    Adora cruzou as palmas das mãos atrás das costas e meio sem jeito com o elogio, sentiu o coração batendo forte e levei a mão direita sobre a face de Catra lhe limpando a mancha de sangue    ... Qualquer um no meu lugar teria feito.

Catra não relutou diante daquele toque, na verdade o aceitou como se o esperasse a muito tempo, como um gato de rua maltratado que recebe um  afago  pela primeira vez, ainda não sabia reagir diante daquele clima meio melancólico.

 Não Adora!    Ela retruca séria dando outra tragada    Qualquer pessoa não, você não é qualquer pessoa e nunca vai ser!    Catra segurou mais um vez o cigarro preensando entre seus dedos e deu mais uma forte tragada estava disposta a jogar muitos outrow onze minutos de sua vida fora    Então só deixa de se fazer de modesta e aceita o elogio tá legal, idiota!    Catra terminou aquele primeiro cigarro e o jogando no chão  pisou em cima dele, não tinha pena dos minutos de sua vida gatuna, como se realmente tivesse nove delas pra gastar. Ela tossiu com a garganta que ardia.

 Bem...    Adora  levou a mãos pra dentro dos bolsos da jaqueta do time de atletismo vermelha e branca com o bordado de “A”     Eu fico grata pelo elogio então. Mas o que você vai fazer agora? Quer ir denunciar aquele babaca?

 De que adianta Adora?    Catra buscou o último cigarro que tinha ali na faixa e a jogou ali na sarjeta da calçada da casa trouxe o isqueiro acendeu e ficou com ele em mãos olhando a escrita que fez nele    Eu tô tão fichada por lá que se aparecer lá querendo fazer queixa vou sair como errada e ainda passar a noite lá...  ela passou a brincar com o isqueiro abrindo e fechando diversas vezes    Então sei lá!  Talvez eu vá logo pegar a highway to hell e ir pro inferno de vez, com certeza lá vou encontrar mais paz que dentro da minha própria casa.    ela desencostou do poste e pôs o isqueiro dentro do bolso, Adora apenas a observava    Vou dar uma volta por aí, talvez...    ela fitou nos olhos de Adora quase como um pedido – Você vem?

Adora sentiu o coração estremecer com o convite e embora  quisesse muito aceita-lo, sabia que se o fizesse estaria muito mais encrencada com a família e não gostava de causar conflitos e ainda tinha que estudar para prova de amanhã.

 Catra, eu... Sinto muito, mas eu não...    ela se desculpa Catra então fechou a cara.

 Argh!    ela rosna meio irritada – Deixa pra lá! Não sei nem porque ainda te chamo pra nada, Adora!    ela então deu as costas para Adora a lhe disparar  o gesto obsceno em punho sobre o ombro direito    Até qualquer hora princesa da perfeição!    ela baixa a mão e segue, Adora sentiu o peito apertando a cada passo que Catra dava a seguir em frente de um rumo desconhecido até por ela mesma.

 Espera Catra!    Adora deu alguns passos segurando seu pulso, Catra então para a lhe olhar sobre um dos ombros.

 Desembucha, Adora!    ela dá a ordem.

 Por que não fica lá em casa, sabe...    a face de Adora cora, a olhar para baixo ela soltou o braço da amiga.    Podemos estudar juntas, sei lá!    ela leva a mão sobre o pescoço o esfregando.

 Tuss!    Catra aborrecida abriu então um meio sorriso sarcástico — Fala sério Adora! Eu acabei de levar umas bofetadas e você acha que tô com cabeça que estudar seja lá o que diabo for de prova amanhã?

 É biologia!    Adora a lembra sem jeito.

 Tanto faz! Eu já tô ferrada em muita matéria mesmo, mais um ou menos uma não faz a mínima diferença, agora se me dá licença...    Catra olhou para frente novamente    ... Volta lá pra sua vida perfeita que eu vou seguindo meu caminho, te vejo depois!    Catra seguiu em frente e embora doesse no fundo de si recusar aquele convite ela fazia por Adora para evitar que ela se encrencasse mais com sua presença  na residência dos Sparklings, e Catra preferia mil vezes a solidão de uma noite sem destino certo e apenas alguns trocados nos bolsos, que uma noite dentro das paredes asfixiantes de sua casa.

Adora então viu que amiga já seguia convicta sem olhar para trás tratou de voltar para casa com a sensação de vazio, chegando passou subindo as escadas quando Glimmer fala.

 Menina que babado foi aquele, aquilo foi melhor que a novela das nove!    Glimmer ri, Adora parou em um dos degraus e cerrou o punho direito.

 Só cala a sua boca, Glimmer!    Glimmer então notando que o clima de Adora não era um dos melhores tratou de ficar em seu lugar, Adora então subiu para o seu quarto trancado a porta, buscou o aparelho e deitou-se  em sua cama, digitando uma mensagem pra amiga.

Eu sinto muito por não
poder ir junto com você, Catra...

Após alguns minutos de espera Catra lhe respondeu;

Eu sinto muito por não
poder ir junto com você, Catra...

Fica de boa!
Sei que você não tem coragem de aceitar desafios...
Então, só fica nessa bolha da sua área de zona de conforto e segue sua vida!

Após trocar essas poucas mensagens com Catra, Adora voltou a estudar para a provar de amanhã, mas ainda a pensar em tudo,  pensava numa solução pra ajudar a amiga na matéria e estava disposta a arrumar um jeito para a situação a qualquer custo, dormiu ainda com os pensamentos em onde a amiga estava metida, mas tinha feito o que podia naquela noite, doía em si ao lembrar da face de Catra machucada e passou ali a ter mais asco do que já tinha pelo padrasto e gravou seu nome, Jhonn Hordak    o padrasto merda da amiga    e ele que ousasse tocar em Catra mais uma vez, sua Catra.

Enquanto isso Catra cruzava avenidas atrás de um destino certo quando recebeu uma mensagem em seu celular e tratou de ler, deu um sorriso como a oportunidade de um convite havia chegada numa hora conveniente, pegou seus fones de ouvido que estavam em um dos bolsos traseiros de sua calça e deu play na sua playlist preferida do Spotify e cruzou a avenida a seguir novamente sozinha sabe se lá para onde naquela grande cidade que se chamava Etheria. 

Em seus ouvidos tocava Don't Break My Heart Again de Whitesnake.

Estou chegando no limite do meu amor
Antes que eu dê meia-volta e vá embora
Tô cansado de me agarrar
às promessas do passado
Parece que durante a minha vida inteira
os problemas ficaram batendo em minha porta
É duro se esforçar e ter satisfação
Quando você não sabe pelo que você está lutando
Mais uma vez eu canto a sua canção
Mas eu venho perdendo o ânimo já há muito tempo
Estou cansado de me agarrar ao passado
Não cometa mais nenhum erro, pois pode ser o seu último
(...)


(Continua na parte 2)


Notas Finais


Neste mundo existem.... mulheres amadas.... violadas na mente,  violentadas na alma, castradas no corpo,
sem voz... Sem liberdade, acorrentadas em dor, cansadas, tristes, desesperadas, mal amadas, laços atados, em nós de ferro... mãos geladas e frias, feitas num mundo cruel..!!!

Violência doméstica e familiar contra a mulher: Ligue 180 é tudo o que você precisa saber!


O SILÊNCIO É UMA FORMA DE DIZER "EU DESISTO DE VOCÊ"


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...