História Wicked Game. - Capítulo 11


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Categorias Kevin Trapp, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Götze, Mats Hummels, Nuri Sahin, Thomas Müller, Toni Kroos
Personagens Kevin Trapp, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Götze, Mats Hummels, Nuri Sahin, Personagens Originais, Thomas Müller, Toni Kroos
Tags Borussia Dortmund, Bvb, Copa Do Mundo, Copa Do Mundo 2018, Dfb, Futebol!, Gotzeus, Kevin Trapp, Kromells, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Gotze, Mats Hummels, Neuller, Nuri Sahin, Rússia, Seleção Alemã, Thomas Muller, Tommels, Toni Kroos, World Cup
Visualizações 63
Palavras 3.130
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Esporte, Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Chapter Eleven: The talk.


Fanfic / Fanfiction Wicked Game. - Capítulo 11 - Chapter Eleven: The talk.

POV – Manuel Neuer.

 

Eu estava surpreso por ter sido convidado por Mario para uma “reunião de emergência”. Embora já tivéssemos um histórico de jogarmos juntos no Bayern e uma amizade ter sido iniciada ali, eu não pensava que ele confiava tanto e me considerava assim para me querer presente em um momento delicado para ele... Talvez fosse porque ele tivesse explicitamente uma conexão com Marco Reus, mesmo quando jogavam em times opostos. Eu não me sentia “excluído” por Mario, até porque eu sabia que eu mesmo que me excluía de tudo, com a minha mania de guardar meus segredos desde os mais compartilháveis até os mais obscuros para mim mesmo. E saber que ele enfrentava um divórcio sozinho, enquanto eu ficava me preocupando apenas com o meu desempenho em campo e do resto do time, me fazia sentir menos humano. Eu me afundara tanto em minha autossuficiência que esquera que talvez outras pessoas precisassem de mim. Ou vissem em mim um espelho, um exemplo a ser seguido, como quando Kevin Trapp vinha me pedir conselhos e dicas para melhorar seu desempenho, o que elevava levemente minha vaidade, pois eu sabia que ele tinha um excelente trabalho lá na França. Até mesmo quando Toni Kroos me perguntou o que comprar de presente para seu novo namorado, Mats Hummels. Acho que estava na hora de eu começar a aceitar que eu não podia me achar o bonzão o tempo todo, o indestrutível, eu estava longe de ser algo assim... fico pensando a decepção que a galera que me chama de “The Wall” teria se me conhecessem de verdade.

Era comum para mim estar no meio de héteros, mas ver que tinha uma turma de gays no meio da seleção me fazia sentir mais a vontade. Ainda mais agora, que Hans tascara um beijo em Mario Götze na frente de nós. E não, eu não sentia nenhum tipo de ciúme, até porque, ele não era meu namorado, ele era uma pessoa livre, e tinha um jeito tão leve que não me surpreendeu que ele beijasse o alemão como se fosse algo simples como fazer um gol era para Cristiano Ronaldo. Eu apenas estranhei Marco Reus não ter surtado, ele me parecia ser uma pessoa meio impulsiva, não sei como não fez um escarcéu por ver seu ex-noivo beijar seu melhor amigo em sua frente. Mas para ser sincero, eu bem que gostaria que Götze e o perfeitinho do Reus ficassem juntos. Eles pareciam ser inseparáveis e se davam muito bem, e era nítido o quanto Mario considerava o elo dos dois indestrutível, pois não teve ciúme por parte de Robert Lewandowski que o fez se afastar de seu amigo. Confesso que gostaria de enfentar a Polônia durante a copa só para ter o prazer de ver Mario dando uma bolada na cara de Robert.

Depois que saímos da casa de Mario, sem carro disponível pois não ousamos ir dirigindo para a balada na noite passada, Kevin Trapp ofereceu carona para Hans, enquanto Mats e Toni insistiram em me levar para casa, como se não existisse o aplicativo Uber ou táxis em Berlin. Hans hesitou em aceitar, mas insisti.

- Não sei se devo. – Ele começou, olhando para os lados para ter certeza de que ninguém estava escutando. – As vezes parece que ele gostaria de ficar comigo. E isso me deixa confuso.

- Se te deixa confuso, é porque vale a pena. – Dei um sorriso a ele, tentando encorajá-lo. – Ele é bonito, estável, e todo gentleman. Não sei do que você tem medo.

- Manuel, é tudo tão óbvio na minha cabeça. – Ele bufou. – Kevin é amigo de Marco Reus, que foi meu noivo. Isso não me parece certo. Sair com alguém que seja amigo dele... eu adoro Marco, não quero magoá-lo.

- Você acabou de beijar Mario. – Eu ri. – Mas entendo o seu ponto.

- Foi para encorajá-lo. Não sei como ele nunca percebeu que eu e Marco não demos certo porque foram feitos um para o outro.

- Hans... você me disse que perdeu sua virgindade com Marco. Depois dele, foi para cama só comigo. Você tem 25 anos agora. Não acha que é o momento de sair com outros homens? – Levei as mãos ao seu rosto e o fiz olhar para mim, para ter certeza de que ele estava prestando atenção. – Você tem um espírito livre, mas não usufrui dele. E quando você chegou a DFB, não estava com Marco, pelo que me contou. E desde que você chegou, Kevin te notou. E olha... ele não sabia que vocês namoraram quando te conheceu. Não tem como esquecer um crush de forma simples assim. Dê uma chance ao Trapp.

Seu olhar se desviou do meu, e eu soltei seu rosto. Acompanhei seu olhar e encontramos Kevin Trapp em uma conversa animada com André Schürlle. Ele deu um sorriso e acenou quando nos viu, mas Hans voltou a olhar para mim.

- A questão é que não quero ir com ele hoje.

 

xxxxxxxxxxxx

 

Quando chegamos a minha casa, Hans foi direto para a varanda de meu quarto acender seu cigarro. Nós dois tínhamos encontros apenas para transar, não saímos para ir ao cinema ou jantar juntos, quando sentíamos vontade de fazer sexo, trocávamos uma mensagem com um simples “Posso ir a sua casa hoje?”, e tudo era resolvido sem demoras, era maravilhoso. Nada entre nós dois funcionava como um casal, ao menos nos beijávamos quando nos encontrávamos pelo CT, e não era um combinado de não ficar com um terceiro, mas estávamos fazendo isso sem perceber. Não era como se não nos importássemos um com o outro, eu me importava com ele e ele comigo... mas apenas não ficávamos nos cobrando e impondo regras que não cabiam ao nosso convívio. E eu já me dei conta de que depois de transar, não dormíamos juntos. Ele seguia para sua casa e eu para minha. E nada disso me impedia de admirá-lo, e nem de aproveitar o que temos, fosse lá o título disso. Se é que tinha um. Enquanto ele terminava seu cigarro, eu tirava o relógio que estava em meu pulso e quando comecei a desabotoar minha camisa, senti as mãos macias de Hans tocarem meu peito, ele estava atrás de mim, beijando sem pressa a minha nuca, enquanto suas mãos desciam para o botão de minha calça. Pude ouví-lo rir, então me virei de frente para ele. Toquei seu rosto e me inclinei para beijar seus lábios, mas ele foi mais rápido do que eu, e me empurrou, fazendo com que eu caísse deitado em minha cama. Abri um sorriso quando Hans se deitou sobre mim, e agora finalmente eu podia beijá-lo, enlaçava minha língua a dele sem receio, eu já conseguia tão bem aqueles lábios, e me permiti afastar deles apenas para que ele pudesse tirar minha camiseta. Voltamos a nos beijar, enquanto ele desabotoava minha calça e cuidava de tirá-la junto a minha peça íntima e meus sapatos. Foi torturante sentir que eu não tinha mais sua língua sobre meu domínio, e deveras aceitável foi o motivo para que ele tomasse tal atitude, ele tinha decidido que era a hora de tirar sua roupa. Tirou suas botas primeiro, e depois que tirou a camiseta que usava, pude ver sua cueca preta... ele mentiu quando disse na frente dos outros garotos que usava algo além da peça íntima, tal lembrança me fez rir.

- O que foi? – Hans sussurrou no meu ouvido, dando mordidinhas em meu lóbulo enquanto acariciava meu falo. – Não gosta que mintam para você?

- Não vejo problema se for por um bom motivo. – Sussurrei de volta, enquanto acariciava seu cabelo, fazendo questão de puxar algumas vezes.

O loiro se afastou de meu corpo, me fazendo suspirar quanto suas mãos abandonaram minha intimidade. Ele terminou de se despir, e ter a visão de seu corpo nu a minha frente foi o suficiente para me excitar. Hans se ajeitou entre minhas pernas, tomando meu membro em sua mão novamente, me masturbando, e quando conseguiu me deixar como queria, ele fechou seus olhos e eu também, sentindo seus lábios cobrindo minha glande, e logo meu falo, chupando devagar, aumentando a velocidade e a intensidade conforme minha respiração se acelerava e meus gemidos ficavam mais altos. Levei dois dedos a minha boca e os chupei, e logo estava acariciando a entrada dele, não demorando a penetrar meus dedos ali, acariciando-o enquanto girava meus dedos em seu interior, só parando quando senti que ele estava pronto. O mais novo tirou meu membro de seus lábios, fazendo meu corpo todo relaxar, pude ouví-lo rir. Ao meu lado, Hans se deitou na cama, afastando suas pernas quando me aproximei de seu corpo, encaixando-me a ele. Estiquei a mão e a coloquei debaixo do travesseiro, tateando por ali até encontrar o que queria. Abri a tampa da embalagem de lubrificante e umedeci minha mão, tornando a masturbar meu membro, me permitindo jogar a cabeça para trás pelo prazer que pude sentir com isso. Peguei mais um pouco do liquído e umedeci o orifício apertado do loiro a minha frente, não demorando a me conectar a ele, que me abraçou com força. Eu movia meu quadril para frente e para trás, penetrando-o mas rápido a cada investida, me permitindo sentí-lo mais fundo, ao passo que seus gemidos (e os meus) se tornavam mais altos, a temperatura corporal e ambiente chegando as alturas. Ele me pedia por mais, e não era difícil atender a um pedido que era meu também. Debaixo de meu corpo, ele rebolava, movendo seu quadril junto ao meu, em sincronia, me fazendo sorrir por perceber que já nos entendíamos assim. Hans me pediu para trocar de posição, e me afastei devagar de seu corpo, mordendo o lábio quando tive a visão de vê-lo de quatro a minha frente. Voltei a penetrá-lo, e talvez estimulado pela incrível visão posterior que tinha de seu corpo, usei mais força do que já tivéssemos experimentado antes, pude perceber que ele estava gostando por chamava pelo meu nome, um tanto abafado por ter seus lábios pressionados no travesseiro, e minhas mãos puxando seu cabelo loiro, alternando em distribuir tapas pela sua bunda que eu sabia que ficaria marcada mais tarde. Desci uma de minhas mãos ao seu membro, tomando a masturbá-lo enquanto me mantinha dentro dele, apertando algumas vezes seu falo quando sentia que ele se contraía, e pude sentir também sua essência escorrendo pelos meus dedos, enquanto a minha invadia seu corpo. Hans se deitou na cama, ainda de bruços, e eu retirei meu membro de dentro dele. Deitei ao seu lado, já esperando ele me dar seu típico sorriso e se levantar da cama e procurar por suas roupas amassadas pelo chão. Eu estava tão acostumado a isso que quase não acreditei quando ele não foi rotineiro.

Acho que nunca senti que alguém olhava em meus olhos como se pudesse enxergar além, e era isso que Hans fazia agora. Ele se inclinou sobre mim e levou sua mão ao meu rosto, tomando meus lábios em um beijo tão urgente que tivemos que nos afastar algumas vezes para recuperar o ar, visto que eu o abraçava tão forte entre meus braços. Eu simplesmente não conseguia parar de beijá-lo e muito menos entender o por quê. Hans me beijou de modo tão... necessitado. Podia dizer até apaixonado. Nossos lábios ainda estavam próximos, e eu fui tomado por uma vontade louca de beijá-lo novamente do mesmo jeito, abraçando seu corpo como se fosse impossível soltá-lo. Quando nos afastamos, nossa respiração estava um tanto ofegante, e pela proximidade, nos olhávamos nos olhos. Hans balançou a cabeça negativamente.

- Eu preciso ir embora. – Ele anunciou, mas parecia um tanto perdido. – Isso não pode funcionar.

O mais novo levantou da cama, se livrando de um modo um tanto brusco de meus braços, mas eu o impedi. E eu não sei porque eu quis impedí-lo de ir embora naquela noite. Segurei em sua mão e puxei seu corpo de volta para o meu, não hesitando em roubar-lhe um beijo novamente.

- Ei, chega de evitar isso. Você não precisa ir embora. – Por dentro, eu morria por não ter conseguido dizer nada mais útil que isso.

- Na verdade, você não quer que eu vá embora, Manuel.

Eu não consegui esboçar uma resposta para ele, que pareceu não se importar, deitando sua cabeça em meu peito e fechando seus olhos, com seu corpo tão apertando entre meus braços.

Era um processo em transgressão.

 

xxxxxxxx

 

Outro detalhe que muitos não sabiam sobre mim, é que eu era apaixonado por música e literatura, principalmente por música, tanto que eu arriscava algumas notas no violão, e cantar era uma paixão. Certa vez eu estava cantando enquanto fazia meus exercícios e Mario disse que eu canto bem. Se ele falou, tá falado. Acordei primeiro que Hans, então aproveitei para tomar banho e preparar um café, afinal, nenhuma manhã começa sem um café. Me servi uma xícara de café, e fui pegar meu violão e fui para a varanda, no andar de baixo da casa, me sentei na poltrona e coloquei o instrumento no meu colo, me certificando primeiro se estava afinado para depois começar a tocar. Ato interrompido pelo toque de meu celular.

“Vai ter um meeting hoje aqui em casa, às 22h. Chamei uma galera do time, quero que você venha. Enviei a mesma mensagem a Hans. ;)”

Mario era o tipo de amigo que realmente te dá aquela “força” quando você está interessado em alguém. Mas algo me dizia que isso tinha um dedo de André, pois quando ele e Götze estavam juntos, tudo era motivo de festa. Respondi a mensagem com um simples “Estarei aí”, e voltei a atenção para meu violão.

- Where did you come from, where do we go from here, won't let me out of your arms' reach afraid that I'll disappear...  – Cantava baixo, dedilhando as cordas com cuidado como se não quisesse fazer muito barulho, embora a música fosse lenta. - Forget about everyone else, remember me, escape your safe reality, join my dangerous dream...

Senti mãos macias tocando meu ombro, e quando levantei o rosto, lá estava Hans, com seus cabelos loiros recém-lavados, reparei que ele vestia uma camisa que era minha. O loiro usava o meu uniforme da seleção, não pude conter um sorriso. Ele se encostou na varanda, com seu cigarro de menta entre os dedos, ergueu a mão em menção para que eu continuasse.

- Come a little closer to me, crave your skin on my skin... You're everything that I shouldn't need so won't you be my sin... I told you I'm known for running so you chased after me... You told me that you love a challenge, think you know where I'll be? Forget about everyone else, remember me... – Me permiti cantar mais alto agora, afinal Hans já estava acordado, e eu não conseguia me conter muito quando tocava. - Escape your safe reality, join my dangerous dream... Go back to the beginning, whisper softly in my ear that so long as you are by my side, the line we've crossed, oh it disappears... Come a little closer to me, crave your skin on my skin... You're everything that I shouldn't need so won't you be my, won't you be my... Won't you be my sin...

Olhei para ele, que permanecia com seu sorriso no rosto. Hans era um garoto extremamente bonito, mas vê-lo assim, sendo apenas ele mesmo, sem as formalidades do nosso local de trabalho, me fazia perceber porque Marco Reus se apaixonara por ele. E porque Kevin Trapp se derretia todo em sua presença.

- Você devia fazer isso mais vezes. – Hans deu uma tragada em seu cigarro e soltou a fumaça para o lado oposto que eu estava.

- E você devia fazer isso menos vezes. – Apontei para o cigarro em sua mão, fazendo-o rir. – Você está tão bonito com essa camisa que logo a Adidas vai te chamar pra fotografar com os uniformes do time.

- Adidas já me chamou para trabalhar com ela, mas não com isso. Para acompanhar os atletas da marca. – Ele apagou seu cigarro em um cinzeiro que eu deixava por ali e eu nem sabia o porque. – Mas não sei se devo aceitar. Ainda não cheguei a ver a lista de atletas, mas sei que Lionel Messi esta incluído e isso me assusta um pouco... ao mesmo tempo que me empolgo por saber que “caralho, é o Messi”, e o quanto isso poderia alavancar minha carreira, eu tenho medo. Eu não sei se estou pronto para um trabalho que me faça ficar viajando o tempo todo. – Ele suspirou, olhando para mim agora. – Mezut Özil que me indicou, não foi difícil eu ser selecionado porque estou na seleção alemã agora, então isso facilitou. Mas eu fico receoso. Eu deveria viajar para os Estados Unidos para tratar desse assunto enquanto vocês estão na Rússia, mas estou relutante ainda. Porém, depois da DFB, o que eu farei da vida? – Ele deu de ombros, com um sorriso triste nos lábios.

- Você fala como se o mundo esportivo inteiro não quisesse contratá-lo. – Consegui arrancar uma risada dele. – Eu gosto do Özil. E eu particularmente gosto de ficar viajando. As vezes enjoo de ficar muito em München. E cara... Leo Messi é um gatinho.

Ele deu uma risada, jogando a cabeça para trás.

- Tenho que concordar. Mas se eu fosse escolher trabalhar com um time pela beleza de seus jogadores, gostaria de ficar a vida inteira na seleção alemã. Ou no Borussia Dortmund.

- Ah, Bayern ninguém conta né? – Fiz uma expressão triste, apenas para brincar com ele.

- Não enquanto Robert Lewandowski estiver lá. Manuel... você não tem medo de ir para a Rússia? Assim... só com os companheiros do time.

- Não, já estou acostumado. Você vai com a gente, não é? Pelo menos para o primeiro jogo.

- Eu não sei... Eu iria se alguém fosse sentir minha falta. – Ele desviou o olhar, mordendo os lábios, parecia um tanto tenso.

Eu sei muito bem que aquilo era uma indireta, mas eu estava tão surpreso e em meio a um misto de sentimentos desde a noite anterior, que não me sentia seguro para retribuir ainda. Eu não estava acostumado com esse tipo de atenção e cuidado, e isso me fazia ter uma espécie de bloqueio para me deixar levar.

- Ah, então vou ficar tranquilo que você vai com a gente. Kevin Trapp vai sentir super sua falta. – Falei em tom brincalhão, mas com uma pontada de ciúme que eu torcia para que não fosse percebida.

O loiro deu um sorriso para mim, me mostrando que eu precisaria dele para me motivar nos jogos e até mesmo na vida... Por que eu não queria demonstrar isso?



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