História Wicked Heart - Capítulo 17


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Categorias Candelaria Molfese, Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli
Tags Lutteo, Ruggarol, Ruggelaria, Soy Luna
Visualizações 411
Palavras 4.463
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje eu iria postar mais cedo, mas tive de sair. Peço perdão.

Boa Leitura. ♡

Capítulo 17 - Chapter Seventeen.



Acordo na manhã seguinte para encontrar Rugg enroscado em mim como uma jiboia. Tento me livrar dele, mas seus braços me apertam.

— Não — diz ele, a voz sombria, com sono.

— Não o quê?

— Aonde quer que você pense que está indo que não envolva ficar na cama comigo… Não.

— E se eu precisar ir ao banheiro?

— Segure.

Ele joga uma das pernas sobre mim.

— E se houver um incêndio?

— Tenho certeza de que os bombeiros de Nova York vão chegar aqui a tempo de nos salvar.

— Ruggero… — Eu me contorço, e antes mesmo de registrar que ele se mexeu, tenho minhas costas pressionadas contra o colchão e os punhos presos ao lado da cabeça. Quando ele se acomoda entre minhas pernas, fico muito consciente de como estamos completamente nus. E como ele está impressionantemente duro.

— Karol — diz ele, em um tom perigoso. — Isso não está em discussão. Não acordei com você nos meus braços por quase seis anos. Não vou deixá-la ir embora tão cedo. Você pode aceitar, ou vou ter de subjugar você. Entendeu?

— Defina “subjugar”.

— Te beijo até que você se submeta à minha vontade. — Ele abaixa o rosto de uma maneira que seus lábios quase encostam no meus. — Fazer você gozar até que não consiga se mexer.

— E supostamente isso deveria me deter? Psicologia… você está fazendo isso errado.

O rosto dele fica mortalmente sério.

— Fazendo errado? — Ele aperta ainda mais meus punhos. — Certo. É isso, garota. Prepare-se para ser maltratada.

Ele rosna e enfia o rosto no meu pescoço, e eu me contorço e dou risadinhas enquanto ele me belisca e me morde. Quando passo a lutar com mais força, ele larga seu peso inteiro sobre mim para me manter quieta.

— Ceda — ordena ele.

— Nunca! — Tento empurrá-lo, mas é impossível. Todos aqueles músculos pesam uma tonelada. Eu ofego, derrotada, e fico imóvel. — Certo, tudo bem. Você venceu.

— Resposta certa. — Ele me dá um sorriso presunçoso antes de rolar de cima de mim e de me puxar de volta ao abrigo de seus braços. — A propósito, o quão suspeito seria se nós dois ligássemos dizendo que estamos doentes hoje?

— Muito. Mas talvez valesse a pena.

Ele fecha os olhos e me abraça mais apertado.

— Sim, valeria.

Com seu braço direito envolvendo meu tórax, posso finalmente dar uma boa olhada em sua tatuagem. Parece com um brasão, mas, em vez de animais, é feito de nomes. Eu passo meu dedo levemente na tinta escura.

No meio, “Lino” está escrito na forma de um coração. De cada lado, os nomes de seus pais, “Antonella” e “Giovanni”, descem e estão cercados de vinhas e flores, como na pérgula que Rugg construíra para eles. E embaixo de tudo isso há uma faixa com…

— Ah, meu Deus.

Rugg abre um olho.

— Estava imaginando quando é que você perceberia isso.

— Quando você a fez?

— Depois do primeiro Rageheart. Hollywood estava me deprimindo e eu… — Ele passa o dedo pelas minhas costas. — Queria um lembrete permanente de todas as pessoas que amei e com quem não poderia estar.

Passo meus dedos sobre as letras gravadas no pergaminho. À primeira vista, pensei que fosse um complemento genérico sobre seus pais e irmão: “Minha Bênção”. Mas então me toquei. 

Eu me lembro da mensagem de texto no celular anos atrás.

Oi, Ka, minha linda, minha bênção. 

Ele me olha.

— Pensei que se tatuasse você em minha pele, você sempre estaria comigo, de um jeito ou de outro. Estúpido, né?

— Não é estúpido. É bonito. — Seguro seu rosto e o beijo suavemente.

Apenas ficamos deitados lá e nos beijamos por um tempo. O tipo de beijo profundo e lânguido que sugere que temos todo tempo do mundo.

— Todos os dias em que estive longe de você — diz ele, no intervalo entre me provocar com seus lábios e língua — sonhei com essa boca. Todas as vezes que precisei beijar Cande, fechava meus olhos e imaginava que era você.

Sem fôlego e excitada, confiro o relógio.

São seis da manhã.

Tenho que estar no ensaio às nove horas.

— Então — digo, e coloco uma das mãos em seu peito para impedi-lo de me distrair mais. — Você já pensou em como vamos lidar com as coisas hoje?

Ele se larga de costas na cama e me puxa para ele.

— Já pensei nisso. Ainda não achei realmente uma solução. Vamos ter de quebrar o contrato. De jeito nenhum eu vou me casar. Já tinha ressalvas quanto a isso antes de ver você novamente. Não posso nem fingir que vou me casar com Candelaria agora.

— E se Cande tiver um problema com isso?

Ele fecha os olhos e esfrega a testa.

— Ela pode ficar desapontada em não ter seu momento de princesa, mas falando realisticamente, ela é uma vítima disso também. Nenhum de nós tem sido capaz de ter um relacionamento real desde que essa coisa toda começou, e sei que ela realmente quer um. Ela está sozinha. Quer um homem para amá-la de verdade, e por mais que eu beije bem, sinto que ela está cansada de fingir comigo.

— Então vocês dois nunca realmente…?

Ele se vira para poder olhar para mim.

— Não.

— Por que não? Nunca quis tirar proveito de uma situação ruim?

Ele fica quieto por um momento, e então diz:

— Tentamos. Uma vez. Foi logo depois da estreia de Rageheart. Estávamos os dois apavorados com os fãs enlouquecidos e com a fama. Acho que imaginamos que poderíamos nos consolar, mas… — Ele balança a cabeça. — Não conseguia tirar você da cabeça. Ou do corpo. Cande tentou ao máximo me fazer esquecer, mas não consegui… ahn… funcionar.

Eu olho para baixo e vejo como ele ergueu o lençol sobre seu quadril como uma tenda.

— Sério? Porque eu nunca soube que você tinha qualquer problema nesse departamento.

— Sim, bem, isso porque você sempre me deixou mais duro que titânio. Mas a maioria das mulheres deste planeta não me afeta assim. Nem mesmo Cande. Pra ser honesto, não acho que ela nem mesmo me ache atraente.

Eu me apoio em um cotovelo e o observo.

— Você está brincando? Ela tem olhos e uma vagina. Como ela não pode se sentir atraída por você?

Ele dá uma gargalhada e sorri para mim.

— Acredite se quiser, há mulheres neste planeta que têm interesse zero em mim.

— Pfff. Lésbicas e vovós, talvez.

— Na verdade, sou muito popular com vovós.

Sorrio e depois me acomodo na curva do seu braço.

— Não vou mentir. Saber que você e Cande nunca tiveram nada me deixa feliz, mas ainda odeio saber que ela ficou magoada com aquelas fotos de ontem. Precisamos falar com ela. Contar a verdade.

— Concordo. Ela tem sido minha única amiga durante essa loucura toda, e merece saber. Talvez quando eu sair de cena Cande possa achar um cara que goste dela. Vou falar com ela depois do ensaio hoje.

— E os fãs? Você não pode simplesmente aparecer e dizer: “Oi, pessoal, adivinhe? Estamos enganando vocês há anos”. Eles linchariam vocês.

Rugg acaricia meu cabelo.

— Sim, a ironia é que, pra não decepcioná-los mais, teríamos que mentir mais pra eles. Odeio isso, mas não vejo outra alternativa. Talvez Lionel tenha alguma ideia do que fazer.

— E se ele disser que você precisa simplesmente esperar o contrato acabar?

Eu o sinto tenso.

— Não.

— Rugg…

Ele se afasta e me olha.

— Não, Kaa. Isso significa mais alguns meses de fingimento e de não ter você. De jeito nenhum.

— Se vocês se separarem agora, isso poderia afetar a peça, e você não pode fazer isso com o Marco.

Ele me larga e senta na beirada da cama. Posso ver a tensão em suas costas quando ele apoia os cotovelos nos joelhos e abaixa a cabeça.

— Então, o quê? Só falamos de negócios, como sempre? Como eu poderia esconder meus sentimentos por você?

Ajoelho atrás dele e o envolvo com meus braços.

— Você é um ator incrível. Você vai achar uma saída. Só se lembre de que eu te amo.

Tão logo as palavras saem da minha boca, ele se vira para mim, e uma gama de emoções espetacular atravessa seu rosto. Finalmente, sua expressão se transforma em êxtase.

— Tantas pessoas me dizem isso todo dia. Pessoas que nem mesmo me conhecem. Mas você… Você é a única pessoa de quem eu desejo ouvir isso. Antes da noite passada, eu pensava que jamais ouviria essas palavras de você de novo. — Ele coloca a mão no meu rosto e me olha profundamente nos olhos. — Costumava pensar que, se eu apenas esperasse o bastante, o destino nos uniria de novo. Que nossas estrelas se alinhariam, ou algo assim, e você voltaria à minha vida pra ficar. Mas isso não aconteceu. Então agora eu quero que se dane. Cansei de esperar. Às vezes, o destino é você quem faz, e estou fazendo minha vida com você.

Ele me beija e me empurra de costas, e eu ofego quando ele cobre meu corpo com o seu. Meu Deus, é difícil lidar com esse tanto de Ruggero. Corro minhas mãos por suas costas e por sua bunda magnífica. Amo sentir seus músculos vibrando sob meu toque. Tanta força envolvendo seu doce coração.

— Não temos muito tempo — digo, já sem fôlego. — Tenho trabalho a fazer antes do ensaio.

Ele pressiona sua ereção contra mim de uma maneira que me faz gemer.

— Não preciso de muito. Só preciso estar dentro de você.

Ele beija meu peito e se esfrega em mim ao mesmo tempo. Em segundos, cada músculo que reclamava da nossa transa épica da noite anterior está implorando por mais.

Ergo meus quadris e o encorajo a ir adiante, e com um movimento mínimo, ele desliza para dentro de mim.

Quando está completamente dentro, ele deixa escapar um gemido baixo antes de ficar parado.

— Além de você dizendo que me ama, também nunca vou ficar cansado disso — diz ele, a voz baixa. — Nunca.

Ele se mexe, lento e contido, e eu inspiro a cada vez que ele arremete.

— Ainda acho difícil acreditar que Ruggero Pasquarelli, o homem mais desejável do mundo, está dentro de mim.

Ele se inclina para me beijar.

— E, droga… — Ele fecha os olhos e ofega. — O homem mais desejável do mundo vai gozar em tempo recorde porque você é tão gostosa. Nossa, Ka…

Eu não sei por quanto tempo fizemos amor, mas sei que é ainda melhor pela manhã do que foi na noite passada. Ontem, pareceu que era tudo um sonho. Hoje, é uma realidade muito sexy. Embora saibamos que vamos ter de passar por uma confusão enorme para fazer tudo dar certo, não vamos mais deixar nada ficar em nosso caminho.

Encantada, observo enquanto um Ruggero nu se arrasta através da bagunça em  volta do sofá.

— Encontrei minha cueca! — diz ele, segurando-a no alto, em triunfo. — Não tenho certeza de como ela foi parar em volta dessa revista, mas que seja.

Faço um biquinho quando ele veste a roupa de baixo. Ainda bem, Rugg ignora o resto das roupas, que ele já dobrou e empilhou com capricho no sofá, e começa a arrumar a casa usando só aquela cueca apertada. Estamos ambos de banho recém-tomado, e estou com meu roupão, e embora fosse gostar de ficar na cama a manhã toda, saber que um tornado parece ter arrasado o apartamento nos deixa tensos. Maníacos por limpeza, uni-vos!

— Vou limpar a cozinha — diz Rugg, e me dá um beijo rápido quando passa. — Há louça quebrada lá, e não posso deixar minha mulher cortar seus pés delicados.

Sorrio com sua escolha de palavras. Nunca fui mulher de ninguém antes. Gosto disso.

Ruggero para na frente do armário e tira de lá a pá de lixo, enquanto eu começo a arrumar os livros bagunçados no chão. Será que nada sobreviveu ao nosso assalto?

Um calafrio corre por minha coluna quando penso em Rugg me pressionando contra as paredes e os balcões. Valeu muito a pena.

Rugg cantarola enquanto limpa a cozinha, e eu sorrio enquanto me concentro na arrumação dos livros nas prateleiras segundo minha própria organização; isso significa: categorizados por gênero, depois por autor e depois por cores. Meio triste, mas que seja. É minha estante. Gosto que as prateleiras fiquem bonitas.

Estou quase terminando quando ouço vozes do lado de fora.

— Cande, pare.

— Não. Venha aqui, Jorge. Só um segundo.

— Eu não posso abraçar você e abrir a porta ao mesmo tempo. Só fique parada aí, o.k.? E pelo amor de Deus, não vomite. Não sei lidar com vômito.

A porta se abre e Jorge, com um braço em volta de Cande, tropeça ao entrar.

Ela parece horrível. Quando eles me veem, e toda aquela bagunça, os dois congelam.

Candelaria balança e pisca, e Jorge se vira para mim.

— Que merda é essa, Ka?! Aqueles adolescentes babacas do segundo andar invadiram e destruíram tudo? Porque eu adoraria uma desculpa pra dar uma porrada em uns emos espinhentos. 

— Jorge, oi. Ah… não. Você acreditaria se eu dissesse que houve um terremoto?

— Não. O que aconteceu de verdade?

— Karoooool! — Antes que eu possa responder, Cande dá uma guinada na minha direção e me puxa para um abraço apertado. — Eu amo você. Tive um dia de merda ontem, mas ver você faz tudo ficar melhor. — Nossa, ela cheira como uma cervejaria. — Você se casaria comigo no lugar do Ruggero? Ele é um babaca. Ele me faz parecer uma idiota. Ele deveria ser minha rocha no mar turbulento da vida, mas deixou que eu me afogasse. — Ela aperta os olhos. — Ah, meu Deus. Alguém escreva isso. Fico tão poética quando estou bêbada que até me espanto.

Olho para Jorge. Ele ergue as mãos, em uma postura defensiva.

— Você me disse para consolá-la. Ela queria ser consolada com cerveja.

— Ela bebeu a noite toda?

Ele balança a cabeça, concordando.

— Tentei fazer com que ela parasse, mas ela não se deixou convencer. E quanto mais ela bebia, mais me achava atraente. Como eu poderia resistir?

— Ahh — Cande murmura e apoia a cabeça em meu ombro. — Jorge foi adorável, mas Karol… você é tão macia. Esse roupão é confortável. Vamos ficar abraçadinhas.

Ela se inclina e aninha a cabeça em meus seios. Abraço-a, e lanço flechas com o olhar para Jorge. Ele, ao menos, tem o bom senso de parecer arrependido.

— Sinto muito. Ela ficou flertando comigo até que eu pagasse outra bebida. Sou um homem fraco e egoísta.

— Logo você será um homem morto. Temos ensaio em duas horas. Marco vai nos matar se ela aparecer assim.

— Eu sei. Foi por isso que a trouxe pra cá, pra que você me ajude a deixá-la sóbria.

Eu me afasto e faço Cande me olhar.

— Ei, querida. Como você está?

— Tô cansada. E Jorge não quer me dar mais cerveja. Ele é mau. Mas bonito.

— Você gostaria de tomar café? E talvez alguma comida para absorver o álcool?

Estou quase a levando para a cozinha quando me lembro de quem está lá. Ai, meu Deus, como se essa situação não fosse ruim o suficiente. Ao menos ele teve a decência de ficar escondido.

— Ka? — Jorge está franzindo a testa. — Por que há roupas de homem no nosso sofá?

— Hummm…

Então os olhos dele se arregalam e Cande se engasga ao mesmo tempo. Eu me viro com a certeza que verei Ruggero parado seminu na porta da cozinha, parecendo um deus grego, exceto pela pá de lixo e pelas luvas de borracha amarelas.

— E aí, pessoal — diz ele, baixinho, olhando para todos. Ah… provavelmente devemos conversar.

Antes de alguém ter tempo para falar, Cande corre para o banheiro e vomita violentamente no vaso.

Meia hora e duas xícaras de café depois, Cande está com os olhos injetados, mas definitivamente mais sóbria. Ruggero e eu estamos completamente vestidos e já explicamos toda a nossa história, incluindo nossos ensaios noturnos para compensar a dislexia secreta dele. Até agora, Cande e Jorge estão levando tudo na boa, considerando todas as coisas.

— Você é um cretino, Pasquarelli! — grita Jorge, enquanto caminha na frente do sofá. Certo, eu menti quando disse que ele estava levando tudo na boa. — Você não só largou a Karol anos atrás por esse falso romance de merda, mas quando descobriu que estava sentindo algo por ela novamente nem pensou em avisar Candelaria sobre a tempestade que se aproximava? Você é um maldito de um egoísta!

Rugg balança a cabeça.

— Jorge, entendo por que você está puto…

— Bom. Porque seus atos magoaram duas das mulheres mais incríveis que eu conheço, e se eu não fosse contra a violência física, agora estaria chutando sua bunda por todo este apartamento!

Quando ele para na frente de Cande, ela pega sua mão gentilmente.

— Jorge, por favor, se acalme antes que Ruggero te esmague como um inseto. E você está falando alto demais. Você poderia me dar um analgésico?

Jorge lança um olhar furioso para Ruggero antes de se dirigir para o banheiro.

Candelaria esfrega as têmporas, e quando Jorge volta com dois comprimidos e um copo de água, ela os engole rapidamente.

— Certo — diz ela, com um suspiro. — Então eu acho que precisamos descobrir o que fazer, né? Não vou mentir. Fico animada só de pensar em quebrar o contrato, mas sabemos que isso não pode acontecer. Não agora.

Jorge se senta perto dela e coloca o braço no encosto do sofá.

— Então, qual é o plano?

— Particularmente — digo, pegando minha xícara de café —, acho que a escolha mais sábia seria encarar que Ruggelaria se trata de negócios, como sempre, até que o frenesi com as fotos se acalme. Quando o circo da imprensa for desarmado, pensamos em alguma coisa.

Ruggero cruza os braços no peito.

— Não gosto de ter que esperar, mas concordo que provavelmente é a melhor ideia. Preciso falar com Lionel sobre algumas possibilidades de escapatória, mas ele tem muito o que fazer agora. Ele já deixou seis mensagens pra mim hoje. Parece que temos mais de duzentos pedidos de entrevistas desde a coletiva de imprensa ontem à noite. Isso não vai passar tão rapidamente.

Jorge franze a testa.

— Então, enquanto isso, você e Karol acham que vão se esgueirar por aí, nos bastidores, e transar um com o outro sem ninguém saber?

— Sexo seria ótimo — Rugg dá de ombros —, mas não estou contando com isso. Só sei que estive longe dela por seis anos e não vou ficar mais nem um dia sequer afastado.

— E você espera que Cande concorde com isso?

Rugg olha para Cande, que ergue as mãos, entregando-se.

— Ei, não olhe pra mim. Contanto que vocês dois me poupem dos detalhes picantes, não quero saber o que acontece entre quatro paredes. Só me prometam que terão um cuidado redobrado. Todos vão nos observar atentamente a partir de agora, e eu já sou a namorada ingênua. Até a menor sugestão de outro escândalo vai fazer a imprensa nos cercar como moscas.

— Prometo, seremos discretos. — Ele dá um sorriso caloroso para Cande. — Obrigado por entender.

Ela fica de pé e dá um abraço nele.

— De nada. Pelo menos um de nós vai transar. Faz tanto tempo pra mim que eu já quase esqueci a aparência de um pênis.

Jorge pigarreia.

— Posso te mostrar uma seleção de fotos de paus de alta qualidade e enviá-las diretamente pro seu celular? Karol pode garantir que elas são muito artísticas.

Candelaria ergue uma sobrancelha para mim.

— Será que posso saber o motivo pelo qual você viu fotos do pau do Jorge?

— Não — digo, gargalhando. — Você realmente não pode saber.

Rugg faz uma careta para mim.

— Será que eu posso saber?

— Foi acidental, acredite. Agora, talvez você e Jorge possam ir buscar algo pra gente comer. Temos de sair para o ensaio logo e gostaria que Cande descansasse antes.

— Claro. — Ele me dá um beijo rápido. — Vamos voltar logo. A menos que Jorge decida me bater no caminho, o que… Bem… Vamos voltar logo.

Jorge lança um olhar de desprezo a ele.

— Há muito trânsito em Nova York, Pasquarelli. Não seria uma pena se o imbecil mais importante de Hollywood fosse atropelado?

Rugg ri e abre a porta.

— Certo, valentão. Obviamente preciso comprar um bagel para você expurgar sua raiva.

— Um bagel e biscoitos — corrige Jorge. — E um montão de café bem forte.

— Que acordo difícil. Certo. Pegue as chaves e vamos.

Ruggero desce as escadas e Jorge se vira para Cande depois de pegar as chaves na mesa.

— Só pra você saber, eu estava meio que brincando a respeito das fotos do meu pau. Mas estou aqui se você precisar. Sei que você provavelmente está sofrendo com tudo isso e algumas vezes é melhor superar alguém ficando com outra pessoa, sabe? Sexo pra se recuperar pode ser bem catártico.

Cande inclina a cabeça, com um sorriso amargo e perplexo no rosto.

— Ruggero e eu nunca tivemos propriamente uma relação, Jorge. Não há necessidade de me recuperar.

— É o que você diz. Mas o Magic Mike e eu estamos disponíveis se você decidir mudar de ideia.

— Magic Mike? — Quando minha risada escapa pelo nariz, ela ri. — Isso é… fofo, Jorge. Obrigada.

— Sem problemas. A hora que quiser.

Quando a porta se fecha atrás dele, balanço a cabeça.

— Meu melhor amigo, senhoras e senhores.

— Você tem um ótimo gosto pra amigos — diz Cande, e boceja. — Olhe pra mim.

Ela esfrega os olhos e o apartamento é engolfado pelo silêncio. Sei que Cande parece estar concordando com a situação, mas se eu fosse ela teria uma boa dose de ressentimento com a coisa toda.

— Então — digo, quando me viro para ela. — Como você se sente sobre mim e Rugg? Honestamente.

Ela dá de ombros e se afunda no sofá.

— Honestamente? Difícil dizer. Ainda estou muito bêbada.

— Você quer me bater?

— Não.

— Nem um pouquinho?

— E estragar minhas unhas? É loucura. — Ela sorri para mim. — Acima de tudo, estou brava comigo mesma por não ter adivinhado. Via que ele ficava estranho perto de você; só não sabia o motivo. Todo o tempo em que estivemos juntos, Ruggero se recusou a falar de relacionamentos passados. O mais perto que ele esteve disso foi em uma noite, quando estávamos muito cansados pelo fuso horário, e ele murmurou alguma coisa sobre ter feito algo imperdoável uma vez e perdido o amor da vida dele. Nunca suspeitei que ele tivesse chutado seu único amor verdadeiro pra poder fingir estar apaixonado por mim. Essa informação é nova.

— Você está brava?

— Não. Só desapontada por ele não ter falado nada sobre estar preso a você todos esses anos. Quero dizer, estivemos juntos em toda essa loucura desde o momento em que assinamos o contrato de Rageheart, e mesmo ele tendo enfrentado horas incontáveis comigo reclamando dos meus problemas com meu pai e minha irmã, nunca confiou em mim pra contar o que viveu com você, ou sobre ter dislexia. Isso faz eu me sentir um lixo, sabia? Pensei que éramos mais próximos do que isso.

Candelaria baixa os olhos. Coloco minha mão sobre a dela e a aperto.

— Sinto muito.

Ela toma um gole de seu café.

— Vou superar. Pelo menos essa brincadeira idiota está chegando ao fim. O único homem que esteve entre minhas pernas nos últimos anos foi Hernando, meu depilador, e ele é gay. Tenho inveja por Ruggero finalmente ter encontrado um alívio.

— Ruggero me contou que vocês dois tentaram… — Olho para minhas mãos.

— Fazer dar certo uma vez?

Ela dá uma gargalhada.

— Nossa, foi tão ruim. Estranho demais. Quero dizer, Ruggero é lindo e tudo o mais, mas ele não me atrai. Eu o amo como a um irmão. Estranho, né?

— Não, na verdade. É exatamente assim que me sinto em relação a Jorgw.

Ela torce o rosto.

— Sério? Você nunca quis jogar aquele nerd gostoso na cama e foder com ele?

Agora é minha vez de rir.

— Nunca.

— Bem, isso é muito bizarro.

— Ei, você acaba de me contar que não sente nenhuma atração pelo Homem Mais Sexy em três anos seguidos, segundo a People, mas está surpresa que eu não queira dar pro meu melhor amigo?

— Bem, sim. Ruggero é bonitão e tal, mas Jorge é um tesão. Estou pensando em aceitar a proposta dele para transarmos, mesmo que seja só pra interromper a minha seca. — Há um brilho malicioso em seus olhos, e eu já o vi tantas vezes que não dá para acreditar.

— Você me engana com tanta frequência que não tenho ideia se está brincando ou não.

Ela dá de ombros.

— Eu também não.

Eu lhe dou um abraço rápido e a puxo para ficar de pé.

— Vamos lá. Você pode dormir no quarto de Jorge por um tempo. Eu te ofereceria minha cama, mas… bem…

— Seus lençóis estão cobertos com a evidência do amorrrr de Ruggero?

Eu faço uma careta.

— Cande…

— A semente salgada do desejo dele?

— Pare.

— A brancura grudenta da devoção infinita dele?

Eu coloco minha mão sobre sua boca.

— Pare de falar ou eu machuco você. Sério.

Ela dá uma risadinha enquanto a levo até o quarto de Jorge. Não está superarrumado, mas Jorge não é bagunceiro. Viver comigo despertou seu senso de limpeza.

Cande olha em volta.

— Hummm. A Caverna de Jorge. Interessante.

Puxo a colcha e a faço se deitar.

— Vi Jorge trocar os lençóis ontem, então você está segura. — Depois de ela se acomodar, puxo o lençol até seu queixo e lhe tiro o cabelo do rosto. — Tente descansar um pouco. Eu chamo você quando os meninos voltarem com a comida.

Quando me levanto, ela agarra minha mão.

— Karol…?

— Sim?

Ela olha para minha mão e a acaricia.

— Sinto que também te devo desculpas.

— Pelo quê?

— Desde que nos conhecemos, eu tenho esfregado meu casamento mágico e meu noivo gostoso na sua cara. Eu até mesmo fiz você ir comprar o vestido de noiva comigo, caramba. Tenho sido uma completa imbecil. Espero que você não me odeie.

Dou risada.

— Na verdade, eu te amo, apesar de ter achado que você roubou o homem dos meus sonhos. Você é adorável.

— Bem, sim. Me conte algo que não sei. — Ela pisca algumas vezes, então seus olhos se fecham. — Só quero que você saiba que estou feliz por você e Ruggero terem encontrado a felicidade juntos. Vocês são incríveis e merecem isso.

Antes de eu dizer que ela também merece a felicidade, Cande pega no sono.





Notas Finais


EU TÔ COM DOR ATÉ NA ALMA MAS EU TÔ TÃO FELIZ QUE TÁ DANDO TUDO CERTOOOOO. JORGE E CANDE SE FODAM DE JEITO, VALEU. RUGG E KA SE COMAM TAMBÉM.
AAAAAAAAAAA O MUNDO É LINDO PORRAAAA, BUCETA, EU TÔ FELIZ PRA CARALHO.

Os vejo no próximo capítulo. ♡


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