História Wicked Heart - Capítulo 15


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Categorias Candelaria Molfese, Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli
Tags Lutteo, Ruggarol, Ruggelaria, Soy Luna
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Palavras 2.406
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ontem acabei pegando no sono e não postei. Mas cá estou eu.

Boa Leitura. ♡

Capítulo 15 - Chapter Fifteen.



Ruggero e eu estamos fazendo amor quando alguma coisa invade minha consciência.

Uma música. Um som metálico muito distante.

Tento não prestar atenção.

Rugg me ergue para que eu fique por cima dele, seu rosto me encara com pura adoração enquanto o cavalgo.

— Que barulho é esse? — pergunta ele, enquanto força meus quadris para que eu me mova mais rápido.

— Sei lá. Nem quero saber. Transa comigo.

Ele me vira e fica por cima, prendendo meus pulsos na cama. E então desliza para dentro de mim, fundo e com força.

— Meu Deus, Ruggero…

— Estava fantasiando isso desde ontem, no beco. Nada é tão bom quanto estar dentro de você.

Ele aumenta o ritmo. Agarra a minha perna e puxa até a sua cintura, deslizando para dentro, de novo e de novo. Nossa, o prazer. O prazer que consome, que dá calafrios na espinha.

— Ohhhhh… Ruggero…

— Ei, Escandalosa. Atenda o celular. — Então alguém está me sacudindo. — Karol! Acorde!

Me sento rapidamente, ainda na melhor parte do meu sonho. Jorge está sentado na minha cama, com o celular tocando na mão.

Dou uma olhada rápida no relógio. São quatro e quarenta e cinco da madrugada.

— Quem está ligando a essa hora, droga?

— É a Mary. Atende, vai. Está tocando há cinco minutos. Pego o celular.

— Mary?

— Até que enfim! Onde você estava?

Esfrego meu rosto.

— Dormindo. O que você espera a essa hora?

— Bem, levante-se — diz ela. — Estamos em uma reunião de produção de emergência. Encontre a gente na sala de reuniões o mais rápido possível.

— Por quê? O que está acontecendo?

— A merda já está feita, é isso que está acontecendo. Explico melhor quando você chegar aqui.

Ela desliga sem se despedir. Uma bola de chumbo se forma em meu estômago.

Ah, Rugg. Você fez mesmo isso, não foi? Terminou com a Cande e falou para todo mundo sobre nós. Merda.

Chuto as cobertas e saio da cama.

— Vamos nessa, Jorge. Precisamos ir.

— Por quê?

— Porque sim. Ande!

Trinta minutos depois entramos na sala de reuniões. Toda a equipe de produção já está lá, assim como Cande e Rugg. Cande parece ter chorado. Rugg está com a cara de quem quer matar alguém.

Ah, caramba. Isso está mesmo acontecendo. Ele falou para ela. Realmente nunca pensei que ele faria isso.

Sonhei tantas vezes sobre como seria ter Rugg me escolhendo, mas nunca pensei que seria em público. Dou uma olhada em Mary e Marco. Eles não parecem bravos comigo. Por que não parecem bravos?

Ao lado de Rugg, Lionel Ferro remexe uma pilha de revistas à sua frente.

— Obrigado a todos por terem vindo tão rápido. Temos um problema que precisa ser resolvido, por isso vamos abrir todos na mesma página antes que uma tempestade de merda de proporções épicas aterrisse no nosso colo.

Ele distribui as revistas. Quando uma chega às minhas mãos, minha garganta fica seca, o que é incrível, considerando que eu quero vomitar.

A capa mostra uma imagem granulada de Rugg beijando uma garota. Em um beco. Sob a chuva. O ângulo da foto esconde meu rosto, e meu cabelo molhado parece mais castanho do que louro. Mas ainda assim: sou eu. A manchete diz: Escândalo exclusivo! Gostosão de Hollywood flagrado beijando uma garota no beco! Abaixo a legenda: Problemas no paraíso dos Namoradinhos da América? Traidor Ruggero Pasquarelli seduz morena misteriosa em nyc.

— Ah, merda — diz Jorge ao meu lado, e me dá uma olhada. Ele desconfia.

— Merda, mesmo — diz Mary enquanto tira os óculos e os limpa.

Do outro lado da mesa, Cande sacode a cabeça. Eu mal posso respirar.

Lionel põe a mão no ombro de Rugg.

— Esta revista vai chegar às bancas daqui a duas horas e, sim, parece ruim, mas não estamos aqui pra julgar. Estamos aqui pra fazer um controle de danos efetivo e rápido.

Mary lança um olhar de desaprovação a Rugg.

— Que merda você estava pensando, raio de sol?

Ele não olha para ela.

— Eu não estava.

— Quem é essa garota? — pergunta Marco. — Ela vai ser um problema no futuro?

— Não. — O rosto de Rugg é duro. — Ela é apenas uma garota que conheci num bar. Eu estava bêbado. Fiz algo estúpido. Não vai acontecer de novo.

Um calor toma conta do meu rosto enquanto a bile sobe pela minha garganta.

Em frente a mim, Lionel cruza os braços.

— Ruggero e eu conversamos sobre isso em detalhes, e ele me deu certeza de que foi só um beijo de bêbado que não significa nada. Ele quer deixar isso pra trás e seguir em frente.

Engulo outro ataque de náusea. Não machucaria tanto se eu não suspeitasse que fosse verdade. Abro a revista na página da história. Tem mais fotos. Minhas pernas enroscadas em Rugg. Suas mãos nos meus seios.

Olhando assim, parece tão sujo.

— A primeira coisa que vamos fazer — continua Lionel — é ter certeza de que essa explicação está clara pra todo mundo. Ninguém fala com a imprensa, a não ser Mary e eu. Se ficarmos fortes e unidos, vamos sobreviver a essa tempestade. Ninguém sabe quem é a mulher nessas fotos, e, pra América, ela é simplesmente uma vagabunda barata que seduziu um famoso ator de cinema em busca de seus quinze minutos de fama. Estamos entendidos?

Todo mundo concorda, até Rugg. Ele fita a mesa, de punhos cerrados, apertando o maxilar. Ele não consegue sequer olhar para mim. Candelaria também está olhando para a mesa. Ela parece em estado de choque. Aperto meus dedos na palma das mãos até sentir a marca das unhas. Então Rugg nem sequer contou a ela sobre nós dois e mesmo assim ela está com o coração dilacerado? Que porra está acontecendo?

— Como podemos ter certeza de que ela não vai falar? — pergunta Mary. — Rugg, se você disser o nome dela, podemos fazer algum tipo de acordo pra mantê-la calada.

— Não — diz Liam, de forma rude. — Ela não está interessada nessas coisas.

— Como você sabe? Nós podemos elaborar um acordo de confidencialidade. Amordaçá-la legalmente.

Rugg sacode a cabeça.

— Eu mal me lembro do rosto dela, Mary, esqueça isso. — Agora ele olha para mim. — Ela não quer levar isso adiante. Confie em mim.

Eu tenho de me controlar, e muito, para não gritar para ele:

Confie em mim? Nunca mais, imbecil.

— A mulher não faz parte da nossa estratégia — diz Lionel. — Em algumas horas o frenesi da imprensa terá atingido seu auge, por isso vamos precisar que Ruggelaria vá à televisão fazer uma declaração conjunta. — Lionel passa para Rugg uma declaração impressa.

— Ruggero, você vai dizer que enfrentou um momento de fraqueza. Estava nervoso com o casamento, mas ama sua noiva e se arrepende profundamente por tê-la magoado de alguma forma. Você vai estar à beira das lágrimas o tempo todo e segurando a mão de sua noiva como se fosse feita de um cristal precioso, entende? Cande, você vai ficar do lado do seu homem e apoiá-lo. Quando ele terminar, você vai abraçá-lo e sussurrar palavras de perdão a ele. Vamos gerenciar esse desastre com a precisão militar da maldita Guarda Nacional. Não esqueça, não há escândalo tão ruim que não possa virar alguma coisa boa. A não ser que você mate alguém ou seja pego chutando cãezinhos. Em qualquer um desses casos, você está ferrado. Mas, menos do que isso, qualquer coisa pode virar ouro em publicidade. Nós vamos superar essa história.

Ele continua falando. Mary concorda com a sua opinião. Quando Marco se preocupa que os patrocinadores caiam fora, Mary lhe garante que esse tipo de exposição viral vai triplicar a venda de ingressos. Eu continuo olhando para as fotos e tento não deixar todos verem como as minhas emoções estão me estrangulando.

Então, toda aquela conversa sobre estar comigo era besteira. Por que eu sequer tenho esperanças ainda? É inútil. 

Lá estava eu, sonhando em ser a namorada de Rugg. Em vez disso, sou um arrependimento. Um estúpido, anônimo e vergonhoso engano.

— Pelo amor de Deus, nós ajustamos isso na semana passada! — Marco olha para os atores. — Por que vocês estão nas marcações erradas, merda?! Onde está a inteligência de vocês, gente?

Desde a reunião, todo mundo está no limite. O resto do elenco ficou sabendo do escândalo quando a revista chegou às bancas uma hora atrás, e desde então estamos sendo bombardeados por ligações e choro dos fãs. Nas ruas, ainda posso ouvi-los se lamentando, sem acreditar.

— Eles não podem terminar assim! O amor deles é eterno! Não posso acreditar que Ruggero faria isso. A vagabunda deve ter feito a cabeça dele.

Cerro os dentes, e Jorge gentilmente toca minha perna embaixo da mesa.

— Isso tudo vai passar. É só dar um tempo.

Concordo com força e faço anotações em meu script.

— Sim.

Ele não disse nada, mas sabe que era eu naquelas fotos. Posso sentir sua decepção como uma vibração no ar. Fui uma porção de coisas ao longo dos anos, mas nunca a outra mulher. Seu afeto por Cande torna tudo pior. Sei que ele quer ficar do meu lado, mas como poderia? Sou a única errada.

— Vamos recomeçar, por favor, todo mundo — digo. — Do começo da cena mais uma vez.

Rugg olha para mim. Eu cuidadosamente o ignoro. À luz do drama de hoje, a pressão sobre mim para ser objetiva e profissional é maior do que nunca. O elenco precisa ser tranquilizado; até onde sabemos, o espetáculo está sob controle. É o velho axioma do pato: Não importa o quão freneticamente as pernas estão batendo embaixo d’água, precisamos que as pessoas nos vejam deslizando com graça e serenidade.

— Não, Ruggero! Downstage, caramba! Downstage! — Parece que Marco não recebeu minha observação sobre a história do pato. — Downstage é pra a frente. Upstage é pra trás. Será que preciso lembrá-lo das regras básicas da cenografia, cara?

Coloco minha mão no braço de Marco e sussurro:

— Por favor, respire.

Marco esfrega os olhos. Rugg e Cande estão fora de suas marcas, mas Rugg definitivamente é o pior dos dois. Há também um ar de mágoa entre o resto do elenco, já que ele deixou todos nós arrasados. No meu caso, a mágoa tem fundamento.

— Desculpe — diz Rugg. Ele olha para mim e desvio o olhar. Ele não merece mais nenhum contato visual.

No resto do dia, verifico duas vezes mais do que o normal se todos no elenco sabem suas deixas. A última coisa de que preciso é que a paciência de Marco se esgote. Toda vez que chego perto de Rugg, minhas emoções se acendem, mas me reprimo e me obrigo a continuar com meus afazeres.

— Espere a sua entrada, sr. Pasquarelli. Não se esqueça de sair pela frente, à esquerda, depois de “Será a hora que eu disser que é”.

— Ka… — Ele se inclina para falar comigo, mas atravesso para o outro lado da sala, para as deixas de Cande.

Pobre Cande, parece tão mal quanto eu. Claro que, sabendo que sou a responsável por seu sofrimento, me sinto ainda pior. Estive nesse lugar tantas vezes que você pensaria que machuca menos ser o agressor do que a vítima, mas não é assim.

— Você está bem? — sussurro.

— Vou ficar bem.

— Sinto muito. — Por uma porção de coisas.

Ela balança a cabeça e olha para Rugg, que acabou de entrar em cena.

— Pensei que a gente era sempre honesto um com o outro. Mas isso… Minha família inteira está envergonhada. Meu pai não disse isso, mas tenho certeza de que ele pensa que tudo aconteceu porque sou uma idiota que não consegue deixar seu homem satisfeito.

— Isso é ridículo. Nada disso é culpa sua.

— Não. Mas isso me faz questionar quantas coisas mais o Ruggero tem escondido de mim.

Chuva. Sua boca. Mãos em volta do meu corpo.

— Ele poderia estar fodendo essa garota há semanas. Ele nega, mas estou inclinada a não acreditar mais em uma palavra do que ele diz.

Eu também. Balanço a cabeça e dou uma olhada no meu script.

— Certo, espere na sua marca, então saia com Ruggero por trás, no fim da cena.

— Obrigada, querida.

— De nada. Me fale se houver alguma coisa que eu possa fazer.



O dia se arrasta. Terminamos de ensaiar as poucas cenas finais, mas a tensão no ar bloqueia a pequena satisfação que isso traz.

No momento em que termino o ensaio, todo mundo respira aliviado. Acho que estamos todos emocionalmente exaustos.

Enquanto o resto do elenco sai, Cande e Rugg se retiram para a sala de reunião com Lionel e Mary. A coletiva de imprensa é em uma hora, e Lionel quer treinar com eles mais uma vez. É claro que pedidos de desculpas espontâneos e sinceros precisam de um monte de ensaios.

Estou arrumando a mesa de produção quando Jorge toca meu ombro.

— Você está bem?

— Sim.

— Quer falar sobre isso?

— Não.

Ele pega minhas mãos e vira meu rosto para ele. Não posso encará-lo, então baixo os olhos.

— Escute, eu tenho um encontro hoje à noite, mas se você quiser que eu cancele, eu cancelo.

Aperto as mãos dele.

— Vou ficar bem. Estou acostumada com isso, lembra? Mas existe alguém que tenho certeza que está precisando de um amigo esta noite.

— Se você disser Pasquarelli, vou esmurrar alguma coisa. Provavelmente ele.

Balanço a cabeça e olho para ele.

— Garanta que Cande não fique sozinha. Ela não tem amigos aqui, e eu ficaria com ela, mas… Bem, é embaraçoso.

Ele concorda.

— Vou tomar conta dela. Agora, vá. Eu arrumo aqui.

Ele me puxa para um abraço apertado e então me dá a minha bolsa.

Tão logo piso na rua, sou encurralada por pelo menos uma dúzia de repórteres e fotógrafos, todos gritando perguntas enquanto enfiam gravadores na minha cara.

— Algum comentário sobre o escândalo? Como Candelaria está lidando com a traição de Ruggero?

— Ruggero está arrependido? Ele já tinha feito esse tipo de coisa antes?

— Você pode falar sobre a mulher envolvida? Ela é atriz, também?

— Se eles terminarem, a peça continua?

Fico em silêncio e avanço a cotoveladas. Quando eles começam a me seguir, saio correndo.

No momento em que chego em casa, preciso de um Valium, um chuveiro e lenços. Bato a porta atrás de mim, me encosto nela, e quando todas as emoções que estive contendo nas últimas dez horas ameaçam transbordar em grandes e frustrados soluços, eu as deixo vir.




Notas Finais


Os vejo no próximo capítulo. ♡


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