História Wicked Game (Taekook-Vkook) - Capítulo 13


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Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 13 - To play - Pt. 2


Fanfic / Fanfiction Wicked Game (Taekook-Vkook) - Capítulo 13 - To play - Pt. 2

Eu havia perdido completa noção de quanto tempo havia se passado. A única coisa que sabia naquele nomento era que uma vez por semana Yao me faria uma visita para fazer coisas do seu interesse.

Eu não lutava mais.

Do que adiantaria lutar? Eu colocaria não só Hoseok em perigo como também poderia colocar outras pessoas.

Yibo estava afastado, seu primo não o descobrira por muito pouco e para que não desconfiassem de si, esse fingiu uma tentativa de suicídio após ser pego mexendo no arsenal pessoal do chefe da gangue.

Eu estava sozinho.

Completamente sozinho.

Tinha direto a duas refeições por dia, mas às vezes eles não se importavam em trazê-las até mim. Não podia sair do quarto e o único que poderia falar diretamente comigo era Hyungwon, este me visitava duas vezes por semana para as transfusões de sangue.

Antes que eu me esqueça... Estar onze quilos abaixo do peso não é tão ruim, não é mesmo?

Eu estava claramente desnutrido e doente, mas da mesma forma, lá estava Yao novamente com aquele punhal afiado.

O homem pareceu nervoso quando meu desmaio se fez presente e seu mal foi cortado pela raiz. Pois desde que eu fui aprisionado, dezenas de mortes ocorreram devido ao meu poder. Eu podia sentir em minhas veias toda vez que o destino desviava-se e cumpria-se por culpa do meu dom idiota.

ㅡ Taehyung, fique comigo, não morre! Eles estão quase chegando! ㅡ a voz de Hyungwon parecia próxima e meu corpo não parecia dar sinal de correspondê-lo. Não por minha vontade, pois eu o sentia próximo e implorava pelo afastamento, mas pela falta de forças.

Quando meus olhos se abriram, eu senti a cama ensanguentada abaixo de mim; coloquei os dedos em minhas nuca e esses voltaram ao meu campo de visão cobertos de sangue.

Eu realmente não sabia como ainda estava vivo. Força de vontade não era.

Quando vi os cabelos do Chae, ele se afastou em respeito ao meu trauma, eu não conseguia mais suportar toques.

ㅡ Q-Quem es-stá v-vindo? ㅡ conseguia sentir meus lábios ressecados e minha pele maltratada.

ㅡ Jungkook...

Meu olhos se arregalaram.

Eles não podiam fazer aquilo.

ㅡ N-N-Não... Hoseok...

ㅡ A alma de Hoseok está livre, Taehyung. Yao não pode fazer mais nada. Tudo bem?

Eu iria responder, mas a porta foi aberta, revelando dois capangas de Jin GuangYao. Ambos carregavam fuzis e não tinham uma expressão boa.

Estremeci.

Ele me tocariam... Me levariam para Yao... Então ele poderia mudar todo o curso daquela maldita história novamente às minhas custas.

Mas tinha um porém nessa questão: Eu estava morrendo.

Hyungwon já sabia disso, até mesmo Yao. Então, se ele o fizesse, seria a sua jogada final.

ㅡ Não deixe que eles me levem, hyung... ㅡ choraminguei em direção ao Chae, que fez um gesto com as mãos sem que os homens vissem.

ㅡ Deixarei que o levem assim que eu conseguir estabiliza-lo.

ㅡ O quê?! ㅡ um dos capangas protestou. ㅡ E isso realmente importa?

ㅡ Ele está a pouco de agonizar, não chegará àquela porta se não estiver sob cuidados necessários ou paliativos, pelo menos.

Apesar de resmugarem e não aprovarem nem um pouco, quando Hyungwon usou o nome de Yao ambos se deram por vencidos e saíram do quarto, me deixando a sós novamente com o loiro.

Suspirei.

Por ora eu estava calmo, novamente.

Hyungwon limpou minha nuca enquanto eu me debrulhava em lágrimas, não o queria perto de mim, mas sabia que ele iria fazê-lo mesmo contra a minha vontade devido ao sangramento.

Não houve pontos, não agora, e nem haveria, tive certeza disso quando a porta explodiu e os dois homens me agarraram pelo pescoço coberto, apertando-o tanto que eu já sentia o hematoma se formando e meu ar indo embora.

ㅡ Por favor, me soltem!

Meus pedidos foram ignorados, os capangas de Yao me agarraram com brutalidade enquanto eu tentava me soltar de seus aperto. Eles me arrastavam para a porta como se eu não estivesse fazendo o mínimo de esforço para impedir. Eu não conseguia ir contra eles. Então era hora de desistir.

Os dois agarravam meu moletom para não tocarem em minha pele. Sua falta de tato me fizeram lembrar dos toques de Yao e aquilo tirou todo o ar de meus pulmões. Entretanto, antes que estivéssemos na porta, eu ouvi a voz conhecida.

Deus... Como eu sentia saudade daquela voz...

ㅡ Vocês têm apenas cinco segundos para soltarem ㅡ Seokjin parecia ferver diante da cena.

ㅡ E quem você pensa que é? ㅡ um deles perguntou e eu sorriria se não estivesse tão desesperado.

ㅡ Eu sou seu pior pesadelo.

Eu fui jogado contra o chão de madeira, mas rastejei até a cama enquanto assistia as mãos de Seokjin se transformarem em grandes lâminas e ele pulava em direção aos dois grandalhões.

Foi um banho de sangue.

Nem mesmo Hyungwon teve tempo para fazer algo, pois as cabeças dos adversários já estavam rolando pelo chão.

O enjôo me tomou e eu vomitei na lixeira que havia ao lado da cama. Não me acostumaria com a morte, mesmo que enjoou tivesse convivendo com ela.

Então, quando o Kim mais velho se aproximou de mim, minha ficha caiu.

Eu estava vivo...

Não... Eu não podia viver. Estava aguentando todo esse tempo pela certeza da morte, mas agora estavam ali, me resgatando. E meu resgate era sinônimo de ter que conviver com todas as lembranças de três meses de abusos.

Eu não aguentaria.

Eu não conseguiria.

Eu precisava morrer.

ㅡ Por favor... Não toque em mim.

Minha voz saiu embargada por causa do choro, mas também por casa da fraqueza. Minha nuca estava aberta e dolorida, sangrando tanto que já me fazia ver alguns pontinhos pretos a minha volta.

ㅡ Sou eu, TaeTae... Seokjin.

Eu sabia que era ele, mas não conseguia. A mínima ideia de proximidade me lembrava os últimos toques de Yao. A forma como qual ele me reduziu às cinzas das quais eu sempre fugi.

Ser tocado, ser visto ou até mesmo ser mencionado já me dava pânico. 

ㅡ Não me toque... Yao...

ㅡ Sou o Jin, Tae. E eu estou aqui para te ajudar, certo?

Neguei.

Eu estava perdido.

A única coisa que desejava naquele momento era a morte.

O que eu havia feito de tão ruim para merecer tanta desgraça? Talvez eu mesmo fosse a tal.

Desabei, sentindo a dor em minha nuca me atingir com força e meu corpo falhar na cama. E, de repente, estamos tomarem meu corpo de forma incontrolável e dolorosa.

Alguém me segurou. Era Jin. Eu estava colapsando.

Morrendo.

Não era ruim como parecia. Não para mim.

ㅡ PRECISAMOS DE ROUPA DE SEDA.

Tudo parou e meus olhos tomaram a coloração azul. Eu senti. Então, fui puxado para a compilação de memórias presas em minha mente.

~ •°• ~ j.k

Três meses.

Esse era o tempo que eu estava afastado de Taehyung, com poucas noticias e todas elas nada boas.

As imagens de seu abuso ainda assombravam meu sono, deixando a sensação de culpa plantada em meu peito. Céus... Como eu pude ter sido tão inútil eu não salvá-lo daquilo? Como eu pude deixar acontecer? Eu só precisava salvá-lo, apenas isso. Protegê-lo. Porém, não fiz nenhum dos dois.

Confesso ter sido varonil ao pensar que poderia carregar o mundo em minhas costas e isso apenas contribuiu para a situação na qual todos nós encontrávamos novamente. Mas havia esperança, e é ela veio junto com centenas de homens que Yibo havia reunido.

Estava na hora de salvar o meu amor.

Sem falhas dessa vez.

A invasão fora o mais difícil; os homens eram preparados, mas todos conseguimos contornar a situação, matando a maioria dos que vieram contra nós. Logo estávamos dentro da mansão, libertando todos os reféns, acabando com todos os capangas. Procurando por Jin GuangYao. Procurando por Kim Taehyung.

ㅡ Cuidem daquele maldito, eu e Namjoon vamos atrás do Taehyung ㅡ Seokjin agarrou a mão do namorado, deixando apenas Yibo e eu.

ㅡ Eu sei onde Yao está, vamos.

O Wang me guiou até o subsolo. Aquele lugar estava um caos com todos aqueles disparos e fugas.

Andamos por entre os corredores destruídos, ouvindo as lutas, mas ignorando-as. Tínhamos outro alvo, e o encontramos.

Jin GuangYao estava sentado segurando sua pistola. Havia um copo cheio de whisky em uma de suas mãos e ele não parecia nada surpreso com a nossa visita. Apenas sorriu.

ㅡ Demoraram mais que o esperado ㅡ comentou.

ㅡ Fique de olho da porta, Yibo. Eu cuido desse aqui.

Agora estávamos só eu e aquele verme.

Quando ele ficou de pé e deixou a arma na mesa, tentou parecer o mais intimidador possível. Eu senti que ele  tentou, mas foi em vão. A única coisa que eu sentia naquele momento era ira, e fiz questão de mostrar quando corri até ele, que deixou seus olhos mudarem de cor para um negro profundo afim de usar seu poder em mim.

Seus olhos ficaram arregalados quando notou que nada aconteceu quando o encostei.

ㅡ Quem você é? ㅡ perguntou quando eu agarrei seu pescoço.

ㅡ Namorado da pessoa com qual você nunca deveria ter se metido.

Um soco. Foi tudo que eu processei antes de nossa briga começar.

Foram chutes, socos e tapas.

Meus dedos estavam estourados e a face de Yao ensanguentada, mas ainda assim o verme continuava de pé.

Desferi um chute em suas costelas, sentindo uma delas quebrar após tanto ser magoada.

Meus olhos pegavam fogo e eu não pretendia parar por ali. Queria fazê-lo sofrer, matá-lo bem lentamente para que ele sentisse toda a dor que merecia.

Eu realmente pretendia fazer isso, mas a única coisa que aconteceu, foram mais disparos.

Meu corpo foi impulsionado para o chão após um impacto forte e logo em seguida vi um corpo cair ao meu lado.

Yibo estava morto.

Assim como um outro homem também.

Não consegui fazer muito; o ar escapou de meus pulmões e eu sentia o choro cada vez mais perto conforme eu ia me aproximando do corpo.

O Wang tinha ferimento no meio da testa, seus olhos estavam abertos, sem foco e o chão abaixo de si ja era preenchido pelo sangue. Engasguei. Não sei ao certo o porquê, mas aconteceu, e logo depois as lágrimas chegaram.

Agarrei o casaco de couro e o balancei, talvez ainda tivesse esperanças dele piscar e me dizer que tudo aquilo não passava de um ferimento nada importante, mas não aconteceu. Eu estava novamente perdendo alguém.

Não pude ver quando Yao fugiu, mas ele soube aproveitar a situação. Nem sequer lamentou por seu primo, apenas foi embora. E eu? Eu continuei ali, com ele. Seu corpo já sem cor e com a temperatura pouco mais baixa.

Era desesperador.

Todo aquele sangue me lembrava o suicídio de minha mãe. A forma qual ela foi, mesmo que já não estivesse maia viva mesmo em vida. Eu a vi morrer, bem na minha frente. Eu a vi cortando sua própria garganta enquanto se desculpava.

ㅡ "Eu sinto muito, meu filho..."

Solucei, sem saber o que fazer, então, senti uma mão em meu ombro. Estava trêmula, mas era sutil. Quando olhei para cima, vi Namjoon. Ele ainda não havia decidido em qual dos corpo prestava atenção, mas estava claramente abalado, pude ver em sua lágrimas.

ㅡ O Tae não está bem, precisamos ir.

Eu não queria deixar Yibo, mas precisava ir e tive a confirmação quando mais tiros foram disparados no andar de cima.

Eu saí do local ainda encarando o corpo, completamente desnorteado. O Kim estava a minha frente, atirando em qualquer um que ousasse ir contra nós. Me protegendo. Nos protegendo.

O salão principal era um caos.

Jimin tinha um denso sangramento nasal enquanto ajudava os baleados um por um ㅡ eu já via o quão exausto ele estava por seu andar arrastado ㅡ, Yoongi estava sentando bem no centro do local, seus olhos estavam roxos e eu percebia que todos que moravam contra ele acabavam atirando em si próprio.

O poder do Min era bem macabro quando ele queria. Tive a confirmação quando senti o cano gelado de uma arma em minha nuca e ao me virar para encarar meu futuro assassino, este apontar para a própria boca e atirar.

A cena não me comoveu.

Namjoon permaneceu ao meu lado até me acomodar ao lado de Jimin, se desabou em meus braços.

ㅡ Céus, minhas forças foram emboraㅡ ele comentou, mas sorria orgulhoso 

Sorri, acariciando os cabelos loiros, logo em seguida encarando Namjoon, que andava em passos largos e calmos. E quando chegou ao lado de Yoongi, levantou a perna direita e a pressionou contra o chão em seguida. Então, todos os inimigos começaram a flutuar. Indo para cada vez mais perto do teto.

Então esse era o poder de Kim Namjoon. O controle da gravidade.

Peguei Jimin no colo e me coloquei de pé, olhando para as escadas e vendo Seokjin e Hyungwon descendo com Taehyung nos braços.

Meu Tae... 

Céus, ele estava tão maltratado...

Tentei me aproximar, mas Yoongi impediu, me puxando para o carro mais próximo, onde entramos em tomamos caminho de volta ao loft.

Taehyung estava a salvo.

Ou pelo menos eu pensei.

Assim que estramos no loft e Jimin fora tirar de meus braços, levaram Tae para seu quarto, onde o deitaram na cama.

Jin e Hyungwon cobriram as mãos com as luvas de seda e começaram a dar pontos da nuca do Kim mais novo, que parecia extremamente debilitado.

Meu coração queria sair pela boca, eu me sentia trêmulo e aflito vendo tudo aquilo. Vendo a forma que ele perdia as forças até mesmo para respirar por alguns segundos, deixando todos em pânico. Vendi a forma como qual a convulsão o atingiu violentamente e os grunhidos de agonia saíam por seus lábios pálidos. Vendo a forma como qual ele se apavorou ao abrir os olhos e ver tantas pessoas em sua volta.

ㅡ Não deixem o Jungkook me ver... Eu estou imundo... Não deixem que ele me veja.

Foi quando notei que ele não havia me notado ali, e respeitando seu espaço, me afastei. Mas desabei no corredor.

Ele estava tão mal.

Eu estava tão mal.

Como eu ajudaria o meu amor naquele estado?

Como?


Notas Finais


O próximo capítulo vai ser extra soft.

Prometo <3

Favoritem, comentem. Me incentiva muito!

Amo vocês! <3


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