História Why'd You Only Call Me When You're High? (Malec) - Capítulo 1


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Malec
Visualizações 181
Palavras 1.221
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Músicas:
Why'd You Only Call Me When You're High? - Arctic Monkeys
New Rules - Dua Lipa
Habits (Stay High) - Tove Lo

Eu tirei essa idéia não sei de onde quando eu estava ouvindo essa música akakslslsls ain, eu geralmente escrevo fluffy, então perdão se não ficar bom. Não custa tentar ;)

Boa leitura!

Capítulo 1 - Why'd You Only Call Me When You're High? - UNIQUE


Why'd  You Only Call Me When You're High? 

UNIQUE

 

 

 

Magnus compreendia que Alec precisava de uma dose de coragem líquida para dizer o que sentia por ele. 

Magnus compreendia que Alec precisava fumar alguns baseados para se lembrar de dizer que era apaixonado por ele.

Mas Magnus também sabia, que nem toda a cerveja barata do mundo, que nem todos os cigarros que existissem, fariam Alec ter coragem suficiente para assumir-lo. E Magnus não era homem de ficar se escondendo, nem mesmo por Alexander.

Ele respirou fundo, acima de tudo por que sabia que também era fraco por Alec. Desligou o celular e o colocou na gaveta, disposto a ignorar todas as dezessete chamadas perdidas do garoto de olhos azuis. 

Sou homem maduro e com idade o suficiente para superar isso, para superar ele, Magnus dizia a si mesmo, todos os dias, a cada instante, esperando que se tornasse verdade.

Ele não gostava de demonstrar o quanto havia caído por Alexander. Era orgulhoso, apesar de tudo, e a idéia de amar era estranha para ele. 

Magnus sabia que talvez estivesse sendo injusto com Alec. Ele tinha dezoito anos. Dezoito malditos anos. Era tão jovem e novo no mundo, e já conhecia muito o quão ruim ele podia ser. Sabia que não poderia força-lo a se assumir, pelo Anjo, era a vida dele, e podia ser jogada fora por isso. Mas ele também tinha o direito de não querer ser o segredo sujo dele.

Magnus virou-se na cama, eram três da manhã e ele não tinha uma gota de sono em seu ser. Levantou-se, foi até a cozinha, Presidente Miau enroscando-se por entre as suas pernas e pegou sua garrafa de whisky. Era cedo demais para beber, ou seria tarde demais? Bom, era happy hour em algum lugar.

Ele se perdeu nos pensamentos e em seu copo por longos minutos, a respiração rasa e olhos azuis assombrando sua mente. 

A companhia do loft tocou duas longas vezes, seguidas de batidas fortes da porta. Um chamado, baixo e cambaleante. Magnus ignorou, todas as suas forças reunidas para aquela tarefa. Ele sabe que não deveria abrir a porta, ele teria que expulsar Alec pela manhã.

Magnus abriu a porta.

 

 

Alec despencou novamente no balcão do bar, o rosto entre as mãos, a garrafa de cerveja quase intocada ao seu lado. 

Maia deu um meio sorriso para ele e colocou um copo de água ao seu lado.

– Você parece péssimo. – ela comentou, se inclinando no balcão.

– Quero vomitar. – foi a resposta dele.

– Bom, não faça isso no meu balcão. Vá para o banheiro.

Alec levantou, a cabeça latejando e suas pernas falhando. Encarou a imagem no espelho. Estava acabado. Tudo a sua volta dizendo que ele deveria ir pra casa, mas ele não queria, porque sua casa era Magnus, e ele não estava mais a seu lado.

Mais de uma vez ele imaginou que o asiático chegaria ali naquele bar, seguraria a sua mão e o levaria embora. Porque era o que Magnus fazia: cuidava dele. E Alec não fazia nada em troca.

Era mais de três da manhã e já havia perdido as contas de quantas mensagens havia deixado. Magnus não atendeu nenhuma. Havia uma mensagem, e ele quase riu quando a leu.

"Sei que é um covarde. Mas por que você só me liga quando está chapado?"

Era tudo muito escuro sem ele, nada fazia sentindo sem ele ao seu lado e Alexander se sentia tão perdido. Era como voltar a ser um garotinho assustado, se bem que, talvez ele ainda fosse. Ele quase podia ver Magnus revirando os olhos, se perguntando em que buraco Alec havia se enfiado dessa vez.

O garoto de olhos azuis voltou para o balcão, os olhos ainda vermelhos pelas lágrimas que não percebeu que havia deixado cair, pagou sua conta e saiu a passos rápidos para a noite. Abraçando a si mesmo - por frio, por medo, por saudades - ele começou a andar pelas ruas vazias do Brooklyn.

Ele tinha quase certeza que aquela era a rua do loft de Magnus.

 

 

O olhar de Alec era derrotado e Magnus não saberia dizer o motivo. 

Ele fechou a porta atrás de Alec e suspirou, porque ele nunca aprendia, não importava quantas vezes acontecesse, não importava que estavam nisso a quase um ano. Ele não ligava, por que amava Alexander e isso era assustador.

– Vou fazer um café pra você. – ele disse, cansado. – Por que você está bêbado e eu preciso acordar cedo amanhã, e não posso te deixar em casa desse jeito.

Alec tinha a voz baixinha:

– Posso ficar aqui?

Magnus sabia que devia dizer não, porque se Alexander dormisse ali, -  deitado no seu peito, sua respiração em seu pescoço, as pernas enroscadas por baixo dos lençóis - ele nunca iria superar-lo.

– Sim. É claro que pode. – ele deu um suspiro e entrou na cozinha, seu copo de whisky abandonado na mesa da sala. Ele sempre abandonava tudo por Alec.

Ele fez o café, e quando voltou o garoto estava encolhido no canto do sofá, lágrimas no rosto e mãos envolta dos joelhos. Magnus pôs a xícara na mesa e se ajoelhou em frente a ele.

– O que você fez dessa vez, Alexander? – seu olhar era duro e carinhoso, a mão em seu rosto, quente e reconfortante.

– Meu pai me expulsou de casa. – ele disse. – Eu estava bêbado e ele disse que aquele não era eu, que não foi o filho que ele criou e assistiu crescer. – Alec soltou um riso de escárnio. – Me viu crescer, eu cresci quase sozinho. Eu praticamente criei meus irmãos. E então eu disse a ele.

Magnus puxou o menino para seu abraço, Céus. Seu Alexander merecia o melhor do mundo e o que ele recebia era isso.

– Eu disse que tranquei a faculdade de direito, e que estava fazendo letras. Eu disse que eu não era a imagem que ele projetou de mim, que eu não era a copia mais jovem dele. Disse que era gay. Então ele me chutou pra fora, e disse que eu não era filho dele, por que ele não era pai de uma bicha. – ele suspirou, a voz ainda tão falhada. – Como se ele fosse pai de qualquer coisa.

Magnus o beijou  Ele não sabia o que dizer. Não poderia falar que tudo ficaria bem, apesar de querer, ele sabia que provavelmente não ficaria. Não seria fácil e não seria seu último sofrimento. Ele o beijou por que era o que sabia fazer para acalma-lo.

O tocou com carinho e amor, tudo o que ele merecia, secou suas lágrimas e abraçou sua cintura, sentindo os músculos rígidos de seu peito contra os seus, sentindo sua língua enroscar-se com a sua, o gosto de álcool e Alec. O beijou e dedilhou seu corpo, acariciando seu cabelo e o impedindo de chorar mais. Por que Alec não deveria chorar, pois o seu sorriso era tão lindo que não deveria sair de seu rosto.

– Amo você. – disse Alec, agarrando-se mais a ele.

– Eu também amo você.– Magnus respondeu, distribuindo beijos por seu rosto. – Eu estou aqui com você, Alexander. Eu juro. 

Por que era a única certeza que ele poderia dar a ele. Magnus estaria ali para ele, cuidaria e faria de tudo para que ele se sentisse bem e amado. Como ele merecia.

 

OoOoOoOoO


Notas Finais


BEM É ISSO KAKAKSKSKSK rindo de nervoso

Espero que tenham gostado. Nós vemos nos comentários?


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