História Why'd you only call me when you're high? - Capítulo 1


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
Personagens Astrid, Soluço
Tags Hiccstrid
Visualizações 34
Palavras 1.754
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEY! Como é que vocês estão, hum? Eu vou muito bem, pra uma sexta-feira em pleno feriado - que, por acaso, eu nem sei qual é. Bom, eu não tenho muito pra falar sobre essa one-shot, foi mais uma coisa que passou pela minha cabeça enquanto eu estava no meu momento de ~corna~, por incrível que pareça, às três da manhã ao escutar AM (a música, no caso, Why'd you only call me when you're high, possui um trecho que diz "agora são três da manhã e eu estou tentando fazer você mudar de ideia"). De qualquer forma, Hiccstrid é um dos casais que eu mais gosto do mundo tooodinho, por isso que eu escrevi isso aqui com tanto carinho e tentanbdo ao máximo encaixar as coisas sem confundir muito.
Eu espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - I just wanna be yours


As luzes foram acesas e, pela porta, os dois passaram de um jeito atrapalhado. O rapaz resmungou por causa da claridade, soltando um gemido arrastado quando o som das chaves sendo jogadas contra o prato - que jazia sobre o aparador do hall de entrada - ecoou pelo cômodo silencioso. Apoiou-se em Astrid, que tinha dificuldade em carregar o peso de Hiccup ao mesmo tempo em que empurrava a porta com o pé.

Estava sendo pior do que das outras vezes. O relógio indicava que já passavam das três da manhã e não havia movimento na rua. Do outro lado da calçada, seu carro estava estacionado, mas trancado, por precaução. Toda a casa estava escura, com exceção da entrada, iluminada apenas por uma luz fraca.

— Anda logo! — a loira insistiu, o ajudando a subir os degraus de acesso ao corredor.

— Espera um pouco… — a voz arrastada de Hiccup soou em seus ouvidos, ele fedia à bebida forte. Vodca, uísque, sabe-se lá o que tinha misturado daquela vez.

Astrid prendeu a respiração por alguns segundos antes de seguir com o maior até o quarto do mesmo. No caminho, esbarravam em alguns móveis e deixavam uma pequena bagunça para trás. Ele parecia mais pesado agora, talvez porque o cansaço se fazia presente para a Hofferson. O que poderia esperar, afinal? Estava tarde.

Não deveria estar ali. Sabia que não, ainda mais por se tratar dele. Deuses… era estupidez! Astrid sabia que não poderia se dar ao luxo de se preocupar com Hiccup, não mais… Porque não era a primeira vez que ele fazia aquilo e, por mais que repetisse para si mesma que queria que fosse a última, no fundo, ela sabia que não queria que fosse daquela forma. Estavam separados há cerca de dois meses, mas nem sempre foi assim.

Quando estavam juntos, Hiccup não costumava beber tanto; apenas socialmente, para ser sincera e, mesmo assim, era bem pouco. Mas, após o término, suas ligações tarde da noite e o tom vagaroso por conta do álcool se tornaram frequentes. Às vezes, mais de uma vez por semana. E Astrid não conseguia não se preocupar com o estado dele, ou se chegaria em casa bem, ou se pelo menos chegaria. 

Para ser sincera, sentia falta dele. Sentia saudade de rir com as piadas bobas e de corar com as cantadas fora de hora. Sentia falta dos dias de moleza e das noites ativas, do cafuné gostoso e de como se apoiavam. Mas, em algum momento, as coisas desandaram e passaram a brigar por coisas idiotas. Hiccup estava estressado com o trabalho, e Astrid com a faculdade. Estavam ambos cansados. Qualquer besteira era motivo para estourarem. Então, o ato final de Hiccup fez com que Astrid se afastasse definitivamente.

Costumavam brincar sobre os ciúmes de Hiccup para com Eret, aquele era um motivo de piadas frequente para os dois. Até que deixou de ser piada, e o Haddock começou a levar a sério. A gota d’água aconteceu na festa de aniversário de Heather, quando sua conversa com Eret fora interrompida por Hicc. Ao contrário do que esperava, não foi um comentário ácido ou um aviso para se afastar. Foi um soco, forte o suficiente para empurrar o moreno para o chão. 

Na verdade, não culpava tanto assim o seu ex-namorado. Hofferson nunca foi boa em esconder quando estava desconfortável, e tinha certeza de que não foi diferente enquanto interagia com Eret. O mesmo havia passado a noite inteira tentando beijá-la, mas a loira desviou até onde foi capaz. Hiccup não estava 100% errado em começar aquela briga, pois sabia que sua até então namorada não estava gostando da aproximação. Imaginava, também, o quanto o ruivo precisou se controlar. Eret já era desrespeitoso e sem vergonha quando sóbrio, mas era pior quando influenciado pela bebida.

E, mesmo com tudo isso, Astrid e Hiccup brigaram do lado de fora do bar. Trocaram gritos e ofensas das quais nenhum dos dois gostava de se lembrar de ter dito. As palavras finais foram as dela. “Eu não quero te ver nunca mais”. Seu coração ainda doía. Era uma mentira tão grande, mas estava tão cansada de apenas brigas. Em sua cabeça, jamais conseguiriam resolver aquilo com uma conversa. Se ela fizesse aquilo, o sofrimento acabaria. Mas estava errada, e odiava admitir aquilo. Ao invés de diminuir e desaparecer por completo, a dor apenas se espalhou e, agora, não conseguia nem mais olhar para as fotos dele no seu celular, muito menos conseguia apagá-las.

Com um suspiro profundo e controlando a vontade de chorar que fazia seus olhos arderem, ela olhou para cima, piscou algumas vezes, fechou os olhos e respirou fundo. Encheu os pulmões de ar, guiou a mão até o rosto e o alisou com calma. Outro suspiro. Por fim, girou sobre os calcanhares para ir embora. Hiccup já estava na cama e provavelmente dormia, portanto, não tinha mais nada para fazer ali.

Então, antes de dar o primeiro passo, sentiu-o agarrar sua mão. Olhou-o por cima dos ombros, notando os olhos verdes, agora, atentos em cada um de seus movimentos. Logo por ter achado que Hiccup estava dormindo, levou pouco tempo para se dar conta de que estava completamente errada.

— Por favor, — ele pediu, como uma súplica, sua voz embriagada. — fica comigo. Só hoje, por favor, Astrid.

A loira hesitou. Por um momento, jurou ver os olhos de seu ex-namorado brilhando. Não tardou em notar que eram lágrimas, grossas, agora escorrendo por suas bochechas. Um nó se formou em sua garganta e seu estômago revirou. 

— Eu não posso. — ela negou com a cabeça, suas palavras saíram como um fio; baixas e frágeis.

— Não vai embora. — ele insistiu, segurando a mão dela com mais força. — Eu sinto tanto a sua falta, eu… Eu sinto falta de te ver sorrindo, droga! Eu sinto falta de tudo em você, até das suas piadas infames e da sua genialidade irritante.

Astrid sentiu o aperto no peito, seu coração batia tão forte que machucava e a sua visão se tornou embaçada. Não queria chorar na frente de Hiccup, não de novo, mas simplesmente não conseguia mais segurar. Ela não queria continuar ali, mas também não queria ir embora. Não queria se afastar dele novamente, mas tinha medo de que se render pudesse ser um erro. Tinha medo de ver tudo se repetindo, as brigas, discussões, as horas de conversa fiada tentando consertar as coisas erradas e ofensas que diziam um para o outro.

Mas sentia tanta falta… Falta de andar de mãos dadas pelo campus quando Hicc fugia do trabalho por alguns minutinhos para vê-la; de dividir o cobertor nas noites mais frias; de dançar no meio das galerias de arte; de levar Banguela e Tempestade para passear no parque; falta da bagunça que faziam para arrumar o jantar; falta de ligar as pintas nas costas de Hiccup, formando constelações; falta de vê-lo colorir as tatuagens em seu braço e em sua perna; falta de tudo. Talvez, até sentia um pouquinho de falta das brigas, porque, pelo menos, estava perto dele naqueles momentos.

Mas, agora, não tinham nada além de mágoa e ressentimentos.

Astrid sempre ouviu sua mãe dizer: o melhor das brigas de casal é a forma como se reconciliam depois. Bom, aquela reconciliação estava demorando tanto que a Hofferson já tinha até desistido da ideia. Só que agora, vendo o Haddock tão sensível, não conseguia mais se tão frígida com ele.

— Por favor, Astrid. — se engasgando com o próprio choro, ele continuou. — O seu olhar… se equipara ao brilho das estrelas, e o seu sorriso é como uma constelação.

Aquela foi a gota d’água. Todas as lágrimas que a mulher bravamente segurava, agora escorriam pela face da mesma. Ela sentiu o gosto salgado invadindo a sua boca, e aquela sensação de familiaridade e nostalgia a corroendo. Aquela era a música que Hicc sempre cantava. Aos domingos, em todos eles, sem falta, a acordava com o clichê “não há nada mais lindo do que amanhecer, num dia de domingo e lembrar que eu tenho você”. E seguia: “Não te prometo a eternidade, mas dias te ofereço um milhão”.

Realmente, não era eterno. Mas o que a impedia de fazer durar mais um pouco? A mágoa ou o medo? Talvez os dois, não sabia dizer ao certo qual era o sentimento que a atingia com mais intensidade sempre que se pegava pensando nele.

Quando a mão de Hiccup alcançou sua bochecha e lhe deixou ali um leve carinho, tudo o que a Hofferson conseguiu fazer foi fechar os olhos e pender a cabeça para o lado, aproveitando do gesto ao mesmo tempo em que se aproximava mais dele. Astrid se sentou na beirada da cama e Hicc sorriu em meio às lágrimas, entretanto, tratou de secá-las o mais rápido que podia. Não queria perder aquela visão. Astrid ficava perfeita à meia luz da lua.

— Você é a mulher mais linda que eu conheço. — proferiu, os olhos quase se fechando quando as bochechas se ergueram como uma consequência do sorriso que tendia apenas a crescer.

— Você está bêbado. — sua resposta saiu em um murmúrio, baixinho e carregado com uma mágoa sutil.

— Pode ser. Eu estou bêbado e você é a mulher mais linda que eu conheço. — repetiu. — E amanhã eu não vou estar mais bêbado, mas você vai continuar sendo a mulher mais linda que eu conheço.

Por entre os lençóis, a mão de Hiccup alcançou a de Astrid, onde deixou um carinho sutil, leve. Ela suspirou, como se estivesse ponderando algo, como alguém que tem uma difícil decisão para tomar e não tem muito tempo para fazê-lo.

Mas Astrid se rendeu. Queria prolongar seu tempo ao lado dele. Queria visitar todos os museus que prometeram visitar, se declarar todas as noites antes de dormir e ter, novamente, a sensação de seus dedos entrelaçados. Por isso, afastou os sapatos dos pés e engatinhou até o lado dele na cama, se aninhando ali. Abraçou-o, entrelaçou as pernas entre as dele e deitou a cabeça sobre o peito do moreno, ouvindo as batidas aceleradas de seu coração. Como na primeira vez em que se abraçaram, Hiccup estava com o coração tão acelerado que Astrid acreditou que ele estava passando mal. Mas, como esclarecido por ele mesmo, era um efeito que apenas ela causava.

Então, Astrid sorriu, se sentido feliz por ser a única pessoa que acelerava o coração da única pessoa que acelerava o seu.

 


Notas Finais


Então, foi isso. Foi só uma coisinha simples mesmo que eu quis passar para quem gosta do gênero! Espero que tenham gostado, e peço desculpas por qualquer erro ortográfico; admito que sou uma pessoa preguiçosa demais e raramente reviso as coisas que escrevo. qqq
Até a próxima. sz


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