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História Why Would I? - Capítulo 4


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Notas do Autor


fun fact: era pra essa fanfic se chamar “Eu, você e o mushumafoo” por falta de OPÇÕESkkkkkkkkkkk quando meu amigo me pediu o nome pra fazer a capa eu simplesmente entrei em desespero e acabou sendo why would i, tipo, why would i tell about the tattoo (por que eu falaria sobre a tatuagem?)

enfim, boa leitura moressss a musica desse capítulo é cool kids

Capítulo 4 - All the cool kids fit in


Fanfic / Fanfiction Why Would I? - Capítulo 4 - All the cool kids fit in

Havia se passado duas semanas desde aquela complicação da outra vez. Naquele dia Jisung havia levado Chenle até o seu apartamento – visto que nenhum deles sabia onde que morava – assim podia ficar sozinho por um tempo sem o risco de aparecer seu pai, ameaçando-o de acabar com o intercâmbio, ou do veterano maluco trombar com ele na rua. O chinês havia ficado umas boas horas deitado no sofá olhando para o teto por vezes segurando o choro que insistia em voltar e até bebeu em silêncio, sem soltar nenhuma piadinha, o copo de leite que o mais novo havia lhe oferecido. Jisung não queria ser um clichê e perguntar como que ele se sentia, então fez a coisa mais corajosa que lhe surgiu na mente: deixou que Chenle pichasse a parede do seu quarto. Mesmo insistindo que picho, em si, não funcionava bem assim. Que era arte também, e que não se sentia nenhum pouco inspirado. Jisung soltou um “so what?” ( “e daí?”) provocando saudavelmente, e Chenle grafa exatamente essas palavras, em azul e preto, como vingança.

Portanto, essa era segunda vez que o mais velho se encontrava em sua casa, dessa vez tagarelando sem parar e deitado em sua cama bagunçada enquanto Jisung se ocupava com as atividades da escola.

A intimidade? Não sabe exatamente quando foi que viraram amigos de verdade, mas era legal não ter mais uma relação na base da desconfiança.

— … entende? 

— Hã… aham — Jisung murmurou, incerto, havia parado de prestar atenção quando o outro começou a falar sobre cada canto da cidade que ele já havia vandalizado.

Chenle, meio chateado, socou o ombro dele.

— Babaca. Eu tava falando de um negócio importante. 

— Já que é importante você bem que poderia repetir de novo… sabe… só pra dar ênfase — Jisung sorriu ladino, enquanto desembrulhava um pirulito.

— Tá. — disse, arrancando o doce da boca do mais novo — Eu falei que as pessoas, meus pais, meus amigos, todo mundo têm grandes expectativas em mim e que isso cansa. — virou-se, agora estava deitado de bruços, olhando pro coreano — Tipo, não é que eu não saiba matemática, inclusive, pego aulas avançadas de sábado para poder faltar no resto da semana, mas eu sei fazer todas essas contas complicadas porque gosto ou porque meus pais queriam que eu soubesse resolvê-las? Entende? — Jisung fez que sim com a cabeça, sabia muito bem como era ter pais tradicionalistas e conservadores — Eu não sei quando foi que caiu a ficha que eu não sou o que penso ser. Eu não sei o que eu sou. E se ser uma rebelião adolescente com os meninos me deixa feliz, então eu prefiro viver assim. 

Chenle poderia brincar de ser gente grande o quanto quisesse, sabia que andar nas pontas dos pés exalando arrogância era um costume difícil de largar e que suas jaquetas de couro constantes eram grandes e largas para sustentar o boato maneiro de que havia uma tatuagem mafiosa em suas costas. Mas Jisung sabia também que, no final do dia, Chenle não passava de uma criança com medos e sonhos. Assim como todo mundo com menos de 21 anos ainda é meio criança (Mark estava prestes a se graduar, e isso o tornaria adulto? Só se a definição de pirralho com contas pra pagar fosse válida). 

Jisung gostava de ainda ser um crianção, porque todo mundo que cresce parecia só ter medo, e ele ainda queria sonhar por um bom tempo. 

Outra das coisas pelas quais Park tinha conhecimento era que:

a) Talvez o boato da tatuagem maneira fosse real;

b) Não era nas costas.

Então com toda a sanidade que ainda tinha, Jisung resolveu acabar com sua curiosidade.

— Então… qual é a da tatuagem? — Perguntou, com toda a delicadeza do mundo.

— Quais?

Jisung estava confuso.

— Como assim quais?

— Eu tenho duas tatuagens, você viu naquele dia do… — o chinês bateu em sua própria testa, estupefato — É claro que você não viu a outra, eu tava virado de lado.

Jisung ficou mais confuso ainda. Era quase possível ver sinais de interrogação estampados em sua testa.

— Certo — começou — a de dragão porque eu gosto muito da lenda sobre uma carpa ter subido uma montanha inteira sem saber o que a esperava no topo, que era um portal que a transformava em dragão. Acho que a moral da história é que todo esforço é recompensado. Jisung, eu quero ser um dragão.

O mais novo não pode evitar de suspirar, seu nome ser falado pelo outro iria sempre ser uma novidade dessas que você quer que repita outras vezes.

— E sobre a outra tatuagem?

— Que outra tatuagem? — Chenle claramente desviava o olhar. 

— Você falou da outra tatuagem, me mostra! — Jisung insistiu, agindo como o bom pirralho que era.

— Ugh… tá.

Chenle abaixou a calça moletom de um lado, Jisung ficou tão envergonhado que quase não percebeu que na altura da cintura a palavra baby estava tatuada em letras góticas. 

Era definitivamente bonito – pra não falar suspeito.

— É bonita mas… não captei a ideia — Jisung confessou, ainda meio envergonhado. 

— Você sabe… intercâmbio… só se vive uma vez… nunca quis quebrar as regras? — Chenle disse, pausadamente, esperando que o mais novo não fizesse mais perguntas. — Se você não fizer certas coisas agora, você se arrepende quando fica velho.

— Você entendeu… — e era claro que Jisung iria contrariá-lo. Chenle se contentou em grunhir emburrado.

— Eu fiz bêbado com todo o resto deles bêbados também. Perdi numa aposta idiota, e tive que deixar eles escolherem o que eu iria tatuar. — Jisung esperava ansioso pelo resto da história, e Chenle é quem agora estava envergonhado demais pra contar — E eles escolheram essa palavra porquê…

— Por que…? — encorajou.

— Porque eu sou o bebê de todo mundo. — Chenle respondeu baixinho com um tom de voz frustrado, e manteve o rosto abaixado de tão vermelho que estava. 

Jisung gargalhava divertido, olhando sugestivo e o chinês sabia que o mais novo tinha uma piada na ponta da língua.

— Park Babaca-Sung… você…! Você nem ouse! — desde quando o intocável Zhong Chenle gaguejava? 

— Não se preocupe, bebê, eu não ia falar nada.

Jisung percebeu que dizer em voz alta o apelido brega era muito mais constrangedor do que pensava, a timidez preencheu seu rosto na hora em que se calara. Disfarçou desembrulhando outro pirulito e colocando-o na boca. Chenle atendia o telefone, acentuava o tom avermelhado que suas orelhas ainda tinham.

— A Yellow Gang tá esperando lá embaixo, hoje é dia de ficar até de madrugada nas pistas de skate.

— Ugh, não fale Yellow Gang em voz alta na minha casa — Jisung ainda sentia um ódio mortal pelo nome. 

Jisung morava no terceiro andar, e o elevador estava no nono, então resolveram que descer as escadas seria mais rápido. 

Ao se encontrarem, percebeu que todos ali estavam diferentes. Jaemin havia pintado o cabelo de azul, Donghyuck de vermelho, Mark retocou as madeixas que já eram loiras, Jeno usava regata exibindo braços malhados que Jisung nunca, nem em seus piores pesadelos, imaginaria que o mais velho havia realizado vários supinos pra conseguir aquilo… mas a atração principal de tudo aquilo mesmo era Renjun, que tinha furos novinhos. Dois piercing um do lado do outro – com uma distância de um centímetro, Jisung diria? – nas maças do rosto. 

Sem falar no capacete de moto que trazia em seus braços. 

Caralho, onde arranjou a moto? — Chenle perguntou, muito animado.

— Meu host-brother ganhou uma nova, então essa agora é minha até o intercâmbio acabar.

— Você deveria ter ido com a gente ver Renjunnie gritando de dor, baby — Jaemin se referia a Chenle assim, naturalmente.

E Jisung segurou mais forte na ponta de seu skate.

— Ei, eu to com uma caneta permanente aqui, vamos escrever algo nesse muro? — Mark sugeriu, com um sorriso de quem tem ideia genial no rosto.

— Tá louco? — Jisung estava com os olhos saltados pra fora claramente discordando da ideia — Esse é o muro do prédio, eu vou ser expulso!

— Tem câmeras? — Jisung fez que não com a cabeça  — Então foda-se — Mark riu, travesso até demais — O que vai ser?

— Acho que tem que ser algo pra homenagear o gostoso do Renjun — Donghyuck era sempre descarado dessa forma.

— Ou a nova moto dele — Jeno é quem segurava a caneta destampada.

— Certo — Chenle finalmente se pronunciava — que tal ridin and rollin?

Não foi preciso perguntar duas vezes todos pareciam concordar que a ideia era boa, Jeno marcava em letras de forma grossas e no instante em que terminou de escrever a primeira palavra, teve a caneta tomada de suas mãos pelo mais novo dali.

Jisung escrevia club de uma jeito mais cursivo, quando terminou, pode ver Chenle sorrindo orgulhoso para si.


Notas Finais


HUMMM PELO BABY VOCÊS NÃO ESPERAVAM


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